Quinta-feira, 22.07.10

Pelo direito ao sexo como profissão

 

É o seguinte: nunca paguei por sexo. E nunca pagarei.

 

Essa afirmação dura, é claro, dura o tempo exato em que eu continuar sendo quem sou hoje. Posso mudar. E aí tudo pode mudar junto. (Mas cá entre nós: não creio.) Trata-se de uma questão de princípios. E não de princípios morais, como você possa imaginar. Os princípios a que me refiro aqui tem a ver com ego, com aquilo que eu espero de um relacionamento íntimo, com a minha necessidade de ser amado. Muito mais do que com um juízo de valor sobre padrões de conduta em sociedade. Woody Allen tem uma frase ótima a respeito desse assunto, que é mais ou menos assim: “sou completamente contra o sexo pelo sexo. Mas só até às 4h da manhã, quando eu estiver sobrando sozinho numa festa.”

 

No meu caso, essa opção por não comprar carinhos advém do fato de que eu sou um sujeito carente. Preciso muito imaginar que aquela moça (outra coisa que acho que não muda mais é minha opção por ter sexo exclusivamente com mulheres) está ali, nua à minha frente, com seus lábios carnudos se abrindo como uma flor cheia de néctar diante de mim, por minha causa – e não por causa dos trocados que eu eventualmente tiver no bolso. Sou egoísta. Quero paixão por mim, para mim, pelo que eu sou, pela minha capacidade de seduzir – e não pela minha grana. Se o sorriso for falso, se o orgasmo for fingido, se a aceitação for forçada, se o carinho for uma obrigação, se a vontade autêntica da pessoa não estiver ali comigo naquele momento, então eu não quero. Dispenso. Melhor não. Tenha dinheiro na parada ou não.

 

Quero desejo genuíno. Quero que o elemento irresistível da equação amorosa seja eu, só eu. E meu dinheiro não sou eu. Jamais será. Quatro, seis ou oito notas de 50 reais são uma coisa ordinária, um não diferencial, um tíquete que quase qualquer um tem ou pode arranjar. E quero uma mulher que me escolha a dedo, que me queira naquele momento em detrimento de todos os outros homens – e não que esteja atrás de um cheque (elas aceitam cheque?) sem fazer distinção alguma entre mim e os milhares de sujeitos que também poderiam assiná-lo. Isso me baratearia muito diante de mim mesmo. Me colocaria numa posição humilhante, de ter que comprar afeto e preferência, de ter de por algo que acho que considero que deveria receber de graça, de bom grado, que deveria ser trocado comigo numa relação baseada em algum tipo de desejo ou de sentimento, e não numa fria troca comercial. Não encaro sexo como produto ou serviço. Nem o concebo como uma relação econômica. Sexo para mim é Terceiro Setor, é zona de generosidade, entrega, não pode ter fins lucrativos.

Mas há quem goste especificamente do sexo pago. Como uma modalidade do esporte. Transar com prostitutas (ou com garotos de programa) nesse caso vira um fetiche, muito mais do que uma necessidade pessoal, uma imposição cruel do destino ou uma situação desfavorável que decorra de uma impossibilidade individual do sujeito (a de achar parceiros que queiram deitar com ele por gosto). Tenho um respeito todo especial por esse tipo de paladar sexual. Como tenho por quase todo tipo de libido que envolva a diversão mútua e consentida entre duas pessoas aptas a decidir sobre si mesmas (ainda que eu jamais venha a exercer muitas delas na minha alcova). Tenho também uma simpatia toda especial pelos profissionais do sexo. Além de funcionarem historicamente, desde tempos primevos, como uma espécie de welfare sentimental do planeta, de rede de proteção social (e emotiva) ligada ao sexo para a espécie humana, não deixando quase ninguém de fora desse socorro aos desvalidos do prazer e da afeição, eles também se conectam de modo absolutamente lícito àqueles que gostam desse tipo de brincadeira – sexo misturado com dinheiro. Eles brincam com quem gostar de brincar sexualmente levando uma relação de poder econômico para a cama. (Note-se bem que o leito nupcial das melhores e mais exemplares famílias, há muitos séculos, e em todo canto do mundo, com pais patrões e mães matronas, também embute enormes, imensas, gigantescas relações de poder econômico.)

