Quinta-feira, 20.01.11

Mulheres de minissaia não se devem admirar se forem violadas

As palavras são de um padre ortodoxo. Fica-me uma questão: andará o senhor padre com problemas em resistir à tentação ou esta foi só uma frase demasiado triste para ser verdade?

"Uma mulher que se maquilhe tanto como um palhaço não vai conseguir encontrar um parceiro para a vida". Pior: "Se a mulher usar minissaia está a provocar os homens". A cereja no topo do bolo: "Se estiver bêbeda e usar minissaia é ainda mais provocadora e se estiver ativamente a tentar meter conversa com alguém então não deve ficar surpreendida se acabar por ser violada".

 

 

Estas são afirmações do arcebispo Vsevolod Chaplin, da Igreja Ortodoxa da Rússia, que condena a forma como as mulheres russas se vestem, avança o jornal inglês "Telegraph". "Com aquelas minissaias parecem umas strippers", conclui o padre.

Não sei se sou só eu que acho isto, mas parece-me que este senhor anda com problemas em resisitir à tentação ao ver as pernas das meninas e decide então descarregar as frustrações com afirmações que são, no mínimo, muito graves.

"Ela estava mesmo a pedi-las!"

 

Uma mulher é mais do que um pedaço de carne. Muito mais do que um decote ou umas pernas avantajadas numa minissaia. Uma mulher podia andar até nua na rua que isso nunca, repito, nunca, seria justificação para uma violação. Estas afirmações fazem-me lembrar aqueles típicos comentários que tantas vezes já ouvi da boca de gente tacanha, do género: "A gaja andava sempre com grandes decotes. Estava mesmo a pedi-las!". Com sorte o violador ainda acaba por ser o coitadinho no meio disto tudo porque "aquela ordinária estragou-lhe a vida ao po-lo atrás das grades". Se o decote e a respetiva violação em causa fossem de uma filha, irmã, amiga... diriam o mesmo? Estou certa que não.

Vindas da boca de um suposto homem de Deus, este tipo de afirmações ainda mais me repugnam. Nunca fui uma pessoa religiosa e são os falsos moralismos hipócritas como este que me fazem cada vez mais perder a fé. Não nessa "coisa superior" que para mim tanto se pode chamar Deus como Alá. Mas sim na instituição igreja. Seja ela católica, ortodoxa, evangélica, protestante, etc. Lamento.

 

Via A vida de Saltos Altos



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Sexta-feira, 07.01.11

Abstinência sexual antes do casamento traz felicidade

Especialistas garantem que os casais que só têm sexo depois do casamento têm posteriormente relações mais felizes. Serei só eu a achar isto uma bela treta?

Correm rumores de que casais sem relações sexuais antes do casamento têm posteriormente relacionamentos mais felizes... Sirenes vermelhas, som de alarme no máximo: estarei eu, afinal, fadada a uma vida a dois infeliz para todo o sempre porque achei que devia apalpar literalmente terreno antes de dar o nó?

A tal conclusão foi publicada na edição de dezembro do "Journal of Family and Psichology". Garantem os especialistas que entre os casais avaliados, aqueles que se abstiveram de sexo até à noite núpcias tiveram notas mais altas na estabilidade posterior do seu casamento, com maior qualidade da vida sexual e uma comunicação mais forte.

Custa-me ser sempre do contra, mas curiosamente este estudo foi feito pela Universidade de Brigham Young, que assim, só por acaso, é financiada por uma igreja. "Não há envolvimento religioso nos resultados", garantem. "Será mesmo assim?", pergunto eu. Tenho dúvidas, meus amigos: neste caso sou uma mulher de pouca fé.

 

"Ah e tal, o sexo não é o mais importante"

 

Cada um é livre das suas opções, mas sempre me irritaram os falsos pudores em relação ao sexo. Algum dia eu me casava com alguém sem saber se algo tão fundamental como a vida sexual resulta? Certamente que não. Não sou a maior adepta do sexo ocasional só porque não há mais nada engraçado para fazer, mas convenhamos: o prazer deve fazer parte da nossa vida e, inclusive, da nossa realização emocional.

Se até mesmo um casal com muita química sexual enfrenta invariavelmente problemas de monotonia, o que será daqueles que nunca se entenderam debaixo dos lençóis? Todos sabemos que raramente uma primeira vez corre a 100% e que o conhecimento mútuo pode operar evoluções milagrosas na hora H. Mas também há verdadeiros casos de falta de química, em que aquelas duas pessoas simplesmente não encaixam bem. Nunca vos aconteceu? Ninguém gosta de admitir, é certo. Mas sem vergonhas: a mim já. E escusado será dizer que não acabou em casamento...

