Quinta-feira, 27.08.09

Quando Troia ainda era do Povo

Imagem Retirada do Picasa

 

 "(...)

 

Aqueles vases da merrda gamárrem a Trrróia àgente, pá soçe!

 

Ê quérr masé sabêrr aonde é que a maltinha vá masé agórra pá prráia.

 

Agórra um gaje quérr irr ali à cáldêrra da trróia amandarr um merrglhinhe ou irr cmer uns plins frrites pá bola de nívea ó dminge á tárrde e se na fôrr a rémes do bote ó fazerr uma vaquinha pa pagarr a gasosa ó patrrão do gazeline, tá fedid.

 

Ê sou do temp ca prraia erra de todes, que todàgente pdia irr à vtade, levava o chapéu e a bucha, o ancinhe pàpanhar conquilha da marré báxa e ficava ali um bcade ó o diintêrre. A maltinha ficava ali toda ó pé do ferri a mamárr do gásoil dos bárrques ma pdia ssandarr más uma pinguinha e já nassóvia o rád dos prrêtes da Belavista. E ó depôs vinha do férribót, a cmêrr um rájá e a verr as boas.

 

Agórra parrece que já né assim. O nnhêrre comprra tude, até a prraia. E agórra tá escasse pa irr pá Trróia, já nem vendem rajás e o férribót agórra é um repolhe.

 

Cós gajes da sónai métem o Sócrras a arrebentar cós bajules ê até axe béin ãh, caquile tinha ali muita fíe de cobrre e ferre málaprreveitád. Ma tavasse même a verr queles querriem erra tirrarrem a Trróia agente e ficárr sópaeles e pós riques comeles. Diziem que não masaquela gente parrece que cuantas má riscas têm das grravatas má petas amandam. Até amandarrem os ferribótes lá pó pé da Carrasquêrra na fosse um gaje terr tide uma fezada à apanhárr potas e conseguirr pagarr aquela

chulice.

 

E o piórr é que ningain faj nada e é tude á vtád. À vtad, né à vtadinha, pá soçes! Ainda más páquil serr só pa meia-duzia da riquinhes da merrda e a maltinha de Stúbal a xeparr do carralhe. Garrganeirres dum cabrrão. Atão lá perr terrem guite, eles terrem má dirreit cum gajinhe que naxeu numágua ferrtada ali do mirradourre? Éq daquil ali é mai done a maltinha de Stúbal cuns carralhes cuaisqueres que nunca esfolarrem uma patarroxa. Venhame a Maridasdorres dzerr cu queles tarrem a fazerr da Trróia qué bom pa Stubal e pós Stubalenses e afinquelhe masé cum pexêrre pus entrrafolhes do cú acima pa verr se tem chôc. Vâiem uns vases da merrda engravatades para ficarrem ca Trróia perr tutemeia e a cambrra ábrre u cuzinhe tode à fatica.

 

E a maltinha vá páonde? O pove que vaia quemerr cagalhões pá Albarquel e ólharr pá Trróia chei da sódad. Até eles sa lembrrarrem qe tamém querrem ficarr cárrábida, cálbarquel ou ca prraia do Cagalhão da Ti Marri Esguelha e aí agente na tem má reméd quir pá cachefarra a mamarr co bafe da sócel, ca jorra dos reboques e cus putos da Belavista à calházada cagente, de lá de cima do monte.

 

Esta merrda dêxame cuma ganda mágoa do pêt perrqu a Trróia, même sende de todes é má dagente do douts gajes quaisquerres. Agente de stubal éq semp foi páli cuand a Trróia tava a ganharr rançe. Errágente de stubal quia apanharr conquilha e amêjoa, quenchia a prraia do férri até à bola de nívea, meme ca água chei da pintelhe de velha e alfrreca. Érrem os casalinhes de stubal quíém pás dunas amandarr gandas

foêrrádas. E tamém érrem os mirrones de stubal quíen palá verr os casalinhes amandarrem gandas foêrrádas.. E atão agórra agent vai dêxarr carrobem isso tudo dagente só paq mêa dúzia de filhas da puta possem terr casas novas meme em cima da prraia. Deve serr pa irrem ó ligueirrão da marrquise cuande chegarrem as marrés vivas...

 

Abjáboca se vou masé deixaar dirr ós demingues pá Trróia, pá gajinhe. Nem que vá do bót mas eles que ssafodem. E léve o fgarrêrre pássarr massacotes, o chapéu da olá e o rád póóvirr o vtórria. E cada vez que vaia, enfie tóneirras dos choques da arreia páqueles riquinhes cabrrões todos pizárrem até cus pés deles parrecerrem salmenetes ratados pum chôc. E já na mate más alforrecas. Aquil queles tarrem a fazerr cagente tá palá da bóia. A prraia da Trróia é tante dos de stúbal como de qualquerr vase da merda. Ó mais. Agent devia erra fazer uma mafestação da Trróia e cagarr à porrta das casas novas deles. Tunga.

 

Gandas panas da cabrrões.

 

 

Mestre Calafate

 

(...)"

 

Via Olheiros de Setúbal



publicado por olhar para o mundo às 16:11 | link do post | comentar

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