Segunda-feira, 04.04.11

Paris proíbe aquecimento com gás nas esplanadas

 

Medida atinge milhares de cafésrestaurantes e bares. Proteções de plástico também são proibidas. Ecologistas queriam alargar a interdição aos aquecimentos elétricos e propunham distribuição de cobertores aos clientes.

 

Os ecologistas desejavam que também fossem proibidos os aquecimentos com energia elétrica, mas só conseguiram interditar os que funcionam com gás. No entanto, o novo regulamento, aprovado pela Assembleia Municipal da capital francesa e que entrará em vigor dentro de dois anos, atingirá milhares de esplanadas porque também foram proibidas as vedações de plástico a que recorrem os donos de cafés e restaurantes para proteger os clientes, na maioria fumadores.

Esta medida "responde a uma dupla preocupação ambiental e de limpeza pública: evitar utilização de energia não renovável e obrigar à utilização de espaço exterior com condições adequadas, como a colocação de cinzeiros. O gasto em energia é importantíssimo, especialmente em cidades como Paris, com uma boa parte do ano com aquecimento indispensável devido às temperaturas externas", diz ao Expresso Hermano Sanches Ruivo, deputado (socialista) municipal de Paris, que votou favoravelmente esta lei.   

Desde que, em 2008, foi proibido fumar no interior deste tipo de comércios, as esplanadas aquecidas a gás e protegidas por plásticos transparentes floresceram - no total, Paris conta com 8600 esplanadas, 3500 delas fechadas total ou parcialmente.

Ecologistas queriam distribuição de cobertores

A edilidade parisiense tomou a decisão em nome da defesa do ambiente e, no caso dos terraços fechados, por "motivos estéticos".

Os ecologistas queriam proibir o recurso a todos os equipamentos que "utilizam uma fonte de energia não renovável", incluindo a elétrica. Propunham esplanadas abertas e que fossem distribuídos, nos dias e noites mais frios, cobertores aos clientes.

"Existem outras possibilidades para além da eletricidade. Vamos acompanhar o processo nos próximos dois anos, para também propormos métodos de fornecimento de energia menos poluidores", esclarece Hermano Sanches Ruivo.

A nova medida obriga igualmente os cafés, restaurantes e bares a colocarem cinzeiros nas mesas para impedir que as beatas sejam lançadas para o chão dos passeios e para as ruas. "Quanto à limpeza do espaço público, por sabermos que os utilizadores são essencialmente fumadores, pretendemos também sensibilizar proprietários de estabelecimentos e clientes para a necessidade de uso dos cinzeiros. Os gastos em limpeza dos passeios e espaços públicos são consequentes, tendo em conta a limpeza é sempre um critério principal, como a segurança, para os habitantes", acrescenta ao Expresso o deputado municipal.    

Os proprietários de esplanadas cobertas e aquecidas a gás protestaram contra as novas medidas que, dizem, "vão matar o negócio".

Litígios frequentes de fumadores com não fumadores

Desde a proibição do fumo no interior dos estabelecimentos, em 2008, aumentaram consideravelmente os litígios entre clientes fumadores e não fumadores.

Os problemas, que necessitam por vezes de intervenção policial, agudizaram-se, designadamente à noite, devido ao ruído provocado pela forte concentração de fumadores no exterior de bares e cafés.

Os vizinhos e residentes nas imediações destes locais queixam-se frequentemente às autoridades por não conseguirem dormir, devido à algazarra feita pelos clientes fumadores nos passeios e nas esplanadas.

 

Via Expresso



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Sábado, 06.11.10

Onde ver o Benfica Porto?

 

Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

 

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 

2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 

3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 

4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 

5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 

6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 

9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715


10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765

 

 

Via Ionline

 



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Segunda-feira, 09.08.10

Onde comer peixe em Lisboa

 

Apetece-lhe saborear um peixe fresco e saboroso, na cidade ou, melhor ainda, de olhos postos no mar? Ninguém melhor que o crítico gastronómico Duarte Calvão, responsável pela organização do evento Peixe em Lisboa, para sugerir alguns sítios onde se pode comer bom peixe. Perguntámos e ele respondeu sem grandes dúvidas.

Tavares
"Há um bocado a ideia de que o melhor peixe é comido grelhado, mas é evidente que um bom peixe também brilha quando o prato é mais sofisticado. Há restaurantes que têm acesso aos melhores produtos e isso sente-se. Um dos pratos de peixe mais notáveis criados nos últimos anos em Portugal é o Mergulho no Mar, do José Avillez, no Tavares." Mas o que é o Mergulho no Mar? É um prato de robalo cozido a baixa temperatura, durante 20 minutos, acompanhado de bivalves como lingueirão, mexilhão e berbigão, e servido com algas alface de mar, Dulcea carnosa, kodium e salicórnia e escaldado no final com água de mar ligeiramente alimonada. 

Monte Mar
E porque a paisagem também faz parte de uma refeição, pedimos a Duarte Calvão um prato de peixe saboreado com vista sobre o mar. "Há um restaurante na estrada do Guincho, o Monte Mar, com uma varanda sobre o mar e que tem sempre muito bom peixe. Além dos célebres filetes de pescada com arroz de berbigão, tem peixe do dia grelhado, assado à padeiro ou no sal, bacalhau assado, linguado frito com açorda e medalhões de cherne."

Ribamar

Outro lugar que Duarte Calvão gosta de recomendar é o restaurante Ribamar, em Sesimbra. Situado na Avenida dos Náufragos e com uma magnífica vista sobre o mar, é o porto de abrigo dos verdadeiros apreciadores de peixe. "Servem peixe grelhado muito bom e têm óptimos peixes com receitas, do imperador cozido em vapor ao pregado ou ao robalo, até pratos típicos de Sesimbra, como os choquinhos à pé descalço", diz Duarte. Choquinhos à pé descalço? João Garcia, empregado do Ribamar, explica: "São chocos com tinta. O prato vem assim, não tem companhia. O acompanhamento, que pode ser batata frita ou cozida, tem de ser pedido. É um prato de pescadores. Já os pratos de peixe, como o linguado grelhado, têm alho francês e tomate em vapor a acompanhar."

Lautausco

"Adoro sardinhas assadas e elas vão engordando ao longo do Verão. Há quem diga que as melhores são as do fim do Verão. Costumo comê-las no Lautasco, um restaurante em Alfama com pátio ao ar livre, assadas com pão, que fica bem embebido na gordura da sardinha", sublinha Duarte Calvão. No Lautasco, o dono, José Martins, explica o segredo das sardinhas que serve: "Temos sardinhas até Outubro, porque ela vai engordando. Este ano Junho foi mau, ela estava muito seca, agora já pinga. Também temos um arroz de lulas com gambas, arroz de tamboril, cataplana mista de peixe e as famosas pataniscas de bacalhau com arroz de tomate, que servimos há mais de 35 anos."

