Sexta-feira, 11.03.11
Quando a fantasia sexual vira traição


Tirar os pés do chão e pensar em outros homens - sejam eles celebridades ou amigos próximos - nem sempre é sinal de que a fidelidade ao seu parceiro está sendo deixada de lado.

 

Se analisarmos as fantasias pelo lado bom, ela ajuda a apimentar a relação e a melhorar o envolvimento com o parceiro.

 

Na verdade, as fantasias são mais comuns do que se imagina. "Pode ser algo até saudável. Quando a fantasia for esporádica não representa ameaça para a relação. O problema surge quando uma pessoa passa a querer realizar esse desejo com outra pessoa que não a parceria, o que muda totalmente o quadro", alerta o psicólogo e psicoterapeuta Marcelo Toniette.

Ter uma fantasia não significa necessariamente uma atração. A fantasia remete-se mais a um aspecto subjetivo, sendo que a atração já parte para algo mais físico, mais intenso. "Desse modo, fantasiar é imaginar, criar mentalmente situações que nos gerem sensações das mais diversas. Cada pessoa tem uma forma e intensidade própria de praticá-la. E utilizar este recurso pode fortalecer ainda mais a intimidade e a felicidade do casal", garante o psicoterapeuta.

 

E quando a mulher para de fantasiar e passa a sentir atração física por outro homem, já é indício de que algo não anda bem no relacionamento. Segundo o especialista, a traição, de certo modo, acontece antes mesmo de uma atração física por outra pessoa. "Muitas vezes essa atração surge quando a relação já está desgastada, ou mesmo atravessa um momento de crise, e os parceiros não se dão conta de que é longa a distância entre eles", comenta.

O psicólogo diz ainda que quando este distanciamento não é resolvido por ambos, um dos parceiros procura uma alternativa - entrega-se à atração por outra pessoa como meio de encontrar a satisfação - quebrando o contrato de fidelidade firmado no início do relacionamento.

 

"A atração sexual por outra pessoa mostra que já passou da hora de o casal procurar novas possibilidades que favoreçam a relação". E esclarece: "Quando se percebe um aumento na frequência e na intensidade da atração, o casal precisa tomar fôlego e lidar com a situação, a fim de encontrar formas de fortalecer a relação, caso este seja o desejo dos dois. Caso contrário, é preciso analisar se este não é momento certo de cada um trilhar caminhos distintos", orienta Toniette.

 

Via Vila Dois



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Terça-feira, 01.03.11
Sexo na ponta da língua

Carolina Diniz

 

Ela tem apenas 23 anos e um tema fácil na ponta da língua: sexo. Carolina Diniz é uma dessas apaixonadas pelo que faz que transformou o desejo de escrever em profissão.

 

Literalmente. Além de blogueira, à frente do site "Sexo na ponta da língua", ela dá cursos, workshops e palestras sobre relacionamento, conquista, traição
 

Em conversa com o Vila Dois, essa paulistana contou que criou o blog para unir o útil ao agradável, juntando a paixão pelo texto à possibilidade de discutir temas que todo mundo quer saber e muitas vezes não tem coragem de falar ou perguntar.

, sedução, auto-estima... e por aí vai.

Para escrever sobre esses assuntos quentes e delicados, ela lê, estuda, conversa. Tudo para produzir o melhor conteúdo para os leitores. E a fórmula está funcionando. Tanto que o blog vai de vento em polpa e os comentários provam que Carol está mesmo no caminho certo.

Ela dá dicas sobre relacionamentos - mas é uma dessas solteiras convictas. E, como é estudante de psicologia, o aconselhamento é parte da rotina, independente do estado civil dela. "Sou super a favor dos relacionamentos. Acho muito bom conhecer pessoas novas. Sou do tipo que sonha em um dia casar, ter filhos, morar em uma casa bem grande e ter muitos cachorros, mas não faço disso um objetivo. A hora que tiver que ser, será", afirma. Tanto acredita no relacionamento que, além do site sobre o assunto, Carol mantém outro blog, o "Eu sou pra casar", que já está no ar com o objetivo de unir pessoas solteiras.

