Domingo, 31.10.10

Dicas para ter prazer

 

Ao contrário dos homens, a maioria das mulheres não comenta abertamente sobre suas relações sexuais em mesas de bar nem se gaba de suas peripécias na cama para a roda de amigos. Restritas aos ouvidos das melhores amigas, as confidências sexuais são mais contidas, revelando dúvidas que, em muitas vezes, só são solucionadas no consultório do ginecologista.


Para ajudar a esclarecer todos os fantasmas que rondam a mente feminina na hora de se entregar ao prazer sexual, conversamos, sem pudor nem meias palavras, com a sexóloga Rita Jardim do espaço Pink Chic, no Rio de Janeiro, e com a terapeuta sexual e de casais Maria Fonseca Zampieri, autora de do livro Erotismo, Sexualidade, Casamento e Infidelidade.

Elas revelam dicas para as mulheres atingirem o orgasmo e constatam que fantasiar na hora do sexo é um excelente estimulante, "o cérebro é o nosso maior órgão sexual!" Confira algumas das dúvidas enviadas à redação: 

Eu e meu marido estamos juntos há um ano. No início nossa relação sexual era maravilhosa, qualquer hora era propícia, estávamos criando uma cumplicidade incrível. De repente tudo desandou, eu não consigo mais me aproximar e ele não me procura mais. Ele afirma que sou muito chata e falo demais, por isso ele se afasta. Quando transamos, tenho a impressão de que estou fazendo sozinha. O que será que está acontecendo?
Rita Jardim: A paixão pode durar aproximadamente até dois anos e meio. Algumas acabam logo que iniciam. Vocês estão juntos há um ano, tempo para que a paixão fique menos intensa, e para que os sinais do amor, se existe, apareçam. Você pode estar "falando demais", mas me parece que ele está abusando do "silêncio". 
Maria Fonseca Zampieri: É preciso conversar com ele, fora da hora do sexo, e sem pressão, sem muita prolixidade, ou seja, tente ir direto ao ponto. Sugiro que em vez de queixas você fale dos seus desejos. Tente iniciar as frases com o pronome "eu" e evite acusá-lo. Ouça o que ele tem a dizer. Ou ele está decepcionado demais, ou acabou a paixão e ele não sabe lidar com isso, ou surgiu uma nova paixão. São hipóteses apenas, mas vale a pena uma conversa objetiva, sem acusações e com desejo de ouvi-lo de uma forma nova. Tente e boa sorte! 

Meu namorado sabe me excitar com sexo ral e me acariciando com os dedos. Ele se empenha e consegue me fazer gritar de prazer, mas demora muito para ejacular. Fico muito curiosa com esse fato, isso é normal?
MFZ: Sorte sua seu namorado ser expert nisso. Se você tem prazer então, melhor ainda. Alguns homens têm ejaculação retardatária, ou seja, ela demora a vir ou não vem em todas as relações. Isso não significa que ele não tem prazer. Apenas que tem uma ejaculação menos presente. É um mito achar que o homem só tem prazer se ejacula. Quando for adequado converse com ele. Esse é um tema delicado e importante. Uma dica: na relação evite pedir para ele ejacular, isso poderá inibi-lo e pelo que entendi você se dão muito bem em matéria de sexo. 

Eu me acho fria. Quando eu penso que estou cheia de tesão antes da penetração, meu parceiro me penetra e eu não me sinto mais excitada. O que acontece comigo? 
RJ: Como acontece com algumas mulheres, você não está relaxando. É difícil obter o orgasmo com a penetração vaginal e a maioria das mulheres consegue atingir o climax só com a estimulação clitoriana. Converse com o seu parceiro sobre novas posições que facilite a estimulação clitoriana. Outra alternativa é tentar o sexo ral. 
MFZ: Às vezes as mulheres demoram ou não têm orgasmo com a penetração. Um terço apenas de mulheres sente isso. Portanto a sua relação sexual deverá ter muitas carícias no clitóris e preliminares em todo o corpo. Você pode tentar ter posições sexuais onde ele faz a penetração e ao mesmo tempo acaricia o seu clitóris, ou você mesma se acaricia, ou até pode usar um vibrador. As melhores posições para isso são ele por trás, vocês deitados de lado, ou ele sobre você, ou você por cima de frente ou de costas. Aprender a se masturbar e descobrir sozinha a ter orgasmos também pode ajudar muito. 

