Sábado, 05.02.11

Vaticano organiza conferência sobre sida em

 

Vaticano vai organizar uma conferência internacional em maio sobre a prevenção da sida e os cuidados a ter com os doentes infetados com o vírus da imunodeficiência humana (VIH).

O Concelho Pontífice dos Trabalhadores de Cuidados de Saúde do Vaticano fez o anúncio na quinta-feira, adiantando que está a preparar orientações para médicos católicos, enfermeiros e outros profissionais que também tratam pacientes com sida.

O papa Bento XVI fez manchetes no final do ano passado quando afirmou que algumas pessoas, como as/os prostitutas/os que usam preservativos para prevenir a transmissão do VIH, podem estar a dar um primeiro sinal para uma sexualidade mais moral, porque está preocupado com a saúde de outra pessoa.

Os comentários instalaram a confusão sobre se o papa estaria a justificar o uso do preservativo, marcando a rutura com a doutrina católica, que se opõe ao uso de contracetivos. O Vaticano insistiu sempre que não se tratava de uma rutura.

Jean-Marie Mpendawatu Mate Musivi, subsecretário do departamento de saúde do Vaticano, disse aos jornalistas que a posição do Vaticano sobre este assunto será explicada na conferência de 28 de maio, para a qual foram convidados responsáveis da agência da ONU contra a sida (UNAIDS) e de outras organizações.

"Há um problema de compreensão, é preciso explicar bem as coisas e o que o papa disse mesmo", afirmou.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 17.12.10

Transplante de células estaminais curou a sida

 

Timothy Ray Brown submeteu-se a uma cirurgia de células estaminais em 2007 que, segundo um estudo científico publicado no jornal "Blood", curou-lhe a infeção do VIH, com um tratamento que lhe podia ter custado a vida.

 

 

Desde o início da semana que circula na Internet uma atualização do caso de Timothy Ray Brown, o norte-americano conhecido como o "Paciente de Berlim", que estava infetado com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), o retrovírus responsável pelo vírus da sida.

Nos últimos anos, graças ao avanço da ciência e a custo de uma grande quantidade de medicamentos, quem sofre desta doença tem visto a sua qualidade de vida melhorar, apesar de não haver nenhuma cura conhecida. Até agora.

O norte-americano Timothy Ray Brown tomava um cocktail de comprimidos para combater o VIH desde 2003, apesar de sofrer desta doença desde 1995. Em 2006, descobriu que sofria de leucemia mieloide e, determinado a curar esta forma de leucemia, submeteu-se a um tratamento de alto risco.

Parou a sua medicação de antirretrovirais e, no Charité, o hospital da Universidade de Berlim, iniciou um tratamento de quimioterapia, que destruiu grande parte das suas células imunitárias, e ainda radiação em todo o corpo, antes de realizar um transplante de células estaminais, acto a que aproximadamente um em cada três pacientes não sobrevive.

Mas Timothy Ray Brown sobreviveu, livrou-se do seu tipo de leucemia e, como se não bastasse, as células estaminais parecem ter curado também a infeção do VIH.

Genes raros produziram novas defesas

 

Quando os médicos alemães procuraram um dador compatível com o norte-americano, viram que havia a hipótese de transplantarem uma particular mutação genética que afeta os linfócitos T (ou células T), as células responsáveis por travar o principal alvo do VIH, a proteína CCC5 (ou CXCR4). Esta mutação genética está presente numa ínfima percentagem da população mundial e torna essas pessoas quase imunes ao VIH.

Assim, as células estaminais necessárias à cirurgia de Timothy Ray Brown, foram recolhidas da medula óssea de uma destas pessoas que possuem o gene raro e recolocadas no norte-americano. A operação decorreu em fevereiro de 2007 e Timothy, com o seu organismo praticamente indefeso, graças aos tratamentos pré-cirúrgicos, "viu" as saudáveis (e resistentes ao VIH) células formarem o seu sistema imunitário.

O caso deste homem que procurou tratamento para leucemia, com resultados positivos, e acabou por se ver livre do VIH, tem sido acompanhado desde 2007, já que desde então os resultados pareciam prometedores e levou mesmo a um novo estudo, iniciado o ano passado .