A eterna ideia do "ah e tal o sexo não é o mais importante" é uma frase batida que me tira do sério. Claro que uma relação se deve basear em muitas outras coisas - diria eu que, acima de tudo, no respeito, cumplicidade e compreensão - mas não será a satisfação sexual também algo fundamental entre duas pessoas que embarcam numa vida a dois?

Via A Vida de Saltos Altos



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Quarta-feira, 15.12.10

Vídeo corre na Web há apenas cinco dias mas já tem mais de 70 mil visitas. Dois ciganos "ainda por cima gays" tornaram-se piada nacional. Porquê?

 

Dois rapazes, ciganos, com trejeitos supostamente efeminados, revelam às câmaras da SIC a sua indignação por uma operação policial levada a cabo recentemente no Martim Moniz, em Lisboa. Isto podia ser uma simples peça jornalística de hora de jantar, mas transformou-se num verdadeiro circo cuja piada, confesso, ainda não consegui perceber lá muito bem.

 

"Afinal existem bichas ciganas", diz o título do vídeo, que se transformou num espaço de bate-boca no YouTube. "Além de ciganos, são bichas. Só qualidades", diz outro. E ser-se grosseiro, pergunto eu... será também uma qualidade?

Custa-me a entender esta excitaçãozinha toda por dois ciganos supostamente serem gays. Será a orientação sexual algo restrito? Eu diria que não. Seja branco, preto, amarelo, cigano, cada um é o que é.

Riso fácil para matar frustrações?

Troça-se dos gordos porque os distúrbios alimentares são hilariantes... Troça-se dos coxos porque também tem um piadão ver alguém a mancar pela rua fora. Troça-se dos pretos porque são escuros e deviam ser todos mandados de volta para África, mesmo que tenham nascido em Portugal. Troça-se dos ciganos porque serão sempre os "Lelos" que vendem nas feiras. Troça-se dos homossexuais porque, "coitados", não são homens a sério. Troça-se porque sim. Porque o riso fácil está ali mesmo à mão, enquanto a sensatez fica lá fora, escondida num qualquer recanto perdido da educação.

Não sou hipócrita ao ponto de dizer que nunca cedi ao riso fácil. Claro que sim. Mas, cada vez mais, paro para observar à minha volta e vejo que a frustração por vidas cinzentonas leva as pessoas a um azedume que desconhece a palavra limite. Lamento, mas perco a vontade de rir.  Preferia o tempo em que se ia à bola para poder gritar ofensas à mãe do árbitro e voltar para casa mais aliviado dos níveis de stresse.

Quanto ao vídeo, orientações sexuais à parte, para mim a verdadeira piada está no comentário final dos dois miúdos (que, desculpem lá, para "minores" me parecem bem grandinhos). Alguém informe estes rapazes que, a partir dos 10 anos, é obrigatório ser portador de um bilhete de identidade e que aqueles DVD que têm nas mãos (em plena entrevista televisiva!) talvez não abonem muito a favor deles se se cruzarem com os senhores da ASAE...

Via A vida de Saltos Altos



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Sexta-feira, 26.11.10


Reparações caseiras pagas com sexo

Depois das universitárias que se prostituem para pagar os estudos, chegou agora a vez de brincar ao "Querido mudei a casa... E dei cabo do mestre de obras". Os anúncios de reparações pagascom sexo já chegaram a Portugal.

Sempre gostei de fazer trocadilhos de sentido duvidoso sobre os míticos "servicinhos" dos canalizadores, eletricistas, mecânicos e afins. Digamos que "desentupir os canos" ou "dar um jeitinho à bomba de óleo" são reparações que facilmente podem transportar as mentes mais brejeiras para a laracha em momentos de descompressão. A minha - e digo-o sem vergonha de admitir que de vez em quando gosto de uma boa piadola de baixo nível entre um prato de caracóis e umas imperiais - vai lá parar muitas vezes.

 

Mas do trocadilho à realidade, parece que afinal o caminho não é assim tão longo. Abro o jornal e sou surpreendida com o título: "Arranjos em casa pagos com sexo". Sem tirar, nem pôr (bom, neste caso talvez seja mesmo o contrário, mas isso fica ao cargo da imaginação de cada um...). "Homem faz pequenos trabalhos domésticos em troca de grandes mimos", lê-se num site de anúncios francês, ctiado pelo jornal "Le Parisien". Eu, que raramente me choco com estas coisas, não consigo deixar de pensar: "Ó cristo, o mundo está perdido".

