Terça-feira, 22.02.11

Swing, um excitante segredo partilhado por cada vez mais casais

 

Leonor e Francisco têm um segredo que os «uniu ainda mais»: trocam de casal em festas organizadas pela comunidade swinger, nas quais se faz (muito) sexo, mas também «grandes amizades».

Ela tem 24 anos e ele 28. A viverem juntos há dois anos, chegaram a esta prática «por curiosidade». Começaram por ir ver as festas, onde encontraram «gente bem disposta a divertir-se» e «sem tabus».

Os locais são secretos e só os membros da comunidade os conhecem. Em Lisboa, Porto e Coimbra há meia dúzia de discotecas que só funcionam para a comunidade swinger e apenas abrem as portas para estes encontros, normalmente temáticos.

Estas festas, garantem, têm em comum com todas as outras da noite portuguesa a música, o bar, as luzes. Mas distinguem-se pela existência de um privado onde se pode trocar de parceiro sexual.

A troca não é, contudo, fácil. Todos - os quatro - têm de estar de acordo. Se o homem vê uma mulher que lhe agrada, mas não à sua parceira, nada feito. E é este acordo implícito que, diz quem pratica, garante a «fidelidade» aos princípios do swing.

Se o espaço é semelhante ao das outras discotecas, as pessoas são substancialmente diferentes: «Elas vão mais despidas, os homens com roupas mais explícitas», disse Francisco.

Muito corpo e roupa interior provocante à vista e uma atitude descontraída e «muito sensual» marcam a diferença. Postura que obriga a um cuidado permanente com o corpo e não permite desleixos.

Como explica Leonor, as mulheres normalmente cuidam-se para o Verão: «Nós estamos sempre bem tratadas».

Os homens também têm atitudes proibidas: «É normal ao fim de uns anos de casados, os homens ganharem barriga e desleixarem-se. Aqui não há espaço para isso».

Francisco enumera ainda outra diferença: «Nas outras festas [nãoswingestá toda a gente com vontade de partir a louça, mas não o faz. Nós fazemos o que queremos, porque o queremos».

Os mais novos fazem mais o que querem e com quem querem, pois têm mais opção. «Uma pessoa com 50 anos não tem tanta escolha», adiantou.

E são cada vez mais novos os swingers portugueses: a maior parte dos 3.000 casais registados no site que se apresenta como «o mais activo e em mais rápido crescimento da Península Ibérica»tem entre 22 e 35 anos.

A internet é, aliás, a principal porta de acesso a este mundo e é através dela que, segundo um dos administradores do site, os casais são «certificados».

O objectivo desta «certificação» é garantir, nomeadamente, que os casais são quem dizem que são, o que «é possível, graças ao recurso a webcams e outros instrumentos».

Tudo isto para garantir a «privacidade» por que anseiam osswingers portugueses, que se destacam dos de outras nacionalidades pela discrição.

«Portugal é o país mais interessante para o swing», disse o administrador, que solicitou anonimato.

Este responsável sublinha que os swingers portugueses buscam o bom das festas, mas essencialmente o equilíbrio numa vida stressante.

«Estamos enfiados um dia inteiro no escritório, com grandes responsabilidades, mas durante o tempo que estamos nas festas de swing não pensamos em mais nada».

Leonor e Francisco garantem que não é só o sexo o motor que busca estes casais, mas reconhecem que a maioria troca de parceiro nas festas e é sobre esse tema que comunica na internet:«Fazem-se grandes amigos».

 

Via Sol

 



publicado por olhar para o mundo às 21:43 | link do post | comentar

Quarta-feira, 03.11.10

sexo, swing e strip


"Estamos a precisar de coisas novas, inovadoras, sofisticadas para quebrar tabus", explicou Joana Magalhães, da organização do evento, que começou na tarde de ontem, sexta-feira.

O sexo, diz, "não é um bicho papão", e a Festa do Sexo tem assim, como objectivo, "começar a fazer com que alguns tabus se dissipem um bocadinho".

Para esse efeito, a festa conta com espetáculos eróticos, shows lésbicos e hetero, striptease masculino e feminino, bandas, espaços para prática sexo e de swing, filmes pornográficos, em suma "um bocadinho de tudo" e "para todos os gostos", salientou a responsável.

Os objectivos passam ainda pela promoção de artistas e entretenimento para adultos, divulgação da arte erótica e da prática de sexo seguro.

Quanto a expectativas, Joana Magalhães acredita que a festa receba, durante os dois dias, "entre cinco mil a seis mil participantes" e garante que o evento "é para repetir".

Durante as primeiras horas da noite de ontem, sexta-feira, os visitantes foram chegando, pouco a pouco, maioritariamente do sexo masculino.