A mesma sensatez com que (não) planeja os dias que ainda estão por vir pode ser encontrada nos posts que Carol escreve no site. Ela trata de assuntos velados, como sexo oral e masturbação, com a mesma facilidade com que cuida dos cachorros que adora. Mas como nem toda mulher é assim, ela diz que percebe um enorme tabu envolvendo (ainda) a sensualidade feminina. "Isso tem mudado nos últimos anos, a procura por cursos voltados para a sensualidade e a sexualidade tem crescido muito, mas ainda vejo muita mulher infeliz sexualmente", comenta.

Considerada uma celebridade virtual, seguida no Twitter (@carolinadiniz) e, claro, no blog, ela acha que a Internet abriu um pouco mais as portas para esse tipo de discussão, virando um canal aberto. Isso porque, anonimamente, parece que fica mais fácil perguntar e procurar informação sobre sexo.

Modesta, a menina que fala sobre assunto de gente grande acha que as pessoas gostam do que escreve porque ela faz com muito amor. "Dedico muito do meu tempo a esse tipo de coisa. O sucesso vem como uma consequência".

E essa dedicação toda pode até virar livro. Ela pensa em publicar as dicas que já escreve no blog, mas agora está se dedicando a um projeto sobre os homens e as mulheres, como um vê o outro. "Esse livro é sobre o porquê dos conflitos nos relacionamentos e as razões de sempre procurarem no outro aquilo que não encontram em si".

 

A gente fica esperando ele chegar às livrarias. Ficou com vontade de saber mais sobre o que Carol tem a dizer? É só clicar www.sexonapontadalingua.com

 

Via Vila Dois



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Segunda-feira, 27.12.10

sexo, que tipo de traidor é o seu?

 

- O Compulsivo

Pronto, este é o Traidor Clássico: de idade real até pode ter 62, mas de idade mental encalhou ali para os lados dos 19 e não há quem o arranque de lá. Para quê? A vida corre-lhe bem. Mete-se com as meninas todas que encontra até deparar com uma que lhe dá bola, e atão chuta-a (a bola) para a frente. Como as mulheres estão desesperadas e caem pelo primeiro que lhes bata a pestana e lhes gabe as botas mesmo que tenha cara de trolha, isto não é difícil de acontecer. Quando a menina deixa de lhe interessar, larga-a sem um pingo de remorsos. Aliás, costuma escolher meninas muito novas, que ainda tenham força anímica para sobreviver a um desgosto de amor. Escusado será dizer que a mulher não sabe de nada e que todos os amigos sabem. Se nenhum deles se chibar, é situação que dura para a vida. Se algum deles, acometido de remorsos, resolve contar à legítima, costuma acontecer o seguinte: há uma cena, ele jura que continua a amá-la e que nada daquilo teve importância (o que é verdade), vão a um terapeuta familiar, continuam juntos mas ela nunca lhe perdoa e nunca mais lhe sorrirá como dantes, coisa que a ele não aquece nem arrefece, nem dá por isso, desde que a família não saiba de nada e que o jantar lá esteja a tempo e horas como de costume. Escusado será dizer que por fora, continua a comer outros pratos.

 

- O Envergonhado

Nunca na vida pensou que seria o tipo de homem capaz de fazer uma daquelas à sua Sãozinha. Quando descobre que afinal é o tipo de homem capaz de fazer uma daquelas à sua Sãozinha, fica tão acabrunhado que é capaz de se atirar ao rio. Não atira, porque faria duas mulheres muito infelizes, pensa ele: a sua Sãozinha e a Maria Rita, com quem ele foi numa viagem de negócios que rapidamente passou do negócio para o prazer. Como é um totó, a Maria Rita faz tudo o que quer dele. Ou quase. Um dia qualquer, a Maria Rita perde a paciência e diz-lhe que ou sim ou sopas. Ele fica desesperado e é obrigado a contar tudo à mulher. Ela faz-lhe uma cena de um lado. A Maria Rita faz-lhe uma cena do outro. Ele chora e jura às duas que a outra não tem qualquer importância na sua vida. A mulher perdoa-lhe, embora lhe atire à cara todos os dias até à sua morte que ele a enganou. A Maria Rita vai à sua vida porque não tem paciência para totós, mas permanece desiludida com os homens até encontrar outro totó.