 

Consta que "aproveitando o vazio legal, alguns homens propõem-se a realizar reparações ao domicílio a troco de sexo". Embora o meu primeiro pensamento tenha sido "os homens conseguem mesmo ser uns sabujos", percebi que afinal elas também não ficam atrás. Para haver negócio é preciso haver interssadas nos serviços e pelos visto há clientes... e não são poucas, garantem os entrevistados. Em Portugal, como nunca queremos ficar atrás, é óbvio que depois da notícia sair surgiram anúncios semelhantes em sites de classificados nacionais, com técnicos de manutenção dispostos a dar uso à ferramenta.

 

Haja imaginação, mas numa sociedade onde - convenhamos - o flirt e a abordagem sexual é cada vez mais liberal, serei só eu a achar que isto vai um bocadinho longe demais? Depois das meninas universitárias que se prostituem para pagar os estudos, parece que chegou agora a vez de brincar ao "Querido mudei a casa... e dei cabo do mestre de obras no fim para pagar a surpresa". Estaremos perante a prostituição dos tempos modernos? Haja dó...

 

Via A vida de saltos altos



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Sexta-feira, 22.10.10

Totalmente nuas, de pernas cruzadas e em ambiente burlesco. É assim que o atrevido grupo literário Naked Girls Reading tem conquistado fãs entre os EUA e o Canadá, provando que aleitura não tem de ser uma coisa chata.

 

 

Quantas vezes entre o mundo dos saltos rasos que me rodeia ouvi a frase: "Não tenho paciência para ler. Odeio livros!". Para quem, como eu, ler é atividade sagrada nos tempos livres, esta falta de apreço pela leitura é um verdadeiro sacrilégio. Contudo, meus queridos amigos que acham os livros chatos, deixo-vos uma pergunta: e se uma mulher, totalmente nua, vos lesse um livro, continuavam a achar a leitura algo aborrecido?

 

Michele L'Amour é a autora da iniciativa literária sem roupa
Michele L'Amour é a autora da iniciativa literária sem roupa
Naked Girls Reading

Nos Estados Unidos e Canadá a ideia provocante ganhou forma (eu diria mesmo "formas") com o grupo literário Naked Girls Reading (Mulheres Nuas a Ler). Muito resumidamente, estas senhoras despem-se de preconceitos e sentam-se em frente à plateia - de pernas cruzadas! - para ler, desde os grandes clássicos a livros de terror e suspense. Para terem noção da variedade literária destas senhoras, pelas suas sessões já passaram trechos de obras tão distintas como o célebre "Diário de Anne Frank", "Lolita", de Vladimir Nabokov, e até mesmo "Onze Minutos", de Paulo Coelho.

E assim se criam novos hábitos de leitura

 

Criadas em parceria pela showgirl Michelle L'Amour e o pelo escritor e fotógrafo Frank Vivid, as Naked Girls Reading apresentam-se sempre num cenário burlesco, envoltas em glamour e boa disposição. Desenganem-se as mentes mais rebuscadas: a pornografia, essa ali não tem lugar.

Procuradas tanto por público masculino como também por feminino, as meninas da leitura sem roupa já passaram por mais de dez cidades entre os Estados Unidos e o Canadá. Numa altura em que a Internet ganha terreno e os hábitos de leitura estão cada vez mais baixos, este estímulo é de louvar. Contudo, fica-me uma pergunta na cabeça: será que nestas sessões alguém consegue realmente prestar atenção à história?

 

Ver os vídeos aqui

 

Via A Vida de saltos Altos



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Sexta-feira, 24.09.10

Consta que dois minutos de sexo é "pouco", sete é "aceitável", dez é a duração "adequada" e treze é "desejável". Mais do que isso já "é demais", dizem os especialistas. (Vídeo no fim do texto)

Antes de qualquer dissertação sobre o tema, digo-vos já: Isto é tudo muito relativo! Depois da eterna discussão sobre a importância do tamanho no que diz respeito à "hora H", veio hoje parar-me à mão um estudo publicado este verão sobre a questão da duração.

 

Dizem os senhores pesquisadores da "Society for Sex Therapy and Research", nos Estados Unidos, que dez minutos é a duração ideal para uma relação sexual. Consta que dois minutos é "muito pouco", sete minutos é "aceitável", dez minutos é "adequado" e treze é "desejável". Mais do que isso já é - diria eu em bom português - uma maçada!

Quando leio estudos destes, pergunto-me frequentemente se as pessoas que os fizeram terão uma vida sexual satisfatória ou não... é que só quem não tem mais nada que fazer (e sim, refiro-me ao que estão a pensar) é que gasta tempo e dinheiro a investigar algo que não tem, nem nunca terá, uma fórmula perfeita.

