Quarta-feira, 23.02.11

Naturismo nas ilhas da Ria Formosa em Faro

 

Ilha Deserta, ponto mais a sul de Portugal Continental e localizado no concelho de Faro, pode ter este verão um espaço destinado à prática de naturismo caso a proposta passe na próxima Assembleia Municipal de Faro.

A proposta para criação de um "espaço destinado à prática de naturismo no concelho de Faro" consta na ordem de trabalhos da Assembleia Municipal (AM) de Faro, marcada para segunda-feira.

A Ilha Deserta, também conhecida por Barreta, é um vasto areal, que tem recebido a Bandeira Azul e apenas acessível de barco, estando cercada pelas águas da Ria Formosa e pelo oceano, sendo a única ilha completamente desabitada do Parque Natural da Ria Formosa.

Em abril do ano passado, os autarcas do Algarve revelaram-se favoráveis ao projeto de lei do partido Os Verdes, que visava aumentar o número de praias de nudismo, dando aos municípios o poder de decisão sobre a criação de espaços para a prática do naturismo.

O Algarve foi a primeira região de Portugal a ganhar uma praia naturista delimitada nos termos da lei, a praia do Barril, na Ilha de Tavira.

Em 2010, Portugal tinha seis praias legalizadas para a prática de naturismo, todas a Sul do Tejo, e um parque de campismo.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 13.08.10

Está aberta a guerra na praia da Estela da Povoa do Varzim entre os que gostam de andar por ali como vieram ao mundo e os mais conservadores, os que usam Lycra ou algodão parataparem "as vergonhas".

A praia é frequentada por naturistas. Ou seja o usual é as pessoas andarem por ali com o que Deus lhes deu ao sabor do vento do Norte e com a areia a entrar em tudo o que é orifício. Até aqui tudo bem, pelo menos para quem aprecia a liberdade do acto. Eu como não sou um apreciador da prática não vou comentar este aspecto. Respeito.

Acontece que há quem por ali diga, sobretudo moradores da zona e inclusive um vereador do PS - o senhor Renato Matosque o coito é ali praticado em pleno areal como quem está a jogar raquetes. E que por isso estarão os bons costumes a ser ameaçados de forma vil e inadmissível gerando "conflitos frequentes" entre quem usa a praia nuzinho e quem ali vive perto e tem o estranho hábito de andar normalmente cobertos com peças de vestuário.

Os naturistas em sua defesa replicam dizendo que são "mentiras sem provas". Ou seja, que por ali o pipi e o pirilau estão livres e desnudados sim senhor é um facto mas nada de interacção ou união entre "membros" frequentadores. Tudo legal portanto. E estranham os alegados "conflitos com moradores" dado que "não há uma única casa ou edifício de habitação nas redondezas".

E assim se cria um mistério: como podem os tais "moradores" que nem sequer têm casa ali perto tão pouco nas redondezas ou mesmo o senhor Renato Matos, vereador do PS, saber se há ou não a prática explícita de sexo em plena praia se não são nudistas, naturistas ou frequentadores da mesma? E pasme-se, a Polícia Marítima não recebe uma queixa deste género -atentado aos bons costumes - há anos.

Deixem-me adivinhar: andavam por ali a praticar asa delta, olharam para baixo por acaso e viram o que lhes parecia ser uma orgia? Não seria apenas um grupo de turistas a espetarem os ferros do pára-vento?

Ou será que isto não é apenas mais um caso, bem comum na nossa sociedade, de revolta dos "puritanos da aldeia". Aqueles beatos que detestam saber que há malta nua a dois quilómetros das suas casas mas que se pelam por espreitarem atrás das dunas a jogarem ao prego?

Um naturista dizia quando entrevistado "eu se não gosto de bacalhau não vou a um restaurante onde sirvam apenas bacalhau". Eu não diria melhor. Mas ele também deveria saber que em Portugal o bacalhau é um prato muito apreciado e sobretudo apetecido.

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 02.08.10

Imperiais

 

"O copo seco e limpo. Um sistema de refrigeração revisto e actualizado. Não esquecer que tem de levar pelo menos um dedo de gravatinha: a espuma garante que o gás não desaparece ao primeiro gole e que a temperatura se mantém", diz Francisco José Viegas, o autor de "99 Cervejas + Uma ou Como Não Morrer de Sede no Inferno", explicando quais os truques para tirar uma boa imperial. Perguntámos-lhe onde se bebem as melhores de Lisboa. A resposta chega sem hesitações: "Nos bares irlandeses na zona do Cais do Sodré ou no English Bar. Depois, haja sorte nas cervejarias tradicionais. Eu gosto muito do Sem Palavras, uma cervejaria no Mercado de Alvalade, que recomendo pela comida e pela prontidão com que o Luís e o Paulo me colocam um copo na mão. O The Beer Hunter, em Oeiras, é uma referência para o Verão, uma vez que, além das pilsener habituais, tem algumas cervejas inglesas, amargas, que vão bem com a noite."

British Bar

Entrámos então no British Bar, o bar mais antigo de Lisboa, com 91 anos. Neste bar à inglesa com cheiro a maresia em pleno Cais do Sodré, Nuno Ribeiro, gerente, garante que existem mais de trinta cervejas diferentes. "Temos as imperiais nacionais à pressão Super Bock clássica e Stout, parecida com a Guiness irlandesa. Temos a cerveja de gengibre, a Guiness, uma belga Leffe e a Hoegaarden, que é uma cerveja branca de trigo. O segredo para tirar uma imperial? Depende da cerveja." 

Sem Palavras

Fernando Anacleto, sócio-gerente do Sem Palavras, acrescenta algumas palavras ao segredos das melhores imperiais. "Já tivemos Super Bock, mas a cerveja de cervejaria é Sagres. Apesar do mercado estar a mudar, o cliente está habituado a este sabor, são muitos anos a beber Sagres. Os nossos copos estão numa câmara frigorífica, a cerca de 4 graus." A vossa cerveja deixa os clientes sem palavras? "Às vezes, até ficam com palavras a mais."