A Travessa 
A terminar, Duarte Calvão dá mais uma dica. "Não posso deixar de referir A Travessa, em Lisboa, já que o António Moita, um dos proprietários, é um grande especialista em peixe. Em vez de pedir os pratos de sempre, é bom ouvir a sua sugestão para o dia." Vamos então ouvir a sugestão de António Moita, pescador desde muito novo: "Hoje recomendo os lombos de peixe-galo com emulsão de champanhe, que vão para a mesa com legumes salteados, puré de nabo e batata cozida com casca e salteada. Também temos a raia em vapor com manteiga queimada e alcaparras e o tamboril flamejado numa base de creme de marisco." Segue-se uma curiosa revelação. "Os portugueses gostam cada vez menos de ver espinhas no prato, por isso, servimos tranches de corvina grelhada numa cama de folha de espinafre e com redução de lima, para não ser a história do peixe grelhado, ponto final. E ao sábado temos os mexilhões feitos no tacho com alho-francês e vinho branco ou nata fresca, que acompanha com batatas fritas."

 

Via ionline



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Segunda-feira, 26.07.10

Os melhores caracois

 

As folhas escritas à mão em tascas e restaurantes anunciam a chegada do Verão: "Há caracóis." Comer caracóis é um acto gastronómico que divide: há os que adoram e os que nem se atrevem a prová-los; há quem se interrogue se são lesmas com casca ou parentes próximos das ostras. O que é certo é que são um petisco obrigatório nos meses de Verão. Com louro, alho, bacon ou colorau, mas sempre acompanhados de uma cerveja gelada.

O Filho do Menino Júlio dos Caracóis

Com gerência de Vasco Rodrigues, o Restaurante Cervejaria O Filho do Menino Júlio dos Caracóis é especialista em cozinhar caracóis provenientes das melhores regiões de Portugal e Marrocos, com receita antiga e exclusiva. Mas não é de admirar que Vasco Rodrigues goste tanto de caracóis. "Nasci no próprio restaurante, que na altura além da carvoaria também tinha habitação. Como caracóis desde criança." Com 21 anos já era dono do espaço, onde apenas o seu pai, Júlio, e a sua mulher, Fernanda Rodrigues, conhecem o segredo da receita, que nem com as duas filhas do casal partilharam ainda. Vasco Rodrigues apenas adianta: "Os caracóis são lavados de um dia para o outro, ficam 30 minutos em lume brando e depois adiciono-lhes cebola, alho, sal e o tal segredo do tempero. Tenho um cliente que tem o recorde de 15 pratos de caracóis seguidos", acrescenta o dono do restaurante.

R. Vale Formoso de Cima 140 - B Lisboa

Tel.: 218 596 160/Tm.: 936 470 077

O Palácio Em Alcântara encontra-se a Marisqueira Palácio, onde se podem saborear diariamente os vários frutos que o mar dá, da lagosta à amêijoa. Pode-se dizer que aqui o marisco é rei todo o ano, mas o caracol é o príncipe do Verão. João Agostinho Alves, sócio-gerente, explica o segredos dos caracóis da Palácio. "O caracol é guloso, não enche, mas sabe muito bem. Os caracóis são um petisco delicioso e os nossos levam orégãos, cebola, sal e presunto, para lhes dar gosto." A acompanhar os caracóis vêm tostas torradas com manteiga. Outro dos petiscos mais requisitados deste restaurante são as caracoletas assadas com molho de manteiga, limão e piripíri.

R. Prior do Crato 140, 1350 Lisboa

Tel.: 213 961 647

Túnel de Santos João Gonçalves, o dono do Túnel de Santos, explica: "Os caracóis comem-se nos meses sem 'r', tal como a sapateira e as ostras. O nosso caracol vem de Santarém, é mais seco, e serve-se em pires ou travessas com molho picante, cebola e orégãos, acompanhado de pão torrado e manteiga e uma imperial fresca." Na esplanada, as travessas de caracóis e o aroma do petisco confirmam as palavras de João Gonçalves.

Largo de Santos, 1 A/B/C Tel.: 912151850

Eduardo das Conquilhas Eduardo dos Santos e o seu filho Ricardo são os donos do Eduardo das Conquilhas, uma tasca tradicional, com decoração simples e ambiente acolhedor. Aberta há 45 anos, a casa é conhecida sobretudo pelas conquilhas, mas no Verão os caracóis também lhe trazem muita fama e clientes. À entrada, um azulejo ao balcão aconselha: "Não traga pressa, traga apetite" e este conselho aplica-se à experiência de degustar caracóis na esplanada. "Há muitas maneiras de os cozinhar, mas os caracóis têm um segredo culinário que não se pode revelar. Há dias em que chego a cozer mais de sete panelas, cada uma com doze quilos de caracóis", conta Eduardo dos Santos. De tamanho médio, têm acentuado sabor a orégãos e picante, com direito a malaguetas no prato.

Rua Capitão Leitão, 8, Parede 

Tel.: 214 573 303

Festival do Caracol Saloio Até 26 de Julho, o caracol é o centro das atenções na 11.a edição do Festival do Caracol Saloio, em Loures, onde se aguardam milhares de apreciadores de caracóis e caracoletas. O evento conta com a participação de 11 restaurantes, que disponibilizam pratos confeccionados com muita imaginação e gosto, como o rancho de caracoleta, creme aveludado de caracóis com gengibre, caracoleta à lagareiro, pataniscas de caracol, farinheira com ovos e caracóis, espetadas de caracoleta com enchidos, massinha de caracol e chili de caracoleta, entre muitas outras propostas. O festival, organizado pela Câmara Municipal de Loures, decorre entre as 17 e as 24 horas durante os dias da semana e aos fins-de-semana entre as 16 e as 24 horas.