 

- O Básico

É estranho porque às vezes parece que faz tudo para ser apanhado: ele é sms para a Joaninha a chamar-lhe queridinha e fofinha e amorzinha, ele é portagens para Barcelos, onde ele nunca foi até então, ele é pagamentos nas scuts sem abrir o bico, ele é recibos do Íbis, ele é tudo a que tem direito, marcas de batom rosa-choque na camisa, marcas de caninos no pescoço, cabelos louros na lapela. Quando a legítima finalmente acaba por perceber que há ali qualquer coisa, ele admite que sim, claro, que outra coisa poderia ele fazer, mas diz-lhe que acha muito mal que ela ande a meter o nariz no seu telemóvel e na sua carteira e que não foi essa a educação que os seus pais lhe deram. Ela acaba por ficar um bocado baralhada e até chega a pensar que a culpa é dela. Geralmente separam-se. A Joaninha de Barcelos passa a legítima porque ele não é de meios termos. Casa com ela, que é um amor de pessoa, e leva os filhos e a mãe ao casamento e muda-se para Barcelos levando o LCD e o Antunes (o cão). Os filhos vão lá passar férias. A Joaninha faz empadão de bacalhau. A ex já se habituou (ou faz por isso). Tudo parece o melhor dos mundos. Um ano depois, está farto de Barcelos. Larga o Antunes nos braços da Joaninha e volta para casa da Ex porque lhe dá jeito, e ela aceita-o porque as mulheres têm um Grande Coração e também por vingança. Meses depois, ele dá de caras com outra jeitosa. E a história repete-se.

 

- O Honesto

Pronto, apaixonou-se. Acontece aos melhores. Ele nem soube bem como é que aquilo aconteceu. Foi assim como um daqueles tsunamis que ao longe só parecem uma ondulação sem nada de especial. Estavam os dois carentes, começaram a  tomar café os dois à saída do trabalho, primeiro era só à sexta feira, depois passou a ser todos os dias, às tantas já lhe estava a servir cafezinho na cama, e pimba: afogou-se. Como não gosta de andar a enganar ninguém, assim que se descobre afogado, desculpem, apaixonado, abre o jogo com a mulher. Cena do costume. Ele chora. Ela também. Acabam a chorar nos braços um do outro. Aqui há dois finais: ou a segunda era mesmo a mulher da vida dele, ou, passado um ano, está farto de Barcelos...

 

- O Toca e Foge

Bate a pestana à esquerda e à direita mas não quer nada com ninguém, só aquele frissonzinho de sentir que tem alguma mulher interessada nele, não importa qual, nova ou velha, magra ou gorda, gira ou um clone do Incredible Hulk, qualquer pestana para ele serve. É de pouco alimento: vive de sonhos. Se ela por acaso estende a mãozita para o agarrar, ele foge a sete pés, porque não quer chatices na vida, já basta a sua Luisinha fazer-lhe cenas por dá cá aquela pestana. Aliás não quer nada com ninguém, que casou pela Santa Madre Igreja e trair a esposa é um Grande Pecado. É inofensivo se não arrastar a asa durante muito tempo a ninguém, mas corre o risco de, qualquer dia, se apaixonar a sério e depois não saber como se deixou apanhar nem como é que há de escapar. Geralmente, não escapa. Nem tenta. Sofre horrores. Depois esquece. A mulher nunca chega a saber.