The Beer Hunter

Do Mercado de Alvalade para Oeiras. Batemos à porta do The Beer Hunter, o carismático bar onde não se vem apenas à caça de cerveja, mas também da mesa de snooker, dos petiscos e da música. O empregado João Rodrigues é o porta-voz: "A imperial é uma cerveja exclusiva da casa, uma mistura de cerveja belga com Boehmia da Sagres. O copo tem que estar seco e uma boa imperial tem dois dedos de altura de espuma, o que mantém a cerveja viva." As pipocas salgadas, tremoços ou amendoins com sal são companheiros inseparáveis da imperial.

Ramiro

Na marisqueira tradicional Ramiro, na rua Almirante Reis, em Lisboa, ouvimos o gerente Pedro Gonçalves: "É um namoro de há muitos anos, talvez 40. Começámos a trabalhar com a Sagres e nunca mais mudámos. O cliente está habituado a ter este sabor de cerveja com esta comida." Por falar em comida, "a boa cerveja acompanha sempre com tremoços, mas de acordo com a vontade do cliente fica bem com gambas "al ajillo", o nosso famoso prego de lombo no pão ou umas amêijoas à Bulhão Pato". Os copos são secos e refrigerados. "Temos um frigorífico especial e a sua temperatura depende da altura do ano. Neste momento está na casa dos 7, 8 graus."

Para terminar, não se esqueça: a companhia é fundamental. "Uma cerveja solitária é bom, claro ? mas com companhia é outra coisa", afirma Francisco José Viegas. Vai mais uma rodada?

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 26.07.10

Os melhores caracois

 

As folhas escritas à mão em tascas e restaurantes anunciam a chegada do Verão: "Há caracóis." Comer caracóis é um acto gastronómico que divide: há os que adoram e os que nem se atrevem a prová-los; há quem se interrogue se são lesmas com casca ou parentes próximos das ostras. O que é certo é que são um petisco obrigatório nos meses de Verão. Com louro, alho, bacon ou colorau, mas sempre acompanhados de uma cerveja gelada.

O Filho do Menino Júlio dos Caracóis

Com gerência de Vasco Rodrigues, o Restaurante Cervejaria O Filho do Menino Júlio dos Caracóis é especialista em cozinhar caracóis provenientes das melhores regiões de Portugal e Marrocos, com receita antiga e exclusiva. Mas não é de admirar que Vasco Rodrigues goste tanto de caracóis. "Nasci no próprio restaurante, que na altura além da carvoaria também tinha habitação. Como caracóis desde criança." Com 21 anos já era dono do espaço, onde apenas o seu pai, Júlio, e a sua mulher, Fernanda Rodrigues, conhecem o segredo da receita, que nem com as duas filhas do casal partilharam ainda. Vasco Rodrigues apenas adianta: "Os caracóis são lavados de um dia para o outro, ficam 30 minutos em lume brando e depois adiciono-lhes cebola, alho, sal e o tal segredo do tempero. Tenho um cliente que tem o recorde de 15 pratos de caracóis seguidos", acrescenta o dono do restaurante.

R. Vale Formoso de Cima 140 - B Lisboa

Tel.: 218 596 160/Tm.: 936 470 077

O Palácio Em Alcântara encontra-se a Marisqueira Palácio, onde se podem saborear diariamente os vários frutos que o mar dá, da lagosta à amêijoa. Pode-se dizer que aqui o marisco é rei todo o ano, mas o caracol é o príncipe do Verão. João Agostinho Alves, sócio-gerente, explica o segredos dos caracóis da Palácio. "O caracol é guloso, não enche, mas sabe muito bem. Os caracóis são um petisco delicioso e os nossos levam orégãos, cebola, sal e presunto, para lhes dar gosto." A acompanhar os caracóis vêm tostas torradas com manteiga. Outro dos petiscos mais requisitados deste restaurante são as caracoletas assadas com molho de manteiga, limão e piripíri.

R. Prior do Crato 140, 1350 Lisboa

Tel.: 213 961 647

Túnel de Santos João Gonçalves, o dono do Túnel de Santos, explica: "Os caracóis comem-se nos meses sem 'r', tal como a sapateira e as ostras. O nosso caracol vem de Santarém, é mais seco, e serve-se em pires ou travessas com molho picante, cebola e orégãos, acompanhado de pão torrado e manteiga e uma imperial fresca." Na esplanada, as travessas de caracóis e o aroma do petisco confirmam as palavras de João Gonçalves.

Largo de Santos, 1 A/B/C Tel.: 912151850

Eduardo das Conquilhas Eduardo dos Santos e o seu filho Ricardo são os donos do Eduardo das Conquilhas, uma tasca tradicional, com decoração simples e ambiente acolhedor. Aberta há 45 anos, a casa é conhecida sobretudo pelas conquilhas, mas no Verão os caracóis também lhe trazem muita fama e clientes. À entrada, um azulejo ao balcão aconselha: "Não traga pressa, traga apetite" e este conselho aplica-se à experiência de degustar caracóis na esplanada. "Há muitas maneiras de os cozinhar, mas os caracóis têm um segredo culinário que não se pode revelar. Há dias em que chego a cozer mais de sete panelas, cada uma com doze quilos de caracóis", conta Eduardo dos Santos. De tamanho médio, têm acentuado sabor a orégãos e picante, com direito a malaguetas no prato.