Ora pensem comigo: Quantos de nós já ficámos com um sorrisinho de orelha a orelha depois de uma famosa (espero que não levem a mal o termo, mas acho que aqui podemos chamar as coisas pelos nomes) "rapidinha"? E quantos de nós também já não nos deleitámos com longuíssimos momentos de prazer, num género de jogos sem fronteiras sexuais que duram e duram? Haverá algum que seja melhor que o outro? Eu diria que não. Cada momento é um momento.

"Sexo é muito mais do que o coito"

 

Lembro-me de uma vez ter falado com o sexólogo Júlio Machado Vaz sobre isto e ele me ter dito o seguinte: "Felizmente o sexo é muito mais do que o coito. Aquilo que nós deprimentemente chamamos de preliminares é de extrema intimidade e faz parte do sexo. Um beijo apaixonado faz milagres". E para que ninguém tenha dúvidas, explicou-me que nas centenas de casais que já acompanhou a conclusão é geral: "Quantidade não significa qualidade".

Médicos e investigadores à parte, quem a sabe toda é mesmo o cantor Sting que em tempos disse numa entrevista: "Fazer amor pode durar um dia inteiro, desde a hora em que se dá um beijo de bom dia, a sair para jantar e ir ao cinema, até ao momento em que os dois corpos se encontram, por fim, debaixo dos lençóis". Eu não diria melhor

 

 

 

Via A vida de saltos altos



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Quinta-feira, 02.09.10

Consta que dois minutos de sexo é "pouco", sete é "aceitável", dez é a duração "adequada" e treze é "desejável". Mais do que isso já "é demais", dizem os especialistas. (Vídeo no fim do texto)

Antes de qualquer dissertação sobre o tema, digo-vos já: Isto é tudo muito relativo! Depois da eterna discussão sobre a importância do tamanho no que diz respeito à "hora H", veio hoje parar-me à mão um estudo publicado este verão sobre a questão da duração.

 

Dizem os senhores pesquisadores da "Society for Sex Therapy and Research", nos Estados Unidos, que dez minutos é a duração ideal para uma relação sexual. Consta que dois minutos é "muito pouco", sete minutos é "aceitável", dez minutos é "adequado" e treze é "desejável". Mais do que isso já é - diria eu em bom português - uma maçada!

Quando leio estudos destes, pergunto-me frequentemente se as pessoas que os fizeram terão uma vida sexual satisfatória ou não... é que só quem não tem mais nada que fazer (e sim, refiro-me ao que estão a pensar) é que gasta tempo e dinheiro a investigar algo que não tem, nem nunca terá, uma fórmula perfeita.

Ora pensem comigo: Quantos de nós já ficámos com um sorrisinho de orelha a orelha depois de uma famosa (espero que não levem a mal o termo, mas acho que aqui podemos chamar as coisas pelos nomes) "rapidinha"? E quantos de nós também já não nos deleitámos com longuíssimos momentos de prazer, num género de jogos sem fronteiras sexuais que duram e duram? Haverá algum que seja melhor que o outro? Eu diria que não. Cada momento é um momento.

 

"Sexo é muito mais do que o coito"

 

Lembro-me de uma vez ter falado com o sexólogo Júlio Machado Vaz sobre isto e ele me ter dito o seguinte: "Felizmente o sexo é muito mais do que o coito. Aquilo que nós deprimentemente chamamos de preliminares é de extrema intimidade e faz parte do sexo. Um beijo apaixonado faz milagres". E para que ninguém tenha dúvidas, explicou-me que nas centenas de casais que já acompanhou a conclusão é geral: "Quantidade não significa qualidade".

Médicos e investigadores à parte, quem a sabe toda é mesmo o cantor Sting que em tempos disse numa entrevista: "Fazer amor pode durar um dia inteiro, desde a hora em que se dá um beijo de bom dia, a sair para jantar e ir ao cinema, até ao momento em que os dois corpos se encontram, por fim, debaixo dos lençóis". Eu não diria melhor.


Via a Vida de Saltos altos



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Quarta-feira, 01.09.10

A dança dos pénis rasgados

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Comparadas com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Venha daí conhecer a dança que anda a 'fraturar' pénis na Jamaica.

Se é homem e gosta de danças que incluam o dito "roça roça", este post é dedicado a si. Já ouviu falar do "daggering"? Aquela dança que anda a deixar os pénis dos jamaicanos literalmente rasgados? Isso mesmo, rasgados. Se não quer que lhe aconteça o mesmo venha daí descobrir o que isto é antes de ser apanhado desprevenido numa qualquer noite de loucura, algures num bar duvidoso.