 

- O Transparente

"Olha lá aquela, que gira que é. Tem um rabo um bocado para o descaído mas tem as curvas da Jennifer Lopez. Não que eu adore a Jennifer Lopes, que pode não ter o rabo descaído mas tem todos os neurónios desativados". Este é assim: gaba às claras todas as fêmeas que lhe passam à frente, e gaba-as... à própria mulher. O que é uma boa estratégia: ela sente-se segura, sente que ele pelo menos é honesto e nunca faz nada por trás, porque o que quer que fosse, ela saberia. Na maioria das vezes não acontece mesmo nada, mas mesmo que acontecesse ela nunca ficaria a saber, porque no dia em que acontecer não há de ser por nenhuma brasa com o rabo descaído, há de ser pela sua colega de trabalho, que nem é gira, nem loura, e que nem numa reencarnação anterior chegou perto da Jennifer Lopez, mas por quem ele tem um fraquinho desde que entrou na empresa, nem ele próprio sabe porquê.

 

- O Desesperado

Casou-se porque ela quis, não que ele estivesse apaixonado de caixão à cova. Mas ela insistiu e ele foi incapaz de lhe dizer que não, porque por essa altura já ela lhe organizava a agenda, fazia o jantar, escolhia os boxers que ele ia vestir e dizia-lhe o que ele havia de dizer. Portanto, casou. Afinal, não era grave. As mulheres são todas iguais e ao menos aquela era prestável e amava-o tanto que, achou ele, a única maneira de retribuir era casar com ela. Por isso, casou por gratidão, coisa que ninguém lhe disse que nunca se fazia (estas coisas nunca ninguém nos diz). Moral da história: uns anos depois, ela continua a organizar-lhe a vida e a espiar-lhe cada movimento e a pagar-lhe o telemóvel, que, obviamente, também fiscaliza. Entretanto, ele acabou por descobrir que as mulheres não são todas iguais. Felizmente (para a mulher) e infelizmente (para ele), apaixona-se sempre pelas inacessíveis. Leva tampas a torto e a direito. Há de continuar casado até aos 98, quando conseguir envenená-la com iogurte pró-biótico fora de prazo.

 

- O Mental

Não está interessado em trair a mulher com quem quer que seja porque a adora, graças a Deus, sempre adorou e sempre há de adorar. Mas claro que um homem não é de pau, e de vez em quando fogem-lhe os olhos e a imaginação para outras paragens. Mas pronto. É só os olhos e a imaginação. Sonhar nunca fez mal a ninguém.

 

Via Activa



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Terça-feira, 30.11.10

Eu traí a minha mulher

 

"Estava casado há sete anos quando aconteceu", conta Miguel O., 34 anos, professor universitário. "Envolvi-me com uma colega. Nem sequer estava apaixonado, mas também não estava apaixonado pela Lúcia, a minha mulher. Estava farto da monotonia em que o meu casamento se tornara."

Como era um principiante nas lides da traição, foi apanhado ao final de escassos dois meses. "A Lúcia reparou em algumas ‘confusões' nas minhas desculpas e, sim, fez a cena típica de ir ver as mensagens do meu telemóvel, os emails no computador e procurar facturas nos bolsos." O casamento acabou logo a seguir. "Ela confrontou-me, e eu assumi. Não tive outra hipótese."

O que se seguiu foi ainda pior de enfrentar: "Foi o escândalo total, porque ela não se limitou a confrontar-me, contou a toda a gente: à família dela, à minha família, aos amigos. Fui crucificado. A única pessoa que me ofereceu um sofá para dormir foi o meu irmão. Todos à volta faziam questão de lembrar como eu fora filho da p.... Foi a vingança da minha mulher."

Miguel sentia-se o último dos homens. "Todos olhavam para mim com desprezo: venho de uma família muito católica e fui educado a pensar que um homem adulto tem um bom casamento e é responsável por mantê-lo." A pressão familiar foi um inferno: "A minha mãe ia tendo um ataque quando percebeu que o filho mais velho, o mais responsável, tinha enganado a mulher. Mas a Lúcia - que sempre foi uma mulher doce e até um pouco apática - estava irredutível neste ponto."

