Sábado, 29.01.11

“2 milhões de refugiados, provenientes das províncias de leste, chegam esgotados pelas estradas” (Alemanha)

“2 milhões de refugiados, provenientes das províncias de leste, chegam esgotados pelas estradas” (Alemanha)
Centro de Documentação e Informação – Diário de Notícias Dossier Mapas (1939-1945); pasta – campos de concentração

...) Permitam-me começar com uma citação de Elie Wiesel: "Não transmitir uma experiência é traí-la." Relembrar o passado e os milhões de pessoas que pereceram no Holocausto é o mínimo que podemos fazer para honrar a sua experiência. A memória é o que devemos às vítimas, aos sobreviventes, aos libertadores e a nós próprios.

 

Entre 17 de Junho e 8 de Julho de 1940, Aristides de Sousa Mendes , Cônsul de Portugal em Bordéus, emitiu vistos de entrada a 30.000 judeuse outros refugiados em fuga de uma França ocupada pelos nazis. Em menos de três semanas conseguiu salvar o equivalente a uma cidade inteira da destruição quase certa. (...) Não exagero ao dizer que milhões de pessoas que hoje estão vivas devem a sua existência, de forma directa ou indirecta, a este homem corajoso que morreu indigente e em desgraça, punido pelo governo de Salazar por ter desobedecido à ordem directa de suspender a emissão de vistos a judeus refugiados. (...)

 

Eis a definição de um verdadeiro herói: um homem que desobedece ao seu próprio governo e que paga um elevado preço pessoal para fazer o que está certo - salvar pessoas inocentes da morte e do sofrimento. Esta é, também, a definição de um verdadeiro diplomata: alguém que usou o seu cargo influente para ajudar as pessoas a atravessar as fronteiras para a segurança no meio de uma guerra terrível. (...)

É, indubitavelmente, uma história encorajadora. A maioria das histórias do Holocausto não o é.

 

(...) O Holocausto - como conceito e como sistema - teve origem na mente dos homens. Não foi uma catástrofe natural. Foi uma catástrofe provocada pelo homem. O preconceito está a aumentar nos nossos próprios países, mas também noutros lados, tanto na esfera pública como nos bastidores. É justamente a este nível que a luta tem de ser travada.

 

Genocídios e crimes contra a humanidade continuam a ocorrer em muitos lugares do mundo. O conhecimento sobre as origens, os motivos e o significado do Holocausto é imprescindível para sensibilizar a opinião pública e mobilizar forças para fazer recuar essas tendências. (...)

Temos de ter sempre bem presente na nossa memória a fragilidade da vida humana e a vulnerabilidade das nossas sociedades. Temos de preservar a memória do Holocausto para a posteridade como uma lição sobre a falta de moral da humanidade. Fazemo-lo com a esperança de que possamos, de facto, aprender com os acontecimentos do passado. (...)

 

Gostaria de citar uma parte do discurso do Professor Yehuda Bauer, Presidente Honorário do ITF , proferido há exactamente cinco anos, na Assembleia-Geral das Nações Unidas, no Dia Internacional da Memória do Holocausto : "Certamente, o Holocausto revela as profundezas da depravação humana, porém, nas suas margens, encontram-se os picos do sacrifício pessoal em prol dos outros. E isso mostra-nos que existe uma alternativa".

 

A nossa memória colectiva é o que define o nosso presente e futuro. Sem a memória do Holocausto, não conseguiremos construir sociedades democráticas e pluralistas nas quais a diversidade étnica, cultural e religiosa seja não só tolerada mas, também, respeitada e valorizada.

 

Devemo-lo ao sacrifício pessoal de Aristides de Sousa Mendes. (...) Devemo-lo á criança esquecida que foi morta e cujo nome não entrou na História. (...)"

Clique para visitar o museu
MUSEU VIRTUAL
ARISTIDES SOUSA MENDES

 

Via expresso



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Segunda-feira, 15.11.10

Conhecer a Batalha de Aljubarrota

 

É possível visitar o campo onde há 625 anos se travou a Batalha de Aljubarrota: no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota conhecemos o terreno onde se deu a vitória que consolidou a independência de Portugal e impulsionou o país para os Descobrimentos.

Estávamos feitos. Eram 40 mil homens contra sete mil nossos. O poderoso exército castelhano preparava-se para pôr os pontos nos ii depois de termos violado o Tratado de Salvaterra de Magos.

Segundo este acordo, com a morte do rei D. Fernando em 1383, a Coroa de Portugal deveria passar para o espanhol D. Juan I, já que este casara com a única filha legítima do 'Inconsciente' rei português.

 

Mas para a patriótica população lisboeta, que por nada aceitaria que a capital passasse para Toledo, as coisas não podiam ficar assim e proclamaram D. João, Mestre de Avis, meio-irmão do falecido D. Fernando, «regedor, governador e defensor do reino», como atestam documentos da época. Título a que as Cortes de Coimbra retiraram os eufemismos ao elegerem-no, em 1385, como Rei de Portugal.

 

À rebeldia lusa, o rei de Castela e Leão respondeu com uma invasão a partir da vila de Almeida, na Guarda, chegando com o seu batalhão até Leiria. O que aí sucedeu ficou conhecido como um dos momentos mais decisivos da História de Portugal: a Batalha de Aljubarrota.

A imprevisível vitória da humilde milícia portuguesa sobre a superior (numérica e militarmente) cavalariça castelhana foi de tal modo sublime e inspiradora que a vemos ganhar contornos épicos numa curta-metragem com a participação de Ana Padrão e Gonçalo Waddington, a que assistimos.