 

Fui alertada para a questão do "daggering" por um homem que, ao ler a descrição das mazelas, me confessou estar a começar a ficar mal-disposto. Pus-me a ler na Web e encontrei uma notícia do jornal "Daily Caribean" que relatava o seguinte cenário: desde o ano passado, aos hospitais jamaicanos chegam todos os meses pelo menos 4 a 5 homens com pénis 'fraturados', na sequência da dança que é já apelidada de "sexo seco". O aumento gradual de casos levou mesmo o Governo da Jamaica a proibir que este género de música seja passado na televisão e na rádio.

 

A moda do "sexo seco"

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Pois bem, comparado com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Em bares e festas privadas a moda pegou, com homens e mulheres a simularem movimentos sexuais enquanto dançam. Na grande maioria das vezes, a dança é violenta e as mulheres adotam uma posição submissa (humilhantemente submissa, diria eu). A própria expressão "daggering" revela muito: "dagger" significa punhal e, diria eu novamente, é mesmo à punhalada que o pénis intervém nesta dança.

Além dos choques e quedas aparatosas, uma das lesões cada vez mais comuns é o tecido do pénis ereto romper-se com o embate violento no osso pélvico da parceira. Até a mim - que não tenho o dito cujo - me dói só de pensar no rasgão.

 

Dançar, mas com glamour

Gosto de dançar e quem lê este blogue com regularidade já o sabe. Sou adepta do glamour do tango e, de vez em quando, cai-me a anca para a sensualidade do chorinho. Contudo, confesso que aqueles bares cada vez mais em voga onde dá a sensação que se pode sair de lá grávida, sem saber quem é o pai, não fazem o meu género. Isto do "daggering", muito menos. Ao ver as imagens só me ocorre uma pergunta: e que tal arranjarem uma quartinho, hein?

Nunca me considerei uma conservadora, mas parafraseando a eterna frase da minha avó Laura: "Isto é um verdadeiro p....o, senhor Alfredo!". Espero que a moda não pegue em Portugal.

 

 

 


 

Via A Vida de saltos Altos



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Quarta-feira, 07.07.10

Katy Perry  e o sexo oral

Milhares de discussões poderiam ter sido evitadas em séculos de conflitos matrimoniais. Como? A cantora Katy Perry revelou ao mundo a solução milagrosa: sexo oral.

Que a rapariga beijou outra mulher e gostou muito da experiência já todos sabemos... não tivéssemos sido totalmente invadidos por essa musiquinha irritante durante meses nas rádios nacionais. Mas agora, Katy Perry vai mais longe e nem precisa de meia dúzia de acordes por trás para espalhar mais uma mensagem extremamente poética ao mundo, num programa de rádio: "Sou uma viúva do Mundial de Futebol . O meu namorado disse-me na cara que gostava mais de ver os jogos do que estar comigo. Mas a verdade é que o Mundial não lhe faz sexo oral... problema resolvido. Ganhei eu".

 

Ora bem... nunca tive Katy Perry em grande conta e a enormíssima inteligência deste comentário - mais o incentivo que deu aos homens do planeta de exigirem que as respetivas lhes deem cabo do dito cujo quando um problema matrimonial falar mais alto - não veio ajudar a mudar a minha opinião.

 

Realmente são só vantagens

 

Deixar que o marido veja a bola descansado sem cobrar atenção durante esses 90 minutos? Naaaa. Conversar quando há um desentendimento? Naaaa. Saber ceder quando assim é necessário? Naaaa. A solução resume-se a duas palavras (que na linguagem de Katy ao mundo se resumiu a uma começada por "b", mas que uma senhora de saltos altos não deve escrever por estas bandas sob risco de ser despedida): sexo oral.

 

Não consigo deixar de pensar nos milhares de discussões que podiam ter sido evitadas em séculos de conflitos matrimoniais. Em quantas contas de telemóvel poderiam ter sido poupadas com uma resolução rápida do assunto que não envolvesse tanto esforço oral (nas cordas vocais, entenda-se!). Em quantos homens poderiam ter andado com um sorriso de orelha a orelha diariamente, sedentos de mais uma bela discussão à noite. De quantas mulheres poderiam ter enjoado o gelado Calipo e com isto não engordar a rodos no pico do verão. Enfim, só vantagens, não há dúvida.

 

Concluo portanto que Katy Perry é sábia e que haverá muito sapato raso por aí a achar isto uma boa ideia. Só me pergunto é se ela exige o mesmo quando o namorado a crítica por ver o programa da Oprah ou a novela da noite... no meio de tanta idiotice junta, ao menos espero bem que sim.