Rua Capitão Leitão, 8, Parede 

Tel.: 214 573 303

Festival do Caracol Saloio Até 26 de Julho, o caracol é o centro das atenções na 11.a edição do Festival do Caracol Saloio, em Loures, onde se aguardam milhares de apreciadores de caracóis e caracoletas. O evento conta com a participação de 11 restaurantes, que disponibilizam pratos confeccionados com muita imaginação e gosto, como o rancho de caracoleta, creme aveludado de caracóis com gengibre, caracoleta à lagareiro, pataniscas de caracol, farinheira com ovos e caracóis, espetadas de caracoleta com enchidos, massinha de caracol e chili de caracoleta, entre muitas outras propostas. O festival, organizado pela Câmara Municipal de Loures, decorre entre as 17 e as 24 horas durante os dias da semana e aos fins-de-semana entre as 16 e as 24 horas.

Parque de estacionamento junto ao Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 15.07.10

Praia do Meco

 

Não espere ver concertos com os pés de molho e prepare-se para respirar pó. O Super Bock Super Rock deixou o Parque Tejo, perto do Parque das Nações, para se instalar na Herdade Cabeço da Flauta, no Meco, mas o festival ainda fica a 15 minutos de carro do mar. A partir de sexta-feira, a pacata aldeia (que ficou na moda quando Pedro Miguel Ramos ali abriu um bar) será invadida por milhares de pessoas - o recinto tem capacidade para 30 mil pessoas por dia. Encontre as respostas para todas as suas dúvidas, para que não se perca na multidão.

O Meco é longe e não tenho como ir. Devo pedir boleia à entrada da ponte 25 de Abril?

Não vale a pena arriscar tal façanha. Na página oficial do Super Bock Super Rock no Facebook existe uma aplicação (a Super Boleia) que permite pedir boleia ou divulgar os lugares disponíveis no seu carro para partilhar os custos com vizinhos que ainda não conhece. Há festivaleiros que oferecem boleia de várias partes do país, desde Lisboa a Matosinhos, Coimbra, Águeda ou Torres Vedras. Se prefere viajar de auscultadores nos ouvidos sem ter de fazer conversa, apanhe um comboio até à estação de Coina e depois um autocarro até ao recinto, que fica no meio do nada, diga-se. Não tente ir em peregrinação. Embora possam lá tocar bandas que para si são sagradas, o Meco não é Fátima e há maneiras mais saudáveis de exercitar as pernas. 

Recuso-me a (tentar) dormir no campismo gratuito do recinto e a esperar duas horas para tomar banho de água fria.

Pode sempre ignorar as placas de proibição nas praias e na Lagoa de Albufeira e ali erguer um acampamento ilegal - não nos responsabilizamos por problemas com as autoridades. Para tomar duche e ir à casa de banho, use os balneários na entrada da praia do Meco (das 9h às 21h), mas esteja preparado para água gelada. Na Aldeia do Meco, várias senhoras tentam alugar os seus próprios quartos à semelhança do que acontece na Nazaré, mas de uma maneira mais discreta. Não há velhotas de cartaz "Aluga-se" em riste à beira da estrada, mas se perguntar por quartos nos restaurantes e cafés do Meco e de Alfarim, talvez consiga alguns contactos. Os hotéis e pousadas das redondezas já estão esgotados desde Junho, grande parte deles "com técnicos de som e pessoas que vão trabalhar no festival", dizem-nos na Quinta dos Amarelos, na Aldeia do Meco, com capacidade para alojar 18 pessoas. Se quiser pernoitar com todas as comodidades, vá até Sesimbra (a 30 minutos) e experimente o Hotel do Mar. Apesar de um quarto duplo custar 120€/noite, é dos poucos nas redondezas que ainda aceita reservas. 

Ainda assim, não quero gastar muito dinheiro...

Então terá de optar por um dos dois parques de campismo do Meco. O Campimeco (7,2€/dia), mesmo em cima da praia das Bicas, tem água quente, piscina, campo de ténis e até uma peixaria. Mas o melhor peixe é o do restaurante Cabana do Pescador, em frente. O parque de campismo de Fetais fica a 800 metros da praia de nudismo, tem piscina, duche quente e um campo de futebol. Nenhum dos dois aceita reservas, por isso o mais aconselhável é ir para o Meco enquanto ainda há lugares e marcar território com a tenda.

À noite vou aos concertos. E durante o dia, o que se faz nesta terra?

Vai-se à praia. Do recinto do festival partem autocarros para a praia do Meco - que na verdade se chama praia do Moinho de Baixo - de 30 em 30 minutos. A praia é grande (o areal tem 4 km), mas se já é concorrida aos fins-de-semana, imagine em ocasiões festivas. Todos os parques de estacionamento perto da areia são pagos (1,50€) e têm sombra. Se quiser evitar a confusão, caminhe na areia grossa para a esquerda (do lado de quem está virado para o mar) até à zona de nudismo, onde além de algumas famílias despidas, não encontra mais ninguém. Nesta zona, tem de despir-se e rezar para não encontrar nenhum colega de trabalho. Há quem se besunte com a argila que cai da falésia porque, dizem, "faz bem à pele". Se quer ter sossego mas não quer despir o fato-de-banho, tente a praia da Foz, a mais próxima do Cabo Espichel.

Sou alérgico a praia. E agora?
Mesmo que o seu problema seja a água salgada, não lhe vamos sugerir um mergulho na Lagoa de Albufeira, a menos que seja praticante de windsurf, canoagem ou kitesuf. É a poça mais próxima do festival, mas costuma estar cheia de famílias barulhentas equipadas com grelhadores e lancheiras. Micaela Rodrigues, do posto de turismo da praia do Meco (aberto das 10h às 13h e das 14h30 às 18h) oferece um mapa com um trilho pedestre pela "rota dos dinossauros", com início e fim no Cabo Espichel, ao pé do santuário. São 5 km a caminhar pelas arribas calcárias do Cabo e da Baía dos Lagosteiros, onde os olhares mais atentos conseguem avistar pegadas do período jurássico. Do Cabo Espichel pode também iniciar outra caminhada até ao Forte de São Domingos da Baralha. Não se esqueça de levar água e sandes ou barras energéticas.