Parque de estacionamento junto ao Pavilhão Paz e Amizade, em Loures

 

Via Ionline



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Segunda-feira, 15.03.10

Rodizio de sushi

 

Um rodízio de sushi é um conceito capaz de horrorizar um típico japonês. Mas a verdade é que a invenção do mundo das carnes brasileiras contaminou o do peixe cru, e há cada vez mais sítios prontos a satisfazer os devoradores insaciáveis de sushi

 

Sushi em ambiente histórico no SushillOut (€29,5)
O rodízio é um best of do que aqui se faz todos os dias, garantem os donos deste restaurante em Alfama. Criado estrategicamente ao domingo, para terminar o fim-de-semana em beleza, e à quarta para dar forças para o resto dos dias, o rodízio do SushillOut tem duas variantes. Uma só de makis (rolos) por 18,50 euros e a completa que já inclui rolos, sashimi, nigiri e gunkan, por 29,50 euros. Nenhum dos dois inclui bebidas, mas nós sugerimos que prove as deliciosas sakemons (sakerinhas de morango) para acompanhar ou uma boa garrafa de vinho. No final pode pedir para repetir os que mais gostou. Normalmente a escolha recai no especial da casa, o rolo Alfama (salmão e morango) e nos salmon skin. Antes de ter carta branca para se deliciar com este sushi, a casa tem duas regras: a reserva para os dias de rodízio é obrigatória e não vale levar para casa os rolinhos que sobrarem.

Travessa do Almargem, 1B-C, Sé-Alfama. Tel: 218 860 053. Aberto de terça a quinta e domingos das 19h00 às 00h30. Sextas, sábados e feriados das 19h00 à 1h00.

Variedade no Tsuki (35€)
O rodízio no Tsuki não serve só para encher a barriga por um preço razoável, mas também para encher os olhos aos clientes com novidades e criações do chefe que normalmente não são servidas. Todos os dias (de segunda a sábado) há rodízio neste restaurante do Príncipe Real. E não há um, mas três tipos. O tradicional custa 20 euros por pessoa, está disponível de segunda a quarta-feira, e inclui temakis, nigiris, hosomakis e uramakis das variedades de peixe disponíveis. Quem preferir uma opção mais completa pode escolher o rodízio de degustação que acrescenta ao primeiro os rolos de sushi de fusão. E mais 5 euros. Para quem tem muito apetite e gosta de variedade sugerimos o rodízio da casa que tem tudo o que os outros trazem mais sashimi. O preço já fica nos 35 euros por pessoa. O Lima Roll e uma criação do chefe Jailton Santos chamada CP Gunkan costumam ser dos mais pedidos.

Rua Nova de S. Mamede, 18, Lisboa. Tel: 213 975 723. Segunda a sexta das 12h00 às 15h00 e das 20h00 às 24h00. Sáb. das 20h00 à 1h00.

Música e sushi no Rock n' Sushi  (20€)
Aqui o rodízio chama-se "all you can eat" e todos os dias da semana há um diferente. A semana começa à segunda com um festival de temakis (cones) de salmão, Califórnia, atum, peixe branco, camarão, vegetais e hot-temakis, por 15 euros por pessoa. De terça a quinta, por 20 euros, o rodízio varia entre o tradicional e a fusão, incluindo sushi, sashimi e ainda pratos da cozinha de fusão. Às sextas e sábados, ao anterior menu junta-se a sobremesa e mais cinco euros. O domingo é dia de "all you can eat for couples and friends", por 16,50 euros. para mais de oito pessoas há um menu especial de rodízio de sushi e sashimi que pode ser saboreado com privacidade no espaço Biombo ou na sala com capacidade para 50 almas famintas. Para apimentar um rodízio, os clientes podem reservar antecipadamente a opção Body Sushi, em que o sushi é servido no corpo de uma pessoa.

Edifício Alcântara Terra, Rua Fradesso da Silveira, Bloco C, Loja 3, Lisboa. Tel: 913 840 839. Segunda a quinta das 12h00 às 15h00 e das 20h00 às 00h00, às sextas e sábados até às 2h00. Domingos das 20h00 às 24h00. 

Sushi com vista para o mar no Porto Pausa (15€)
Não é um restaurante de sushi, mas esta iguaria do Japão consta da lista, lado a lado com risottos e companhia. Mas só ao jantar. Por 15 euros por pessoa, as quintas, sextas e sábados ao jantar são dias de rodízio com vista para o mar. A reserva é obrigatória para poder usufruir de todas os pratos que compõem este rodízio que começa com o camarão panado, passa para os enrolados e termina nos hot rolls. De momento a lista está em renovação porque o chefe mudou. Aguardam-se algumas novidades para breve. No Porto Pausa, o restaurante transforma-se em bar, dando lugar a um ambiente descontraído.

Via do Castelo do Queijo - Edifício Transparente, Porto. Tel: 220 191 490. Todos os dias das 11h00 às 24h00.

Japonês em ambiente chinês no Nigiri (18€)
Não se deixe intimidar pelo aspecto de restaurante chinês que aparenta ter. A verdade é que em tempos funcionou aqui um. A decoração manteve-se, mas a comida mudou de país. É mais conhecido pelo serviço de take-away, mas também pelo rodízio de sushi dos domingos (18 euros por pessoa). Há para todos os gostos, desde propostas mais tradicionais até peixes mais exóticos como o robalo e rolos originais como um que leva queijo da serra. Para acompanhar há cerveja japonesa ou saké. Para muitos, este é o restaurante japonês com a melhor relação qualidade-preço do Porto. Para compensar a decoração não muito original, os clientes podem ver o sushiman de serviço a preparar o sushi. O serviço é simpático, apesar do pouco vocabulário português dos empregados. 

Avenida Boavista, 1711, R/C, Porto. Tel: 226 066 175. Segunda a domingo das 12h00 às 15h00 e 19h00 às 23h00.

Romântico intimista no Origami (25€)
Fica numa casinha na Rua do Século com lotação esgotada quase todos os dias. O espaço também não abunda, mas o verdadeiro culpado é o menu de degustação (vulgo rodízio) que sai das mãos do chefe paulista André Oliveira. Por 25 euros por pessoa, pode provar-se tudo. A primeira volta é de reconhecimento das invenções do chefe, na segunda pode repetir-se aquilo de que mais se gostou. Os especiais da casa, o Hot Roll e o Crazy Roll (rolo com pasta de salmão, tabasco e cebolinho) costumam fazer parte deste pedido. O espaço do Origami é ideal para reuniões de amigos que pretendem alguma privacidade. E se essa for a sua vontade, quando fizer a reserva peça para ficar numa das duas salas privadas.

R. do Século, 127 (ao Príncipe Real), Lisboa. Tel. 91 235 3646. Horário: Almoço de quarta a sexta. Jantar das 19h00 às 2h00. Encerra ao domingo.



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Quarta-feira, 24.02.10

Restaurantes em Saldo em Lisboa

 

A 3ª edição da Lisboa Restaurant Week, a semana de saldos nos restaurantes de luxo- e de outros que, embora não tão conceituados, se adaptam às carteiras mais recheadas ? começa amanhã. São 42 restaurantes que aderiram à iniciativa de criar um menu (com entrada, prato principal e sobremesa) por 20 euros.