Desde então, Timothy Ray Brown não voltou a tomar nenhum dos medicamentos antirretrovirais e no último fim de semana os médicos alemães publicaram no jornal "Blood " o seu estudo oficial. Este mostra que Timothy Ray Brown não exibe sinais de infeção do VIH e o seu sistema imunitário funciona de forma normal. Está curado.

Cura é, provavelmente, única

 

O processo de cura não é, no entanto, definitivo. É impossível pensar que os milhões em todo o mundo que sofrem de VIH possam, ou devam, enfrentar os procedimentos que Timothy Ray Brown teve de atravessar até à sua recuperação.

Esta foi uma técnica bastante arriscada, que dificilmente os médicos tornarão em atos normais, já que os atuais tratamentos, apesar de não curarem são capazes de prolongar a vida dos pacientes durante largos anos.

Mas este processo de cura é, assim, mais uma etapa para se chegar à solução deste mal.



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Segunda-feira, 06.12.10

Bendito Condón que quitas la sida al mundo

 

 

Imagem de uma campanha contra a Sida na Espanha



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Terça-feira, 23.11.10

Um comprimido por dia para prevenir a Sida

 

Um comprimido que se toma uma vez por dia pode proteger da infecção por HIV homens que fazem sexo com outros homens. O primeiro estudo que demonstra a viabilidade desta estratégia foi publicado hoje online na revista “New England Journal of Medicine”.

 

O ensaio clínico verificou uma redução de 43,8 por cento de novas infecções pelo vírus da sida entre os homens que tomavam um comprimido que contém dois antirretrovirais no mercado (emtricitabina e tenofovir, vendidos sob o nome comercial Turvada). 

Quer isto dizer que, dos 1248 participantes que receberam um comprimido sem efeitos clínicos (um placebo), 64 ficaram infectados com HIV durante o estudo, enquanto apenas 36 dos que tomaram Truvada adquiriram a infecção. 

Mas a aderência ao regime médico é muito importante. As pessoas que tomaram o medicamento de forma regular e consistente (tomaram-no 90 por cento das vezes em que deviam fazê-lo) viram o risco de contrair a infecção reduzir-se em 72,8 por cento. 

O estudo forneceu “a primeira prova” de que os comprimidos usados para controlar o HIV nas pessoas infectadas podem também ajudar a evitar novas infecções, disse Robert Grant, da Universidade da Califórnia em São Francisco, o líder da equipa que publicou agora o trabalho.

A ideia por trás deste ensaio clínico é nova: até agora, só muito excepcionalmente se usam os medicamentos antirretrovirais antes de saber que se alguém é seropositivo. Se um profissional de saúde entra em contacto com seringas com sangue infectado, por exemplo. Ou, no caso dos bebés de mães seropositivas, os bebés são tratados logo após o parto, para evitar a transmissão do vírus. 

O que se pretende testar é a ideia de tomar um medicamento agora usado para controlar a doença de forma preventiva, para tentar evitar a transmissão do vírus, como mais uma barreira à entrada do vírus do organismo – juntando-se ao preservativo e a outros cuidados. Os Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos emitiram aconselharam a que a profilaxia de pré-exposição “nunca seja encarada como a primeira linha de defesa contra o HIV”. 

Participaram no estudo 2499 homens (e transexuais, que nasceram como homens mas hoje são mulheres) que fazem sexo com homens, provenientes do Peru, do Equador, do Brasil, dos Estados Unidos, da África do Sul e Tailândia. A todos foi aconselhado usar preservativos, reduzir o número de parceiros sexuais, fazer análises frequentemente e receber tratamento para outras doenças sexualmente transmissíveis que aumentam as possibilidades de contrair HIV:

Este ensaio, conhecido como iPrEx (Iniciativa de Profilaxia de Pré-Exposição) é apenas um de cinco grandes estudos que pretende apurar a eficácia do uso de medicamentos orais para limitar as infecções por HIV – que se estima serem 7000 em todo o mundo, todos os dias. 