 

Por isso não compreendo por que não se regulariza imediatamente essa profissão. É a mais antiga do mundo! A atividade já é reconhecida mas ainda não há regulamentação a respeito. É mais ou menos assim: a ocupação já começa a sair da completa obscuridade, e os profissionais do sexo já começam a se organizar, mas ainda não é possível ticar essa opção profissional na declaração de imposto de renda. Considero que a um Estado laico e leigo cabe reconhecer a vida como ela acontece na sociedade que o compõe. E abarcar todos os cidadãos dentro da legalidade, da civilidade, da municipalidade. Deixar todo um setor da atividade alijado de direitos, à margem do reconhecimento e da proteção da lei e das instituições, é criar e manter e fomentar uma casta marginal. E ninguém gosta de ser marginal. E, sobretudo, ninguém gosta de ter marginais à volta. O custo dessa nossa tremenda hipocrisia, dessa nossa dificuldade em aceitar as diferenças e tolerar juízos morais distintos dos nossos, e o impacto dessa nossa dificuldade em lidar com a realidade, com a vida como ela é, especialmente quando questões sexuais estão envolvidas, são sentidos na pele e na carne pelos excluídos. E isso, como já devíamos ter aprendido aqui no Brasil, sempre tem volta. E essa volta nunca é bonita.

 

Via Portal Exame



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Quinta-feira, 01.07.10

Comecei aos 17 anos. Tinha um amigo que se prostituía no centro do Rio de Janeiro. Fiquei curioso, pedi-lhe que me levasse. Aquilo era um talho, um açougue, uma carniçaria. Numa rua, rapazes de pé, mostrando partes íntimas; clientes passando de carro, escolhendo.

Era muito perigoso ficar, de noite, naquela rua escura. Entrava nos carros e nem via quem vinha lá dentro. Por vezes, a polícia aparecia do nada e espancava quem lhe apetecia e levava o dinheiro. Os rapazes que trabalhavam ali também podiam espancar, roubar.

Não estava disposto a passar cinco anos a estudar para ter uma profissão e nem sequer a exercer, como via acontecer com familiares e amigos. Não estava disposto a trancar-me num escritório. E a verdade é que isto vira um vício.

As pessoas, às vezes, falam nos trabalhadores do sexo como uns coitados. Eu estou nesta vida porque quero. Não me sinto agredido com a profissão, não me sinto vítima. Conheci muitos países, aperfeiçoei o meu inglês, aprendi a falar espanhol e italiano; tudo graças à putaria.

Não digo que é fácil ser puta. Digo que aprendi a virar-me. Chego a uma cidade sem saber onde se apanha um autocarro e tenho de descobrir tudo. Se me soltarem no deserto do Sara, eu encontro uma torneira. Foi a vida que me ensinou. Não tive um cursinho, não.

A minha família não sabe. Até hoje, pensa que trabalho em restaurantes, cafés. Sempre lhe disse que trabalhava nisso. Seria muita confusão na cabeça da minha mãe. Não quero que arranque os cabelos. E ela também não pergunta de onde vem o dinheiro que eu lhe mando.

Já não tenho pai. O meu pai morreu quando eu tinha 17 anos. Ficámos com dificuldades. Eu não estava disposto a estudar e a procurar um trabalhozinho desses típicos, “o primeiro da vida”. E, como já tinha essa curiosidade, pedi ao meu amigo que me levasse para aquela rua.

Quando saí da rua, fui trabalhar para uma pessoa que tinha um apartamento: pagava-lhe metade do que ganhava. Ao fim de um ano e meio, aluguei o meu primeiro apartamento – era perto da praia. E, com isso, consegui a minha independência profissional – fazia os meus horários.

Há um processo. Depois de trabalhar num apartamento, ninguém quer voltar a trabalhar na rua. Não deixa de ser perigoso (recebe-se dentro de casa gente que nunca se viu), mas é bem mais confortável. Então, você quer comprar o seu apartamento. Viaja para a Europa para ganhar dinheiro.

A maior parte dos trabalhadores do sexo brasileiros que se anunciam na Internet e nos jornais, em Portugal, são assim. Vieram para trabalhar um tempo, para juntar um dinheiro para comprar um apartamento, montar um negócio. Muitos mandam dinheiro para ajudar as famílias.

Paguei oito mil dólares [cerca de 6500 euros] às pessoas que me trouxeram para a Europa. Há um sistema [de angariação de pessoas para trabalho sexual]. Eles vêm para a Europa, fazem contactos, voltam ao Brasil, trazem outros: “Pago a sua passagem, arranjo um lugar para você ficar, dou-lhe uma certa ajuda.”

Hoje, as pessoas vêm mais por conta própria. Em 2001, havia quem pagasse 12 mil dólares para vir; eu paguei oito mil por vir com um amigo. Quem está aqui não acredita, mas a Europa é o paraíso para quem sai do Brasil. Em seis meses, paguei os oito mil dólares e juntei 30 mil reais [actualmente, cerca de 13.600 euros].

