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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

14
Ago09

Guerras de virgens. As mulheres criaram um clube. Os homens também

olhar para o mundo

Ser virguem é cool

 

Está na moda ser virgem. Ou, pelo menos, fazer publicidade à coisa. A guerra dos sexos transferiu-se agora para o campo da pureza do corpo. Tudo começou em 2008, quando Margarida Menezes decidiu criar o Clube das Virgens. Um grupo exclusivo para mulheres. Durante um ano, Margarida foi uma virgem solitária. Agora, há 40 mulheres portuguesas no seu imaculado clube.


Sucede que os homens, também eles virgens e ciosos da igualdade de oportunidades, decidiriam responder com o seu próprio clube masculino. Os rapazes tentaram entrar no clube de Margarida Menezes, mas foram excluídos. Em resposta, criaram o clubedosvirgens.blogspot.com, há apenas quatro dias. Os propósitos são diferentes dos das mulheres: "O objectivo principal do clube é todos os membros perderem a virgindade o mais rapidamente possível, passando ao estatuto de sócio reformado". 

As virgens não desarmam. Acham que "é mais uma estratégia de engate". Nestas coisas, as virgens femininas são sérias. "Não pretendemos defender a virgindade, mas sim mostrar que ser virgem é tão natural como não ser", lê-se no blogue das virgens.

Margarida Menezes apareceu no programa de TV "5 para a meia noite" na sexta-feira e, logo depois, ganhou cinco novas sócias no seu clube. O mediatismo parece ser o melhor marketing. A fundadora vai agora lançar um livro sobre a experiência e acha que cumpriu o objectivo: 40 mulheres - dos 16 aos 32 anos - assumem não ter vergonha de ainda serem virgens. Mas só Margarida continua a dar a cara.

A I. pede para ser tratada por Anónima. "Ser virgem aos 27 hoje em dia não é propriamente um orgulho e são poucas as pessoas que sabem que sou." Aderiu ao Clube das Virgens em Maio, depois de escrever no seu blogue - naflorestasecreta.blogspot.com - "o diário real e íntimo de uma rapariga de 27 anos". Coisas íntimas que ela assume: "Não teria coragem para escrever com o meu nome."

"Começo pela masturbação e quando já me sinto mais à vontade introduzo o dildo. Aiii, hoje mesmo masturbei-me com o meu brinquedo e molhei o chão", postava a 26 de Julho. "No fundo sou uma romântica. Ando cheia de vontade de experimentar algo que é bom. Não quero que seja só por fazer, mas com a pessoa certa. O que tive foram só amassos e beijos. Parece que ando a ficar para trás", postava a 8 de Agosto. 

- Porque é que é virgem aos 27 anos?

- Porque ainda não tive oportunidade. Quer dizer, este ano já tive, mas como não era nada sério não fui capaz. 

- E já teve namorados? 

- Nunca tive. Sou virgem mais por desígnio da natureza do que por vontade.

- E beijos?

- O primeiro aconteceu há uns meses. Tinha 26 anos. É uma história triste. Para ser sincera, até sinto vergonha. Foi um linguado. Que não deve ter sido nada de jeito. Estava embriagada. Lembro-me vagamente da cara dele, não sei é o nome.

- Porque se juntou ao Clube?

- Vi que a Margarida era sonhadora e romântica como eu. Queria conhecer outras virgens. Ouves falar de coisas que não vives e sentes-te desenquadrada. A minha melhor amiga era, mas arranjou namorado e já não é.

Virgens a prazo No clube, as razões da virgindade variam. Só uma quer ser virgem até ao casamento. Todas as outras são virgens a prazo. Prazo de validade: data em que chegar a "pessoa especial". 

Margarida Menezes é mais pudica do que a Anónima. "Somos todas muito diferentes. Mas podemos falar de tudo que ninguém goza com ninguém." A sua história não é muito diferente. Aos 26 anos nunca teve namorado, só "duas amostras de relacionamento". Deu o primeiro beijo aos 22, entre medo, nojo e risinhos. "Estava nervosa, não estava habituada à língua, e só me ria. Pensar no beijo fazia-me impressão. A boca era para comer, estar ali a dar beijos parecia uma coisa peganhenta." É uma mulher magra, morena, bonita e sensual, mas não gosta de se ver ao espelho nua. Nunca tocou no seu corpo. É virgem e diz que assim será até aparecer "o príncipe encantado. Quando deixar de ser virgem, o clube prepara-lhe a festa de despedida. 

