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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

15
Jul10

As vantagens de não ter um homem

olhar para o mundo

As vantagens de não ter um homem

 

Se se sente infelizdeprimida por estar sem homem, porque se separou ou porque ainda não encontrou a sua cara metade, então anime-se e veja o lado positivo da coisa, que não é pequeno.

 

As suas amigas são todas casadas e com filhos. Parecem estar bem. Você não tem actualmente com quem passear, partilhar o dia-a-dia ou namorar.

Por todas estas razões e mais algumas você tornou-se numa mulher infeliz e deprimida. Está com medo de acabar sozinha. Medo de deixar de fazer parte de um casal, medo por não saber viver como antes, quando estava só e sem preocupações.

Então minha cara, está na hora de erguer a cabeça e saber reconhecer as vantagens que existem em estar sozinha, e olhe que não são poucas. Aproveite-as bem, já que as mulheres casadas quase nunca o podem fazer.

Sou senhora e dona do meu nariz

 

Você é que manda em si e em tudo referente à sua casa.

Manda na despensa, manda no dinheiro, manda na organização da casa, manda nos horários e manda nos contratos. Manda em tudo.

Não tem que consultar o seu marido para nada. Não tem de dar satisfações a ninguém sobre o que quer que seja. Faz o que quer e o que bem lhe apetece às horas que quiser.

Aquelas frases típicas das mulheres casadas como: "O que achas disto?", "tenho que falar primeiro com ele e depois digo-te" ou "não me chateies" vão-se todas à vida.

Há uma liberdade total para tudo. Se quiser comer cereais com leite ao jantar todos os dias, ver as suas séries ou novelas favoritas pela noite dentro, ouvir Frank Sinatra bem alto enquanto toma banho e arruma a casa pode fazê-lo. O melhor? Ninguém a pode chatear por isso. Há liberdade total para se poder esquecer de um simples penso higiénico onde quer que seja. Liberdade total para arrumar a loiça só quando lhe apetecer.

Pense assim:

 

Posso sair sem ninguém me fazer perguntas ou cenas.

Se me apetecer gastar o meu ordenado inteirinho numa mala ou num relógio e comer pão e água o resto do mês, posso fazê-lo!

Haverá alguma coisa melhor do que não ter de dar satisfações a um homem?

E o tempo livre só para nós?

 

Posso passar o dia inteiro a cuidar de mim, sem horários. Posso estar com as minhas amigas três dias seguidossem ir a casa. Posso dormir o dia todo ao domingo se me apetecer.

Uma mulher sozinha tem todo o tempo de mundo para se dedicar à carreira, à família, à leitura, à  beleza, ao piano, ao desporto, ao rapel, aos bordados, aos blogues femininos, à Internet, aos museus, às viagens, à cultura e até às novelas se quiser.

Estou livre de aturar todas aquelas coisas típicas de homem

 

Banheira com pêlos, tampa da sanita para cima, meias pelo chão, camisas para lavar e engomar diariamente, jantar na mesa a horas, futebol ao fim de semana, noticiários a toda a hora, enrolar as resmas de meias deles, os jornais desportivos espalhados, as revistas de carros na casa-de-banho por arrumar, sapatos e ténis  por todo o lado, roupa interior usada no chão da casa de banho, Fórmula 1, filmes de guerra, condução desatada, música esquisita altíssima... Jogos chatos e infantis no computador, enfim, sossego sim, isso é que é o paraíso.

 

Viver sem stress é bem melhor

 

Temos que reconhecer que uma relação a dois torna-se, não raras vezes, muito desgastante e despendiosa. Telefonemas e mensagens constantemente. Mesmo no início da relação, há aqueles batimentos cardíacos e a loucura de estarmos sempre desconcentrados do nosso quotidiano a pensarmos naquela pessoa. Parecendo que não, é altamente desgastante toda esta tensão à volta de um sentimento ou de uma pessoa.

Perguntas típicas de quem tem alguém como: "onde estás?", "já chegaste?" ou "o que estás a fazer?" acabam por nos pôr em stress constante. Ter de abdicar de coisas pessoais para fazer o outro feliz, ter a preocupação permantente perante o bem estar do outro são tudo momentos de grande tensão.

Por outro lado, o dinheiro que se poupa por não ter de fazer essas chamadas e mensagens de rotina é suficiente para se poder dar ao luxo de viajar um fim de semana por mês.

Também vale a pena estar só

 

Como vê, há imensas vantagens em não ter um namorado ou um marido.

Se for este o seu caso, aproveite muito bem tudo o que você pode fazer, pois se amanhã se apaixonar estas regalias desaparecem de uma vez só.

Se for das que está acompanhada e feliz. Parabéns, você é uma mulher cheia de sorte. Sobretudo porque está feliz.


10
Jan10

Casadas engordam mais do que solteiras e divorciadas

olhar para o mundo

Casadas engordam mais .....

 

 No dia em que ganhou coragem para terminar uma relação de quatro anos por se ter apaixonado por outra pessoa, A. olhou-se ao espelho e não se reconheceu: as bochechas tinham dado lugar a covas, os ossos da linha dos ombros estavam mais salientes, as pernas e o rabo já não enchiam as calças número 38. Ao confrontar a balança, A. descobriu que, em três meses, perdera oito quilos - cinco deles ganhos quando a relação estava no ponto mais estável quando partilhavam casa. 