Meu namorado me masturba e quando tenho orgasmos intensos chego a espirrar um líquido meio esbranquiçado e aquoso. É o que chamam de ejaculação feminina? 
RJ: Não existe "ejaculação feminina", o que pode existir é um excesso de suor interno. Quando ocorre a excitação há o aumento da lubrificação vaginal. O líquido que você descreveu não é compatível com o da lubrificação vaginal e pode ser um sinal de infecção vaginal. Procure um ginecologista para uma avaliação. 

Amo o meu marido e a gente se dá muito bem na cama. Mas ultimamente, durante a relação, tenho fantasiado que estou transando com outros homens e fico mais excitada e até mais safada. É normal este comportamento? MFZ: Sim e pode ser ótimo. Fantasias estimulam a imaginação e o cérebro: nosso maior órgão sexual. 
RJ: Não há nada de anormal nessa sua fantasia. Aliás, é bem comum entre as mulheres. A fantasia é um excelente estímulo sexual.


Meu namorado sempre insiste para fazermos sexo nal, mas eu tenho medo. O que devo fazer para me preparar?
RJ: O sexo nal é um desejo de quase todos os homens e de poucas mulheres. Você deve, em primeiro lugar, comprar um bom lubrificante. Faça tudo muito devagar e com calma, tente relaxar o máximo possível e use sempre camisinha. 
MFZ: O sexo nal demanda aprendizagem, carinho e paciência para ocorrer sem dor e com prazer. Iniciem a estimulação do ânus com lubrificante com um dedo, depois com dois dedos e devagar, aprendendo a relaxar. Quando estiverem mais evoluídos tentem a penetração com ele colocando a glande (cabeça do pênis) no seu ânus (encostando) e você vai fazendo lentamente a penetração, determinando o ritmo com a sua mão. Faça devagar e tente relaxar a cada novo passo. Façam isso com você de costas para ele e deitados de lado. Só partam para a posição com você de quatro, quando estiverem evoluídos na penetração nal. E usem sempre camisinha. Jamais o pênis que esteve no ânus pode penetrar na vagina sem uma boa higiene, ok?! 

Fiquei com um amigo e fiz sexo ral nele sem camisinha. Posso estar com alguma DST? Qual a probabilidade de eu ter sido contaminada? 
MFZ: Depende. Mas você pode, sim, ter contraído alguma DST. Fale com seu médico e peça exames para HIV e HPV o mais breve possível. Sem alarmes, mas vá a seu médico ou a um posto de saúde. Também sugiro que você aprenda a se amar. O sexo sem compromisso deve ser feito, sim, mas sempre com prazer e proteção. 

Demoro para me excitar e, às vezes, durante a relação fico seca demais. Como posso estimular a lubrificação? 
RJ: O primeiro sinal da excitação sexual é a lubrificação. Ansiedade, preocupações, cansaço, vergonha do corpo, pouca intimidade e um parceiro pouco preparado são algumas das causas da dificuldade de excitação. Se você está na fase do climatério, pode ser alguma alteração hormonal. Procure primeiro um ginecologista. Depois, um terapeuta sexual pode ajudar nas causas de origem psíquica, que impedem a entrega à relação sexual. 
MFZ: Às vezes alguns quadros clínicos atrapalham a lubrificação e até a excitação. Procure seu ginecologista e veja esta parte também. Além disso, aprenda a descobrir o seu corpo sozinha e a reconhecer quais carícias lhe dão mais prazer. Tente se estimular para ensinar seu parceiro, leia livros e assista a filmes eróticos. Assim, você vai estimular o pensamento de situações excitantes com mais freqüência.