Hoje, passado um ano, Miguel tem a certeza de que foi melhor assim: o casamento nunca teria dado certo. "Acho que os homens e as mulheres traem porque não estão bem na relação. Foi o que aconteceu comigo. A seguir, nem mantive aquela ‘aventura' ou como lhe queiram chamar. Não era nada de especial. Acho que gostava da atenção."

Os ‘traidores' são uma espécie pouco original: segundo um estudo recente da Universidade do Nevada, 40% dos homens já tiveram um caso fora do casamento. Os números não mudaram assim tanto desde o famoso Relatório Kinsey, em 1950, que apontava 50% de traidores entre os norte-americanos casados.

"Sentia-me um electrodoméstico..."

Miguel é o caso do ‘traidor' clássico que trai mais ou menos porque sim, por desfastio, e que é apanhado pela mulher com a maior das facilidades. Mas há quem veja um ‘caso' como um aviso de que é melhor mudar de vida.

Foi o caso de Luís S., gestor, 38 anos. "Fui casado durante quinze anos e nunca traí a minha mulher. Não me acho um traidor por natureza. Acho, sim, que preciso de atenção. E isso foi algo que perdi quando nasceram os meus filhos."

Estamos mesmo a ouvir a troça das mulheres: ‘Ai coitadinho!' Mas a falta de atenção é uma queixa que se repete no mundo masculino: "Senti-me como um electrodoméstico na minha própria casa. Servia para ir às compras, mudar lâmpadas, pagar compras e pouco mais. O mundo da minha mulher passou a girar em redor daquelas crianças."

As consequências foram previsíveis. " O sexo foi-se tornando cada vez mais raro. Não é algo que nos apercebamos logo de início. Mas há um dia em que pensamos ‘faz três semanas que não durmo com a minha mulher'. Sei que ela estava de facto cansada. Mas uma parte de mim não aceitava isso."

"Já não amava a minha mulher"

O que é que faz alguém que não tem atenção no casamento? As nossas avós não se cansaram de nos repetir: procura atenção lá fora! Luís pensou a mesma coisa. "Mas em momento algum considerei divorciar-me. A minha mulher e os meus dois filhos eram intocáveis. Os meus amigos juravam que umas ‘aventuras' fora do casamento não faziam mal algum. Um deles disse-me: ‘Como achas que sou casado há 30 anos?'"
Era inevitável: teve o seu primeiro caso. "Durou três meses, e era apenas sexual. Acabou porque ela teve que se ausentar do País e eu nem pensei mais nisso." O segundo caso foi semelhante. "Eu achava que conseguia manter tudo sob controlo, até porque o meu trabalho exigia que passasse muitas horas fora de casa."

Não há duas sem três, já sabemos. Mas o terceiro caso estragou tudo. "Porque me apaixonei. Tão simples e tão complicado como isso." Pois... é o que acontece aos homens que pensam ter tudo sob controlo... "Tomei consciência de que não podia viver sem ela. Logo, não amava a minha mulher. Tinha um profundo carinho por ela, mas já não podia continuar naquela relação."

Não adiou aquilo que precisava de ser feito. E pediu o divórcio. "A minha mulher desconfiou que havia outra pessoa, mas nunca teve a certeza. E eu achei que era desnecessário entrar em pormenores. Acima de tudo, preocupava-me que os meus filhos estivessem bem."

"Sou um admirador do vosso género"

Há quem traia por aborrecimento, por carência, porque o casamento acabou, e há quem seja... pois: um traidor em série. Sabem aqueles sedutores a que nenhuma mulher resiste, e que lhes pagam da mesma moeda? Também encontrámos um deles. "Bem, o anonimato conta para estas coisas, mas sei que, quando as vossas leitoras lerem o meu testemunho, vão pensar ‘aquele porco'!", afirma, convictamente, Pedro C., publicitário. "Depois, pensei: será que me sinto um porco? E se responder honestamente, vão pensar ‘lá está ele a limpar a imagem, o porco'! Não posso dizer que me sinta o melhor dos homens." Mas como isso não é desculpa, cá vai a história.