Convém reservar mesa com antecedência porque, à semelhança das edições anteriores, os lugares esgotam em poucos dias.

Restaurantes participantes:

1. Ad Lib

2. Alecrim às Flores

3. Associação Naval de Lisboa

4. Brasserie Flo Lisboa

5. Bubbly

6. Casa da Comida

7. Clara Jardim Restaurante

8. Coffee Shop do Real

9. Coisas de Comer

10. Conventual

11. Cop'3

12. Eleven

13. Faz Figura

14. Flores

15. Fontana Park Hotel- Restaurante Bonsai

16. Fontana Park Hotel- Saldanha Mar

17. Gemelli

18. Guarda Real- Hotéis Real Portugal

19. Il Gattopardo

20. Kais

21. L'Appart

22. Lapa

23. Mezzaluna

24. Momento Gourmet

25. Olivier Café

26. Panorama- Sheraton Lisbon Hotel

27. Petra Rio

28. Pratus

29. Quinta dos Frades by Chakall

30. Restaurante Aviz

31. Restaurante El Corte Inglés

32. Sessenta

33. Sofisticato

34. Spot Lx

35. Spot São Luiz

36. Suite- Food and Dance

37. Tágide

38. Terraço

39. Varanda

40. Varanda de Lisboa

41. Vela Latina

42. XL



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Sábado, 20.02.10

Os 10 melhores bifes do país

 

 Bife à Café de São Bento

Muitos dizem que é o melhor da cidade. Pela carne (do lombo, sempre), pelo molho, e pelas discussões importantes que se conseguem escutar durante a refeição. Vicissitudes de um restaurante que tem tanto de pequeno como de concorrido. O facto de não aceitar reservas por vezes complica arranjar uma mesa para provar o bife. Ou complicava, até há cerca de um ano, altura em que o conceito se estendeu ao Casino do Estoril. Aí já com reservas possíveis e cozinha aberta até às duas da manhã.

Rua de S. Bento 212, Lisboa. 213 952 911/Pç. José Teodoro dos Santos Estoril. 214 669 835. Preço: €19

Bife XL 
Talvez por estarem separados por apenas 300 metros, diz-se que o bife do restaurante XL vive na sombra do do vizinho Café de São Bento. Discutir se tal consideração é justa ou injusta far-nos--ia desviar do essencial. E o essencial é que o Bife XL é bom. Dos melhores da cidade. Carne tenra, um molho de natas e alho forte q. b. e batatas pequenas e caseiras a acompanhar. Nem sempre é fácil arranjar mesa, e o ambiente semi-exclusivo pode assustar os estreantes. Mas não há que temer.

Calçada da Estrela 57, Lisboa. 213 956 118. Preço: €18,70

Bife do lombo à Toni (dos Bifes)
Quando se põe bifes e Lisboa na mesma frase é quase um ultraje terminá-la sem falar do Toni. Dos bifes, isto é. Se o Café de São Bento é um clássico, o Toni dos Bifes é um Clássico com maiúscula. São muitos anos não a virar frangos, mas a servir bifes, do lombo e não só, no Saldanha, em frente ao Monumental. Quando este último ainda era teatro, os ditos saíam frequentemente da cozinha para os camarins dos grandes actores da época. Hoje em dia o Toni pode já não ter o glamour de outros tempos, mas continua a ser uma das paragens obrigatórias no mundo das carnes vermelhas.

Avenida Praia da Vitória 50 F, Lisboa. 213 536 080. Preço: €15

Bife do lombo à Café do Paço
Não figura habitualmente nos roteiros para o melhor bife da cidade, mas tal é só uma questão de tempo. O Café do Paço é uma casa recente que segue, contudo, o velho trâmite da porta fechada, que só se abre depois de tocada a campainha. Lá dentro está uma sala de aspecto clássico, poltronas vermelhas e mobiliário conservador. O ar austero do espaço contrasta com a simpatia dos empregados, gente com experiência nestas andanças que não hesitará em recomendar o óbvio: o excelente bife do lombo à casa, com um molho que o vai fazer gastar todo o pão que estiver na mesa. E tudo isto disponível até perto das duas da manhã.

Rua Paço da Rainha 62 A, Lisboa. 218 880 185. Preço: €16

Naco na Pedra do Edmundo
Se nunca acertam no ponto em que pretendem o bife não há nada como seguir a norma do it yourself. E não estamos a falar de viagens ao talho e estadias na cozinha. Não. A solução chama-se naco na pedra. Do lombo ou do novilho (se for fim do mês), este é sempre um dos pratos mais pedidos na cervejaria Edmundo, em Benfica. A carne vem crua em cima de uma pedra previamente aquecida e cabe ao comensal cozinhá-la a gosto. É acompanhada de molhos e batatas fritas caseiras. Se o Edmundo estiver cheio saiba que a iguaria também é recomendável no Pregoeiro ou no Coreto, em Carnide (que parece ser, estranhamente, a capital nacional da especialidade).

Av. Gomes Pereira 1, Lisboa. 217 154 502. Preço: €11,50 (novilho) €16,80 (lombo)

Bife Kobe do Olivier Café
Chamam-lhe o Rolls Royce dos bifes. O champanhe dos bovinos. E quem prova diz que nunca comeu nada assim. Chama-se bife Kobe porque vem, originalmente, da homónima região japonesa, o berço das vaquinhas Wagyu. Dizemos vaquinhas porque as ditas são mimadas diariamente com sessões de massagem, música clássica e várias doses de cerveja japonesa. Delas resultam os melhores nacos de carne vermelha do planeta. Paga-se caro, é certo, mas que todo o amante dos bifes não pode passar sem experimentar. Em Lisboa, Olivier da Costa é um dos (poucos) adeptos da especialidade, e no seu Olivier Café, serve-a acompanhada de manteiga wasabi e lima.

Rua do Alecrim 23, Lisboa. 213 422 916; Preço: €35

Bife à Cortador do Tachadas
O bife não é especialmente tenro nem prima por um sabor distinto. E o restaurante não tem um requinte especial. Ou, de todo, qualquer requinte. Mas o Tachadas e o respectivo bife à Cortador estão nesta (distinta) lista por uma razão. Pelo bruá. O bruá é uma palavra inventada por jornalistas desportivos que chegou a altura de aplicar a outras secções da imprensa. Designa surpresa. E surpresa é o que acontece cada vez que um bife à Cortador chega a uma das mesas do restaurante. Não é em vão que também lhe chamam bife A4. É a medida que todos conhecem, admiram e partilham no Tachadas. Com gosto.

