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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

12
Jan12

Acabou-se a vergonha: o senhor Catroga vai ganhar 45 mil Euros por mês

olhar para o mundo

"O economista Eduardo Catroga vai ganhar um salário de 45 mil euros/mês, ou seja mais de 639 mil euros anuais, enquanto presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, avança o "Correio da Manhã. Catroga acumulará este salário com uma pensão de 9.600 euros.In Expresso


Eu espero que isto seja uma brincadeira. Sinceramente, como cidadão deste pequeno país de valores invertidos, anseio que alguém desminta categoricamente esta informação. Não pode ser verdade. Andou esta alminha economista a negociar com a TROIKA aquilo que estamos a sofrer na pele, entre aumentos de impostos e corte de direitos sucessivos, chegando às privatizações que se julgavam necessárias para ir agora, despido do fato de TROIKISTA cobrador do fraque style, ir receber 45 mil euros, REPITO: 45 mil euros por mês! numa empresa que o mesmo ajudou a definir como um dos alvo a privatizar? Mas o que é isto?

 

Mas o mais grave vem a seguir, senão veja-se:

 

"Questionado pelo jornal, o ex-ministro social-democrata garantiu que metade do que ganha vai para impostos: "50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais", disse Catroga ao jornal."

 

Ora bem, quer que eu chore senhor Catroga? Diga-me, por favor, que não foi capaz de proferir tamanha alarvidade em forma de justificação que acabei de transcrever. Porque a ser verdade que o disse, não só é grave como é um total desrespeito por quem trabalha e paga impostos. Ou julgará o senhor que é o único que os paga? "Quanto mais ganhar mais vai para o ESTADO?" Mas será que estes senhores já nem se dão ao trabalho de parecer que têm um réstia de bom senso cada vez que abrem a boca?

 

Olhe senhor Catroga e se fizéssemos antes desta forma: guarde a sua reforma dourada de 9600 euros por mês, calce umas pantufas e remeta-se ao silêncio. Porque para mim é mais reconfortante saber que o Estado não lhe fica com 50% do vencimento se isto só por si me garantir que o senhor não está a auferir os outros 50%. Prefiro viver num país pobre do que num sem vergonha.


Via Expresso

08
Abr11

Vídeo: haja alguém com 'tomates' neste país!

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"Mas estamos a brincar com o povo português?". A dúvida é de José Gomes Ferreira neste pequeno vídeo e provavelmente um reflexo do sentimento da grande maioria dos cidadãos nos tempos que correm. A única diferença é que este homem, com uma intervenção na SIC que quanto a mim foi a todos os níveis brilhante, é especialista em Economia e não teve papas na língua. Cortou a direito. Acabou educadamente com um: "peço desculpa...entusiasmei-me".


Pois meu caro José por mim pode continuar assim.De desculpas e mentiras estamos nós fartos. Entusiasme-se homem! Pode crer que o seu entusiasmo será o de muitos que o ouvem, e que certamente gostariam de falar mas infelizmente não podem ou não têm como. A sua voz tem e terá sempre um eco forte, descanse. Mais analistas houvesse como o senhor, descomprometidos, sem paninhos quentes e a conversa habitual da treta, do chove e não molha, palavras gastas, inócuas e bolorentas para boi dormir. Se todos denunciassem o que vêem, que lhes entra pelos olhos, que sabem mas que não ousam apontar talvez fossemos um país diferente. O seu dedo tocou na ferida.Estou farto de politólogos, historiadores, filósofos e sociólogos a falarem de Economia em prime-time. É como ouvir o Zé Cabra a cantar Sinatra ou um jardineiro a falar de geopolítica. Um desespero.

 

Na mouche caro José. Os meus sinceros parabéns.

 

 
02
Abr11

Euromilhões é para meninos - "Excêntrico" é o Sr. Armando Vara

olhar para o mundo

Há pessoas que não precisam do factor sorte para ganhar sempre. Sem apostarem, sem sacrificarem um cêntimo. Fantástico. Neste grupo inclui-se o excêntrico da semana passada, não o senhor de Chaves não identificado que dividiu o primeiro prémio do euromilhões com um apostador Belga, mas o senhor Armando Vara de Vilar de Ossos - Vinhais.