Tem 36 anos e é casado há oito. Antes de se casar, namorou dez anos, com muitos ‘intervalos' pelo meio, provocados - ele assim o admite - pela sua ‘dificuldade em repelir o sexo oposto'. "Sempre fui louco pela Mónica, mas gosto de mulheres. Sou um admirador sincero do vosso género. Gosto da forma como se mexem. Da forma como cheiram. Das formas do vosso corpo e dos pequenos detalhes, como o pulso ou o dedo pequeno do pé. E há tantas mulheres genuinamente interessantes e sedutoras que andar por cá é como estar sempre a ver montras cheias de doces e não lhes poder tocar."

Pronto, chega. A gente já percebeu por que é que ele não consegue ser fiel. "Durante os anos de juventude, diremos assim, tinha mais dificuldade em controlar os impulsos de entrar na loja de doces. Por isso, durante os dez anos de namoro com a Mónica, cometi muitos ‘deslizes'. Ela soube de muitos deles, o que era normal, andávamos na mesma escola e tínhamos amigos comuns. Ela descobria, acabávamos, e passados uns meses eu estava novamente a pedir-lhe que voltasse. Chegou uma altura em que disse a mim mesmo: ‘É tempo de parares com isto, estás a estragar a tua vida, porque a Mónica é mesmo a mulher que queres e com as outras já sabes que é muito bom aquele frisson inicial, mas depois acordas na manhã seguinte e só pensas como é que sais dali o mais depressa possível.'"

"A minha mulher nunca soube de nada"

Dessa vez, fez um esforço para atinar. E conseguiu. Entrou na linha. "Decidimos casar-nos. E eu sempre atinado. Nos primeiros dois anos as coisas correram bem. Eu resistia. Tentava não olhar para as montras."

Adivinhem lá: resistiu até que lhe apareceu à frente a Sónia. "Eu e a Mónica andávamos com problemas. Trabalhava que nem um louco e sempre que chegava a casa havia discussão por causa das horas. E eis que me apareceu a Sónia, sem stresses, superatraente, divertida e que me dava uma pica descomunal. E lá me deixei ir. O sexo era do melhor."

Aquilo durou uns nove meses. "Nunca enganei a Sónia, dizendo-lhe que ia ficar com ela, mas de repente já queria deixar o namorado! É pá, este filme é que não, pensei. Entretanto, a Mónica tinha engravidado, e acabei tudo com a Sónia. Hoje, a minha filha tem dois anos e desde então tenho-me mantido na linha. A Mónica nunca sonhou da minha aventura com a Sónia."

Como é que sabe que a Mónica nunca desconfiou? "Porque a conheço há dezoito anos e, se ela tivesse sequer sonhado, as minhas camisas tinham voado todas pela janela. Mas também era praticamente impossível. A Mónica não se dá com a malta do meu trabalho." Contar-lhe é que nunca lhe passou pela cabeça. "Em que é que ia ajudar? Ela tinha uma depressão, a minha filha sofria por arrasto e instalava-se o caos. Sei que não me portei bem, mas, bolas, não sou o super-homem. Agora, estou a fazer os possíveis por andar na linha. Não tenho é a ilusão de pensar que nunca vai voltar a acontecer. Como já disse, sou demasiado fã de mulheres."

Perdoamos aos homens, não às mulheres

Os homens traem por razões diferentes das mulheres? "As razões são as mesmas: encontrar alguém que corresponda à nossa necessidade de nos realizarmos emocionalmente", explica o psicólogo clínico Joaquim Quintino Aires. "Mas a forma é diferente: a mulher constrói uma relação, o homem requer apenas uma satisfação mais imediata. Detesto dizer o que lhe vou dizer: nós somos muito mais primários." [risos]

O mais estranho é que são eles próprios a apresentar isso como argumento: desculpem lá, somos mesmo assim, é a biologia... "Pois, mas a biologia na mulher actua da mesma maneira", nota o psicólogo. "A cultura é que ainda não está do lado delas. Apesar de estarmos no século XXI, ainda continua-
mos a desculpar e mesmo a apreciar as traições masculinas e a condenar as femininas."