Tenho mesmo de comer cachorros durante três dias?

Só se quiser. O melhor da aldeia do Meco talvez seja o marisco e pode prová-lo no Retiro do Meco (na Rua do Comércio). Delmina e o marido decidiram abrir o restaurante que agora pertence ao filho há 22 anos. "Já lidávamos com marisco há muito tempo porque tínhamos um viveiro na Lagoa de Albufeira e pensámos abrir este espaço", conta Delmina, no intervalo dos cozinhados. Além das amêijoas e do mexilhão da Lagoa, a especialidade da casa são os "3 tachos", uma invenção da sua nora Elisabete. "São três pratos de choco frito, choquinhos e carne de porco à portuguesa, acompanhados por frutas frescas como kiwis, pêssegos, ananás e morangos", explica. Na altura do festival espera-se uma enchente, mas o restaurante tem estacionamento privativo.

Os vizinhos da tenda ao lado não me deixam dormir. Na verdade não tenho sono e bebia mais um copo...

Ao lado do Retiro do Meco fica o bar Drinks and Drunks, que nos dias do festival promete estar aberto até às 6 da manhã. Há tapas, pizzas e lasanhas para matar fomes tardias e cocktails, como o Sex on The Beach, e caipirinhas (4€). Se estiver alojado em Sesimbra experimente o Vista Mar Bar (no Largo da Marina, 30, mesmo em frente à praia do Ouro). Recomendam-se as tostas em pão caseiro e as mais de 50 marcas de cervejas estrangeiras.

 

Dicas para sobreviver no festival

Tabaco:
No posto de turismo garantem-nos que na Aldeia do Meco não se vende tabaco. Pelo sim pelo não, o melhor é levar alguns maços na mala ou tentar a sorte nos cafés de Alfarim.

Multibanco:
Pode levantar dinheiro na Aldeia do Meco e em Alfarim, mas esteja preparado para filas que parecem não ter fim. Quando chegar a sua vez, é provável que a máquina já só cuspa notas de 100 euros. Recheie os bolsos com dinheiro antes de chegar.

Repelente:
Lembre-se que o recinto do festival está rodeado de pinheiros mansos e fica mesmo ao lado da Lagoa de Albufeira: o habitat de milhares de melgas e mosquitos sedentos de sangue fresco. Regra geral, costumam atacar ao fim da tarde, na altura em que começam os concertos. Não se vai arrepender de ter trazido repelente de insectos na mala. Nem tem a desculpa de que pesa muito.

Farmácia:

Se não seguiu o conselho acima e tem borbulhas do tamanho de batatas, nem tudo está perdido. Na farmácia de serviço Liz
(na Estrada de Alfarim, lote 3) têm a solução para o seu problema. E para outros que possam surgir.

Mantimentos:
No parque de campismo do festival não são permitidas botijas de gás. Evite pirotecnias e abasteça-se nas grandes superfícies (na estrada que vai até Sesimbra encontra um Modelo e um Pingo Doce). Se preferir, visite o mercado típico da Lagoa de Albufeira, das 7h às 13h.

 

Zapping Humano. Aproveite o melhor do festival SBSR

Dia 16, sexta

Jamie Lidell, 19h
Palco Super Bock
Um bom início de festa. O músico inglês vem apresentar “Compass”, novo disco, e encher o lusco-fusco do Meco com a uma mistura dançável de electrónica com soul e gospel.

Grizzly Bear, 23h30
Palco EDP
Ainda não passaram três meses desde que conquistaram o Coliseu dos Recreios e já estão de volta. Gravaram um dos discos do ano passado e são uma das melhores bandas para ver enquanto ainda se está vivo e a respirar.

Pet Shop Boys, 00h40
Palco Super Bock
Foram eles que fizeram as nossas mães cantarolar pela primeira vez uma canção com base electrónica. Vêm a Portugal mostrar a frescura e o que é a pop intergeracional.

 

Dia 17, sábado

 

Julian Casablancas, 21h
Palco Super Bock
Casablancas fez uma pausa nos Strokes, uma das bandas mais importantes do início do século XXI, para um projecto a solo que podia ser um desastre. Não foi. Julian desiludiu os pessimistas e assina um concerto imperdível.

 

Hot Chip, 22h30
Palco Super Bock
“Made in The Dark” o terceiro disco dos Hot Chip, marca a altura em que os nerds tomaram conta da pista de dança. Para curtir até os óculos ficarem embaciados

 

Vampire Weekend, 23h50
Palco Super Bock
Há dois anos tocaram às cinco da tarde no festival Alive, quando toda a gente ainda estava à procura de um lugar para estacionar. Este ano são um dos cabeças de cartaz e grande chamariz do SBSR.

 

Dia 18, domingo

Spoon, 20h20
Palco Super Bock
Fenómeno rock indie que tem crescido nos últimos anos, os Spoon passaram dos blogues de mp3 para as ondas FM e prometem ser uma das bandas mais interessantes do cartaz.

The National, 21h30
Palco Super Bock
Não há na história desta banda americana um disco mau. “High Violet”, o mais recente longa duração, é o resultado de um crescendo de talento e trabalho poucas vezes testemunhado no mundo da música.

