Segunda-feira, 07.03.11

Mulher oferece terapia despida

 

Uma "terapeuta" norte-americana pouco ortodoxa está a propor "terapia despida" aos seus pacientes para que eles se sintam mais à vontade durante as sessões. Sarah White, de 24 anos, acredita que a nudez encoraja os clientes a serem mais honestos e os mantém mais concentrados.

  

A primeira sessão de "terapia despida", realizada pela Internet com uma "webcam", custa 150 dólares (107 euros). O método peculiar de Sarah já atraiu cerca de 30 homens de diversas partes do mundo.

"A proposta é mostrar aos meus pacientes que não tenho nada a esconder e encorajá-los a serem mais honestos durante a terapia", disse Sarah White ao "New York Daily News", um tablóide nova-iorquino. "Freud usou o método de livre associação, eu uso a nudez", acrescentou.

Na medida em que paciente e terapeuta intensificam os laços, Sarah introduz o segundo passo da "terapia despida", uma sessão realizada pessoalmente. Para ficarem frente a frente com Sarah, os clientes têm de desembolsar um valor a rondar os 320 euros.

Sarah White contou ao jornal que tem um namorado, mas que o rapaz não vê problemas na sua profissão. A jovem, porém, mostrou-se preocupada com o que os pais irão pensar.

"Penso que deveria ter-lhes, ao menos, contado sobre o meu trabalho antes de dar esta entrevista", disse Sarah.

 

A jovem admitiu que a "terapia despida" não é aprovada pelos reguladores de saúde norte-americanos e que também não é terapeuta licenciada.

Segundo profissionais da área, "Sarah está a usar a palavra terapia, mas isto não passa de pornografia na internet".

 

 

 

Via JN

 



publicado por olhar para o mundo às 10:23 | link do post | comentar

Quinta-feira, 02.07.09

Doutora Ruth

 

É um ícone da década de 80, segundo o "New York Times", e surge em 13.o lugar numa lista de 55 figuras que a revista "Playboy" elegeu em Janeiro como as mais influentes no capítulo do sexo dos últimos 55 anos. Que tem de especial a Dr.a Ruth para ser a terapeuta sexual mais conhecida no mundo inteiro? A resposta surge carregada com um sotaque germânico: "Acho que é por ser antiquada." Há outra justificação que não é a sua. Aos 81 anos continua a falar de orgasmos, erecções e vaginas com a pureza de uma avó que diz aos netos que comam a sopa e se agasalharem antes de saírem de casa. É o poder de Ruth Westheimer, que esteve na semana passada em Gotemburgo (Suécia) num seminário sobre disfunções sexuais. O encontro serviu também para responder a todo o tipo de dúvidas.


Porque gasta tanto tempo e energia a falar sobre orgasmos e ejaculação?

Falo sobre sexo há 30 anos e é uma tarefa que desempenho com bastante agrado. Se insisto tanto nos orgasmos é porque quero tirar a enorme pressão e responsabilidade à volta destes dois aspectos. Ao longo destes anos todos, houve algumas mudanças de mentalidade, mas boa parte das pessoas continua a centrar a sua vida sexual nestes dois conceitos, desvalorizando todo o prazer que o sexo pode oferecer. 

Como explica a longevidade do seu sucesso?

Antes de mais, não acho que sei tudo; aprendo algo novo todos os dias. É por isso que gosto tanto de ensinar. Aprender é umas razões por que, aos 81 anos, continuo a viajar por todo mundo à procura de coisas novas. Julgo que parte do meu sucesso tem a ver com o facto de ser antiquada e não ultrapassar os meus limites. Por exemplo, nunca digo aos pacientes que existe um ponto G, porque os médicos ainda não o provaram. Limito-me a cumprir o meu papel e sou cuidadosamente conservadora. Por outro lado, seguindo uma tradição judaica, tento ensinar com humor porque é a melhor maneira de os alunos se lembrarem do que digo. Sempre que quero marcar uma posição, recorro ao humor. Ao falar sobre estes assuntos não posso ficar entediada; o meu interlocutor iria percebê-lo. É por isso que me entusiasmo tanto com questões de sexualidade. Gosto de falar dos prazeres do sexo e espero que o meu entusiasmo seja contagiante.