Como vimos nos testemunhos, há casos e casos, e nem todas as traições são iguais... "Claro. Quando entramos num casamento e depois nos apaixonamos por outra pessoa, podemos antecipar o fim do casamento. Quando traímos como um complemento ao casamento, mas não queremos sair dele, então foi por imaturidade que entrámos naquele casamento."

Mas nem todos os homens são gulosos incapazes de resistir aos doces, como Pedro C.: há homens com uma competência relacional evoluída, caso do Luís S. "Já trabalhei em consulta com homens que me procuraram precisamente porque se sentiam atraídos por outra mulher, mas que ainda não tinham feito nada em relação a isso, porque estavam muito confusos", conta Quintino Aires. "Sentiam-se muito atraídos pela segunda, mas o compromisso com a primeira era tão forte que não conseguiam desfazer um casamento que muitas vezes já não fazia sentido algum."

Não é angustiante que as mulheres ainda vivam obcecadas com o fantasma da traição? "É verdade. E fazem um raciocínio perigosíssimo para a própria mulher: ‘Ai as outras mulheres é que se metem com ele!' Como se o homem não tivesse responsabilidade no assunto, quando ele é que é o responsável, porque ele é que assumiu um compromisso com ela!"

E, agora, a grande questão: imaginemos que apanho o meu marido num caso com outra. Perdoo-lhe? "As mulheres perdoam muito", nota Quintino Aires. "Aliás, perdoam de mais. Em 20 anos de prática clínica, trabalhei apenas em dois casos em que a mulher disse ‘vou fazer só mais uma tentativa, mas, se não der, ficamos por aqui'. Na esmagadora maioria dos casos, elas desculpam-no, dizem: ‘Ah, a outra meteu-se com ele, mas ele não resistiu, mas agora queremos voltar ao que era dantes...'"

Com os homens é exactamente ao contrário: "É muito difícil para um homem confrontado com uma traição querer retomar o casamento, porque vê isso como um ataque à sua masculinidade."

 

Via Activa



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Segunda-feira, 22.11.10

Porquê as mulheres traem?

 