Rua da Esperança 174-176, Lisboa. 213 976 689. Preço: €9,80

Rosbife Spazio
E agora diz o leitor indignado: "mas o rosbife não é bife, ensinou-me a minha avó em 1963". Pois não é. Mas discriminar a peça só porque é cortada e vai ao forno também não é bonito. E o facto de haver quem domine esta especialidade em Lisboa, como Justa Nobre, faz com que seja imperativo abrir uma excepção. É ao Spazio, o mais recente poiso do casal Nobre, que o rosbife continua a atrair uma clientela fiel desde os tempos da Ajuda. E o rosbife continua igual a si mesmo, saboroso, com as batatas assadas que servem de acompanhamento ideal.

Avenida Sacadura Cabral 53B, Lisboa. 217 970 760. Preço: €16, 80

Bife do lombo com pimenta do Vaskus 
O conceito de steakhouse é das poucas coisas que nos faltam importar dos Estados Unidos. Ou, pelo menos, importar em massa, já que até existem, pecam apenas por ser poucas e passar despercebidas. O Vaskus é uma dessas excepções. Por lá encontram-se bifes em diferentes contextos, da picanha ao bife do lombo, que é a escolha certa, principalmente quando acompanhado do molho especial de pimenta. E , já que estamos numa de recomendações, as caipirinhas e a picanha também são de experimentar.

Rua Passos Manuel 30, Lisboa. 213 522 293. Preço: €18,50

Bife de chorizo do La Paparrucha
Pode pensar-se na Argentina como uma espécie de paraíso para muitos homens. Tem mulheres bonitas, futebol espectáculo (ou com perfume selvagem, como diria Gabriel Alves) e carne de qualidade. No La Paparrucha não se podem confirmar as duas primeiras, infelizmente, mas os famosos bifes de chorizo - o equivalente ao que nós, portugueses, chamamos vazia - são parte integrante do menu. A carne, geralmente com dois dedos de altura e idealmente servida mal passada, é uma excelente representante diplomática do país. E a vista panorâmica sobre Lisboa ajuda à digestão.

Rua D. Pedro V 18, Lisboa. 210 462 673. Preço: €19 

 

Outros bifes

 

Cervejaria João Gordo
O segredo do Bife à Marrazes está nos enchidos de porco preto e no acabamento com Sagres Boémia.

Rua D. Carlos I, n.º 29, 2415 – 406 Leiria; www.joaogordo.com
Aberto de segunda a sábado, até às duas da manhã. Preço: €9,5

Toca do Coelho 
Bife especial na frigideira: vem numa caçoila de barro, depois de preparado na frigideira. É envolvido num molho à base de natas e whisky.

Rua 5 Outubro, n.º 72, São Martinho do Bispo, 3040, Coimbra. Preço: €9,6

O Gargalo
O Fileto Pimenta Verde é um delicioso bife de vaca grelhado com molho de pimenta verde. Vem com batatas gratinadas  e salada de couve roxa.

Largo do Pé da Cruz, 30, 8000-154 Faro. Preço: €13,5

Adega Nova
Naco de novilho, que pode ser da vazia ou do lombo e é trazido cru para a mesa, sendo o cliente que cozinha, à sua vontade o bife numa chapa quente. Vem acompanhado de batatas fritas e salada.

R Francisco Barreto 24, 8000-344, Faro. Preço: €12,5

Munich II
Em Coimbra, quem quer bom bife vai ao Restaurante Munich II. A iguaria, servida numa caçarola de barro, é composta por bife da alcatra com ovo a cavalo, regada com um molho especial (segredo do chef…) e acompanhada por batatas fritas aos palitos.

Rua do Brasil, n.º 344, 3030-175 Coimbra. Preço: Entre €9,50 e €15

Penedo
“Mais simples não podia ser”, resume Pedro Silva ao descrever o famoso “bife na pedra” que serve diariamente no restaurante. Vai para a mesa cru, apenas com tempero de alho e sal. É sobre pedra quente que o “bom naco de lombo de vitela” adquire o ponto certo.

Avenida 25 de Abril, 3270-162 Pedrogão Grande - Leiria, Preço: €12,5

Adega da Marina
Na Adega da Marina, em Lagos, pode provar um belo naco de novilho na brasa. O bife do lombo é grelhado no carvão. Vem acompanhado com batatas fritas.

Avenida dos Descobrimentos, nº 35, 8600 Lagos. Preço: €8,15

Via Ionline



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Sexta-feira, 12.02.10

Amor de São Valentim

 

 

 Tanta paixão tem de ser celebrada, sem medos nem receios de parecer piroso. Para isso, nada como ir à nossa "Capital do Romantismo", a Paris de Portugal - Sintra. A nova designação é uma aposta da câmara municipal e vem embrulhada numa série de propostas ideais para o Dia de São Valentim. Uma delas, baptizada de "Itinerário Jardins Românticos", inclui um passeio no eléctrico vermelho, uma visita à Quinta da Regaleira, uma paragem num salão de chá para saborear um travesseiro e um passeio pedestre pelo centro histórico. O folheto com todos os passos, para não se perder, está disponível no posto de turismo (há um junto à praça do Palácio Nacional, mesmo no centro). Outra sugestão que não está no folheto mas é absolutamente imperdível para almas apaixonadas é um passeio de charrete. A empresa Parques de Sintra - Monte de Lua organiza vários passeios destes nos jardins do Parque da Pena (219 237 300), enquanto a Sintratur tem mais de cinco percursos à escolha, com preços que vão dos €30 aos €90. 


Mais informações emwww.sintratur.com ou pelo 219 241 238.

Odeio o dia dos Namorados e apetece- -me deitar fogo a todos os ursinhos abraçados a corações. Há algum lugar para mim no domingo?

Sim. O melhor é aproveitar a raiva e correr, correr muito, qual Forrest Gump. Não é preciso correr sem destino, pode inscrever-se na meia maratona de Cascais - o nome oficial é "20 km de Cascais" - que acontece precisamente no domingo. O ponto de encontro? Baía de Cascais, às 10h00, e o percurso proposto é sempre junto ao mar, até ao Guincho, incluindo regresso. Caso não tenha resistência física para tanto, à mesma hora e do mesmo sítio parte a "Rapidinha de 5 km", em que os participantes são convidados, em passeio ou passo de corrida, a descobrir o centro e os recantos da vila.

Sou um ambientalista ferrenho, como posso divertir-me sem condenar o planeta?