Prince, 23h45
Palco Super Bock
Se há uma maneira errada de começar um texto é esta: “Músico X dispensa apresentações”. Se as dispensa, então porquê escrever uma notícia? Não se faz. Mas e Prince? Prince dispensa apresentações.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 14.07.10

Gelados

 

Na fábrica do Santini fazem-se 600 litros de gelados por dia e esperam-se mais com a abertura da loja em Lisboa, na sexta-feira. Na Artisani, alguns gelados são batidos à mão

 

Entrar na fábrica da Santini, a geladaria mais famosa do país, é como entrar numa sala de operações. À porta, Eduardo Santini, de 33 anos, neto do geladeiro italiano e fundador da casa, Attilio Santini, recebe-nos com toucas, batas brancas e sacos azuis para os sapatos. Só assim equipados podemos entrar no armazém perto da estação de São João do Estoril onde, desde há 5 anos, se fazem 600 litros de gelado por dia. 

Na fábrica onde tudo está pintado de branco - paredes, tecto, os doze empregados e até nós próprios, fardados a rigor - a agitação começa cedo. Às oito da manhã chega a fruta que será lavada e descascada por duas senhoras atarefadas: morangos gigantes como não se encontram no supermercado, limões invulgarmente amarelos, mangas bem cheirosas e espécies mais exóticas como maracujá roxo ou pêssego paraguaio. "O sabor mais pedido é morango", esclarece Eduardo, perante a torre de caixas que se ergue junto ao lava-loiças, onde a fruta é "seleccionada e desinfectada".

Em breve, os morangos estarão na sala ao lado, o "laboratório", como é conhecida. É aí que Eduardo Fuertes, de 61 anos, o genro de Attilio Santini, guarda a receita que herdou quando o geladeiro italiano morreu em 1995. "Ele adoeceu e tive de começar também a fazer gelados", conta. Há 35 anos, no dia em que pôs os pés pela primeira vez em Portugal (arrastado pela sua namorada, a filha de Santini) começou logo a trabalhar ao balcão da loja de Cascais. "Na altura éramos só três a atender: eu, a minha sogra e mais uma empregada", conta Eduardo Fuertes. "Passávamos o dia a trabalhar e no Verão nem via a praia. Era lá que fazíamos também os gelados, numa sala que não era nem metade desta."


No laboratório, Eduardo Fuertes pesa numa pequena balança o açúcar que será colocado no balde onde já está a fruta esmagada. Numa prateleira estão frascos com "alguns ingredientes que temos de ter sempre à mão", como o manjericão, essencial para combinar com limão, um dos sabores clássicos. 

Vários empregados apressam o passo no corredor da fábrica com baldes de gelado na mão. Alguns já saíram da máquina que vomita gelado com a consistência exacta e estão prontos a serem armazenados numa das salas frigoríficas onde se lê "Produto Final" ou levados para a loja. Outros ainda precisam de ser batidos ou pasteurizados. O genro de Attilio Santini prevê que, em breve, a fábrica onde nas paredes até se vêem fotografias do rei de Espanha - um dos muitos fãs destes gelado - se torne pequena. Na próxima sexta-feira (ou na quinta-feira se o balcão que vem de Itália chegar mais cedo), a loja Santini no Chiado abre as portas. Eduardo está preparado para a enchente e acredita que a produção pode aumentar para 1300 litros de gelado por dia, a capacidade máxima da fábrica.

UM CAROÇO NO GELADO

Luísa Lampreia, de 35 anos, está prestes a inaugurar uma fábrica dentro da sua loja de gelados, a Artisani, que abriu as portas no início de Junho, na Avenida Álvares Cabral, em Lisboa. "Através do vidro, os clientes vão poder ver os gelados a serem feitos e a saírem das máquinas", conta. "Vai ser bom porque muitas vezes as mães não deixam os filhos comer mais um gelado porque acham que lhes vai fazer mal. Não sabem que é só fruta e água. O único mal que pode haver é o açúcar."

Para que não fiquemos com dúvidas, Luísa mostra-nos a fábrica onde actualmente os gelados são feitos para a loja e para revenda em restaurantes de chefes como Chakall ou Vítor Sobral. Num armazém modesto na Rua do Olival, em Lisboa, Isabel, de batedeira na mão, tritura polpa de pêssego para um gelado, ritual que repete todos os dias desde há 26 anos. De repente, a batedeira encontra um objecto sólido: Isabel não tinha reparado num caroço dentro do balde. "É para ver como os gelados são feitos mesmo com fruta e água." Água do Luso, como sublinha a carta da geladaria que até tem baloiços mais apelativos do que os do Jardim da Estrela, ali mesmo ao lado. Mais artesanal é quase impossível.

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 07.09.09

Topless com menos adeptas em portugal

 

 O direito ao tronco nu em locais públicos foi exigido recentemente por mulheres norte-americanas, devidamente despidas. Em Portugal, não há estudos nem polémicas e não há queixas. Mas nas praias há quem note menos adeptas do topless.

Enquanto o nudismo tem enquadramento legal nas praias portuguesas, o tronco nu das mulheres só tem consequências quando há queixas.

A Polícia Marítima (PM) explica que só intervém se existir uma queixa "alegando que a pessoa praticante de topless assume uma atitude de carácter exibicionista perante o queixoso".

 "No entanto, a prática de topless está de tal forma generalizada nas praias que não há registos [recentes] de queixas apresentadas em seu resultado", acrescenta a PM.

Para a socióloga Ana Cristina Santos, o vazio legal é "elucidativo e ilustra a falta de centralidade do tema, que não é considerado problemático".

Mas em alguns países gera controvérsia. No início do mês, a BBC noticiou reacções de feministas à proibição de topless nas praias artificiais de Paris.

O grupo Les Tumultueuses (As tumultuosas) distribuiu panfletos em manifestações com o slogan "Meu corpo, se eu quiser, quando eu quiser, assim como é".

A jornalista Regan Kramer, do grupo Les Chiennes de Garde (Cadelas de Guarda), considera que o topless está "demodé" devido às preocupações com a exposição ao sol, porque a sida foi um "balde de água fria na revolução sexual em geral" e porque a publicidade explora o "porno-chic".