Os activistas da luta contra a sida e da investigação de novas formas de tratar a sida e a infecção pelo HIV receberam a notícia destes resultados com entusiasmo – sugerindo mesmo que a demonstração de que esta abordagem da prevenção funciona pode vir a mudar a prevenção de novas infecções pelo vírus, pelo menos em alguns grupos de pessoas. 

Mas, como sublinha Nelson Michael, da Divisão de Retrovirulogia do Instituto de Investigação do Exército Walter Reed, que assina um comentário ao trabalho também divulgado online pela “New England Journal of Medicine”, estes resultados também nos colocam “verdadeiros desafios”. 

Antes de mais, resta saber se esta abordagem funcionará também noutros grupos de risco para a transmissão desta doença viral, como as mulheres da África subsariana, cujos maridos e parceiros sexuais não usam preservativos, e os utilizadores de drogas injectáveis – cuja via de infecção é diferente. Mas há outros estudos em curso para estas categorias.

 

Via Público



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Sexta-feira, 05.11.10

Cientistas mais perto de perceber a resistência natural ao VIH

 

O que faz com que em cada mil pessoas infectadas pelo VIH, três a quatro nunca venham a ter sida, mesmo sem tratamento? A chave do mistério pode ser uma pequena proteína do sistema imunitário humano.

 

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus da sida, se não for devidamente tratada, desenvolve sida. Mas sabe-se há quase duas décadas que em cerca de um caso em 300, isso não acontece. Mesmo sem tratamento, o sistema imunitário desses “controladores do VIH”(em inglês, HIV controllers) consegue de alguma maneira vencer o vírus, controlando espontaneamente a sua replicação descontrolada nas células do seu corpo.

O que é que distingue os “controladores” da generalidade dos outros seropositivos – dos HIV progressors, cuja infecção pelo VIH leva inexoravelmente, na ausência de medicamentos, à sida declarada? Um artigo hoje publicado no site da revista Science levanta uma ponta do véu , fornecendo talvez um elemento essencial para se conseguir um dia imunizar todos os seres humanos contra a sida.

Reunidos no projecto International HIV Controller Study e liderados por Florencia Pereyra, do Instituto Ragon, nos EUA, mais de 300 cientistas, a trabalhar em mais de 200 instituições no mundo (entre as quais o Hospital de Santa Maria em Lisboa e o Hospital de São João no Porto) compararam os genomas de quase 1000 “controladores” com os de 2600 pessoas sem resistência natural face ao VIH. Estavam à procura de pequenas variações genéticas susceptíveis de explicar a desigualdade dos dois grupos perante a sida.

Para isso, analisaram um milhão de pontos no genoma de cada um e descobriram cerca de 300 locais cujas diferenças pareciam estar estatisticamente associadas à capacidade de controlo do VIH pelo organismo. Todas essas variações encontram-se no cromossoma humano 6, em regiões responsáveis pelo fabrico de proteínas do chamado sistema HLA, fundamental para a luta do organismo contra as doenças. 

A seguir, graças a um processo desenvolvido por dois dos autores, foi possível concluir que as variações em causa afectam cinco componentes de base (ou aminoácidos) de uma proteína chamada HLA-B, essencial à eliminação pelo sistema imuntário das células infectadas por vírus.

Mas precisamente, a HLA-B agarra-se aos fragmentos de proteínas virais presentes nas células infectadas, leva-os até a membrana celular, e deixa-os ali “espetados”, bem visíveis do exterior da célula, como pequenas bandeiras. Assim marcadas, as células infectadas podem ser reconhecidas e atacadas pelas células “assassinas” do sistema imunitário. De facto, todas as variações agora identificadas influem sobre a eficácia com que a HLA-B se liga ao VIH.

“O VIH vai lentamente revelando os seus segredos e este é mais um deles”, diz em comunicado Bruce Walker, do Ragon Institute, co-autor dos resultados. “O facto de sabermos como é gerada uma resposta imunitária eficaz contra o VIH é um passo importante no sentido de conseguirmos induzir essa resposta com uma vacina. Ainda temos um longo caminho pela frente até conseguirmos traduzir este resultado num tratamento para os doentes infectados e numa vacina para impedir a infecção, mas acabámos de dar um importante passo nessa direcção.”

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 08.09.10

Os jovens ignoram o sexo seguro

 

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção, e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos.