O próximo encontro das virgens vai ser numa sex shop. Porque "nenhuma conhece". Margarida acha que não vai comprar nada. "Há alguma coisa engraçada? Vibradores? Não imagino uma mulher virgem a usar um!"

 

Via ionline

02
Jun09

ASAE fechou sexshop por causa da IURD

olhar para o mundo

 

 

IURD fecha sexshop

 

20 de Fevereiro de 2009, Coimbra. Os fiscais da ASAE entraram numa loja do centro comercial Gira.Solum, descobriram vibradores, bonecas insufláveis, objectos fálicos, algemas e preservativos. Coisas de sexo, portanto. Ou, na linguagem da ASAE, "brinquedos atinentes à exploração da sexualidade ou destinados a serem utilizados como apoio ao acto sexual". Em resumo, bens "vendidos em sex shops, que carecem, legalmente, de licenciamento específico".


A loja situa-se um andar abaixo dos antigos cinemas do centro comercial, onde, desde Dezembro, funciona um templo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). A ASAE também deu conta. Por isso, fez incluir no relatório o estipulado no Decreto-Lei 647/76: "Os estabelecimentos de comércio de objectos ou meios de conteúdo pornográfico ou obsceno não poderão funcionar a menos de 300 metros de locais onde se pratique o culto de qualquer religião." O resultado foi um auto de contra-ordenação, acompanhado da decisão de suspensão imediata de actividade. A sex shop estava aberta há 15 meses.

Marta Ferreira, dona da erotikshop Playground-Wanna Play, reagiu mal. "A minha intenção nunca foi abrir uma sex shop, muito menos vender pornografia." Além disso, garante que nunca ninguém, nas Finanças e na Câmara de Coimbra, lhe falou em licenciamento específico. 

Quanto à IURD, Marta Ferreira começa por lembrar que o centro de convenções - assim se chama o dito espaço de reunião de fiéis - entrou em funcionamento já a sua loja tinha mais de um ano de funcionamento. Mais, o templo não tem licença camarária para utilizar o espaço como local de culto, mas apenas - e ainda - como cinema.

Por tudo isto, Marta Ferreira intentou uma acção judicial contra a ASAE. E ganhou. A decisão do 3º Juízo Criminal de Coimbra foi ontem lida e deixa claro que a sanção da ASAE não tem suporte legal e configura um "manifesto abuso de poder". Isto porque o regime legal em vigor só prevê o encerramento de estabelecimentos não licenciados depois de o processo estar concluído - e nunca com esta espécie de natureza "preventiva". Agora Marta admite tudo, incluindo, claro, processar a ASAE e pedir o ressarcimento dos prejuízos.

Lei defende quem chega primeiro. É tudo uma questão de datas e de quem chega primeiro. Nesta história, como nas corridas, os primeiros são os que vencem - ou os que deveriam vencer. Se o centro de convenções da Igreja Universal do Reino de Deus já existisse no Centro Comercial Gira.Solum em 2007, a Playground-Wanna Play nunca poderia fixar-se naquele centro comercial. O decreto-lei de 1976 (revisto em 2006, apenas para fazer a actualização da coima e passar os valores de escudos para euros) não deixa margem para dúvidas: "Uma sex-shop deve distar 300 metros de locais onde se pratique o culto de qualquer religião, estabelecimentos de ensino, parques ou jardins infantis." 

No entanto, neste caso, o último a chegar foi mesmo o templo da IURD - em Dezembro de 2008. Segundo explicaram ao vários especialistas em direito administrativo, a decisão ontem tomada pelo tribunal foi a correcta. "Quem licencia estes estabelecimentos é que tem de avaliar se o local onde a loja se vai instalar cumpre ou não os requisitos. A partir do momento em que o estabelecimento obtém a licença, esses requisitos já não se aplicam daí para a frente." O problema é que a legislação não prevê uma ressalva para os estabelecimentos já existentes. "Então agora os donos de uma sex shop vão ter de mudar de lugar de cada vez que alguém resolver abrir uma igreja, escola ou parque infantil a poucos metros?", questiona o advogado.

 

Ver o resto da noticia aqui

 

Via ionline

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