Segunda-feira, 13.07.09

 Como se mexe a lingua num linguado?

 

O telemóvel começa a vibrar. São adolescentes anónimos a enviar perguntas sobre sexo por sms. 


"Se tomar um duche antes de fazer sexo, há menos probabilidades de engravidar?"; "Um pénis normal tem rugas?"; "O meu namorado não gosta que eu faça barulho durante o sexo, mas eu não consigo evitar, o que posso fazer?"

Cada pergunta receberá uma resposta cautelosa, sem juízos de valor, devolvida por texto directamente para os telemóveis. Quem responde é um adulto sem nome nem cara, da Campanha de Prevenção da Gravidez Juvenil, da Carolina do Norte.

Namoradeiros "Porque é que os rapazes pensam que é fixe dormir com uma rapariga e ir contar aos amigos?"

James Martin é o membro da equipa que está de serviço às mensagens de texto esta semana. Tem 31 anos, é casado e pai de um bebé de poucos meses. Envia as respostas à pergunta anterior. "Na maioria dos casos, porque acreditam que fazer sexo faz deles tipos fixes", digita, acrescentando, "a maioria dos rapazes ultrapassa essa fase".

A educação sexual nas salas de aula, dizem os especialistas americanos, é ineficaz ou simplesmente insuficiente.

Nos últimos 15 anos, responsáveis das escolas e políticos têm debatido agressivamente a questão dos programas de educação sexual. Entretanto, perante a deterioração dos comportamentos sexuais de risco dos adolescentes, têm-se procurado formas de alargar a educação e informação para além da sala de aulas americanas.

Algumas universidades e hospitais criaram páginas na internet para responder às perguntas dos adolescentes. Recentemente, os investigadores começaram a explorar formas de se chegar aos jovens através de redes sociais.

E agora, explicam-nos os especialistas em educação sexual, o último projecto é este novo serviço onde se podem difundir por telemóvel informações de natureza íntima e prática aos adolescentes.

"A tecnologia diminui a vergonha e o embaraço", diz Deb Levine, director de uma organização sem fins lucrativos que lançou vários programas de saúde assentes em tecnologia. "É indicado para jovens. Sob o ponto de vista cultural não é com prelecções de adultos que ficam a saber alguma coisa sobre o assunto."

"Gosto de raparigas" O que mais preocupa Bill Brooks, presidente do Conselho de Política Familiar da Carolina do Norte, é a falta de supervisão. "Se eu não conseguisse controlar o acesso a estas informações, desactivava o serviço de mensagens de texto", explica. "No caso da Internet, os pais são aconselhados a criarem bloqueios nos computadores e a colocarem os aparelhos num lugar central da casa. Mas os miúdos têm acesso a esse tipo de coisas através dos seus próprios telemóveis - e isso não se pode controlar."

Os membros das equipas estabeleceram directrizes. Não dar conselhos médicos - incentivar os inquiridores a falarem com um médico. Não promover o aborto. Se necessário, reencaminhar as pessoas para clínicas locais, para sites ou para números de emergência. Dar conselhos bem pensados e afectivos. Ler as respostas duas vezes antes de as enviar. Nunca usarem o sarcasmo. 

O Centro permitiu que um repórter do "New York Times" lesse alguns registos dos contactos telefónicos, depois de terem sido retiradas as indicações de números de telemóvel e de localidade. As perguntas abrangiam todo o espectro da adolescência, desde o tonto ao terrível. Aliando a capacidade que os adolescentes têm de falar sem rodeios à concisão das mensagens de texto, as perguntas eram por vezes brutalmente directas: "É dela que gosto ou do sexo?" Ou: "O que acontece quando se engole um bocado de preservativo?" 

Algumas questões poderiam ter sido enviadas a revistas para adolescentes de há 50 anos: "Porque é que as raparigas não gostam de rapazes baixos?" "Cmo se mexe a língua qdo se dá 1 linguado?" Mas muitas perguntas vão além do manual de treino básico: "Gosto de rapazes, mas também gosto de raparigas. O que devo fazer?" ("Algumas pessoas gostam de quem gostam. Só a própria pessoa pode ter a certeza e saber o que está certo para ela", foi a resposta do serviço.)

A primeira vez O que ressalta vivamente dos registos dos contactos telefónicos é o desejo dos adolescentes de se libertarem de um peso. Uma noite, quando Martin se preparava para se ir deitar, o telemóvel vibrou. Ele leu a mensagem e sentou-se de repente. "Violaram-me na infância e só fiz sexo há pouco tempo, será que tecnicamente a minha primeira vez foi a violação, ou foi há pouco, quando fiz sexo?"James Martin escreveu três rascunhos. Uma hora depois, respondeu por texto: "A primeira vez é o que cada um faz dela. Acho que a primeira vez pode ser muitas coisas (boa, má, embaraçosa, maravilhosa), mas deve ser sempre consensual. A primeira vez de uma pessoa é a primeira vez que opta por fazer sexo e não quando uma pessoa horrível a forçou."

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 13:37 | link do post | comentar

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