 

Via Mundo Oi



publicado por olhar para o mundo às 21:03 | link do post | comentar | ver comentários (9)

Segunda-feira, 22.02.10

Mentir aos nossos filhos nem sempre é feio

 

 

"Uma vez o meu filho perguntou-me se eu era amiga do pai dele, porque nunca nos via juntos. Eu fiquei muito atrapalhada, não sabia o que dizer", conta Adelaide Calvo, 40 anos, administrativa. Por um lado, a relação com o ex-marido não era a melhor, por outro queria proteger o filho de seis anos dos problemas dos adultos. "Acabei por mentir para lhe transmitir tranquilidade." Sentiu que naquela altura era a melhor solução. No entanto, passados oito anos, ainda se lembra da história. Nenhum progenitor gosta de sentir que está a enganar um filho. Neste caso, dizem os especialistas, o instinto maternal estava certo.


"Quando a verdade conduz a criança a sentimentos de ansiedade e medo, como as situações de doenças, os problemas financeiros e o desemprego", as mentiras e as omissões são aceitáveis, explica o pediatra Mário Cordeiro ao i. Nos casos de divórcio, é importante evitar as confusões: as relações conjugais não são o mesmo que as relações paternais, acrescenta. Os pais não podem permitir uma invasão da sua esfera privada. Devem, sim, ter a preocupação de dizer ao filho que "o adoram, que o vão proteger sempre, fazer cócegas, contar histórias e mandar lavar os dentes". Ou seja, ser pais.

a melhor resposta Às vezes dizer a verdade é complicado, ainda mais quando se trata de crianças. O ser humano diz, em média, 200 mentiras por dia. Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da Pensilvânia, nos EUA, utilizando a ressonância magnética funcional do cérebro, mostra que conseguimos mentir, em média, uma vez cada cinco minutos. Existem mentiras piedosas, mentiras duras, omissões, mentirinhas e mentirolas. Os adultos usam as mentiras como saída de emergência, muitas vezes para criarem uma realidade menos cruel. Quantas vezes já mentiu ao seu filho? 

Para a psicóloga Annie Romantini os pais têm de ser claros e responder exactamente, e só, àquilo que os filhos perguntam. O problema é que não há fórmulas ou receitas milagrosas. E as crianças são peritas em perguntas difíceis. Vanessa Coutinho, 34, directora de um SPA e mãe de três miúdos de um, dez e 14 anos, sabe-o bem. Um dia o filho mais velho, então com cinco anos, surpreendeu-a: "Mãe porque é que a minha pilinha fica grande quando tocas nas minhas maminhas?" "Fiquei tão vermelha, nem sabia onde me havia de meter", conta. Passou a bola. "Como sou um bocado quadrada, quando acontecem coisas deste tipo digo logo para irem falar com o pai." O parceiro respondeu, mas optou pela explicação científica. Talvez não tenha sido a melhor estratégia. "Cada situação deve ser avaliada, assim como a linguagem utilizada", reforça a pedo- psiquiatra Isadora Pereira. 

PARTILHA DE PROBLEMAS Quando se separou do companheiro, Sónia Cardoso, 29 anos, jornalista, explicou tudo à filha, na altura com três anos. Sem entrar em pormenores. "Disse-lhe que já não estávamos bem juntos", lembra. "Agora sinto que ela percebe que somos mais felizes assim." Os especialistas aceitam que certas verdades possam ser camufladas para se tornarem mais suaves, evitando pormenores "sórdidos" e demasiado complicados, avança Mário Cordeiro. Até porque, continua, "há coisas que pertencem só ao mundo dos adultos" e não "vale a pena lançar sobre os ombros de uma criança aquilo que ela não entende mas a assusta". Ainda assim, alerta, não se deve subestimar a criança nem a sua capacidade instintiva de se aperceber da realidade. Ela tem de sentir que faz parte da família. Para isso é importante a partilha dos problemas. "Poupá-la em demasia pode gerar dificuldades em ultrapassar adversidades ou obstáculos."