Não é preciso sacrificar um amor pelo outro, isto é, a cara-metade pelo meio ambiente, e ficar em casa de luz apagada e a fazer contas à pegada ecológica. Há quem já tenha feito essas contas por si. É o caso do Hilton Vilamoura, que este ano se juntou ao Projecto Floresta Unida num programa chamado "Vejam o Amor Crescer". Além do alojamento (€99 por quarto) e da possibilidade de usufruir de serviços como o spa e os campos de golfe do hotel, este pacote inclui a plantação de uma árvore que pode ser baptizada pelo casal e que tem protecção garantida durante 30 anos. Resta esperar que o amor floresça com força e também por muito tempo. 

Mais informações e reservas pelo 289 304 000.

Sou solteiro mas não queria passar o Dia dos Namorados sozinho. Como posso conhecer alguém que queira o mesmo que eu?

Já ouviu falar no speed dating, aqueles encontros em que os solteiros se inscrevem para tentar descobrir o amor da sua vida? São a forma mais rápida de conhecer alguém. São dados aos participantes apenas quatro minutos para conversar com cada inscrito do outro sexo. No fim, entrega-se uma folha à empresa organizadora a dizer se há interesse em ver determinada pessoa novamente. Se houver um interesse mútuo eles tratam de trocar contactos. Pois bem, na véspera de São Valentim há um destes encontros, mais concretamente um dinner party no Hotel NH Liberdade, em Lisboa. A iniciativa começa às 19h00 e em vez de quatro minutos os participantes só devem trocar de mesa após cada etapa do jantar (entrada, prato principal e sobremesa) para se poderem conhecer melhor. Depois do jantar ainda há música ao vivo. O preço do programa é de 38 euros. 

Mais informações e reservas pelo 214 456 283 ou em www.speedparty.net.

Eu até gosto da ideia de celebrar o amor, mas não suporto o lado consumista do Dia dos Namorados. Que posso fazer?

A Câmara Municipal de Lisboa tem o programa ideal para si. Chama-se Enamorados por Lisboa e divide-se em várias iniciativas espalhadas pelo fim-de-semana, todas de entrada livre. Já amanhã, às 16h00, o Jardim da Estrela serve de palco para uma conversa sobre o amor e o espaço público, com três convidados: a sexóloga Marta Crawford, a actriz e encenadora Mónica Calle e o historiador Anísio Franco. No domingo, em vez de falar anda-se, com dois percursos à escolha. O primeiro chama-se "Lisboa dos amores", acontece às 10h00 e às 16h00 e concentra-se nos miradouros de Lisboa; o segundo tem o nome de "O nosso amor é verde" e passa por quintas e jardins da cidade, às 11h00 e às 14h00. Para marcar presença no primeiro é preciso ligar para o 218 170 600 (Divisão de Programação e Divulgação Cultural) e para o segundo o 218 170 700 (Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental).

Estou casado/a há 15 anos e acho que já fiz de tudo com a minha mulher/marido. Têm ideias para a/o surpreender?

Hmmm, se já fez de tudo é difícil. Mas deixe cá ver... Comece logo de manhã por lhe proporcionar um pequeno-almoço à filme. Se não tiver grande jeito para a coisa pode encomendar tudo através da empresa Pão de Deus (paodedeus.com.pt), que aposta em produtos tradicionais. Quando saírem de casa, e já que a ideia é surpreender, porque não um passeio de helicóptero? A Vida é Bela organiza um sightseeing de 15 minutos no pacote Top Sensations (€154,90) e até mesmo viagens de balão em Lisboa, na Guarda e em Faro (preços dos €700 aos €1400). Se não gostar de alturas mas quiser manter o requinte, também pode optar por um passeio de limusine (que pode alugar emwww.limousines.pt ou www.cascaislimousines.com), sem esquecer o obrigatório brinde com a garrafa de champanhe. No regresso, porque não fazer-lhe uma serenata. Antes de excluir esta hipótese por falta de qualidades vocais, saiba que a Serenarte (www.serenartept.blogspot.com/ 917 479 241) dá conta do recado cantando à janela pretendida, com hipótese de ser tudo personalizado. Ainda acha que não a/o consegue surpreender? Enquanto decorrer a cantoria, cole um enorme balão a dizer "Amo-te" na parede do quarto. A Love Walls tem esse e outros padrões românticos à venda no site,www.lovewalls.com, a um preço médio de €30. 

Tenho 46 anos e estou divorciado. Há algum sítio aconselhável para conhecer pessoas da minha idade? 

É sempre complicado reduzir um espaço a uma faixa etária, mas vale a pena visitar o Bar Cockpit (Avenida Sacadura Cabral, 18 C, Lisboa), um clássico da zona da Avenida de Roma que compensa a falta de espaço com a intimidade conseguida. Para dançar, a melhor opção é o Tokyo (Rua Nova do Almada, 12, Lisboa), não só porque é cada vez mais frequentado pela malta nos quarentas mas também porque a música é invariavelmente revivalista e as enchentes são tão grandes que é fácil meter conversa, nem que seja para pedir licença. No Porto, experimente o Pub Bonaparte (Avenida do Brasil, 128), um clássico da Foz com direito a vista de mar, ou a Casa do Livro (Rua Galeria de Paris, 85), que além de bar chique também tem eventos culturais. Regra geral, os "entas", sejam eles quais forem, não são impedimento para sair e conhecer pessoas da mesma idade. Mesmo para os mais velhos há opção: é o caso do baile sénior do Centro Cultural de Belém, um sucesso há vários anos e cuja próxima edição acontece já no Dia de São Valentim, das 16h00 às 19h00, pela módica quantia de 1 euro.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 18.12.09

Onde ver o Benfica Porto?

 

 Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

 7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715

10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765
SportTV1, 20h15

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Quinta-feira, 26.11.09

Macdonalds vira verde

 

 O símbolo da McDonald’s vai mudar de vermelho para verde na Alemanha.  Até final do ano, cerca de cem lojas alemãs vão alterar a cor do símbolo para dar uma imagem de “amiga do ambiente”.