Portugal, Espanha, Itália…

Fiz a minha estreia na Suíça. Nunca sentira tanto frio. A comida era horrível. Era um trabalhador clandestino. Mal me atrevia a sair. As pessoas que nos trazem botam medo na cabeça da gente para a gente não ganhar asas: “A polícia apanha-te; se te apanha, deporta-te.”

Trinta mil reais é muito dinheiro no Brasil. Achava que tinha direito de gastá-lo. Pobre nunca comeu melado; quando come, se lambuza. Passei seis meses andando de táxi, pegando praia. A minha mãe tinha a mesma mesa e o mesmo guarda-roupa desde o casamento e eu comprei-lhe mobílias novas. Quando a conta começou a ficar curta, pensei: está na hora de voltar.

Quem vem para cá trabalhar num instante aprende onde comprar um telemóvel, onde arrendar um apartamento, onde botar um anúncio. E acha que já sabe tudo, mas é preciso tempo para entrar nesse circuito. Tive de tactear, sem costas quentes, sem proxenetas de luxo. Só juntei seis mil reais em três meses.

Voltei para o meu apartamento no Rio. Mantivera-o por não saber no que esta aventura ia dar. Mas depois daquele segundo regresso, quis entregá-lo. A minha cabeça começava a mudar. Deixei as minhas coisas na minha mãe e voltei para a Europa, a pensar: “Agora, vivo no mundo.”

Nessa terceira vez, fiquei quatro anos seguidos. Dei-me a liberdade de conhecer. Andei por Portugal, Espanha, Itália, França, Inglaterra. Parei essa paranóia de só juntar dinheiro. Comecei a viver.

Estive em Espanha uns dois anos. Encontrei-me lá. É o meu país favorito. As pessoas falam alto. O clima é óptimo. Ao ver o bairro gay de Madrid, fiquei maravilhado. Aquilo para mim era a Disneylândia. E, mais uma vez, trabalho não faltava. Quando faltou, fui para Barcelona.

Tive uma experiência nova em Barcelona. Eu e outros 50 rapazes andávamos de toalha enrolada numa sauna. O cliente escolhia um e ia para uma cabine. Aos olhos do dono da sauna, aquilo não acontecia. Eu pagava a entrada como qualquer cliente. Entrava às horas que queria e saia às horas que queria.

Acabei por me estabelecer em Portugal, o país com que me identifico mais, em 2004. Apaixonei-me. Comecei a criar raízes. Quando dei conta, vivia aqui. Mas já se sabe como é esta vida. O dinheiro pára de entrar de uma hora para a outra. Às vezes, faço temporadas noutros países. Não vou com um prazo. As coisas estão bem, vou ficando. As coisas estão mal, saio.

Aqui, há uma espécie de comunidade. Todo o mundo se conhece. Sabe quem é quem, quem brigou com quem, quem foi preso, quem voltou para o Brasil. As pessoas trabalham juntas. Algumas ficam amigas. Depois, uma está num sítio e diz à outra: “Vem para cá trabalhar.” E a informação circula.

Sou mediador no Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento, que tem uma equipa que vai ao encontro de trabalhadores do sexo e dos seus clientes aos apartamentos, numa lógica de redução de riscos e minimização de danos.

Quero colaborar o máximo com essa equipa interdisciplinar, constituída por duas psicólogas, uma assistente social e dois enfermeiros. Não é só levar camisinha. Também é levar muita informação – sobre práticas sexuais de menor risco; sobre direitos civis. E encaminhar para serviços de comunidade.

Eu não sabia que imigrante irregular tinha direito a ir a hospitalzinho, a ter conta no banco. Tantas vezes fiquei doente e tive medo de ir ao hospital por estar irregular. Da terceira vez que vim para Portugal, tive sífilis e sofri imenso – isso não foi trabalhando; tenho muito cuidado, não apanho doenças no trabalho. Isso foi namorando.

Nunca deixei de cobrar

Tenho um namorado. No início, ele não lidava bem com a minha profissão. Ele pensava que prostituição era coisa de vagabundo. É assim que as pessoas pensam: prostituto é preguiçoso, burro, sujo. Eu não. Podia ter estudado qualquer coisa. Gostei de ser puta. Gosto de não ter um patrão, um horário, de viver a minha vida desse jeito. Não é uma vida tão sofrida como se pensa.

Distingo bem a minha vida pessoal da minha vida profissional. Nunca me apaixonei por um cliente. Nunca me iludi. Nunca deixei de cobrar. Não me venha dizer que está stressado com o trabalho, com a família. Não vejo uma pessoa. Vejo uma nota de 50 euros.