 

Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro.

Nick Partridge, diretor-executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

 

Via Portugal Gay



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Terça-feira, 20.07.10

Gel vaginal diminui riscos de SIDA

 

Cientistas descobriram que um gel vaginal com antirretroviral reduz risco de contágio entremulheres com parceiros infetados.

 

 

Um gel vaginal contendo uma pequena percentagem do antirretroviral tenofovir pode reduzir em 54 por cento o risco de contaminação com o vírus da sida entre mulheres com parceiros infetados, revela um estudo divulgado em Viena, Áustria.

O estudo, iniciado em fevereiro de 2007 por uma equipa de investigadores sul-africanos, pretende aferir a eficácia de um gel vaginal contendo um por cento de tenofovir enquanto método de prevenção de contágio com o VIH em mulheres com parceiros sexuais seropositivos.

A pesquisa, divulgada no congresso internacional sobre sida que decorre em Viena até sexta feira e publicada na revista Science, abrangeu 898 mulheres sul-africanas seronegativas entre os 18 e os 40 anos, tendo 445 experimentado o gel com tenofovir 12 horas antes da relação sexual.

 

Parceiros poligâmicos

Os resultados revelaram que a incidência do VIH diminuiu em 54 por cento 
entre as mulheres que usaram escrupulosamente, durante um ano, o gel microbicida.

Para os autores do estudo, este gel pode ser "importante na prevenção" da infeção com o vírus da sida, especialmente entre as mulheres com parceiros sexuais que se recusam a usar preservativos ou sejam poligâmicos.

Contactada pela agência Lusa, a médica Maria José Campos sustentou que o gel microbicida pode ser um método de prevenção "eficaz", atendendo a que, pela primeira vez, foi testado com sucesso com um medicamento ativo 
contra o VIH.

Contudo, ressalvou, terão de ser feitos mais testes para se comprovarem os resultados, antes de ser feito o pedido de comercialização.

As mulheres representam 60 por cento das pessoas contaminadas com o VIH em África, onde se registam 70 por cento dos casos de contágio contabilizados em todo o mundo.

 

 



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Segunda-feira, 28.06.10

O Drama das crianças com Sida na África do Sul

 

Tem 18 meses mas mal sabe andar. Tem movimentos lentos quando gatinha. Senta-se, serena, e olha-me inclinando a cabeça. Olhos semicerrados e sem sorrisos. Olha-me.

É pequena. Muito pequena. E noto-lhe a fragilidade quando chega à minha beira. Acabei de chegar e estende-me os dois braços. Não é um pedido... é uma urgência. Não é um capricho. É uma necessidade. Nunca me viu mas precisa que lhe dê o que não tem. Estende-me os braços e pego-a ao colo.

É excessivamente leve. Mantém os movimentos lentos quando encosta a sua cabeça à minha. Meto-lhe a mão debaixo da camisola. Faço festas por cima de pequenas feridas. Dezenas delas, espalhadas pelo corpo. Não sei o seu nome para a confortar mas falo com ela inglês. Seguro-lhe a mão gelada enquanto a deito no meu colo. Seguro-a como se fosse minha. Aconchega-se e agarra, com força, o meu dedo. Larga-o para conhecer o botão do meu casaco ou para me tocar no rosto.

Chamam-na por um nome zulu. Lamento a minha dificuldade em pronunciá-lo. Todos os seus gestos transportam uma lentidão assustadora. Olha-me reflexiva. Intensa. Por pouco adormece. Ficava ali uma vida. Eu dar-lhe-ia uma, se tivesse.

Seguro-a com a ferocidade de quem a disputa com o tempo e com a doença. Tem 18 meses e não chegará aos 20 anos. É seropositiva.

Sento-me no chão do refeitório e correm três, desengonçados, para o meu colo. Um em cada perna, enfiados no ângulo do ombro e do braço. O da direita adormeceu ali... sujo de arroz e carne, tombou nos meus braços de sono. O outro mexe-me nos óculos, curioso. Ao fundo, Amigo arrasta-se de quatro com os seus 6 ou 8 meses. Ninguém sabe muito bem... A mãe deu-lhe o nome de Amigo e deixou o Amigo na maternidade. Pequeno, sozinho e infectado com HIV. Amigo saiu da sala de partos... para aqui.