Segundo a Wikipédia "Armando Vara em 2004, antes de ter qualquer licenciatura, obteve um diploma de Pós-Graduação em Gestão Empresarial no ISCTE. Mais tarde obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais na agora defunta Universidade Independente, três dias antes da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que deixou de exercer para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português" Se isto não é sorte é o quê? Pós-graduação antes da licenciatura? Isto é mais ou menos como ganhar a lotaria da Páscoa na altura do Natal...Nomeado 3 dias depois de se licenciar? Magic!

Continuando: "Um mês e meio depois de ter abandonado a Caixa Geral de Depósitos para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português, foi promovido no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma." Queriam, não queriam? Não é para todos. Vão mas é trabalhar, malandros!

"No governo de António Guterres foi primeiro secretário de Estado da Administração Interna (1995-97), depois a secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna (1997-99). Após a vitória eleitoral do PS em 1999, tornou-se ministro-adjunto do primeiro-ministro (1999-2000). Ainda em 2000 viu-se forçado a pedir a demissão ao surgirem notícias sobre alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção da Segurança Rodoviária, que fundara no ano anterior, quando era secretário de Estado, processo que seria posteriormentearquivado.

"Em Outubro de 2009, Armando Vara foi constituído arguido no âmbito da operação Face Oculta, seguiu-se, em Novembro do mesmo ano, a suspensão do seu mandato de vice-presidente do BCP. Suspendeu em Novembro de 2009 as funções que desempenhava, renunciou ao cargo e recebeu 260 mil euros de indemnização. Ainda assim, Vara recebeu 882.192 euros em 2010, ano em que não exerceu funções por ter estado suspenso devido ao facto de ter sido constituído arguido no processo Face Oculta. Em Setembro de 2010 foi contratado como Presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa África, tendo assim a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola. Em Fevereiro de 2011, o Ministério Público acusou Armando Vara de três crimes de tráfico de influência, no Face Oculta, que envolve mais 35 arguidos." 800 Mil euros pagos pelo BCP para não trabalhar? Para se pôr a andar? Jackpot baby!

 

Via 100 Reféns

13
Mar11

A geração à rasca saiu do armário

olhar para o mundo

A geração à rasca saiu do armário

 

1.A manifestação da Geração à rasca foi um estrondoso êxito. O número avançado pela organização (200 mil) porventura é excessivo -não obstante, a multidão que encheu a Avenida da Liberdade mostra que o descontentamento grassa na sociedade portuguesa. No geral, cremos que há quatro notas a salientar:

 

1.1.A juventude portuguesa está disposta a intervir civicamente. Esta manifestação nasceu espontaneamente, através do facebook, sem ligações partidárias - e logrou obter um amplo impato mediático que amplificou a mensagem. O que poderá significar que os jovens preocupam-se com o seu futuro e o destino do país, mas não se reconhecem nas estruturas partidárias. A participação da juventude na manifestação de ontem deve, pois, convidar as juventudes partidárias à reflexão sobre a sua forma de funcionamento e papel na sociedade;

 

1.2.A manifestação contra a precariedade foi aproveitada para contestar as medidas de austeridade do Governo. E criticar a classe política em geral. Só assim se justifica a presença de cidadãos de várias idades (para quem a precariedade laboral não é a principal preocupação) que estavam mais frenéticos nos protestos que os próprios organizadores do evento. Verificou-se, assim um efeito boleia : a manifestação da Geração à Rasca foi aproveitada para expressar o descontentamento popular, congregando os vários focos de contestação social. Nessa medida, podemos qualifica-la como uma manifestação sui generis: serviu para contestar a vida política nacional em termos globais. Pequeno problema: a mensagem principal (luta contra a precariedade laboral e jovens sem futuro) perdeu força política.

