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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

26
Abr10

Foi seduzido por uma mulher que se fez passar por uma rapariga

olhar para o mundo

Chamam-lhe “SS”. Chamam-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário” e riem-se. Riem-se como se o isolamento não doesse. Quando o souberam desaparecido, alguns colegas da cooperativa de ensino que frequenta em Riba de Ave julgaram que se atirara ao rio. Não imaginaram que tivesse caído numa suposta rede de tráfico humano.

Fora “referenciado” na escola. Quão difícil seria chegar ao coração de um solitário rapaz de 15 anos, oriundo de uma família numerosa, carenciada, com um pai ausente, a trabalhar em Barcelona, e uma mãe um tanto alienada por algum consumo de bebidas alcoólicas? Uma mulher ter-se-á feito passar por uma miúda da sua idade. Paulo (nome fictício) “encontrava-se” com ela na Net. Primeiro, no seu INSYS, oferta do e.escola, programa pensado para facilitar o acesso dos alunos do 5.º ao 12.º ano à sociedade de informação. Depois, num dos dois computadores do Café Triângulo, a uns 50 metros de casa, mesmo à entrada da zona urbana de Vizela.

Algo não batia certo. Amiúde, livrava-se das irmãs que com ele vivem – uma mais nova e outra mais velha – antes de descer o asfalto até ao café. Não gostava de usar o computador na presença se outros. Se alguém estivesse a usar um, abstinha-se de usar o outro. As más-línguas já se acotovelavam frente ao rapaz baixo, moreno. Pelos gestos delicados, julgavam-no a falar com alguém do mesmo sexo.

Naquela segunda-feira, 12 de Abril, saiu de casa cedo, como é seu costume em dias de aulas. Está a tirar um curso de educação e formação, que lhe dará equivalência ao 9.º ano e que poderá fazer dele um serralheiro mecânico. Não seguiu até à Didáxis, cooperativa de ensino. Em vez de ir às aulas, apanhou o comboio para o Porto, na ânsia de ver a amada. Na estação de comboios, olhou para um lado, olhou para outro: ninguém com um rosto igual ao que aparecia nas fotografias que ele tantas vezes contemplara. De repente, aproximam-se uma mulher e três homens. Conduziram-no, sob ameaça, a Santa Mariña do Monte, na zona rural de Orense, já do outro lado da fronteira.

Isto mesmo contou, primeiro, à Polícia Nacional (Espanha), depois, à Polícia Judiciária (PJ) e, entretanto, a alguns vizinhos baralhados com as versões contraditórias que circulavam de boca em boca. Parte do jogo de sedução há-de estar no telemóvel e no portátil que esta quarta-feira, na GNR, mostrou à PJ.

Sai das aulas às 17h30 ou às 18h30 e apanha o autocarro perto das 19h. Naquela segunda-feira, a noite caiu e não entrou na casa de pedra caiada e pintada de amarelo. Preocupada, a mãe cruzou o portão verde e virou à direita, em busca de um rapaz que também frequenta a Didáxis. O vizinho já chegara. Passavam uns minutos das 20h. O tio do rapaz, dono de um armazém situado na rua atrás, aconselhou-a a esperar mais um pouco. Por volta das 22h, levou-a à GNR. Escaldados com histórias de adolescentes que se atrasam ou escapam, os militares mandaram esperar. À meia-noite, a mãe e o vizinho tornaram ao posto – a tentar forçar diligências.

No dia seguinte, a notícia correu veloz. Um tanto conscientes da crueldade que reservam a Paulo, alguns colegas emudeceram. Teria posto fim à vida, como o miúdo de 12 anos que se atirara ao Tua? Naquele mesmo dia, telefonou à mãe a dizer que estava bem, que estava no Porto, que estava a trabalhar. A mãe tentou saber mais. A chamada foi cortada de forma abrupta.

Alguns vizinhos encontraram sentido: a família era apoiada, tivera sete filhos e perdera um; os três mais novos estariam ou já teriam estado debaixo de olho da protecção de menores. A PJ do Norte, porém, não se fiou na teoria da partida por vontade própria em busca de ganha-pão. A chamada ter-lhe-á, de resto, permitido perceber que estava em Orense. Impunha-se pedir colaboração a Espanha.

Os espanhóis resgataram-no na quinta-feira, 15 de Abril. Dormia num colchão esfarrapado, fechado numa cave, rodeado de sujidade, de desperdícios, de sucata. Terá sido forçado a trabalho árduo. Quem vivia perto nem desconfiava e tê-lo-á visto embrenhado em tarefas diversas.

Aquela era a casa de um casal metido consigo próprio. Empenhado na recolha de sucata, faria algum trabalho no campo, em Monterrei, outro município da província. E, numa quinta, ali mesmo, em Santa Mariña do Monte, teriam coelhos, galinhas e outros animais domésticos.

Naquele dia, as autoridades detiveram o casal e um homem que terá colaborado no alegado sequestro – os três aguardam, agora, julgamento no Estabelecimento Prisional de Pereiro de Aguiar, em Orense. Volvidos três dias, detiveram um irmão de um deles, em Madrid. A PJ e a PN investigam eventuais ligações entre este caso e casos de tráfico de pessoas para exploração laboral ou mesmo escravatura protagonizados por indivíduos que se movem entre Portugal e Espanha e que tanto usam documentação portuguesa como espanhola.

À entrada de Vizela, já não há pachorra para jornalistas. Familiares e pessoas próximas – como a vizinha que faz as vezes de encarregada de educação de Paulo e auxilia a família conforme pode – têm indicações da PJ para não falar. E acusam desgaste com o tratamento que o caso mereceu. Na escola, continuam a chamar-lhe “SS” ou “Sempre Só” ou “Serralheiro Solitário”. Às vezes, no recreio, as raparigas rodeiam-no, agarram-no, acompanham-no. Só para rir.

Ana Cristina Pereira

Público

24 de Abril de 2010

 

Via Meninos de ninguém

29
Ago09

Fotocópias de bilhete de identidade, todo o cuidado é pouco

olhar para o mundo

Entre as linhas paralelas deve escrever-se "entregue na loja xxxx" ou "entregue no serviço público yyyy", dependendo da situação

 

 

 

Por uma vez, um aviso a circular na Internet não é produto de uma mente criativa com demasiado tempo livre. Segundo uma fonte oficial da PSP, apesar de não existir um "alerta policial", cruzar uma fotocópia de um Bilhete de Identidade é "uma medida de prevenção que pode ser utilizada pelo comum cidadão". E é absolutamente legal.

Há cópias de BI utlizadas para abrir contas num banco, contrair empréstimos ou adquirir cartões de crédito. O prejuízo é sempre do dono do BI.

 

Via Expresso

25
Mai09

Elas venderam a virgindade na net

olhar para o mundo

Venderam a virgindade na net

 

A teenager romena Alina Percea vendeu, esta semana, a sua virgindade por 10 mil euros. Na semana anterior tinha sido a americana Natalie Dylan a fazer o mesmo, mas por 1,7 milhões de euros.O objectivo das jovens, dizem, era pagar os estudos.

A moda pegou e o  Craigslist, o maior site mundial de anúncios classificados, anunciou  que vai retirar das suas páginas os anúncios que possam remeter para a venda de "serviços sexuais". 
A polícia americana usa, desde Junho do ano passado, este site para apanhar quem vende e quem compra sexo online. Em Portugal e no resto da Europa, contudo, a empresa irá manter os anúnicios de caracter erótico.

Via Ionline

É ideia minha ou isto não passa de uma forma de prostituição um bocadinho mais elaborada?

 

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