Via Expresso



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Domingo, 23.05.10

Sabia que os Óscares da Porno Feminista existem há já cinco anos? Entre plumas e cenários sugestivos, conheça o mundo kinky da pornografia de saltos altos.

Ironicamente, aconteceu numa antiga igreja de Toronto. Pelo quinto ano consecutivo, foram entregues os Prémios de Pornografia Feminista, feita por mulheres para mulheres. Entre fatos de látex, plumas coloridas e cenários sugestivos, ao todo foram 47 as finalistas: realizadoras irreverentes, totalmente dedicadas à pornografia.

 

O troféu, em forma de dildo, acabou por ir parar às mãos da americana Shine Louise Houston. Graduada pelo Instituto de Artes de São Francisco, é dona de uma produtora de conteúdos picantes, carinhosamente denominada "Cor-de-Rosa&Branco".

Talvez porque sempre achei os guiões assim a modos que maçadores, confesso que até há pouco tempo poderia jurar a pés juntos que as mulheres não eram adeptas de pornografia. Conclusão: estava totalmente enganada.

Elas compram e até vão às cabines das sex-shops

 

A vida de saltos altos - E o Óscar de Melhor Pornografia Feminista vai para... (com vídeo)
Enquanto trabalhava numa reportagem sobre o universo cada vez mais feminino das sex-shops nacionais, fui esclarecida pelo pessoal do ramo: elas não só gostam de filmes porno como até incentivam os companheiros a comprá-los quando visitam as lojas em conjunto.

 

Melhor: já alguma vez visitou uma daquelas cabines privadas onde são projectados filmes para maiores de 18? Elas já. Sozinhas, acompanhadas, em grupo (consta que "as senhoras acham muito divertido ver filmes com as amigas"). Todos os dias há clientela de saltos altos nestes espaços.

Kinky... mas com glamour

Posto isto, não me admira que o mundo da produção pornográfica para mulheres esteja a crescer. Mas em vez da habitual história do canalizador que vai a casa da senhora e acaba a fazer uma avaliação profunda da canalização interna da cliente, as realizadoras tentam trazer às suas espectadoras um produto que misture o que há de maiskinky... com o melhor do glamour.

"Mostramos o que as mulheres querem ver: actrizes com corpos com que nos possamos identificar (talvez por isso o filme "Curvas Perigosas" seja um mega-sucesso), homens bonitos, mulheres a ter real prazer e, claro, um pouco de romance", explicam as cineastas.

Resumindo, são filmes com sexo explícito mas com enredo, requinte e uma boa dose de romance, que tornará qualquer aborrecida tarde de domingo em algo mais divertido. Assim sendo, cheira-me que ganharam mais uma cliente.

Via Paula Cosme Pinto



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Domingo, 16.05.10

Alguma vez se sentiram coladas ao chão, sem saberem o que fazer, quando chegam a uma pista de dança e alguém vos estende a mão em forma de convite? Eu já. Admito que sou aquilo a que muitos chamariam um "pezinho de chumbo". Como superar isto? Aqui vai a lição simples... dada por um homem:

"Paula, imagina que isto é sexo", diz ele. "Isto só podia vir da cabeça de um homem", penso eu, com desdém. Aperta-me contra ele. Sinto-lhe a barba a roçar na minha cara suada. Fecho os olhos... Não vou dar parte fraca: "Sexo na vertical, não é o que lhe chama? Vamos a isso".

 

 

Dirty Dancing... o eterno filme do imaginário do mundo dos saltos altos
Dirty Dancing... o eterno filme do imaginário do mundo dos saltos altos

Não há constrangimento físico. Estou nas mãos de um amigo. Ele lidera, eu deixo-me ir. O ritmo seduz-me. A música parece que me beija arrebatadoramente. Quando dou conta - e sem saber muito bem como - percebo que estou num género de kamasutra... sem sequer ter tirado a roupa.

Oiço alguém dizer: "Não fazia ideia que ela sabia dançar isto". "Nem eu", penso sem abrir a boca. Ali estou eu, tal qual tímida Jennifer Grey nos braços de um Patrick Swayze à portuguesa.

 

Percebo, finalmente, o verdadeiro significado do conselho inicial do meu amigo: como em tudo na vida, também na dança a entrega é necessária. Sem receio de arriscar ou de sermos ousados. Sem nos preocuparmos no que os outros vão a pensar. Sem medo de falhar. Porque quando menos esperamos, superamo-nos a nós próprios.

 

 

 



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Quinta-feira, 22.04.10

Duas adolescentes de dezoito anos, loirinhas tal qual princesas da Disney, estudantes promissoras, de "boas famílias"... matam, com a ajuda de um amigo de 19 anos, um homem ao pontapé em pleno Trafalgar Square, em Londres. Porquê? Porque o homem, de 62 anos, era gay.