 

1.3.O não aproveitamento da manifestação para efeitos político-partidários. Os partidos políticos (oficialmente, pelo menos) não estiveram representados nem pretenderam colonizar a manifestação. E muito bem: deixar a sociedade civil respirar - expressando-se livremente, sem condicionamentos - é uma condição vital para o fortalecimento da nossa democracia. Curioso - (e sintomático) é constatar que os partidos políticos perderam capacidade de mobilização: manifestações da sociedade civil, desligadas de conotações partidárias, mobilizam mais do que as máquinas dos partidos. E registam maior projeção mediática . A adesão significativa à manifestação de ontem significará o fim do ciclo José Sócrates? Creio que não. A manifestação de ontem - na óptica do Governo - mói, mas não mata. Porquê? Porquanto, a contestação não se dirigiu especificamente ao Governo atual ou a a uma medida específica adotada pelo atual executivo - pelo contrário, visou criticar toda a classe política que assumiu responsabilidades na condução do nosso país. E, nesse sentido, só mediatamente atinge o Governo - sendo muito diferente do episódio, por exemplo, da ponte Vasco da Gama que ditou o fim do cavaquismo;

 

1.4. A interrogação sobre se a Geração à Rasca foi um movimento criado para organizar - apenas!- uma manifestação ou dará continuidade à sua intervenção cívica com propostas e sugestões, contribuindo para a reflexão política informada. Se seguir o primeiro caminho, a sua intervenção, embora meritória, será despicienda - a manifestação será esquecida rapidamente e a sua mensagem será levada pelo vento. Tão depressa como surgiu. Perante a mobilização popular de ontem, a Geração à Rasca tem a responsabilidade de optar pela segunda via, apresentando medidas e constituindo um exemplo de intervenção política d sociedade civil. Como? Aproveitando as redes sociais para divulgar um manifesto, um blogue de discussão de ideias, conferências, fóruns - são diversas as possibilidades ao dispor. Assim o Movimento Geração à Rasca as saiba aproveitar - com a mesma inteligência, perspicácia, habilidade e eficácia com que organizaram a manifestação de ontem.

 

Via Expresso

08
Nov10

Scuts, como não pagar!

olhar para o mundo

Scuts, há quem tenha encontrado estratégias para não pagar

 

O antigo ministro das Obras Públicas João Cravinho foi o primeiro a propor portagens nas Scut, que tinham sido pensadas para não ter custos para o utilizador, mas ficou-se por aí. O governo de Sócrates apadrinhou o modelo, conquistou terreno e foi feliz na finta à oposição. O modelo de pagamento nas primeiras três Scut (Costa da Prata, Grande Porto e Norte Litoral) arrancou a 15 de Outubro, mas nem todos os portugueses se resignaram.

O que mudou no dia-a-dia dos milhares de pessoas que usavam as Scut para chegar ao trabalho? A maioria dos utentes ouvidos pelo i não encontrou outra solução que não pagar. No entanto, há quem tenha descoberto uma maneira de não aumentar o orçamento das deslocações. 

Cristiana Vanzeler, de 32 anos, lembrou-se que as dez viagens de isenção para aqueles que residem nos concelhos a menos de dez quilómetros da Scut, poderiam duplicar e até triplicar. A professora vive com a família em Santa Maria da Feira, mas é obrigada a deslocar-se diariamente a uma escola em Aveiro. "Pela A29 são cerca de oito euros por dia, uma roubalheira! Pela estrada nacional demora quase duas horas, portanto arranjei uma estratégia." Cristiana não evitou a A29, mas fez o pedido e registo do DEM (dispositivo electrónico de matrícula) nos dois carros que tem em casa e está a usufruir das dez primeiras viagens a custo zero em ambos. "Na primeira semana levei o meu, depois o outro e na terceira semana vou levar o do meu pai, que não se importa de mo emprestar." Apenas na última semana de cada mês a professora terá de pagar pelas deslocações até Aveiro e mesmo assim irá usufruir dos 15% de desconto. 

Inês Nunes, de Vila do Conde, ainda não tem o DEM, mas não pensa pagar as portagens. "A maioria das pessoas paga, mas eu não", diz ao i a estudante de 19 anos da Faculdade de Arquitectura do Porto. A A28, que antes era a tábua de salvação dos moradores do Litoral Norte, é agora um bicho de pórticos. A N13, que seria a segunda opção, transformou-se num "monstro", relatam alguns moradores. Porém, os "pequenos desvios", no caso da Inês, foram benéficos. "Vou pela A28 até à saída de Mindelo, faço um desvio de cinco minutos pela aldeia e volto a entrar na Lavra", conta a estudante, que depois segue pela A28 até ao Porto sem encontrar mais pórticos. Inês Nunes garante que é a melhor estratégia e permite poupar 95 cêntimos por viagem. 