Sendo judia, como vê a relação da religião judaica com o sexo? 

Na tradição judaica, o sexo é uma obrigação. Um judeu casado tem a obrigação de satisfazer a sua mulher. Na Igreja Católica, as questões em torno da sexualidade são mais sensíveis. Não estou só a referir-me ao período antes do casamento, mas também depois do casamento, em que o objectivo único do sexo é a procriação. Mas na tradição judaica, o sexo é procriação e também divertimento. Mesmo após a menopausa, o homem continua obrigado a providenciar satisfação sexual à sua mulher. O Alcorão, por seu turno, permite que o homem tenha quatro mulheres, mas só na condição de conseguir ser justo para cada uma delas. Ser justo não é só garantir a satisfação sexual; é ser companheiro e ajudar a cuidar dos filhos. A sexualidade não se resume ao coito, ao orgasmo, tem a ver com a qualidade de vida. Se existir respeito por diferentes atitudes, religiões, culturas e histórias de vida, estamos a fazer educação sexual. Há que ter em conta todas estas diferenças e é isso que temos de ensinar às gerações mais jovens. 

Até que ponto o homem é responsável pelo orgasmo feminino?

Se o homem tiver uma erecção completa, se conseguir mantê-la de forma satisfatória, isso por si só não significa que a sua companheira tenha um orgasmo durante o coito. Hoje sabemos, através da experiência empírica, que a mulher tem de assumir os seus próprios orgasmos. Nem os melhores amantes - os que foram treinados por mim - conseguem provocar um orgasmo à sua companheira se ela não disser do que precisa. Apesar de toda a pressão que existe à volta do coito, haverá sempre uma parte das mulheres que só atingem o orgasmo por estimulação do clítoris. Mas não importa quais são os meios que o casal usa para chegar ao orgasmo. O fundamental é que ambos fiquem satisfeitos como o sexo que têm.

A ciência está suficientemente avançada para conhecer tudo sobre o sexo?

Do meu ponto de vista, precisamos de mais estudos. Os cientistas necessitam de dinheiro para encontrar mais soluções. É fundamental investir mais na investigação, ter oportunidade para observar e medir comportamentos biológicos e sociais, porque explicam muito sobre a nossa sexualidade. Há muitas dimensões do sexo que estão demonstradas empiricamente, mas não são válidas do ponto de vista científico. Chegámos a um estádio em que, por exemplo, podemos convidar uma mulher a entrar num laboratório de sono e medir a lubrificação da sua vagina. É assim que conseguimos saber que ela pode ter um orgasmo durante um sonho erótico. Acho que as mulheres conseguem programar o seu cérebro para ter sonhos eróticos, mas isso é apenas uma convicção sem validade científica. São necessários estudos aprofundados para saber mais sobre estas matérias. No caso do homem, a sua actividade sexual durante o sono também pode ser medida. O exercício é simples: basta pedir às mulheres que levem um papel e uma caneta para a cama e passem uma noite em branco a observar o companheiro. A cada 90 minutos há uma erecção. Na manhã seguinte pode partilhar o registo com ele: às 4h35, uma erecção completa, às 6h20 uma erecção parcial e por aí fora. Mas sabe-se muito pouco sobre o que toda essa actividade nocturna significa e como pode ajudar o homem na sua sexualidade.

Os brinquedos sexuais, como os vibradores, podem substituir o pénis?

Não há nada de errado em usar um vibrador se isso fizer parte do divertimento que o casal tem em conjunto. Mas uma mulher tem de saber que não se pode habituar ao vibrador. O perigo surge quando os brinquedos sexuais se tornam um hábito compulsivo. De resto, o casal pode ter quantos quiser, desde que estejam escondidos das crianças e sejam usados como parte de um processo mais alargado do acto sexual.

Que tem a dizer aos que insistem em afirmar que o tamanho é importante?

Aos que se sentem incomodados com o tamanho do seu pénis, proponho uma tarefa simples. Sentem-se frente a um espelho e provoquem uma erecção completa. Observem o vosso pénis com atenção e vão ver que nunca mais se vão preocupar com o tamanho.

 

Via ionline



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