"Fazer topless gradualmente tornou-se numa obrigação e, no fim, a perspectiva feminista passou de festejar uma liberdade recém-adquirida a rejeitar a pressão sem fim de exibir o 'corpo perfeito'", analisa.

O recente inquérito Les femmes et la nudité (as mulheres e a nudez), feito a mil francesas, referia que 31 por cento das mulheres entre os 18 e os 35 diziam-se desconfortáveis ao ver topless na praia e 20 por cento das mulheres com mais de 35 anos eram da mesma opinião.

Um dos autores do estudo lembrava, por outro lado, que as mulheres com mais de 50 anos são de uma geração que "favorece um liberalismo cultural".

Ana Cristina Santos lembra que em Portugal é "muito recente o debate da cidadania sexual, reprodutiva e íntima" mas o topless nunca foi um tema controverso e há uma "naturalização da prática".

Raquel, 35 anos, é filha de pais naturistas e mãe de duas filhas que usam todas as partes do fato de banho. Mas ela é adepta do topless "desde sempre".

Amamentar durante dois anos alterou-lhe o corpo, mas a certeza de que se sente bem fê-la continuar, ao contrário das amigas, que já não o praticam. "Sinto-me bem e se tenho as mamas descaídas, azar", diz, pragmática.

Dois nomes portugueses surgem numa petição do movimento sueco Bara Brost (Peitos à mostra), que tal como o movimento norte-americano Go Topless, defende o direito ao tronco nu feminino em locais públicos, do qual já usufruem os homens.

Uma das signatárias, Cláudia Borralho, 29 anos, explica que o movimento surgiu após a expulsão de uma piscina de duas raparigas que faziam topless.

"Os seios femininos são imediatamente associados à sexualidade. As mulheres que criaram esse movimento sabem que o direito a expor livremente as partes do corpo que os homens expõem são parte da conquista pela igualdade de género. A provocação está nos olhos de quem as observa como provocadoras e isso sim é perverso", argumenta.

Esta professora nota que, "estranhamente, as gerações mais novas têm aderido pouco ao topless" e entre o seu círculo de amigas "contam-se pelos dedos as que o fazem".

"A geração da minha mãe e da minha tia parece bem mais descomplexada no que toca aos limites da nudez e creio que este retrocesso não sucede só em Portugal", acredita.

 

Via DN

 



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Segunda-feira, 20.07.09

Como ir de férias sem gastar muito

 

Viajar não tem de custar muito dinheiro. É possível adoptar uma solução de baixo custo para as suas férias. Mas para o conseguir tem de entrar no espírito - e recorrer à internet. Comece nas companhias aéreas de baixo custo, como a easyJet, a Ryanair, a Vueling, a Air Berlin e a Brussels Airlines. Quando chegar a altura de reservar a dormida, use os sítios dos hotéis ou agregadores - como o Booking.com e o Hotels.com - para fazer reservas. Para poupar no resto, só é preciso um pouco de imaginação. A maioria dos museus tem dias gratuitos e a maior parte das igrejas e parques também não se pagam.


É também uma boa altura para aproveitar a crise financeira global: foi ela que impediu que os destinos turísticos ficassem mais caros. Além disso, o euro forte abriu uma oportunidade para os viajantes que querem ir além-mar: Londres e Nova Iorque estão muito acessíveis. Faça já as malas.

01 Madrid

Como chegar: É possível ir e vir para a capital espanhola por menos de 25 euros. Voe pela Ryanair, easyJet ou Vueling.

Transportes: Um bilhete de 3 dias para metro e autocarro custa 11,60 euros (ctm-madrid.es).

Onde ficar: Abacadra B&B (abracadabrabandb.com), perto do palácio real, ou no Hostal Alaska (hostalalaska.com), na Puerta del Sol. O custo diário começa nos 40 euros.

Visitar: Veja de graça o Guernica de Picasso no Museu Rainha Sofia, aos sábados entre as 14h30 e as 21h e aos domingos das 10h às 14h30 (museoreinasofia.es). Não se paga no Museu do Prado entre as 18h e as 20h.

Crianças: Passear no Santiago Barnabéu, o estádio do Real Madrid e a nova casa de Cristiano Ronaldo (realmadrid.com). Visitas guiadas: 10 euros até aos 14 anos e 15 euros para os restantes.

Comer: Procurar os "bocadillos de calamares" (sandes de lulas) perto da Plaza Mayor. 

Não perder: Uma tarde no El Retiro, o Central Park de Madrid, a Este do Museu do Prado.

02 Barcelona

Como chegar: A Ryanair e a Vueling são as principais candidatas. Por menos de 80 euros vai e volta.

Transportes: O Barcelona Card permite andar livremente nos transportes públicos e ainda dá descontos em museus e restaurantes. Um bilhete de dois dias custa 26 euros; pela internet fica em 23,40 euros (barcelonaturisme.com).

Onde ficar: No Bonic, entre as Ramblas e a praia, paga desde 55 euros por noite (bonic-barcelona.com). No The Patio Barcelona, um pouco mais afastado do centro, paga desde 56 euros (thepatiobcn.com).

Visitar: Muitos museus, como o Museu Nacional d?Art de Catalunya e o Museu Etnològic, são gratuitos no primeiro sábado ou domingo de cada mês. Siga a Rota do Modernismo, começando pelo Park Güell (rutadelmodernisme.com). 

Crianças: Subir no funicular até ao parque de atracções de Tibidado. Menores de 90 cm não pagam (tibidabo.es).

Comer: Ir ao Can Paixano, na Barceloneta, comer uma sandes de presunto acompanhada por cava, o espumante local (canpaixano.com).

Não perder: Uma noite divertida numa plaza, começando pela Plaza Reial.

03 Paris

Como chegar: É possível encontrar bilhetes de ida e volta por menos de 100 euros. Comece pela Ryanair, easyJet e Tap.

