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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

06
Jan11

Novo site publica em inglês poemas portugueses do século XXI

olhar para o mundo

Novo site com poesia portuguesa traduzida para o inglês

 

Um site que publica poesia escrita no século XXI por poetas portugueses vivos, traduzida para a língua inglesa, foi hoje apresentado em Lisboa, no Centro Nacional de Cultura (CNC).

Iniciativa de Ana Hudson, a partir de uma ideia de Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do CNC, o site funciona em cadeia: cada poeta é sugerido por outro, que o apresenta num pequeno texto, havendo um poeta por mês em destaque.

A partir de hoje e durante o mês de janeiro, será possível encontrar no site 136 poemas de 27 poetas, entre os quais Alberto Pimenta, Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, António Franco Alexandre, Armando Silva Carvalho, Bénédicte Houart, Daniel Jonas, Fernando Pinto do Amaral, João Luís Barreto Guimarães, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Margarida Vale de Gato, Maria Andresen, Maria Teresa Horta, Nuno Júdice, Pedro Tamen, Sérgio Godinho, Vasco Graça Moura e Yvette K. Centeno.

O poeta em destaque este mês é João Luís Barreto Guimarães e o critério de escolha está diretamente relacionado com os próprios poetas, a quem cabe dinamizar o site, fornecendo novos poemas para as respetivas páginas.

Em www.poemsfromtheportuguese.org, os leitores poderão igualmente deixar comentários e sugestões e registar-se no site para serem notificados de cada vez que houver atualizações e outras novidades.

 

Via Ionline

19
Dez09

O poema do verdadeiro natal

olhar para o mundo

 "ENTÃO E EU, TODO O MUNDO ME ESQUECEU?"

NATAL DE QUEM?
 
Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.
-- Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!
- Está bem, eu sei!
- E as garrafas de vinho?
- Já vão a caminho!
- Oh mãe, estou pr'a ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?
- Não sei, não sei...
Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Senta-se a família
À volta da mesa.
Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza.
Tilintam copos e talheres.
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!
Algures esquecido,
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Rasgam-se embrulhos,
Admiram-se as prendas,
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papeis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino, quase a chorar:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!
Em tudo, tudo, eu medito
E pergunto no fechar da luz:
- Foi este o Natal de Jesus?!!!
 
(João Coelho dos Santos
in Lágrima do Mar - 1996)
O meu mais belo poema de Natal

28
Mar09

Terra Brava

olhar para o mundo

Portugal sensual

 

Responde-me país!

Terra brava!

responde-me e diz-me que sim.

Adorar-te,

Nesse grito infinito,

Ao som das guitarras de doze cordas,

Que barcos amarras?

E à voz das ondas soberbas,

Perdida, no teu navegar,

Espero no teu marulhar,

O toque a noite de bruma,

Acordar,

Ao som do canto das sereias

De cauda envolta em espuma,

Roçar em mim,

Brancas areias finas areias,

Fados molhados,

Dores marinheiras, cantadeiras...

Seus homens amados, esperados,

Além fronteiras,

No mar galgando,  terras derradeiras.

Sabe Deus quanto sinto,

 E não consigo depor

Então na caneta eu pinto

Teu céu de luz magistral

À vela país conquistado

Luz acesa, Portugal.

Na linha do horizonte

Como estrada atravessada,

Vejo esta terra amada,

Mundo a meus pés,

Cama mesa delicada.

E o fado que era Severa,

No verde e vermelho fatal,

Foi cravo de Primavera,

Que brotou em ti Portugal

Caríssimo nome...

Na tua bravura temperada,

E no teu Sol, pele doirada,

Espelhada...

Perfeito és.

Nas ondas cadentes,

Meus pesamentos presentes,

De passados , mares salgados,que agora beijam meus pés,

Sem espada,

Calma nação.

 Pura terra desbravada, pela força das marés,

E em todo o amor e talento,

Vou sentindo de vez em quando

Os beijos dessa bandeira,

Primeira,

Ao vento,

Todo o valor e alento,

Da força de ser português.

No teu escudo,saudoso Viriato,

Pendido teu nome ancestral.

Ao sabor da brisa que te alisa,

Amo-te,

Minha tera brava, semeada,

Portugal.

 

Raquel Calvete  in  Poesia em Dó Menor 

 

Via Vila forte

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