Cobro 50 euros pelo básico: 15 minutos a fazer anal e oral. As raparigas cobram menos porque há muita oferta. Basta abrir um jornal para ver: são quase uma praga! Comigo, máximo 20 minutos, mínimo 40 euros.

Há trabalhadores do sexo que viajam com o cliente, jantam com o cliente, dormem com o cliente – até no interesse de serem apadrinhados. Eu é só o acto. Mais do que isso agride-me. Prefiro fazer dez clientes desconhecidos do que estar com um fingindo que estou apaixonado. Não tenho estômago para isso. Mas há pessoas que gostam disso, que têm talento para isso, que dão graças a Deus quando encontram um velhote que as queira manter.

Tenho um apartamento no Porto – divido-o com amigos. Com esta crise não está dando para trabalhar aqui. Tenho ido para outras cidades “fazer praça”. Tenho estado em Aveiro. Pago uma diária de 15 euros num apartamento. Durmo lá a semana toda. Ao fim-de-semana, gosto de vir para a minha casa descansar. Já não estou nessa de ser escravo do telefone.

Já se ganhou muito mais dinheiro nesta profissão. O movimento tem caído de há quatro anos para cá. A putaria foi cortada, como as roupas caras, os perfumes. Hoje, um bom dia para mim é fazer cinco clientes. Isso era muito comum. Era quase o mínimo. Havia dias de fazer dez ou onze. Hoje, num dia, quando faço três já fico satisfeito. Com a crise que aí está!

Estou com 34 anos. Isto é como uma carreira de modelo. Não vou ficar cobrando com 40 anos! Quando tiver 40 anos, se calhar, tenho de pagar! Quero casar, estabilizar. Há uns anos comprei uma vila – um terreno com cinco casinhas – no Brasil. Penso vendê-la. Já não tenho vontade de ter investimentos nem de voltar para lá. Nem sei o que vou fazer. Faço show travesti. Talvez vá por aí. Posso fazer show travesti até ser uma bicha velha. Há muita bicha velha a fazer show travesti por aí.

Por Ana Cristina Pereira
A partir de várias conversas com um mediador do Porto G, um projecto da Agência Piaget para o Desenvolvimento

Público

 

Via Meninos de ninguém



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Sexta-feira, 25.06.10

 

Ponto G

 

A prostituição tem vindo gradualmente a deslocar-se das ruas e vielas para um contexto do interior, em apartamentos, bares ou clubes. No âmbito de uma aproximação dos trabalhadores do sexo e dos seus clientes, o Porto G vai ao encontro das casas onde esta actividade é exercida, no Grande Porto.

 

 

Prevenir e sensibilizar é o objectivo desta equipa, projecto integrado em actividades da Agência Piaget para o Desenvolvimento (APDES).

Marina Garcia, uma das psicólogas, enviou um relatório ao tvi24.pt onde refere que, inicialmente, contactavam por telefone os trabalhadores do sexo que tinham colocado anúncios no jornal e apresentavam o projecto e serviços que ofereciam. Fizeram também um cartão-de-visita que distribuíam pelos utentes para que estes o pudessem divulgar entre si.

«Depois de algum tempo de intervenção no terreno, começámos por receber pedidos de visitas domiciliárias. Podemos afirmar, pelos pedidos quase diários de visitas aos apartamentos, que esta é a principal forma de divulgação do projecto, por trabalhadores do sexo que já usufruíram dos nossos serviços e que os recomendam a outros», explica.

Distribuição de preservativos, informação sobre práticas sexuais de menor risco, cuidados de enfermagem como vacinação e rastreio da tuberculose, apoio psicossocial e encaminhamento para serviços de comunidade são algumas das acções desenvolvidas pelo Porto G.

As visitas são sempre cuidadosamente programadas e agendadas, de modo a não interferir com o horário de trabalho e normalmente duram cerca de hora e meia. «As visitas domiciliárias são momentos fulcrais da intervenção do Porto G, em que a equipa procura criar um espaço educativo e momentos de reflexão», refere a psicóloga.

As doenças sexualmente transmissíveis são sempre um tema central e a equipa lança alertas para os riscos de práticas sexuais sem uso de preservativo, utilização de lubrificantes inadequados, prática de higiene inadequada, entre outros.

O Porto G participa activamente na luta pela legalização do trabalho sexual, como «uma actividade profissional digna e uma opção totalmente legítima».

«Mais do que julgar e oprimir, importa aceitar, informar e facilitar às pessoas recursos para que tomem decisões informadas».