Falta-lhes tudo. Saúde e mimo. E aqui, fazem o que podem.

Sedentos de ternura, partem para a sesta. Já fizeram a medicação da manhã. Partem para a sesta e não me vêem partir. Melhor assim... Não os quero ver partir. Ninguém os quer ver partir... Hoje adormeço com um coração geneticamente dorido.

Via Mundial à parte



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Quarta-feira, 17.02.10

 

Jornalista ajudou ex companheiro com sida a morrer

Ray Gosling admitiu ter acabado com o sofrimento do ex-companheiro com sida, reabrindo o debate sobre a eutanásia no Reino Unido

 

 Um ex jornalista britânico de rádio e televisão está a ser investigado pela polícia depois de confessar ter posto fim à vida de um antigo amante que estava doente com sida.


Ray Gosling, conhecido pelos documentários que realizou para a BBC sobre problemas sociais, explicou ter acabado com o sofrimento de um homem - não identificado - que estava hospitalizado em estado grave "no início da epidemia de sida", provavelmente durante os anos 80.

A confissão do jornalista e apresentador, de 70 anos, surgiu em pleno debate no Reino Unido a propósito da morte assistida para os doentes em fase terminal. Fez esta revelação numa emissão da BBC dedicada ao tema.

Caso sob investigação

A polícia de Nottinghamshire (centro de Inglaterra), onde reside o apresentador, declarou hoje que ia investigar o caso.

"No hospital, o médico disse: 'já não podemos fazer nada' e ele sofria terrivelmente", contou Gosling no programa, difundido segunda feira.

"Eu disse ao médico: 'deixe-me sozinho um momento' e ele partiu. Peguei na almofada e sufoquei-o até à morte ", continuou.

Numa entrevista à BBC, Gosling explicou que tinha feito um pacto com o seu antigo amante: "Tínhamos combinado que se algo acontecesse, eu poria termo à sua vida e foi o que fiz".

Pena máxima de 14 anos


Segundo uma lei de 1961, o suicídio assistido é ilegal em Inglaterra e no País de Gales, e punível com uma pena máxima de 14 anos de prisão.

A justiça britânica clarificou esta lei no passado mês de setembro: as pessoas que ajudem um familiar a morrer não serão penalizadas pelo gesto se for motivado pela compaixão e se não houver dúvidas sobre a vontade do doente.

Via expresso

 



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Segunda-feira, 24.08.09

 

19:55 Terça-feira, 11 de Ago de 2009
 

Numa altura em que o vírus da sida está na ordem do dia, seja devido à descoberta de novos meios de prevenção ou à sua total descodificação, alguns parecem ainda acreditar em formas alternativas de cura.

- "Têm cá alguém infectado com o vírus da sida?"

O profeta anuiu.

- "Gladysa", chamou, "chega aqui!"

A rapariga surgiu do meio da multidão que nos observava e dirigiu-se até nós.

- "Está cá há 3 semanas e está curada".

- "Como é que sabem que está curada?" perguntei.

- "Eu sei que está", afirmou categoricamente, "mas vamos mandá-la ao hospital na próxima semana, para confirmar".

Numa altura em que o virus da sida está na ordem do dia, seja devido à descoberta de novos meios de prevenção ou à sua total descodificação , alguns parecem ainda acreditar em formas alternativas de cura.

São inúmeros os prayers camps que se espalham pelos arredores de Accra. Face ao elevado custo dos serviços de saúde, que os torna inacessíveis a grande parte da população, estas comunidades constituem a última alternativa de pessoas que padecem das mais variadas enfermidades.

Entregam-se a um auto-intitulado profeta e aos seus assistentes, acreditando piamente que a oração as curará dos seus males.

Se rezar basta, porque é que tantos cientistas dedicam as suas vidas a tentar descobrir a solução para aquele que é, talvez, o pior vírus que alguma vez atacou a humanidade?