Para José António Viana, de 54 anos, não há muitas alternativas. "As auto-estradas são muito caras, a nacional é um trajecto cheio de desvios e semáforos e demora o dobro do tempo." Ainda assim, o residente em Esposende recorda a Avenida 25 de Abril, entre a Póvoa do Varzim e Vila do Conde, que permite evitar um pórtico. "É uma boa estrada, segura e plana - tem o problema das sete rotundas." 

Não um, mas três, é o número de pórticos que José Guilherme, de 36 anos, teria de pagar diariamente se optasse pela A17. O professor desloca-se de Mira para Aveiro, mas escolheu um percurso alternativo. "Entro na A17 cinco quilómetros depois de Mira, na aldeia de Santo André. Depois saio em Vagos e sigo pela estrada nacional." José assegura que os poucos quilómetros que acrescem ao trajecto são compensatórios no combustível. "Antigamente demorava 35 minutos, agora demoro 40 mas não pago 4,30 euros por dia."

 

Via Ionline

21
Out10

União Europeia aprova alargamento da licença parental

olhar para o mundo

União Europeia aprova alargamento de licença parental para 20 semanas

 

Parlamento Europeu aprovou hoje em Estrasburgo a proposta de alargamento da licença de maternidade para 20 semanas, apresentada pela eurodeputada portuguesa Edite Estrela, que contempla também uma licença de paternidade obrigatória de duas semanas.

O texto final adotado pelo hemiciclo de Estrasburgo prevê o pagamento quase integral da licença de maternidade alargada, com o pagamento de 100 por cento nas primeiras 16 semanas e de 75 por cento nas derradeiras quatro.

As instituições europeias terão agora de chegar a um acordo para que a nova legislação entre em vigor.

Atualmente, o cenário é muito variado na União Europeia, havendo países onde a duração mínima da licença de maternidade é de 14 semanas.

Comissão Europeia propôs, por seu turno, um aumento para as 18 semanas, tendo hoje aassembleia adotado a proposta de uma licença de 20 semanas, já em vigor em Portugal.

 

Via Ionline

12
Out10

Carta aberta a Passos Coelho (I)

olhar para o mundo

Sim, caro Pedro, José Sócrates está a fazer uma chantagem vergonhosa. Sim, a culpa não é sua: é o PS que está no poder há 15 anos. Porém, se não se abstiver na votação do OE 2011, V. Exa. pode ficar com essa culpa nos braços.

 

I. José Sócrates e o PS, caro Pedro Passos Coelho, estão a fazer uma chantagem vergonhosa sobre o PSD. Vergonhosa. Porque José Sócrates, para ameaçar o PSD, tem uma arma apontada a Portugal. No fundo, o primeiro-ministro está a dizer isto: "se não fazes o que eu quero, eu disparo e deixo o país no caos". É isto que José Sócrates está a fazer. Não se esperava outra coisa de José Sócrates. Mas, meu caro Pedro, há que conter a raiva que este comportamento de Sócrates provoca. V. Exa. tem de manter a calma, e fazer o que é melhor para Portugal. E isso, na minha opinião, passa pelo seguinte: o PSD deve abster-se na votação do Orçamento do Estado 2011. A sua abstenção é o melhor para as nossas finanças e para a nossa democracia. E, se me permite, passo a explicar porquê.

II. Se o PSD derrubar o Governo, o pior cenário financeiro e económico vai bater à porta. A ausência de liderança política vai criar uma espiral de desconfiança nos mercados que só poderá ser travada pelo FMI. Este cenário poderá não acontecer, mas a sua probabilidade é elevada. Demasiado elevada, e V. sabe disso, com certeza. Além da subida intolerável dos juros da dúvida pública, este cenário poderá levar ainda a um corte de crédito dos bancos à sociedade (ainda mais). Ou seja, a economia pode parar por completo. Quando comparada com este afundamento total da economia, a mini-recessão provocado pela subida do IVA é brincadeirinha, dr. Passos Coelho.