No Reino Unido e em França, algumas lojas também vão mudar de visual nas próximas semanas. O resto da Europa também deverá mudar a imagem mais tarde, explicou o porta-voz da McDonald’s na Alemanha. 
A rede de restaurante tem sido acusada por ambientalistas de ser “inimiga do ambiente”. Como resposta, já decidiu converter o óleo usado nos restaurantes em biodiesel

 

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Sexta-feira, 09.10.09

 Restaurantes gourmet em saldos

 

Os telefones dos principais e mais caros restaurantes de Lisboa não param de tocar desde a semana passada. São em média 600 chamadas por dia que interrompem as linhas e levam os empregados de restaurantes como o Eleven a correr constantemente para o telefone. Alguns criaram uma linha especial só para atender todos os clientes que desesperam por uma mesa antecipada num dos melhores restaurantes da capital. A razão para tantas chamadas e pedidos de reserva? Começa hoje a segunda edição da Lisboa Restaurant Week, a semana de saldos nos restaurantes de luxo - e de outros que, embora não tão conceituados, se adaptam às carteiras mais recheadas - e ninguém quer perder o lugar à mesa.


Em Maio deste ano, 26 restaurantes de Lisboa prepararam um menu low cost para atrair novos clientes. Durante uma semana, rapazes de calças rasgadas, grupos barulhentos de amigos e jovens casais apaixonados invadiram pela primeira vez as mesas de Eleven, Gemelli, XL, Mezzaluna e Cop'3. A oferta era irresistível: entrada, prato principal e sobremesa por apenas 20 euros em restaurantes onde, em dias normais, pode haver desmaios na altura de pagar a conta - já que os preços podem facilmente ultrapassar os 80 euros por pessoa.

Hoje a iniciativa repete-se, mas desta vez com 42 restaurantes. "O sucesso da primeira edição foi tão grande que recebemos imensas propostas de casas que quiseram aderir", explica José Borralho, director da TrypNetwork, empresa organizadora do evento que decorre até 18 de Outubro. "No início tive de bater à porta de vários restaurantes para os convencer a fazerem este menu a baixo preço. Agora são eles que me contactam e até tive de recusar dez propostas", conta. "Não tinham condições para participar."

Lisboa parece seguir os passos de Nova Iorque. A primeira edição da Restaurant Week, em 1993, contou com 90 restaurantes na cidade norte-americana. Actualmente são mais de dez mil que se candidatam para participar. 

"O critério é serem restaurantes de qualidade e confeccionarem um menu que habitualmente não custe menos de 30 euros", diz José. Nesta edição, 13 restaurantes generosos oferecem um copo de vinho com o menu - já que as bebidas não estão incluídas e, algumas vezes, podem superar os 20 euros da refeição.

MESAS ESGOTADAS Conseguir uma mesa é a parte mais complicada e reservar é imprescindível. No restaurante Olivier Café, na Rua do Alecrim, os lugares esgotaram dias antes do início da Restaurant Week. "Só aceitamos dez clientes por dia para servir este menu", diz Natalie Costa, gerente do restaurante e irmã do chefe Olivier. "Só pusemos estes lugares disponíveis porque não podemos prejudicar os clientes habituais que querem jantar na sua mesa a determinada hora", explica. 

Os clientes que procuram os saldos dos restaurantes são fáceis de reconhecer: "Quando dizemos que não temos mesa para esse dia, aceitam reserva para qualquer hora e qualquer data", explica a gerente do restaurante onde o preço de um jantar simples, em dias normais, é de 60 euros. "Geralmente não voltam cá", acrescenta.

Natalie garante que a qualidade do menu é a mesma dos pratos que estão na lista. "Mas claro que tem um custo inferior."

O telefone e a caixa de correio electrónico do Eleven, um dos restaurantes mais caros de Lisboa, não tiveram descanso desde quinta-feira. "Recebemos imensas reservas, mas temos de deixar mesas para os clientes habi- tuais", afirma também a directora Raquel Barroso. Os lugares disponíveis devem esgotar em pouco tempo e, depois disso, só em caso de desistência se conseguem mesas. O restaurante foi o mais bombardeado com chamadas na edição anterior. 

"A loucura para reservas no Eleven começou em Julho", conta José Borralho. "As pessoas começaram logo a reservar mesa para a Restaurant Week quando ainda nem se sabia a data da próxima edição ou se o restaurante iria participar." Sopa de bacalhau, bochecha de porco preto e tarte de maçã são as sugestões do menu do chefe Joachim Koerper. A Restaurant Week, que serviu em Maio quase 13 mil refeições, chega também ao Porto entre 21 e 31 de Outubro, com 22 restaurantes. "No futuro, queremos, organizar uma iniciativa nacional", diz José Borralho.

 

Via ionline



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Quarta-feira, 23.09.09

Cobra.. ou peixe?

 

 A paixão de Charles Darwin por animais foi muito além da teoria de evolução das espécies. O famoso cientista do século XIX não só gostava de estudar todos os bichos à face da Terra, como de conhecer o seu intrigante sabor. Em Cambridge, tinha por hábito reunir-se uma vez por semana no quarto dos colegas universitários e servir o jantar de mais uma sessão do Clube dos Glutões, ou simplesmente do Clube Gourmet, como se intitulavam. A ementa raramente se repetia e era constituída, segundo o próprio, por "aves e animais desconhecidos do paladar humano". Mas os jantares do clube acabaram quando nenhum dos membros conseguiu aguentar o sabor "indescritível" de uma velha coruja. Darwin não desistiu das extravagâncias gastronómicas e durante as suas missões pelo mundo experimentou animais exóticos como pumas, tatus que "sabiam a pato", iguanas e tartarugas gigantes. Há quem tenha cágados a nadar num aquário, mas Darwin preferiu levar 48 a bordo de um barco para serem servidos durante uma longa viagem.


Hoje em dia já não é preciso fazer reuniões secretas em quartos de estudantes para experimentar sabores diferentes. É certo e sabido que pelas mesas da China passa um pouco de tudo, desde carne de cão até pratos cujo protagonista é o macaco. A Portugal também já chegaram carnes exóticas, oriundas de outros continentes e tão estranhas ao paladar como a de crocodilo.

Crocodilo com batatas fritas O restaurante As Colunas, no número 51 da Rua Elias Garcia, faz a fronteira entre a Amadora e as Portas de Benfica e tem o aspecto típico de qualquer restaurante de caça, onde várias famílias se juntam ao fim-de- -semana para comer bons petiscos. E até cauda de crocodilo, em vez do tradicional cozido à portuguesa. Nas paredes, algumas cabeças de mamíferos observam-nos com um olhar perdido, ignorando os pratos da ementa: costeletas de crocodilo e escalopes de zebra grelhados, ou canguru e camelo na brasa. "São carnes importadas que vêm da África do Sul. Por acaso o crocodilo que temos vem da Zâmbia", explica o dono, o caçador José Gonçalves. Há dez anos que satisfaz os estômagos curiosos dos clientes que querem provar animais estranhos ao paladar. "Não é todos os dias que nos pedem estes pratos, mas há quem venha cá de propósito", conta. Decidimos pedir uma dose de crocodilo por 18 euros, sem antes perguntar qual é o sabor da espécie. "Não é carne nem é peixe, sabe mesmo a crocodilo", diz José Gonçalves. Perante o nosso olhar desconfiado, Gonçalves, como é chamado pelos clientes, esclarece: "É uma carne branca, da cauda do animal e come-se bem. É grelhada na brasa com sal para apurar o sabor."