 

Licença para mentir

Pai, alguma vez tomaste drogas? 
“Se a minha filha me perguntasse se já fumei um charro, eu dizia que não.” A psicóloga Annie Romantini não tem dúvidas: este é um dos poucos casos em que os pais podem mentir com todos os dentes sem se sentirem mal por causa disso. É importante manter o respeito, para mais tarde poderem dizer: “Isto é errado, não podes fazê-lo.”

 

Porque é qu agora nunca vais trabalhar?
As crianças têm uma grande capacidade intuitiva e percebem quando os pais não estão bem. Mas preocupá-las com coisas que não são para a sua idade pode assustá-las e tirar-lhes a tranquilidade. No caso de uma situação temporária, os pais devem  esconder a verdade e dar a ideia de que está tudo bem. 

 

Se tu e o pai são amigos, porque nunca saem juntos?
A resposta é simples:“Eu e o teu pai adoramos-te, queremos o melhor para ti.” Os pais devem fazer os filhos entender que podem não ser os melhores amigos, mas que se respeitam e que o conceito de amizade dos adultos é diferente do das crianças, reforça Mário Cordeiro.

 

Ouvi a mãe dizer que não temos dinheiro para pagar a casa. É verdade? 
“A omissão é positiva”, afirma a pedopsiquiatra Isadora Pereira. Os problemas financeiros são do mundo dos adultos e os filhos não devem nem precisam de saber de todos os problemas dos pais. “Temos dinheiro para te dar tudo aquilo de que precisas"é uma resposta possível.

 

Na escola tiravas muitas negativas? 
Poucos pais foram alunos perfeitos, mas quase todos gostariam que os filhos o fossem. A solução não é mentir, mas adoçar a verdade ou contornar a pergunta:
“Não importa se tirei ou não negativas. Isso não te dá o direito de as tirar também.” Outra hipótese: “Que diferença é que isso faz?”, sugere Annie Romantini.  

 

O tio está no hospital. Vai morrer? 
Pode explicar que o tio está doente, sem entrar em pormenores sobre o problema de saúde e contornando a questão da morte: “Todos esperamos que se cure”, por exemplo. “Há que sublinhar que as crianças apenas pretendem resposta para aquilo que perguntam e não mais que isso”, explica o pediatra Mário Cordeiro.

 

Ó mãe, já fizeste sexo oral? 
Quando menos espera, aparece a bomba – os miúdos falam de coisas que nunca imaginámos. Depois de vencer o embaraço, tente lembrar-se dos conselhos de Mário Cordeiro: a intimidade deve ser preservada. Quando as perguntas entram por territórios privados, “os pais podem omitir a verdade nua e crua”.

 

Quantas bebedeiras já apanhaste? 
“O meu filho começou a fazer este tipo de perguntas quando passou a ver telenovelas”, conta Adelaide Calvo, mãe do João, de 14 anos. A psicóloga Annie Romantini explica que aqui a mentira é benéfica. Mais uma vez, é importante dar o exemplo. O faz o que
eu digo e não o que eu faço raramente resulta.

 

És tu a fada dos dentes? 
Manter algumas “mentirinhas” que todos sabem o que são, mas que correspondem a fantasias infantis, como a Fada dos Dentes e o Pai Natal, é positivo. “Todas as crianças têm o direito de ter fantasias, e isso é bonito e é importante”, afirma Annie Romantini. Até quando? Até descobrirem a verdade por elas próprias.

 

Fumar é bom?
Apesar dos muitos problemas que pode trazer, por alguma razão tantos fumadores insistem em fazê-lo: sabe bem. O melhor para um pai fumador é reforçar os pontos negativos e evitar que o filho tenha curiosidade de experimentar. Mário Cordeiro aconselha-os a explicar que as pessoas não são perfeitas, mas que talvez um dia, com a ajuda do filho, consigam deixar o vício. 

Via Ionline

 



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