Quinta-feira, 13.01.11

Infarmed cria aplicação para comparar preços de medicamentos

 

Pesquisar todos os medicamentos com a mesma substância activa, ver o resumo das suas características e comparar os preços entre as diferentes marcas tornou-se um processo simples. A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) criou uma nova aplicação denominada “Pesquisa Medicamento” que está disponível no site da autoridade e que permite consultar toda a informação sobre os medicamentos disponíveis em Portugal.

 

Segundo o Infarmed, o objectivo desta nova funcionalidade do site é “centralizar os conteúdos já existentes e permitir o acesso facilitado do cidadão à informação essencial sobre medicamentos, nomeadamente o seu preço”.

A aplicação permite fazer pesquisas pelo nome do medicamento, substância activa ou número de registo e conhecer todos os fármacos que existem com o mesmo princípio. Está também disponível o Folheto Informativo do mesmo e o Resumo das Características do Medicamento.

“Através da Pesquisa Medicamento é possível também conhecer os encargos para o utente de determinado medicamento e quais as alternativas mais baratas”, refere o Infarmed, que disponibiliza também a linha 800 222 444 para esclarecimento de dúvidas sobre este assunto e pedidos de informação sobre medicamentos e produtos de saúde.

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 17:24 | link do post | comentar

Quinta-feira, 28.10.10

medicamentos com preço

 

Estas últimas semanas têm surgido uma série de medidas e de alterações a nível da saúde com intenção de diminuir a despesa com medicamentos. Para além das diminuições de comparticipação de alguns grupos terapêuticos, o preço total dos medicamentos vai sofrer uma descida de 6%. Ao mesmo tempo que vai haver esta descida, o governo decretou que os medicamentos comparticipados deixassem de ter o preço marcado. Ora, em todas as áreas de negócio, o preço marcado é uma obrigação legal para defesa dos consumidores. Qual será a razão obscura para que os medicamentos não tenham preço marcado?! Soa assim a pouca transparência na área dos medicamentos não é?! Para tentar contrariar esta legislação, promoveu-se uma petição a enviar à Assembleia da República.

Assine a petição - Medicamentos sem preço põem em causa o direito à informação dos consumidores

 

Via É possível ser feliz



publicado por olhar para o mundo às 14:14 | link do post | comentar

Terça-feira, 31.08.10

Pais erram nas doses de medicamentos

 

A maioria dos pais erra na dose de medicamentos que dá aos filhos. E muitos põem as crianças em risco ao abusarem de remédios de venda livre para a tosse, febre e constipação. A conclusão é de um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade de Sydney, na Austrália, e foi apresentado no Congresso Mundial de Farmácia, que decorre esta semana em Lisboa.

Os investigadores estudaram quase 100 adultos - 53 mães, sete pais e 37 amas e outros responsáveis pelo acompanhamento de crianças entre os quatro e os cinco anos, durante o dia. E concluíram que os erros nas doses de medicamentos, em particular os xaropes, são responsáveis por um elevado número de intoxicações que ocorrem todos os anos.

A maioria usa colheres para medir a quantidade certa de tratamento, mas acaba por fazer mal as contas e administra uma dose errada. Sessenta e um por cento erram as medidas, 44% porque não dá o remédio suficiente, 17% porque exageram e levam as crianças a tomar medicamentos a mais.

A equipa australiana, liderada pela médica Rebekah Moles, testou ainda os conhecimentos dos pais na identificação das situações em que deve ser dada medicação. Criaram cenários hipotéticos - um exemplo era as crianças sentirem-se quentes, irritadiças, mas continuaram a brincar, a beber e a comer - e perguntaram aos responsáveis pelas crianças como agiriam se a situação fosse real. Durante a simulação, forneciam medicamentos de venda livre, várias colheres e outros instrumentos de medição. Os voluntários decidiam em que situações administrar medicamentos e eram depois convidados a medir a dose certa.

Para surpresa dos investigadores, 7% dos voluntários decidiram dar medicamentos às crianças sem medir a febre e outros 46% optaram por recorrer a tratamentos mesmo quando a temperatura estava abaixo dos 38oC. Contas feitas, apenas 14 dos adultos tomaram a decisão certa em cada cenário.