Mais ou menos reservados, move-os a curiosidade e a vontade de participar numa "experiência nova" e de poder entrar, sem medos ou críticas, "num mundo completamente à parte".

Nos palcos montados, as 'bailarinas' vão rodopiando em redor dos varões - quais acrobatas - e despem-se de pudores enquanto são seguidas, bem de perto, pelos muitos olhares curiosos dos presentes.

Nos corredores passeiam-se travestis e transexuais: bem arranjadas, vestidas, mas pouco, a preceito e sem preconceito.

As horas avançam e com elas chegam os corpos despidos, os primeiros chicotes, as saias às pregas e outras fantasias que prometem durar e preencher, noite dentro, a imaginação de cada um.

 

Via JN



publicado por olhar para o mundo às 21:03 | link do post | comentar

Quinta-feira, 15.07.10

O swing é mau para a saúde

 

Casais acima dos 40 anos que são adeptos de «swing», troca de parceiros, podem estar a contribuir para o alastramento de doenças sexualmente transmissíveis na população em geral, indica um estudo realizado por cientistas holandeses.

 

O estudo, publicado na revista científica «Sexually Transmitted Infections» e citado pela BBC Brasil, indica que entre os 9 mil pacientes pesquisados que procuraram consultas em clínicas especializadas em doenças sexualmente transmissíveis na Holanda, 12% eram adeptos de «swing» e tinham uma idade média de 43 anos.

A equipa do Serviço de Saúde Pública de Zuid-Limburg, na Província de Limburg, na Holanda, monitorou pacientes que procuraram tratamento em clínicas de saúde sexual em 2007 e 2008. O estudo colocou adeptos do «swing» entre os grupos com índices mais altos de doenças sexualmente transmissíveis, a par com jovens e homossexuais, que já tinham sido identificados como grupos de alto risco.

Os índices de clamídia e gonorréia, por exemplo, atingiu os 10% no grupo dos heterossexuais, 14% nos homossexuais, 10,4% nos adeptos do «swing» e abaixo de 5% entre prostitutas.

Essas diferenças ficam ainda mais evidentes quando a comparação foi feita dentro de grupos de pacientes mais velhos.

Os adeptos do «swing» responderam por mais de metade (55%) de todos os diagnósticos de doenças sexualmente transmissíveis entre os pacientes com mais de 45 anos. Em comparação, os homossexuais acumularam 31% dos diagnósticos na mesma faixa etária.

«Praticantes de swing diferenciam-se dos heterossexuais não adeptos por terem uma rede ampla de parceiros sexuais, caracterizada por parceiros simultâneos e altos índices de sexo sem protecção», disse a autora principal do estudo, Nicole Dukers-Muijeres.

«O nosso estudo confirma que esse tipo de comportamento arriscado torna essas pessoas mais vulneráveis às doenças sexualmente transmissíveis». «Os adeptos do swing podem tornar-se uma ponte de transmissão para a população como um todo», acrescentou a especialista.

 

Via IOL



publicado por olhar para o mundo às 21:00 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Terça-feira, 23.02.10

Sexo na galeria de arte

 

 VIENA - Uma renomada galeria de arte contemporânea austríaca está encorajando seus visitantes a confrontarem sua inibição sexual. Tudo em nome da arte! Para ver um trabalho de Gustav Klimt, quem vai a Secession, no centro de Viena, é obrigado a cruzar um clube de suingue chamado Element6, incorporado recentemente à galeria como parte de um projeto do artista suíço Christoph Buechel.

Os frequentadores do clube de suingue não estão lá durante o dia, mas as fotos eróticas, os colchões o bar etc estão lá, à vista de qualquer visitante da galeria de arte.

O porta-voz da Secession, Urte Schmitt-Ulms, disse que a proposta de Buechel é incitar novamente o escândalo que Klimt causou quando a obra ''Beethoven Frieze'' foi primeiramente exibida, em 1902.

Atualmente considerada uma das grandes obras do pintor austríaco, ela foi considerada obscena e pornográfica devido à maneira como os corpos das mulheres foram pintados.

Uma parte do mural mostra três mulheres praticamente nuas: uma delas tem grandes seios e parece estar grávida e outras duas têm apenas os cachos cobrindo seus corpos. Outra parte revela figuras míticas nuas.

O clube de suingue só abre à noite, depois que a galeria já fechou, mas durante o dia os visitantes acima de 18 anos podem andar pelas suas dependências. A passagem por ali dá ao porão, onde está a obra de Klimt. À noite, a sala onde está o mural fica fechada por razões de segurança.