Vamos admitir a fraqueza no gênero feminino, afinal é um defeito da espécie animal. As mulheres também traem, porém, os motivos que nos levam a cometer tal fato são bem diferentes dos motivos masculinos.
Desde os primórdios da humanidade, fomos projetadas para sermos o sexo frágil. Enquanto o Homo sapiens das cavernas saia para caçar, sua parceira ficava com a prole se incumbindo da defesa dos filhos. Desenvolvemos instintos diferentes. Por natureza, tendemos a ser mais caseiras, mais amorosas e de certa forma, até mais conformadas.
Por sua vez, o lado masculino da humanidade, tende a ter um desejo nato pela liberdade, vontade de explorar o desconhecido, necessidade de se afirmar como macho dominante. Razões lógicas que nos levam a nos comportar como nos comportamos automaticamente quando não nos policiamos ou quando o meio no qual fomos criados favorece isso.
Verdade é que até mesmo a mais devassa das mulheres, no fundo do seu âmago, ainda projeta a imagem de um príncipe encantado concebida na infância, porque a sociedade moderna cria meninas para serem mães, esposas e meninos para serem garanhões (existem exceções). Por culpa da criação, muitas vezes pessoas adquirem problemas que carregam consigo por toda a vida. É difícil ver um pai estimulando seu filho a brincar de boneca (porque na maioria das cabeças bitoladas, ele viraria homossexual, quando o que poderia ocorrer é exatamente o contrário. Mulheres gostam de crianças e sabem cuidar dos seus bebês porque brincam de boneca, homens têm dificuldade em cuidar dos filhos e dividir tarefas com suas esposas porque foram afastados dessas atividades quando pequenos como se isso fosse repulsivo para eles, como se executá-las indicasse uma fraqueza, uma rachadura na rocha da moral e na virilidade masculina. A sociedade tende a subestimar as atividades femininas, quando na verdade são tão importantes quanto às dos homens e nada existiria se não fosse o conjunto. A mulher é mais facilmente aceita executando tarefas masculinas, do que o macho executando tarefas de fêmeas. Uma idéia errada concebida ao longo de muitos anos. Quanto elas tomam um espaço deles, isto é visto como um avanço, um demonstrativo de força. Quando eles tomam o espaço delas, isto é visto pela sociedade como um exemplo de fraqueza, retrocesso. Por isso ainda o preconceito é tão grande contra os homossexuais), estimulando o mulequinho a ser monogâmico, dizendo a ele que mulheres e meninas merecem respeito e que casar, ser fiel e constituir família, é um dos objetivos mais bonitos que um ser humano pode ter na vida (porque afinal, quem é sozinho não tem nada. Todos ficarão velhos, e a beleza se vai. Quando ela for, não gostaríamos da cama gelada e vazia a noite). (Não estou generalizando, nem todas as pessoas educam seus filhos dessa forma, ou são assim, estamos analisando o comportamento de uma parcela da sociedade) Se garotos fossem estimulados a ver a figura da mulher como companheira, ser igual, diferente apenas por detalhes físicos, se eles não fossem educados pela sociedade e muitas vezes pela família a ver mulher como um pedaço de carne, casamentos durariam mais no futuro, haveria mais respeito, mais amor, menos traição e mais felicidade. Não digo que todos os problemas relacionados a relacionamentos fossem resolvidos, mas uma parcela bem grande deles poderia encontrar a solução.
O que quis dizer com tudo isso, é que A e B tem desejos e prospecções diferentes, quando um não busca entender e compreender o outro, quando as partes em acordo não cedem para o bem comum, as pessoas tendem a usar válvulas de escape para os problemas... Uma fuga da realidade ainda que momentânea. A traição é um exemplo.
Chegamos ao ponto, tudo o que disse acima é para fundamentar com argumentos os motivos da traição feminina. Traímos não por apenas por sexo ou instinto como a maioria dos homens (não podemos negar que isso também acontece), traímos por falta de amor, falta de afeto, falta de carinho, distanciamento. Para o homem quase sempre a questão prática conta mais. Com o passar dos anos, eles acabam achando que apenas cumprir suas obrigações sexuais com uma penetrada de 30 segundos é o suficiente! Certamente eu afirmo para os marmanjos de plantão, não é!!!!!! Mulher gosta de carinho, afeto, abraços, beijos, carícias, amor! Mulher não quer apenas ser “comida”, quer ser amada. E por instinto natural de evolução, dia após dia o homem vai esquecendo a capacidade de amar sua companheira. Por mais que dentro do peito dele o coração ferva por ela, ele não fala, não demonstra, não a toca como antes, não designa tempo para ela. Muitas vezes, ao invés de falar, a mulher por cultura, sente muita vergonha, se cala e sofre quieta, se distancia mais do parceiro e os dois por final acabam a nem se quer ter relações. Quando isso acontece, a dona Maria vai procurar o João buscando suprir o afeto. E por mais que não encontre amor nos braços de outro, tem carinho, o que já não há na sua casa. 
O tempo desgasta todas as coisas, é preciso buscar a cada dia alimentar o amor, o afeto, a cumplicidade. É necessário empenho das duas partes para conseguir manter uma relação sincera, e nem assim se estará livre da tentação.

 

Via Vila dois



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Sexta-feira, 12.02.10

A internet, o sexo e as infidelidades

 

 Segundo um inquérito levado a cabo online com 12 mil adolescentes de todo o mundo, é mais fácil que aconteça traição quando os jovens estão na internet do que na vida real.

No inquérito, mais de 30% dos adolescentes - com idades entre os 13 e os 18 anos - admitiram manter mais do que uma relação virtual.

No estudo levado a cabo pela Habbo Hotel US, o maior site de encontros virtuais para jovens, metade dos questionados disseram que as regras do namoro se aplicam nos dois universos; contudo, três quartos do grupo revelaram que "é mais fácil namorar online, especialmente se ainda não existir conhecimento no mundo real".

Via Ionline



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