III. E o pior disto tudo é que V. corre o risco de ficar associado à austeridade do FMI, mesmo quando não tem culpas no cartório. E, assim, aconteceria algo pouco digno para a democracia: com o FMI em Portugal, José Sócrates desviaria para o FMI e para o PSD o ónus de 15 anos de governação socialista. Pior: V. corre o risco de recusar um orçamento que aumenta impostos para depois aprovar como primeiro-ministro um "orçamento FMI" que aumenta impostos. Porque, meu caro, se V. vencer as eleições antecipadas em maio, V. governará com o FMI, e o seu Governo não passará de um faxineiro da sujeira deixada pelo PS. Ou seja, o PSD fará o trabalho sujo que devia ser feito pelo PS. E, assim, mais uma vez, Portugal perderá a oportunidade de ter um Governo reformista, porque V. teve demasiada pressa para chegar ao poder, e porque não deixou que a democracia punisse convenientemente o adversário.

IV. Em suma, caro Pedro, se derrubar agora o Governo, o PSD estará a fazer o jogo do PS . Por outras palavras, o PSD arrisca-se a ficar com a culpa de 15 anos de governação do PS. O PS arruinou Portugal, mas o PSD arrisca-se a ser o mau da fita aos olhos do eleitorado. "Ah, mas foi o PS que arruinou o país". Pois foi, mas o eleitorado não olha para a razão. Olha para quem lhe bate. Isto não é táctica política. É a defesa da democracia, caro Pedro. Em democracia, quem governa 15 anos tem de ser julgado, e não pode ter a possibilidade de desviar as suas responsabilidades para x e y.

 

Via A Tempo e Desmodo

22
Set10

Imaginam Cavaco Silva a expulsar ciganos de Portugal?

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Não. Claro que não. Até porque no dia seguinte a anunciar uma medida deste género o Palácio de Belém ia parecer um stand da Ford, com tanta carrinha Transit estacionada. Mas atenção aos perigosos sinais que estão a ser dados.

 

O que mais estranheza causou na medida xenófoba deste petit president, um ser bizarro com tiques Napoleónicos e aparentemente uma asa de extrema-direita, foi a aparente passividade com que os ciganos abandonaram de facto o país. Que Sarkozy era má rés não restavam grandes dúvidas. Que a Alemanha vai aproveitar a deixa e fazer o mesmo, poucas restam. Agora o que raio se passa com os ciganos?

Quando li pela primeira vez que o Presidente Francês tinha esta intenção pensei que jamais passaria disso mesmo. Não que a vontade deste viesse a mudar. Julguei apenas que seria forçado a mudá-la. Isto porque na minha cabeça imaginei o que aconteceria se passasse pela cabeça do Presidente português (com o apoio do Governo obviamente, dado que em França o poder é partilhado) ter a mesma atitude, tomando as mesmas medidas. Caos.

Coitado. No dia a seguir tinha os ciganos todos do país estacionados nos jardins do Palácio de Belém. Porque digam o que quiserem mas não conheço povo mais solidário do que este. Um vai para o hospital, o clã segue-lhe o rastro. Montam o acampamento à porta e só de lá saem quando o doente recuperar. Já os vi acampados numa rotunda, sentados em mesas de plástico a grelharem febras em assadores e a estender a roupa num outdoor do Paulo Portas.

Ao segundo dia Cavaco Silva faria uma declaração ao país da parte de trás de uma Transit no meio de uma montanha de edredões e jogos de cama a dizer que tudo não tinha passado de uma brincadeira.

Na revolta unem-se, não costumam perdoar, emudecer ou fraquejar. Normalmente com resultados violentos. Daí o espanto com que assisti ao desenrolar dos acontecimentos em França. A aparente passividade do acto. A revolta calada. Uma resignação ensurdecedora.

Os ciganos, muitas vezes acusados de falta de civismo e desordem, tiveram um comportamento em França que só consigo equiparar ao que vejo em documentários sobre a II Guerra Mundial, quando milhões de Judeus, e no meio deles milhares de ciganos, foram deportados, contra sua vontade, desesperados mas em fila, revoltados mas ordenados até acabarem amontoados num vagão sujo e frio a caminho da tortura e morte. Só por serem Judeus. Só por serem ciganos. Tudo isto aconteceu. E parece não ter servido de lição. Outros tempos. Métodos diferentes. Politicas com outros nomes. Comportamentos assustadoramente semelhantes.