Via Tou cá c'uma Gana



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Quinta-feira, 23.07.09

Preso por sexo desprotegido

O Tribunal de Wuerzburg na Baviera, Alemanha, condenou hoje a oito anos de prisão, um seropositivo que teve relações sexuais desprotegidas com três mulheres, sem lhes dizer que tinha contraído o HIV. Contudo, nenhuma das mulheres ficou infectada.

O juiz confirmou  também o crime de grave abuso sexual de menor, visto uma das vítimas ter na altura apenas 13 anos.

Em 2007, o homem foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão por delito idêntico cometido sobre seis mulheres. Esta pena foi incluída na pena agora aplicada.

Via ionline



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Segunda-feira, 20.07.09

Pornografia, Com ou sem preservativo?

 

Na guerra dos preservativos, é agora o juiz quem tem a última palavra. Depois de mais uma actriz americana ter descoberto, no mês passado, estar infectada com o VIH, a indústria pornográfica e as autoridades sanitárias estão de novo em guerra. O motivo: usar ou não usar preservativo durante a rodagem de filmes pornográficos. 


Na sexta-feira, a AIDS Healthcare Foundation (AHF) apresentou queixa no Tribunal Superior de Los Angeles, na Califórnia, que terá agora de tomar uma decisão. A organização pede que seja tornado "obrigatório" o uso de preservativos durante a rodagem de cenas de "sexo duro". 

Em Porn Valley (em português Vale da Pornografia, alcunha do Vale de São Fernando devido à grande concentração de empresas XXX), as últimas semanas trazem à memória os acontecimentos de 2004. Nesse ano, o actor Darren James regressava da rodagem de um filme no Brasil e, imediatamente, entrava numa outra película, já nos EUA. Semanas depois, descobriu estar infectado. Pelo caminho, espalhou o vírus por quatro actrizes. A série de contágios forçou o encerramento da produção durante quatro semanas. O resultado foram milhões de dólares em prejuízos e o pânico semeado na indústria.

O terreno estava perfeito para a entrada em cena das associações religiosas e conservadoras. Estas organizações encheram os ecrãs das televisões e as páginas dos jornais a exigir o fim da indústria. Outras, menos radicais, reclamaram a imposição do uso do preservativo e lançaram a dúvida. É mesmo melhor ao natural? 

A resposta imediata das empresas foi: não. A maioria começou a produzir filmes em que os actores usavam preservativo. Mas, à medida que a memória dos acontecimentos se ia desvanecendo, os preservativos também iam desaparecendo dos cenários. Hoje, cinco anos depois, poucos filmes são feitos nestas condições em Porn Valley. 

A Wicked Pictures é actualmente a única casa que o faz. Fez a opção em 2004 e não se arrepende, apesar de reconhecer o impacto nas vendas. O presidente da empresa, Steve Orenstein, admitiu numa entrevista: "Quando fizemos a mudança, as vendas foram definitivamente afectadas, especialmente na Europa. Hoje, ainda tenho a certeza de que existe um efeito, mas já não é tão significativo."

Agora, a AHF argumenta dizendo que 3800 pessoas foram infectadas com gonorreia, herpes, clamídia e sífilis nos últimos cinco anos. Darren James, o actor que propagou o vírus, diz que 22 actores foram infectados nesse período de tempo. Apesar destes dados, o Departamento de Saúde de Los Angeles diz em comunicado que "continua a apoiar a legislação do estado". 

Na Califórnia, os actores são obrigados a fazer um teste ao VIH todos os meses. Durante esses 30 dias, as actrizes podem ter um parceiro por dia e os homens dois. Esta situação estimula a reclamação da AHF. "Estamos na capital do porno e não há qualquer intenção de tornar os sets de rodagem mais seguros", garante o presidente da organização, Michael Weinstein. "Não queremos censurar nada, apenas garantir que os trabalhadores estão seguros."

A indústria pornográfica tem agora de encontrar uma solução para estes problemas. Enquanto uns defendem testes mais regulares, outros apoiam a obrigatoriedade do preservativo. Esta última medida só têm de ultrapassar um obstáculo: o consumidor.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 18.03.09

A ruz da falta de vergonha da igreja

(Via http://arrastao.org/)

 

E você, quer fazer parte desta igreja da vergonha?

 



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