 

É difícil tirarem-me do sério. Mas há noticias que me deixam verdadeiramente mal-disposta. A violência é algo que, por mais que tente, não consigo perceber. Vinda de um grupo de adolescentes - não são supostamente eles que têm uma mente mais aberta? - com motivações discriminatórias, ainda pior.

Há comportamentos que deviam ir para ao caixote do lixo
Há comportamentos que deviam ir para ao caixote do lixo

Tenho vários amigos e amigas homossexuais. Muitos deles já foram alvo de comentários menos felizes na rua. Muitos deles tinham bom tamanho para dar três pares de estalos a quem opta pelo insulto barato. Muitos deles, arriscaria a dizer todos, prefere não partir para violência. Mais facilmente me vêem a mim a exaltar-me com a idiotice alheia e a usar o meu dedo do meio em resposta, disso tenho a certeza.

Insultada por ser heterossexual?

 

Custa-me a entender que ainda se ache que um homem é menos homem ou uma mulher é menos mulher porque gosta de pessoas do mesmo sexo. Nas mil e uma noites que já passei em bares e discotecas gays nunca ninguém me apontou o dedo ou insultou por eu ser heterossexual.

Casos como o de Ian Baynham (sim, o homem tinha nome, família, toda uma vida deitada por terra por três meninos que beberam uns copos a mais e acharam por bem espancar um "paneleiro de merda", expressão usada pelos próprios), ou como o de Gisberta, o travesti do Porto também morto por um grupo de adolescentes, fazem-me pensar: Que raio de sociedade teremos daqui a uns anos? Que miúdos, futuros adultos, são estes? Será culpa da educação ou do preconceito eternamente enraizado? Se no tempo dos nossos pais histórias destas já eram reprováveis, nos ditos "tempos modernos" perdem totalmente o sentido. Não há justificação. Ponto final.

 

Via A vida de saltos altos



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Domingo, 04.04.10

Ela: Já reparaste naquele giraço que ultimamente tem aparecido por cá?
Eu:
Sim, já tinha visto. Simpático?
Ela:
Se é simpático não sei. Mas chama-se Vasco, tem 37 anos, trabalha como consultor, gosta de equitação e vê lá bem: também esteve no Peru o ano passado como eu. Tem fotos fabulosas!
Eu:
Mas já saíste com ele?
Ela:
Não. Mas já lhe cusquei o Facebook todo, é claro!

É oficial: as mulheres que me rodeiam (e pelos seus relatos, também as que as rodeiam a elas) andam armadas em Sherlock Holmes da Internet. Antes de qualquer encontro, usam o Google como arma de pesquisa. Basta um nome... et voila! Chega-se ao perfil no Facebook, à página do Twitter, ao currículo no Linked In, ao blogue das confissões pessoais, a documentos profissionais em formato PDF que acabam invariavelmente escarrapachados na Internet.

 

Guerra emocional online
Guerra emocional online

Instala-se a paranóia e vejo mulheres que sempre tive como inteligentes e maduras a caírem nas malhas das redes sociais, numa busca fria e calculista por informações. Profissões, idades, grupos de amigos, signos astrológicos (obviamente!): Um mar infindável de informação à distância de um clique... e das curiosidades mais aguçadas. Para quê um primeiro encontro de descoberta, quando se pode não correr riscos, sabendo tudo por antecipação em frente a um computador? "Ridículo", diria eu. "Também o fazes", diriam os que me conhecem.

 

Tudo se descobre... mesmo o que preferiamos não saber

 

Muito se critica o voyeurismo... mas a palavra privacidade parece estar a perder o sentido rapidamente. Nem mesmo os que protegem os seus perfis com as opções de anonimato escapam ilesos. Enfim, no mundo virtual tudo se acaba por descobrir... mesmo aquilo que preferíamos não saber.

Na "guerra emocional online" deixam-se comentários com duplo sentido. Músicas com recadinhos escondidos. Fotografias que, propositadamente, poderão provocar ciúmes. Há, claro, também a solidariedade entre amigas: "descobri com quem é que ele anda a sair... fizeram-lhe um tag numa foto em que ele estava com ela", já ouvi eu umas quantas vezes. Ou melhor ainda: "Ele mentiu-te! Não viste que o amigo comentou que afinal tinham estado a ver a bola em casa do não sei quantos naquela noite?".

Será um sinal da profunda insegurança das mulheres? Simplesmente curiosidade? Ou quem sabe... pura futilidade? Perguntei a um homem o que achava disto e resposta apanhou-me desprevenida: "Não te preocupes... Nós fazemos exactamente o mesmo". E esta, hein?

