Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

20
Jul09

Música Portuguesa do dia:O vinho do teu corpo - Neruda

olhar para o mundo

 



Letra

 

Bebo o vinho do teu corpo

Devagar como se a boca

Fosse uma flor onde o tempo

Desenha um mapa da vida

Corre o vinho do teu corpo

Nos lençóis da madrugada

E há carícias debruçadas

À janela do silêncio

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

E provo o vinho do teu corpo

Gota a gota e beijo a beijo

Como quem recolhe o sonho

De entre os dedos de um sorriso

Corre o vinho do teu corpo

Nos regatos do luar

Que hão-de vir desaguar

Mansamente nos meus braços

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

Bebo o vinho do teu corpo

Devagar e quase a medo

Na surpresa dos segredos

Copos cheios de prazer

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

Bebo o vinho do teu corpo

Bebo até morrer de sede

Gota a gota beijo a beijo

 

Neruda

 

08
Mar09

Para ti mulher

olhar para o mundo

 

Para ti mulher http://olhares.aeiou.pt/so_uma_flor_foto2599397.html
 
BELLA,
como en la piedra fresca
del manantial, el agua
abre un ancho relámpago de espuma,
así es la sonrisa en tu rostro,
bella.
 
Bella,
de finas manos y delgados pies
como un caballito de plata,
andando, flor del mundo,
así te veo,
bella.
 
Bella,
con un nido de cobre enmarañado
en tu cabeza, un nido
color de miel sombría
donde mi corazón arde y reposa,
bella.
 
Bella,
no te caben los ojos en la cara,
no te caben los ojos en la tierra.
Hay países, hay ríos
en tus ojos,
mi patria está en tus ojos,
yo camino por ellos,
ellos dan luz al mundo
por donde yo camino,
bella.
 
Bella,
tus senos son como dos panes hechos
de tierra cereal y luna de oro,
bella.
 
Bella,
tu cintura
la hizo mi brazo como un río cuando
pasó mil años por tu dulce cuerpo,
bella.
 
Bella,
no hay nada como tus caderas,
tal vez la tierra tiene
en algún sitio oculto
la curva y el aroma de tu cuerpo,
tal vez en algún sitio,
bella.
 
No dia internacional da mulher, um poema de Pablo Neruda

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2014
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2013
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2012
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2011
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2010
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2009
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D