Vista do clube Element6, por onde passam os visitantes acima de 18 anos para ver obra de Klimt/ Foto: AP

Buechel não quis comentar seu projeto, mas o clube, que normalmente fica localizado em outra parte da cidade, disse que sua participação "quer dar ao máximo de pessoas a oportunidade de superar suas inibições".

- Com esta exibição na Secession, cada indivíduo pode testar novas dimensões para a sua sexualidade - declarou o clube, por meio de um comunicado.

Gerald Adler, da britânica Escola de Arquitetura de Kent, visitou o local recentemente e disse que se Buechel realmente queria criar polêmica deveria ter escolhido outro local para seu projeto, como a catedral de St. Stephen.

- Ele está fazendo isso justamente num lugar de arte avant-garde, então, perde o efeito - opinou.

O projeto fica na galeria até 18 de abril.

 



publicado por olhar para o mundo às 20:58 | link do post | comentar

Quinta-feira, 24.09.09

 Tinha 17 anos quando se casou no final dos anos 50. Chama-se Antónia, vive nas Terras de Basto. Pediram-lhe para recordar a noite de núpcias. E ela contou: “Na noite do casamento, quando me deitei ele disse-me: ‘Então porque não te vens deitar? Não te faço mal… Sabes como é… se me casei foi para ter relações contigo’… E eu: ‘Não, que eu não quero!’ E ele: ‘Não é assim, tu não queres… tem de ser.’ Depois aconteceu.” Antónia sobreviveu. “Não morri, graças a Deus.”


Berta, filha de Antónia, tem 42 anos, casou-se nos anos 80. Era virgem e sentia vergonha do sexo. “Ele disse-me: ‘Não faz mal, depois eu explico-te. Tu não tenhas medo. Porque vai correr tudo bem. Tens de te pôr apta, porque tu sabes como é, eu não te faço mal.’”

Carla, neta de Antónia, filha de Berta, tem 25 anos. Teve a primeira relação sexual aos 18, antes de casar-se. “Qualquer pessoa tem direito a sentir prazer e a ter a sua própria sexualidade, acho que uma pessoa que tem namorado não tem de estar virgem.” Agora que é casada gostava de experimentar o swing (troca de casais). “Era uma coisa de que eu gostava.”

As três mulheres da mesma família fazem parte das 60 pessoas entrevistadas por investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa num projecto inédito em Portugal, explica a socióloga Sofia Aboim. O estudo tem o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Comissão para a Igualdade e Cidadania. E é apresentado hoje num seminário, em Lisboa.

Abarca três gerações de 20 famílias. “Tentámos perceber o que é que mudou em Portugal através das narrativas de vida de homens e mulheres, avós, pais e netos.” E comparando com estudos semelhantes feitos nos EUA ou em Inglaterra, diz, a distância geracional “é enorme”. Na área da sexualidade, a investigadora fala mesmo de uma “mudança radical”.

Regresse-se à noite de núpcias: “O discurso da avó e da mãe sobre a sexualidade é o discurso da vergonha. Mesmo quando esconde uma verdade que não era relatada [Belmira, por exemplo, acabou por contar que, na verdade, estava grávida quando se casou], revela algo que é real: que existia uma opressão muito grande da sexualidade feminina.”

E entre os homens? De novo uma família entrevistada: Tiago nasceu em 1922, teve a sua primeira relação sexual com uma prostituta. O filho, Raúl, nasceu em 1949. Aos 17 anos foi com os amigos a uma casa de prostituição e começou a sua vida sexual da mesma forma que o pai. Já o seu filho, Victor, nasceu em 1983. Começou a namorar aos 15 anos e foi com a namorada que perdeu a virgindade.

Ao contrário do pai e do avô, Victor defende que homens e mulheres devem dormir com quem acharem por bem, “desde que não façam mal a ninguém”. Depois, contradiz-se: “não é possível olhar com amor” para as raparigas que dormem com vários rapazes. O que mostram relatos como este? Que o recurso à prostituição era institucionalizado e hoje quase não existe. Mas também que, havendo um discurso de paridade sexual, “é sistemática a diferenciação que os rapazes fazem entre as raparigas fáceis e as não fáceis”, diz Aboim. “É um discurso que só emerge se aprofundamos as entrevistas, que é herdado dos avós, mas muito mais matizado.”

Em suma, ao contrário do que se passou a outros níveis, “no campo da sexualidade, a mudança foi mais ambígua”, remata. “Há imensa sensibilização para a igualdade de género, mas depois há questões mais profundas que não têm a ver com o conseguirmos levar mais os homens para a cozinha. Há, de facto, concepções de diferenciação e de poder: uma rapariga simplesmente não pode ter o mesmo comportamento que um rapaz.”

 

Via Publico



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