Enquanto escrevia estas palavras votava-se no parlamento português um protesto contra as medidas tomadas por Sarkozy. Toda a direita e o PS (de quem já ninguém espera nada), salvo raras e honrosas excepções, votaram contra. Preferiram esperar e andar a reboque da UE e das suas deliberações, como lacaios sem vontade e identidade própria, sem orgulho ou humanidade, a terem a coragem de repudiar a atitude do chefe de Estado francês em relação ao povo cigano.

Senti vergonha de ser português. Senti vergonha de ter no meu país um Governo e uma classe política que na sua grande maioria agiu de uma forma profundamente cobarde e serviçal. E se para ser europeu é preciso ser isto, prefiro ser só português.

 

Via Sem Reféns

10
Set10

Portagens nas scuts a partir de 15 de Outubro

olhar para o mundo

Portagens nas scuts a 15 de Outubro

 

As auto-estradas do Grande Porto, Norte Litoral e Costa da Prata vão ser as primeiras a cobrar portagens aos utilizadores, anunciou hoje o Conselho de Ministros.

 

Nas restantes Scut (Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve), as portagens terão início até 15 de Abril do próximo ano. 

Estarão disponíveis vários sistemas alternativos de pagamento, incluindo modalidades de pré e de pós-pagamento e Via Verde, mas apenas o "chip" (dispositivo electrónico de matrícula) dará direito aos descontos para residentes e empresas locais.

O sistema vai começar permitindo um regime de excepção, que estará em vigor até 30 de Junho de 2012 para todos os residentes e empresas locais, com um sistema misto de isenções e descontos. 

No caso das Scut Norte Litoral, Grande Porto e Costa da Prata, os concelhos aprangidos estão a menos de 10 quilómetros da auto-estrada.

Já nas restantes quatro, terão direito à discriminação positiva os residentes e empresas de concelhos situados a menos de 20 quilómetros dessas vias rodoviárias.

Ao abrigo deste sistema, as primeiras dez utilizações mensais serão gratuitas e as seguintes terão um desconto de 15 por cento. 

Já depois de Julho de 2012, as discriminações positivas irão manter-se apenas nas regiões mais desfavorecidas, que manifestem menos de 80 por cento da média do PIB per capitanacional, segundo disse hoje o ministro das Obras Públicas e comunicações, António Mendonça, depois da reunião do Governo.

 

Via Público

23
Jul10

A trapalhada das portagens das SCUTS

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A Trapalhada das portagens das SCUTS

 

A cobrança de portagens nas três Scut do Norte não terá início a 1 de Agosto, uma vez que ainda não está em vigor o decreto que estipula o sistema de pagamento. Esta foi a justificação dada hoje aos jornalistas pelo ministro da Presidência, Silva Pereira, quando questionado sobre o assunto.

 

O Governo, adiantou Silva Pereira, “ainda está a analisar as implicações das votações no Parlamento”, leia-se o insucesso das negociações com o PSD, mas está disponível para negociar. 

“O Parlamento decidiu que [a cobrança] pode avançar, mas o sistema de cobrança de portagens ainda não está em vigor. Isso só por si prejudica a aplicação das portagens a 1 de Agosto”, disse Silva Pereira. 

O diploma sobre as formas de pagamento (chip e Via Verde) ainda está no Parlamento e só agora seguirá para promulgação para a Presidência da República. Só quando o diploma for publicado, o Governo dará mais explicações. “Não é bom ter informações parcelares, estamos a analisar as implicações das votações no Parlamento e quando esse quadro estiver em vigor, então o Governo esclarecerá de uma só vez o quadro de aplicação das portagens nas Scut”, afirmou o ministro. 

No entanto, Silva Pereira garantiu que “a cobrança nas Scut é para avançar” e que o Governo se “mantém disponível para reforçar um consenso alcançado no PEC [Programa de Estabilidade e Crescimento]”.

 

Via Público

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