Pouco tempo depois, a famosa criatura chega à mesa, acompanhada de batatas fritas e feijão verde. Poderia facilmente ser confundida com febras grelhadas, mas o sabor é inigualável. Uma mistura saborosa entre peito de peru e espadarte que desaparece rapidamente. No prato ficam só os ossos e um sabor leve na boca. "Dizem que as melhores partes são o lombo e as patas, mas essas não chegam cá", diz o caçador enquanto levanta a mesa.

Cobra rija Há quatro anos, José Gonçalves teve cobra na ementa. "Mas deixei de servir porque a última que recebi do fornecedor era muito rija", conta. Na altura, o réptil foi muito popular entre os ciganos que vendiam numa feira ali perto. "Pode comer-se frita ou num ensopado, como as enguias", adianta. Mas a viagem da África do Sul até à Amadora sai cara. "Um quilo de cobra custa cem euros." José Gonçalves compra as iguarias a um fornecedor espanhol que, por sua vez, as importa de África. Mas não é o único.

Francisco Camacho, de 44 anos, conta que os clientes se riem quando lêem a ementa do restaurante Vinte9, no centro de Vila Nova de Mil Fontes. "Pensam que é uma brincadeira, que inventámos nomes para os pratos", diz o dono. Não é uma brincadeira, mas provavelmente todas as associações de protecção dos animais gostariam que fosse. Além do crocodilo a 13 euros, "que 80 por cento das pessoas pede por curiosidade", o restaurante serve javali, veado, zebra e canguru. "A carne de zebra é a mais cara [27 euros o quilo] e é muito boa", diz o dono.

Bife de canguru Pedro Nobre, de 38 anos, mudou há um ano a sua Tasquinha Alentejana para um espaço maior, em Cucujães, Oliveira de Azeméis. O restaurante, sempre cheio, recebeu na semana passada carne de zebra. "Experimentei, mas não gostei muito. A que gosto mais é a de canguru estufada", conta Pedro Nobre, que introduziu novos animais no menu para dar outras oportunidades gastronómicas a quem se senta às suas mesas. "É parecida com a carne de vaca mas mais doce e tenra." Aos clientes, aconselha a pedir meias doses e a combinar vários pratos. "A carne de camelo é esponjosa, vermelha e mais dura, mas há quem goste." A maior parte dos animais vem do outro lado do mundo, da Nova Zelândia, excepto o tubarão grelhado com legumes dos mares de Cabo Verde. "Há pessoas que me perguntam se vão sair dali aos saltos por comerem canguru ou quantos homens é que o crocodilo comeu antes de ser cozinhado." Pedro costuma brincar e gritar para a cozinha: "Mata-me aí um crocodilo!"

 

Via ionline



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Sexta-feira, 31.07.09
 
 
Dia internacional do orgasmo
 
1. The Lingerie Restaurant

Os pratos dos três "restaurantes da lingerie" - sim, porque é de uma cadeia que estamos aqui a falar, e já se estende da Póvoa de Varzim a Albufeira - não só não têm nomes comuns como parecem saídos de uma canção de Quim Barreiros: o Grelo da Maria (bacalhau com broa), o Orgasmo de Crioula (tagliatelle com gambas de Mo- çambique) e o Minete Guloso (lombinhos de porco preto com vinho tinto).

Mas não se assuste. Apesar da denominação, a confecção dos pratos não difere muito da de um restaurante convencional. No Lingerie Restaurant o afrodisíaco é mais visual que gustativo. Como o nome indica, a farda dos empregados é a mais curta do país: lingerie. Somente lingerie. Mas há outros pormenores que atiçam o animal que há dentro de nós: decoração em tons de vermelho e preto, pão em forma de pénis ou seios, espectáculos de striptease e, com sorte, brincadeiras eróticas à sobremesa. Além disso, há encontros de swing na primeira quinta-feira de cada mês.

Rua Almirante Reis, 1239 (Póvoa de Varzim); Rua Duarte Oliveira, 556 (Perosinho, Vila Nova de Gaia); Avenida dos Descobrimentos à BP (Albufeira). Das 20h00 às 02h00. Encerram à segunda (excepto Albufeira) e ao domingo. 917 963 006. www.thelingerierestaurant.com

2. Malagueta Afrodisíaca

Aqui não há lingerie, mas há muita fé de que através da comida se consiga atingir o prazer (gustativo, entenda-se). O Malagueta Afrodisíaca abriu há nove anos em Leiria, descartando as tradicionais morcela de arroz e a chanfana em favor do caril de gambas à indiana, o vatapá (prato típico da Baía, com camarão e tamboril) ou o frango korma, muito picante.

A amplitude térmica da cozinha reflecte-se no espaço de cores quentes e pouca iluminação. O ambiente acolhedor e intimista que pede uma degustação pausada e minuciosa para um desfrutar de novos paladares. Os condimentos afrodisíacos estão presentes em tudo, inclusive nos sumos de gengibre, nos chás e na sangria especial da casa.

Rua Gago Coutinho, 17, Leiria. 244 831 607. www.malaguetaafrodisiaca.com.

Todos os dias das 19h00 às 24h00

3. Restaurante Afreudite

A deusa grega Afrodite deita-se no divã de Freud neste restaurante do Parque das Nações, em Lisboa. As especialidades da casa são a Orgia de Satay (isto é, satay de camarão) como entrada, o Excitação (peito de pato com frutos silvestres e armagnac) como prato principal e a sobremesa Gula (moeleux de chocolate com creme de pistácios e gelado de baunilha). Uma cozinha internacional com requintes afrodisíacos. É um restaurante indicado para casais, com muito romantismo e harmonia à mistura. Velas e flores secas sobre as mesas, música ambiente, estátuas de Buda? No final da refeição é oferecida uma cigarrilha indiana e uns canudinhos com poemas românticos e eróticos. Uma boa ideia para se entreter até chegar a casa ou ao motel.

Passeio das Garças, lote 8B, Parque

das Nações, Lisboa. 218 940 660.

www.afreudite.com. Segunda a sábado

das 20h00 às 00h00


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