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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

04
Abr10

O mundo voyeur do Facebook

olhar para o mundo

Ela: Já reparaste naquele giraço que ultimamente tem aparecido por cá?
Eu:
Sim, já tinha visto. Simpático?
Ela:
Se é simpático não sei. Mas chama-se Vasco, tem 37 anos, trabalha como consultor, gosta de equitação e vê lá bem: também esteve no Peru o ano passado como eu. Tem fotos fabulosas!
Eu:
Mas já saíste com ele?
Ela:
Não. Mas já lhe cusquei o Facebook todo, é claro!

É oficial: as mulheres que me rodeiam (e pelos seus relatos, também as que as rodeiam a elas) andam armadas em Sherlock Holmes da Internet. Antes de qualquer encontro, usam o Google como arma de pesquisa. Basta um nome... et voila! Chega-se ao perfil no Facebook, à página do Twitter, ao currículo no Linked In, ao blogue das confissões pessoais, a documentos profissionais em formato PDF que acabam invariavelmente escarrapachados na Internet.

 

Guerra emocional online
Guerra emocional online

Instala-se a paranóia e vejo mulheres que sempre tive como inteligentes e maduras a caírem nas malhas das redes sociais, numa busca fria e calculista por informações. Profissões, idades, grupos de amigos, signos astrológicos (obviamente!): Um mar infindável de informação à distância de um clique... e das curiosidades mais aguçadas. Para quê um primeiro encontro de descoberta, quando se pode não correr riscos, sabendo tudo por antecipação em frente a um computador? "Ridículo", diria eu. "Também o fazes", diriam os que me conhecem.

 

Tudo se descobre... mesmo o que preferiamos não saber

 

Muito se critica o voyeurismo... mas a palavra privacidade parece estar a perder o sentido rapidamente. Nem mesmo os que protegem os seus perfis com as opções de anonimato escapam ilesos. Enfim, no mundo virtual tudo se acaba por descobrir... mesmo aquilo que preferíamos não saber.

Na "guerra emocional online" deixam-se comentários com duplo sentido. Músicas com recadinhos escondidos. Fotografias que, propositadamente, poderão provocar ciúmes. Há, claro, também a solidariedade entre amigas: "descobri com quem é que ele anda a sair... fizeram-lhe um tag numa foto em que ele estava com ela", já ouvi eu umas quantas vezes. Ou melhor ainda: "Ele mentiu-te! Não viste que o amigo comentou que afinal tinham estado a ver a bola em casa do não sei quantos naquela noite?".

Será um sinal da profunda insegurança das mulheres? Simplesmente curiosidade? Ou quem sabe... pura futilidade? Perguntei a um homem o que achava disto e resposta apanhou-me desprevenida: "Não te preocupes... Nós fazemos exactamente o mesmo". E esta, hein?

 

Via A Vida de saltos altos

11
Nov09

Site para partilha de experiências sexuais

olhar para o mundo

Site onde partilhar as suas experiências sexuais

 

 Já existe um site em que pode partilhar as suas experiências sexuais.

“Maravilhosamente maravilhoso foi como foi!!!!” Uma mulher, que vive perto da Figueira da Foz, descreve assim a sua primeira relação sexual com um homem. Diz-nos ainda que foi na posição de missionário, usou preservativo e fê-lo dentro de casa.
Em ijustmadelove.com qualquer pessoa pode partilhar com todos a sua última experiência sexual, recorrendo ao Google Maps (para se ver o local onde os internautas tiveram relações) e dando pormenores sobre o sítio onde teve sexo (casa, carro, barco, ao ar livre), como o fez (missionário, de pé, etc) e se usou preservativo ou não. Pode ainda adicionar comentários e fotos ao relato da experiência.
Um internauta de Peniche informa que fez sexo em seis posições distintas, incluindo sexo oral, e que a experiência foi “especial e única”.
O site “I Just Made Love” tem milhares de relatos, centenas deles vindos de Portugal nas últimas semanas. 
O site tem ainda uma conta Twitter, onde dá conta das últimas actualizações.

Se gosta de se gabar dos seus dotes sexuais, ou espreitar pela fechadura do vizinho, este site é o ideal para si. Se prefere a privacidade, o mais provável é que venha a odiá-lo.

 

Via Ionline

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