Transportes: Passear a pé em Paris é um dos maiores prazeres que a cidade oferece. Um bilhete de 3 dias para o "métro" custa 19,60 euros (ratp.info).

Onde ficar: Aprecie a luz nocturna de Montmartre. Fique no Hôtel Bonséjour Montmartre (hotel-bonsejour-montmartre.fr), ou no Eldorado (eldoradohotel.fr). Os preços começam nos 35 euros.

Visitar: Os museus municipais são gratuitos e todos os outros também o são no primeiro domingo de cada mês. Os menores de 26 anos não pagam nos principais museus, como o Louvre e o d'Orsay.

Crianças: Não é preciso ir à Eurodisney: há muitos parques de diversão na Cidade-Luz. Não se esqueça da "barbe à papa" (barba do papá) - o algodão-doce.

Comer: Se estiver bom tempo, o Sena e os jardins convidam a uma baguette em jeito de piquenique, seguido de um crèpe numa esplanada.

Não perder: Na Vélib, passear de bicicleta pode ficar de borla se fizer percursos de menos de meia hora (velib.paris.fr).

04 Berlim

Como chegar: A easyJet, a Germanwings e a Air Berlin voam para Schönefeld, a um pulo de comboio suburbano (S-Bahn) do centro de Berlim. Ida e volta pode ficar por menos de 100 euros.

Transportes: Como a cidade é plana, é simples percorrê-la a pé. Para ir mais longe, opte pelo CityTourCard (citytourcard.com): 48 horas em todos os transportes públicos custam 15,90 euros.

Onde ficar: O Circus Hotel (circus-berlin.de), no Mitte, é a nova coqueluche ecológica e económica. Um quarto de casal fica por 78 euros por noite. Ainda mais barato é o hostel do mesmo grupo: desde 19 euros por pessoa.

Visitar: Berlim é recordista em galerias de arte. É uma oportunidade para conhecer gratuitamente artistas ainda pouco conhecidos (theartofberlin.com). Topographie des Terrors é um museu gratuito ao ar livre localizado nos escombros da sede da Gestapo (topographie.de).

Crianças: Knut é o nome do urso polar que é a mascote do zoológico de Berlim (zoo-berlin.de). As crianças pagam 6 euros, metade dos adultos.

Comer: O "currywurst", uma salsicha cortada apimentada com molho de tomate e caril, é o prato económico nacional. Regue com uma Berliner Weisse, uma cerveja leve local. E não perca a verdadeira bola-de-berlim.

Não perder: O Reichstag, o parlamento alemão renovado por Norman Foster, está aberto ao público para visitas gratuitas (bundestag.de).

05 Amesterdão

Como chegar: O único operador low- -cost para a cidade é a Transavia, mas os preços não são assim tão baixos. Dificilmente pagará menos de 120 euros, a não ser que faça escala noutra cidade europeia.

Transportes: O centro é pequeno e plano, pelo que pode andar a pé. Na cidade das bicicletas, ande de bicicleta. Vá ao MacBike (macbike.nl) ou ao Orangebike (orangebike.nl): três horas custam seis euros e um dia 8,5 euros.

Onde ficar: Para conseguir preços baixos por um quarto bem localizado é preciso esquecer algum conforto: no Quentin (quentinhotels.com) os preços começam nos 45 euros. Para uma solução mais familiar, escolha o The Collector, na zona dos museus, cujos preços começam nos 75 euros (the-collector.nl). 

Visitar: O "Amsterdam Weekly" é um jornal cultural e de espectáculos gratuito em inglês. Procure pelas melhores sugestões da semana.

Crianças: Amstelpark é um íman para os miúdos. O parque situa-se a sul do centro e inclui parque de diversões, quinta de animais, passeios de pónei e muitos jardins de flores. Vá no eléctrico 4.

Comer: Os turistas mais jovens poupam durante o dia nas refeições pré-preparadas que se podem comprar na vasta rede de supermercados Albert Heijn. O mais central é atrás do palácio real.

Não perder: Concertos de música clássica às 12h30 abertos ao público: às segundas-feiras no Boekmanzaal e às quartas--feiras no Concertgebouw (concertgebouw.nl). Também há passeios guiados gratuitos (newamsterdamtours.com).

06 Londres

Como chegar: A easyJet, que voa de Faro, mas não descarte a British Airways e a Tap. Os preços começam nos 45 euros.

Transportes: Um bilhete de três dias nos transportes públicos de Londres nas zonas 1 e 2 (Travelcard) custa 21,50 euros. Se viajar no fim-de-semana ou feriado, pode ser mais barato se optar por bilhetes diários (tfl.gov.uk).

Onde ficar: Dormir em Londres é caro. Perto do centro, escolha o 69TheGrove, em Vauxhall (69thegrove.com). Os preços começam nos 80 euros. Mais afastado está o B&B in Barnes: a 10 quilómetros da casa da rainha, com tarifas a partir dos 40 euros (bandbinbarnes.com).

Visitar: A maioria dos museus é gratuita, incluindo o Tate Modern, Tate Britain, British Museum e o National Gallery.

Crianças: Ir ao planetário do Royal Observatory, no centro do Greenwich Park (tinyurl.com/roplanetarium). Preços a partir de 4,60 euros.

Comer: Muitos pubs propõem buy- -one-get-one-free, em que se paga um prato mas recebe-se dois.

Não perder: Passeios guiados gratuitos (newlondon-tours.com).

07 Nova Iorque

Como chegar: A tarifa de referência de ida e volta é de 500 euros, mas consegue menos se reservar com antecipação.

Transportes: O traçado em rede de Manhattan permite passear a pé sem se perder. Um MetroCard de sete dias para metro e autocarro custa 19 euros (mta.info/metrocard). Uma pechincha.