 

Via IOL Diário



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Segunda-feira, 16.11.09

Belle du Jour, prostituta e cientista

 

Ontem era a Belle du Jour na escrita. Escrevia sem divulgar a identidade, até hoje. A vida secreta da dra. Brooke Magnanti foi revelada pela especialista, depois de quase uma década de mistério, em redor do pseudónimo.

Magnanti é especialista na área da neurotoxicologia e cancro no hospital de investigação, emBristol. Investigadora de renome e doutorada, dedicou-se à prostituição há seis anos, numa altura em que precisava de dinheiro para terminar a tese.

Com larga experiência num blogue dedicado à ciência, começou a escrever sobre as experiências como prostituta na internet, histórias que foram depois adaptadas em livros e séries de televisão.

Durante anos houve grande especulação em torno da identidade da escritora, sendo que várias pessoas acreditavam que se trataria de um escritor já conhecido, pela qualidade da escrita.

Na revelação, a cientista disse não estar arrependida dos catorze meses em que trabalhou comoprostituta. "Senti-me pior pelo que escrevi do que alguma vez senti pelo facto de ter relações sexuais a troco de dinheiro", disse a escritora.

Via ionline

 



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Quinta-feira, 13.08.09

O espectáculo "Velocidade Máxima"

 

 

O espectáculo "Velocidade Máxima" põe garotos de programa brasileiros a contar a sua vida.

 

"Dois são homossexuais, um é heterossexual. São prostitutos brasileiros ilegais e vivem em Lisboa." O esclarecimento é dado por John Romão no início da peça "Velocidade Máxima", que passou este fim-de-semana pelo Citemor, Festival de Teatro e Cinema de Montemor-o-Velho (que decorre até sábado, dia 15). Depois o encenador diz que "nenhum dos prostitutos está aqui para foder". O objectivo é outro: mostrar, com mais ou menos demagogia, que na vida real os trabalhadores do sexo são exactamente iguais aos artistas portugueses. Como? John Romão explica que os prostitutos se vendem o melhor que podem e inventam esquemas para sobreviver. Os artistas também: "Tomam cafés no Chiado e copos no Bairro Alto com os programadores de teatro, fazem amizade com jornalistas que lhes podem dar protagonismo e, se são velhos na área, sentam-se à sombra dos subsídios do Estado."


Com a mesma falta de pudor com que diz isto, John Romão revela em palco quanto recebeu para fazer a peça: 10 mil euros da Direcção-Geral das Artes, 3 mil do Citemor e 7 mil do Teatro La Laboral de Gijón, Espanha (onde a peça vai ser apresentada em Dezembro). E cada prostituto recebeu 1500 euros para ser actor. "Quero falar de dinheiro e arte, tal como se fala de dinheiro e putas. Recuso o tabu cristão do dinheiro", explica o autor e encenador da peça. Os textos e a dramaturgia são de Mickael de Oliveira.

As ideias de John Romão e as histórias de vida de dois dos prostitutos são relatadas na primeira pessoa, a partir de uma entrevista ao i.

A peça esteve em Montemor. Não viu? A 4 e 5 de Dezembro repetem a dose em Gijón, no Teatro La Laboral; a 12 e 13 Dezembro vão ao Teatro Helena Sá e Costa, no Porto. Marque na agenda. Já agora, os feriados de 1 e 8 de Dezembro são a terças-feiras. Também convém saber para marcar as pontes.

 Veja o resto da noticia no ionline



publicado por olhar para o mundo às 13:22 | link do post | comentar

Terça-feira, 28.07.09

Sexo sem limites nos bordeis alemães.

 

Um novo tipo de bordel, em que os clientes podem ter sexo à vontade por um único preço, é uma mais recentes atracções da Alemanha, onde os bordéis são legais, mas está a causar muita polémica.

Há um bordel com o slogan: "sexo com todas as mulheres, quando e como você quiser". Outros prometem "serviços ilimitados", incluindo sexo em grupo, por 70 euros.
Políticos e activistas dos direitos humanos acusam os estabelecimentos de atentar contra a dignidade humana.
Numa mega operação realizada no domingo, cerca de 700 polícias inspeccionaram casas do género em quatro cidades alemãs, prendendo 10 pessoas. Já havia suspeitas de que os estabelecimentos empregavam prostitutas estrangeiras sem permissão de trabalho e que não prestam contribuição ao Estado.

Pode estar por dias o fim dos bordéis com sexo ilimitado e a preço único na Alemanha. E alguns políticos mais conservadores querem mesmo proibir todos os tipos de bordel.

 

Via ionline

 



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