Estamos no auditório do Centro de Interpretação de Aljubarrota (CIBA), em Porto de Mós, criado há dois anos pela Fundação Aljubarrota. Iniciativa de António Champalimaud, esta instituição permitiu a valorização de seis campos de batalhas ocorridas durante a Guerra da Independência (1383 a 1432) e a Guerra da Restauração (1640 a 1668). Entre eles encontra-se o Campo Militar de S. Jorge, correspondente à Batalha de Aljubarrota, possível de visitar através do CIBA.

Testemunha viva de uma das mais impressionantes batalhas campais da Idade Média, é no próprio campo que encontramos a resposta para a curiosa vitória portuguesa. Foram as características naturais da paisagem que permitiram que D. Nuno Álvares Pereira aplicasse a 'táctica do quadrado', não só encurralando os castelhanos como fazendo-os tropeçar em fossos camuflados.

Para explicar a vitória em detalhe, o CIBA tem um núcleo onde vemos documentadas as campanhas arqueológicas que colocaram a descoberto o sistema defensivo de inspiração anglo-saxónica, ossos de alguns combatentes, as principais fontes iconográficas e documentais e réplicas do armamento utilizado.

Para os mais novos há ainda o Exploratorium, um laboratório de brincadeiras para pais e filhos descobrirem a Idade Média e, junto ao Parque das Merendas, um parque com jogos e engenhos em madeira prontos a serem accionados. Do escolar ao científico, o serviço educativo organiza visitas guiadas para todos os tipos de público.

aisha.rahim@sol.pt

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA BATALHA DE ALJUBARROTA

AV. D. NUNO ÁLVARES PEREIRA, 45
CALVARIA DE CIMA - PORTO DE MÓS

TEL. 244 482 087

WWW.FUNDACAO-ALJUBARROTA.PT

 

Via Sol

 



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Sábado, 12.06.10

Museu do brinquedo

 

A história do Museu dos Brinquedos fez--se de forma natural: entre os adultos que recordavam a infância e as crianças que sonhavam com os momentos especiais dos outros. Era uma vez um menino chamado João que, como todas as crianças, gostava de brincar. Mas, ao contrário da maior parte das crianças, tinha cuidado para não estragar os brinquedos. E eles foram-se amontoando no seu quarto e na sua vida. Quando fez 14 anos começou a sua colecção, quase sem dar por isso, com os brinquedos que lhe iam oferecendo. Aos seus acrescentou outros, pertencentes aos pais e outros familiares. Um dia o João contou-os e eram mais de 20 mil. Entre os eleitos escolhidos, tocados e protegidos, neste verdadeiro investimento afectivo, encontravam-se bonecas e casinhas de vários andares, locomotivas, fogões e telefones, galos de madeira, peixes de folha com rodas, arcas de Noé de madeira, ursos de peluche, soldadinhos de chumbo, automóveis descapotáveis de baquelite e motas com sidecar, entre muitos outros. 

Em 1987 foi criada a Fundação Arbués Moreira (apelido do menino chamado João), à qual foi legada toda a colecção. Dois anos mais tarde, a Câmara Municipal de Sintra cedeu um espaço que permitiu a criação do Museu do Brinquedo de Sintra no centro histórico da vila, no antigo quartel de bombeiros, remodelado para o efeito, com uma área de 1000 m2. "Ao todo, neste momento, são 40 mil peças que contam a história do homem através do brinquedo, porque os brinquedos reflectem a época em que foram feitos e quem os manuseou", diz Ana Arbués Moreira, a directora do museu. O sonho do seu marido, o coleccionador João Arbués Moreira, "sempre foi entender a história do homem através do brinquedo e as pessoas achavam estranho um homem coleccionar bonecas, casinhas, panelas, ferros de engomar e não apenas soldadinhos e carros". 

As crianças que visitam o Museu do Brinquedo têm a oportunidade de ver como eram os brinquedos com que os seus pais e avós brincavam: "Temos em média entre 4 e 5 mil visitantes por mês, metade crianças, metade adultos. Acontece muito os miúdos virem com a escola e depois pedirem aos pais ou aos avós que voltem ao fim-de-semana", explica Ana Arbués Moreira. Neste momento "há uma nova exposição temporária, dedicada aos meios de transporte, onde se podem ver carros de pedais, trotinetas, motas, carros de bombeiros e da polícia, barcos, aviões e até um comboio da Marklin, que poderá ser visto até Outubro".

Pelos corredores do museu há quem diga que, quando não está ninguém por perto a olhar, eles ganham vida e também se mexem como as pessoas, com vontade própria. As bonecas pensam como se fossem meninas e os soldadinhos têm corações maiores que eles próprios. Mas só quando não está ninguém a olhar: é assim que os brinquedos brincam connosco.

Museu do Brinquedo. 

Morada: Rua Visconde Monserrate, 2710-591 Sintra. Tel.: 219 106 016; 

Horário: de terça a domingo (incluindo feriados) das 10H às 18H, com última entrada às 17h30 

Bilhetes de adulto: 4€; de criança (dos 3 aos 16 anos); 2€; de estudante: 2€; de terceira idade (mais de 65 anos): 2€

 

Via ionline



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Sábado, 22.05.10

Petição online para salvar museu da marinha

 

Depois de anunciada a proposta de transferência do espólio do centenário Museu de Marinha para o novo Museu da Viagem que, segundo apurou o i, ficará sob a tutela do Ministério da Cultura, nasceu um movimento online pela salvação do património da Marinha.´

petição, que pode ser aqui assinada, defende a manutenção de um dos museus mais visitados do país, recusando o “roubo” do seu património - considerado um dos mais ricos do mundo.

 

Via ionline



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