Onde ficar: Para um ambiente familiar económico, escolha o East Village Bed and Coffee, perto de Tompkins Square: a diária por casal começa nos 82 euros. Reserve com muita antecedência (bedandcoffee.com).

Visitar: Ir ao Central Park não custa um dólar visitar. Apanhe o Staten Island Ferry, barco que parte da ponta sul de Manhattan (Battery Park). Passa ao lado da Estátua da Liberdade e não se paga.

Crianças: As maiores lojas de brinquedos estão aqui. A alguns metros do Rockfeller Center pode construir um urso de peluche no Build-a-Bear Workshop (5th Ave x 46th). A partir de sete euros (buildabear.com).

Comer: Não pode deixar de experimentar um hotdog e um bagel, em qualquer esquina movimentada. Prove o marisco local, que é acessível. Vá ao Fish, na Bleecker Street, 280.

Não perder: Um espectáculo na Broadway. Vá cedo a uma TKTS no próprio dia para descontos de 50% - a da South Street Seaport é a menos concorrida (tdf.org). Se for no Verão, reserve um lugar num Shakespeare in the Park - pode ser que seja agraciado com um nome sonante, como Meryl Streep, Kevin Kline ou Natalie Portman, e, ainda por cima, é gratuito (publictheater.org).

 

Via ionline



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Segunda-feira, 13.07.09

Piscinas de verão

No pico do Verão uma ida à praia pode ser dolorosa. Arranjar espaço para estender a toalha é difícil e chegar ao mar pode ser como atravessar descalço o deserto escaldante. Nesta altura do ano sabe bem um mergulho na piscina. Tem a garantia de que não partilhará a água com peixes-aranha e de que, ao fim do dia, não leva um pequeno monte de areia para casa. Para quem quer evitar a confusão da praia, o i dá a conhecer as melhores piscinas do país. Com escorregas, água salgada e vista para a o mar.

01 Piscina Oceânica Arriba
Morada: Estrada do Guincho Horário: das 10h00 às 19h30
Preço: até ?17,50 (adultos e crianças a partir dos 4 anos)
Nada melhor do que um mergulho de fim de tarde na piscina do Guincho. Veja o pôr-do-sol na praia e aproveite para  acabar de ler aquele livro que não larga há meses. A água é salgada e a temperatura nem se compara à do mar: 20 graus muito mais convidativos.

02 Aquashow
Morada: EN 396, Quarteira- Loulé
Horário: das 10h00 às 18h30
Preço: ?22 adultos, ?15 crianças (dos 5 aos 10 anos) 
Para quem não se importa de boiar com centenas de pessoas à volta, tem aqui um programa para um dia de férias no Algarve. Os miúdos vão adorar: há uma piscina de ondas e até a maior montanha russa de água da Europa.

03 Piscina do Hotel Arribas 
Morada: Hotel Arribas, Praia Grande, Colares
Horário: 9h00 à 19h00
Preço: até ?9,50 adultos, ?6 crianças (dos 5 aos 9 anos)
Na Praia Grande, o Hotel Arribas orgulha-se de ter umas das maiores piscinas de água salgada da Europa (com 100 metros de comprimento). Cuidado com as ondas que às vezes invadem a piscina.

04 Piscina Oceânica de São Pedro de Moel 
Morada: R. António José Boiça
Horário: das 10h00 às 19h00
Preço: ?8 adultos, ?5 crianças As festas do Snoobar, em São Pedro de Moel acabam sempre dentro de água. De dia faz-se luz: quatro piscinas de água salgada com uma vista espectacular para o mar.

05 Piscina-Praia de Castelo Branco
Morada: Rua da Piscina
Horário: das 9h15 às 19h30
Preço: ?3,25 adultos, ?2,25 crianças (dos 5 aos 11 anos)
Há tanto espaço como numa praia: 3950 metros quadrados de água e 80 hectares para estender a toalha.

06 Aqualand
Morada: EN 125, Alcantarilha
Horário: das 10h00 às 18h00
Preço: ?19,5 adultos, ?15 crianças (dos 4 aos 12 anos) O sapo Zappy é atracção da nacional 125 e acena aos carros que passam. Dentro do parque a mascote perde o protagonismo: há um Rio Congo de 300 metros, uma piscina semi-olímpica e dezenas de escorregas para quem gosta de adrenalina.

07 Praia das Maçãs
Morada: Avenida Eugene Lévy, Colares
Horário: das 10h00 às 19h00 
Preço: até ?9,60 adultos, ?4,60 crianças (6 aos 10 anos) 
Até Setembro há duas piscinas para evitar as ondas gigantes da Praia das Maçãs: uma olímpica com zona de saltos e outra para miúdos até aos 10 anos, com três escorregas pequenos e um cogumelo que é uma cascata.

08 Piscina Oceânica de Oeiras
Morada: Estrada Marginal, Praia da Torre, Oeiras
Horário: das 10h00 às 19h30
Preço: até ?17,50 adultos e crianças a partir dos 4 anos
Nesta piscina há quatro pranchas de saltos, a maior com 7,5 metros. Além disso, tem espreguiçadeiras e 1500 m2 de água do mar.

09 Piscinas Públicas do Vimeiro
Morada: Termas do Vimeiro
Horário: Terça a Sábado, das 10h00 às 20h00
Preço: ?8 adultos, ?3,20 crianças (dos 7 aos 12 anos) 
Fique a boiar de barriga para cima e contemple as encostas verdes à sua volta. É impossível não se sentir zen. Até a água vem das termas.

10 Piscina do Hotel Palácio 
Morada: Palácio Estoril Hotel, Rua Particular, Estoril 
Horário: das 9h00 às 19h
Preço: ?30 adultos, ?15 crianças (dos 7 aos 10 anos)
Nem só os hóspedes do hotel podem dar umas braçadas nesta piscina. Há um relvado enorme ideal para uma sesta.

Via ionline



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