Sábado, 12.03.11

 

O alerta soou um minuto antes do sismo, porque só depois dos primeiros sismogramas detectarem o epicentro. O sismo que ontem abalou o Japão era "previsível", mas não foi possível prevê-lo. O paradoxo continua a dar luta aos cientistas, concordam os sismólogos contactados pelo i. Depois de tentativas de previsão e evacuação nos anos 1970, a opção apoiada pela ciência foi evitar alarmes falsos. Susana Custódio, sismóloga da estação do Instituto Geofísico da Universidade de Coimbra, nomeia três problemas: os métodos não precisos o suficiente, evacuar uma determinada região em falso pode ter efeitos tão dramáticos - em termos de perda económica e de vidas - como o próprio desastre e corre-se o risco de "descredibilizar" as autoridades.

Vários trabalhos têm reforçado a tese de que é possível prever um sismo, sobretudo os de grande dimensão. A dificuldade está em perceber os sinais exactos que indicam um sismo iminente. "Neste caso do Japão houve mais de 15 sismos com magnitude superior a 5 nos últimos dias, entre eles um de magnitude 7,2. A forma como definimos sismo precursor, sismo principal e réplica ainda é empírica", diz ao i Susana Custódio. "Só o conseguimos fazer a posteriori." A ideia de que os grandes sismos se repetem em intervalos regulares também tem lacunas, como a ausência de medições precisas até há 50 anos. Onno Oncken, especialista do Centro de Investigação em Geociências da Alemanha, revelou ao i a última tese na área, ainda sem grande fundamentação: clusters de sismos violentos, que sugerem uma correlação entre placas. "Sismos como este, o do ano passado no Chile ou o de Samatra há sete anos parecem cair neste intervalo de uma a duas décadas. Já foi possível identificar outro cluster nos anos 50 e 60 (o do Chile ou o do Alasca) e outro no início do século passado (o terramoto de São Francisco, entre outros)." Danijel Schorlemmer, geocientista da Universidade da Califórnia do Sul, é mais pragmático. "A melhor coisa a fazer é estar preparado, ter mantimentos e água para vários dias." Construir tendo em conta o risco sísmico e usar alertas precoces, mal se detectam os primeiros abalos, para desactivar infra-estruturas sensíveis como centrais nucleares são outras recomendações. Susana Custódio também aposta no lado pedagógico: pequenos e grandes sismos servem para alertar a população que tende a esquecer-se das regras básicas. "Se este sismo fosse em Portugal as consequências seriam muito maiores." E o risco existe: "Em Portugal temos falhas de todos os tipos", diz a sismóloga. Schorlemmer resume: "Não conseguimos medir quando uma falha está ''pronta''. Ainda assim, em todos os sítios onde este tipo de eventos já foram observados, é de esperar que voltem a acontecer. Só não sabemos quando." M. F. R.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 02.04.10

os sapos podem prever terremotos

 

Os sapos são sensíveis à ameaça de terramotos cinco dias antes de estes ocorrerem, conclui um estudo feito por cientistas da Open University, em Milton Keynes (Reino Unido).

O estudo, divulgado no "Journal of Zoology", uma revista científica de referência mundial, foi noticiado na imprensa britânica e abrangeu uma população de sapos em fase de acasalamento no Lago de San Ruffino, no centro de Itália.

O comportamento dessa população foi analisado antes, durante e depois do terramoto de magnitude 6,3 na escala de Richter que abalou a cidade de Áquila a 6 de Abril de 2009, matando uma centena de pessoas e deixando mais de 50 mil desalojadas.

Fuga em massa

 

Apesar de o lago se localizar a 74 km do epicentro deste sismo, cerca de 96% dos machos da colónia de sapos abandonaram o lago cinco dias antes de ele ocorrer, tal como a maioria dos casais, e procuraram locais mais elevados, onde o risco de derrocadas e inundações é mais reduzido.