"Ficámos surpreendidos e preocupados ao concluir que há pessoas que pensam que os medicamentos são seguros só porque podem comprá-los sem receita médica", afirmou a coordenadora do estudo. Rebekah Moles deu ainda o exemplo de um pai que respondeu "que como o Panadol está disponível em todo o lado, dar o dobro da dose não poderia fazer qualquer mal à criança".

O estudo terá continuação, com os investigadores a visitarem farmácias e lojas de medicamentos sem receita, para perceberem se são dados os conselhos certos.

Remédios lideram no país Os números portugueses dos últimos anos apontam para uma média de 30 crianças intoxicadas por dia. Os medicamentos estão no topo da lista das intoxicações em crianças, à frente de detergentes, lixívias e produtos tóxicos. Mas os dados divulgados pelo Centro de Informações Antiveneno (CIAV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não permitem perceber a forma como os bebés chegam aos remédios. Certo é que os medicamentos são responsáveis por mais de seis mil ocorrências num universo de cerca de 10 mil. É mais de metade dos casos que motivam chamadas para este serviço, o que levou o INEM a lançar há uns anos uma campanha nacional de prevenção para o fenómeno

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 14:13 | link do post | comentar

Sexta-feira, 30.10.09

Benuron para a gripe A como para outra gripe qualquer.

 

Os especialistas pedem "tranquilidade": a morte de uma criança com gripe A não justifica qualquer mudança de comportamentos ou de planos. Não faz sentido começar agora a reclamar que todas as crianças com sintomas gripais sejam internadas, façam análises laboratoriais, tomem antivíricos e estejam na primeira fase da vacinação. "A morte de uma criança é muito traumática. Mas esta foi uma situação de excepção e não há qualquer razão para uma mudança nas orientações previamente dadas pela Direcção-Geral da Saúde", sublinha Maria João Brito, da Sociedade Portuguesa de Pediatria.

 

"Reservatórios do vírus", as crianças são muito atingidas pelos vírus da gripe e também da gripe A e representam uma percentagem significativa dos infectados. Mas, na maior parte dos casos, esta é uma doença benigna para as crianças. "É nelas que se regista o maior número de infecções, não de mortalidade", nota.


Por isso, o que há a fazer é tratar os sintomas: se a criança tem febre, dar antipiréticos e líquidos, se tem tosse, dar medicamentos que acalmem, aconselha Maria João Brito. Apenas se deve recorrer ao hospital se a situação se agravar, por exemplo se a criança estiver prostrada, se não conseguir controlar os vómitos, se tiver dificuldade respiratória, ou se a febre se mantiver por um período superior a cinco dias ou for difícil de baixar com antipiréticos. 

E não há nenhuma razão para se fazer por regra análises laboratoriais para despistar o vírus. Isso apenas aconteceu numa primeira fase, a de contenção da epidemia. Actualmente, apenas têm indicações para fazer análises as crianças com doença crónica, os bebés com menos de um ano e os chamados "casos índex" nas escolas (quando um primeiro aluno aparece com sintomas). 

Também não faz sentido dar antivíricos sempre que uma criança tem sintomas gripais. Os médicos estão a medicar as crianças com os triviais analgésicos e antipiréticos, o Ben-U-Ron e o Brufen tão conhecidos dos pais. E é mesmo isso que deve ser feito, acentua o pediatra Mário Cordeiro. Os antivíricos só estão recomendados em casos muito específicos. 

O virologista João Vasconcelos Costa concorda que não se deve generalizar a prescrição de antivíricos nesta situação, até para não criar resistências. Mas tem uma opinião diferente da dos outros especialistas relativamente à vacinação. Com a dificuldade da obtenção de um grande número de vacinas rapidamente, percebe que os grupos prioritários não incluam, para já, as crianças em geral. Lembra, porém, que as escolas são um dos principais focos de disseminação da doença. Por isso defende que, logo que haja vacinas em quantidade suficiente, a vacinação neste grupo etário deve avançar, como está a ser feito nos EUA. Mário Cordeiro diz que entende esta estratégia, "a da saúde pública", mas acha que é tão legítima como a escolhida pelo Governo português, que optou por vacinar primeiro "os que podem sofrer mais". Alexandra Campos

 

Via Público



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