 

Via A Vida de saltos altos



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Quinta-feira, 18.03.10

 Entre lantejoulas, perucas e batons berrantes, vi-me dentro dos bastidores de um espectáculo travesti ao fazer a reportagem "Transformismo: Quando eles são elas". À minha frente dois homens que percebiam mais dos truques femininos do que eu: Realçavam majestosamente o peito (que não possuem), adelgaçavam a cintura, escondiam pêlos, aumentavam as maçãs do rosto, pintavam-se com uma destreza que nunca eu serei capaz de ter. Conhecem de trás para a frente as cores da moda e sabem imitar os jeitos mais sensuais das divas da música.

 

Eu, que sempre me tinha achado uma mulher 97% feminina (gosto de rir alto, dizer palavrões de vez em quando e beber umas belas imperiais no verão... lá se vão 3%), revi em fracções de segundos a minha falta de jeito para muitas destas coisas. Afinal, qual de nós seria mais mulher se fossemos a um concurso de perguntas sobre moda e beleza? Seria eu o elo mais fraco, estou certa.

"Gosto muito do que Deus me deu"

 

Ricardo e Miguel, que em palco são Luna e Sylvie Kass
Ricardo e Miguel, que em palco são Luna e Sylvie Kass
 

Contudo, e talvez para minha surpresa, nenhum deles ansiava ser mulher. "Gosto muito do que Deus me deu... ser mulher era uma carga de trabalhos", dizem-me entre risos. Fora do palco são irreconhecíveis. Homens da cabeça aos pés... só as unhas compridas deixam os mais atentos ficar na dúvida.

Falam-me do preconceito, dos altos e baixos de uma profissão que nem sempre os compensa economicamente. Mas a "satisfação" e "libertação" sentidas em palco parecem compensar. São transformistas de profissão... mas também de coração.

Pedem-me para sair na hora de vestir. Há truques para ocultar a sua masculinidade que exigem privacidade... e devem permanecer como segredos bem guardados. Vejo-os novamente em cima do palco, agora na pele de "Sylvie Kass" e "Luna". Na plateia estão homens, mulheres, casais hetero, casais homossexuais, grupos de despedidas de solteiros, fãs habituais. O ambiente é divertido e não há ninguém que não bata palmas. Já eu, aplaudo de pé o profissionalismo com que se transformam em mulheres e a dgnidade com que remam contra a maré da discriminação.

Via A vida de saltos altos

 



publicado por olhar para o mundo às 21:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 05.03.10

 Calendário de padres, vaticano

 

Confesso: Na terra dos reis do flirt, dou por mim a ter pensamentos libidinosos no Vaticano. Serei uma Maria Madalena?

 

r a Itália é uma massagem ao ego de qualquer mulher... mesmo para aquelas com um feitio mais torcido no que toca a tentativas de engate. Eles são os reis do flirt e não brincam em serviço: desde o condutor do eléctrico que pisca o olho em pleno andamento, ao guia do museu que, embora com idade para ser nosso pai, nos chama de "bella portuguesa" repetidamente, vale tudo.

Eles param no meio da rua para gritar "ciao preciosa" em tom meloso, abordam-nos em filas para a casa-de-banho e acabam a dar-nos beijos na mão sem sequer percebermos como, travam a fundo para nos deixar atravessar a estrada e convidam-nos a sair com eles ao mesmo tempo... tudo com uma lata glamourosa que só nos faz corar e rir, em vez de alçar a mão para o habitual par de estalos.

O pecado mora no Vaticano


Contudo, foi o Vaticano que despertou o lado mais libidinoso que há em mim. Rodeada de morenos extra-perfumados, com óculos Ray Ban, a minha atenção recaiu sobre o homem da batina. Lamento ser tão pouco católica no que toca a isto das atracções, mas ali estava ele: cabelo curto, com aquele sotaque italiano de bradar aos céus, vestido de preto até aos pés, com uma cruz ao peito, sorriso aberto, olhar misterioso e penetrante... mas, para bem dos meus pecados, tudo menos engatatão. Caso para dizer: graças a Deus!

Enquanto o Papa falava na janela, os meus pensamentos eram tudo menos religiosos. Qualquer entrada num confessionário naquela fase teria sido uma versão luso-italiana do "Crime do Padre Amaro". Nem com mil "Pai Nossos" de enfiada eu conseguiria voltar a ter lugar no céu. Faço o meu ar mais imaculado enquanto penso no eterno desejo pelo fruto proibido: Afinal, porque será que queremos sempre aquilo que não podemos ter?

Via A Vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 21:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)

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