Os cientistas da Open University não conseguem explicar o fenómeno, que não se deve a outras causas como, por exemplo, uma mudança repentina do estado do tempo. Mas confirmam que a alteração de comportamento dos sapos coincidiu com movimentações na ionosfera, a camada electromagnética superior da atmosfera terrestre.

E alguns investigadores admitem que estas movimentações podem estar ligadas à libertação do solo de radão, um gás radioactivo (comum nas regiões graníticas do Norte de Portugal), ou a ondas gravitacionais entre as várias camadas da atmosfera, tudo isto pouco antes de ocorrer um sismo.

Libertação de radão e de partículas carregadas são um aviso?

 

Rachel Grant, bióloga da Open University, explicou ao diário britânico "The Guardian" que "os sapos e os anfíbios em geral são muito sensíveis a alterações na química do ambiente", e admite que a libertação de gases e partículas subatómicas com carga eléctrica "pode ter sido detectada pelos sapos". Embora não se saiba ainda como.

Em 2003, um cientista japonês divulgou um estudo que concluía que o número de cães que ladrava muito aumentava cerca de 18% em média nos meses que precediam um terramoto.

No dia 17 de Março, a Universidade de Lisboa organizou uma conferência no Museu Nacional de História Natural sobre o tema "Afinal os sismos podem ou não prever-se?", que contou com a intervenção de alguns dos mais destacados especialistas portugueses nesta área.

Na altura estava ainda bem presente na memória das centenas de pessoas que encheram o anfiteatro do museu os sismos devastadores do Chile e do Haiti, mas os cientistas foram claros: podem determinar-se as zonas de risco e conhecem-se sinais precursores, desde alterações dos níveis dos poços até à libertação de radão.

Mas não é possível prever a magnitude, a localização e a data de um sismo, com os instrumentos, as tecnologias e o nível de conhecimento que temos hoje.

 

Via Expresso



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Quinta-feira, 17.12.09

Sismo sentido

 

 Um sismo de intensidade 6.0 na escala de Richter fez-se sentir à 01h37 de quinta-feira no litoral de Portugal Continental e na Madeira. O tremor de terra teve a duração de dois minutos.

Seguiram-se dez réplicas de menor magnitude, entre os 1.9 e os 2.6 na escala de Richter, a última registada às 03h47, segundo os dados do Serviço de Sismologia do Instituto Nacional de Meteorologia

De acordo com o United States Geological Survey (USGS), o epicentro do sismo de maior intensidade situou-se no oceano Atlântico (Oeste de Gibraltar), a 185 km de Faro, 265 km de Lisboa e 295 km de Évora.

Sentido em praticamente todo o país, não há registo de quaisquer danos materiais ou humanos, segundo informação disponibilizada ao i pela Central do Regimento de Sapadores Bombeiros, em Lisboa, a unidade da Protecção Civil que atende o número de emergência (117).
Protecção Civil de Faro – capital de distrito portuguesa mais próxima do epicentro – revelou também ao i, pouco depois das 02h00, a inexistência de qualquer pedido de ajuda dirigido ao serviço de emergências. Os telefones tocaram ininterruptamente durante a hora seguinte ao sismo, mas apenas com pedidos de esclarecimentos. "Foi mais o susto", disse ao i um responsável daProtecção Civil de Faro perto das cinco da manhã, confirmando não haver registo de quaisquer danos.
O site norte-americano da USGS aponta uma intensidade de 5.7, mas a informação constante doInstituto Nacional de Meteorologia aponta para 6.0, assim como o valor registado pelo Centro de Sismologia Euro-Mediterranico.

De acordo com a agência Lusa, o tremor de terra foi igualmente sentido em vários pontos deMarrocos segundo o Centro de Protecção Civil de Casablanca, não havendo registo de danos pessoais ou materiais.

O ministro da Administração interna, Rui Pereira, reuniu ainda esta madrugada com os responsáveis da Protecção Civil, para traçar um plano de acção na avaliação de potenciais danos em algumas estruturas, avança esta manhã a TSF.

Clique aqui para saber o que fazer durante a ocorrência de um sismo

Via Ionline



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