A. procurou explicações e só encontrou duas: o desgaste emocional de uma relação que se arrastava sem amor e a paixão "esmagadora" que sentia por outro homem. "Perdi o apetite, deixei de dormir, dupliquei os cigarros, estava sempre a tremer", conta. A angústia fazia frente à excitação. "Sentia-me uma adolescente cheia de desejos e nervos miudinhos. Mas as dúvidas e a culpa roíam-me por dentro. Era uma tortura: questionava-me se era justo terminar com o meu namorado, se me iria arrepender e não sabia como fazê-lo sem magoar." 

O caso de A. serve de exemplo à conclusão de um estudo publicado este mês no "The American Journal of Preventive Medicine": mulheres comprometidas engordam mais do que as solteiras. Já se sabia que as mulheres tendem a ganhar peso depois de ter filhos. A teoria é velha e corriqueira. Contudo, o novo estudo demonstra que mesmo entre as mulheres que não têm filhos, as que vivem com um parceiro ganham mais quilos do que as que vivem sozinhas. O estudo, liderado por Annete J.Dobson, professora de Bioestatística na Universidade de Queensland, Austrália, abrangeu mais de seis mil mulheres australianas durante um período de dez anos.

Depois de os resultados serem ajustados a outras variáveis, verificou-se qual o aumento de peso nesse espaço de tempo entre mulheres com um peso médio de 63,5 quilos: as que tinham um filho e um marido engordaram nove quilos, as que tinham um parceiro mas não eram mães engordaram sete quilos, e quem não tinha filhos, nem companheiro engordou apenas cinco quilos. 

Essas mulheres - que iniciaram o estudo com idades compreendidas entre os 18 e os 23 anos - tinham como missão responder periodicamente a um inquérito com mais de 300 questões sobre o seu peso e altura, idade, escolaridade, actividades físicas, consumo de álcool e tabaco, medicamentos tomados e outros cuidados de saúde. No final do estudo, mesmo depois de ajustada a relação aos hábitos de vida, as diferenças no aumento de peso entre casadas e solteiras eram evidentes.

Apesar das limitações da investigação - eram as próprias mulheres que controlavam o peso, por exemplo - especialistas consideram os resultados válidos. Alexandra Bento, da Associação Portuguesa de Nutricionistas, admite que "seis mil mulheres compõem uma amostra significativa, que já dá que pensar" e elege o estilo de vida como a principal razão que determina as diferenças na balança de solteiras e casadas. "Mulheres casadas entram noutra dimensão de organização familiar. Têm de aprender a gerir a vida familiar e profissional, e o tempo que antes investiam na imagem corporal passam a investir na família." Além da falta de tempo e de um certo descuido na imagem por sentir que "já não tem de seduzir", "uma vida mais sedentária e o controlo dos horários das refeições", podem ajudar a explicar o aumento de peso nas mulheres casadas ou em união de facto, de acordo com o sexólogo Bruno Inglês. E até a "própria estabilidade e conforto emocional", reforça o sexólogo, lembrando um estudo sobre saúde cardiovascular que concluiu que um casamento feliz melhora a tensão arterial. 

Por outro lado, mulheres que saltam novamente para o estado civil "solteira" tendem a vivenciar o fenómeno contrário: perda de peso. "Sem dados científicos, a verdade é que todos conhecemos alguns casos", lembra Alexandra Bento. Uma separação é, por norma, um despertar. Nos momentos de ruptura, dá-se o clique: as pessoas descobrem o que há de errado ou negativo e o que devem melhorar e tendem a assumir compromissos de mudança. "Muitas mulheres assumem nessa altura uma missão em relação ao peso, com a determinação do 'eu vou mudar a minha vida'." Uma vida a sós traz ainda de volta o tempo para a actividade física e para "uma maior preocupação com a ingestão alimentar", reforça a nutricionista. 

Cada caso será sempre um caso. E a conjuntura do fim da relação terá sempre o papel principal na explicação das alterações da imagem corporal da mulher. Um fim de relação conturbado traduz-se, por norma, num desgaste emocional que pode conduzir a um estado de depressão e, por sua vez, à perda de apetite e de peso. Em casos mais excepcionais, quilos a menos podem até "estar ligados a preocupações económicas, quando as mulheres têm de cuidar dos filhos sozinhas, por exemplo", frisa o sexólogo Bruno Inglês. 

Se o final da relação até foi pacífico e a mulher não se sente deprimida, é provável que até se sinta a "renascer" e aja como quem se sente de volta ao "mercado dos solteiros". "Hoje em dia, para manter um padrão estético é preciso uma grande motivação e restrição. É razoável admitir que, fora de uma relação, a mulher se sente mais competitiva", justifica Francisco Allen Gomes, especialista em sexologia.

A procura da auto-estima e de um novo parceiro explicam que a mulher volte a olhar-se mais ao espelho, se preocupe mais com a imagem e programe dietas e rotinas de ginásio. 

E se à separação associarmos uma nova paixão, mais facilmente o ponteiro da balança desce. Está comprovado que a paixão tem uma relação directa com a perda de apetite e sono. "A excitação e a adrenalina disparam. E se a paixão for correspondida, é normal que se faça mais sexo e mais sexo é igual a perda de calorias", explica Allen Gomes, citando o livro da antropóloga Helen Fisher: "Porque amamos". A autora trabalhou com uma equipa de cientistas que examinou os cérebros de pessoas que tinham acabado de se apaixonar e concluiu que a paixão aumenta o fluxo sanguíneo e acende áreas específicas do cérebro. "Por isso Fisher diz que um estado de paixão nunca dura mais de dois anos. Nem aguentaríamos! Há estados de magreza que não enganam", brinca Allen Gomes.

 

Via Ionline

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