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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

27
Jan10

Música Portuguesa do dia:A barca dos amantes - José Mario Branco e Sérgio Godinho

olhar para o mundo

 

 

 

Letra

 

Ah, quanto eu queria navegar 

p´ra sempre a barca dos amantes 

onde o que eu sei deixei de ser 

onde ao que eu vou não ia dantes

 

Ah, quanto eu queria conseguir 

trazer a barca à madrugada 

e desfraldar o pano branco 

na que for terra, mais amada

 

E que em toda a parte 

o teu corpo 

seja o meu porta-estandarte 

plantado no seu mais fundo 

posso agitar-me no vento 

e mostrar a cor ao mundo

 

Ah, quanto eu queria navegar 

p´ra sempre a barca dos amantes 

onde o que eu vi me fez vogar 

de rumos meus a cais errantes

 

Ah, quanto eu queria me espraiar 

fazer a trança à calmaria 

avistar terra, e não saber 

se ainda o é, quando for dia

 

E que em toda a parte 

o teu corpo 

seja o meu porta-estandarte 

plantado no seu mais fundo 

posso agitar-me no vento 

e mostrar a cor ao mundo

 

26
Jan10

Música Portuguesa do dia:Canto dos torna viagem - três cantos

olhar para o mundo

 

 Letra

 

Foi no sulco da viagem
Já sem armas nem bagagem
Nem os brazões da equipagem
Foi ao voltar

Pátria moratória
No coração da história
Que consumiste a glória
Num jantar

Foi como se Portugal
P?ra bem e p?ra seu mal
Andasse em busca dum final
P?ra começar

Ávida violência
Reverso da inocência
Sal da inconsciência
Que há no mar

Império tão pequenino
De portulano caprino
Bolsos de sina e de sino
Em cada mão

Pátria imaginária
De concistência vária
Afirmação diária
Do teu não

As malas do portugueses
São como os olhos das rezes
Que se mastigam três vezes
Em cada chão


Cândida ignorância
Grande desimportância
Os frutos da errância
Já lá estão

Melodia 2 (solistas, depois coro adulto misto)

Ai Senhora dos Navegantes me valei
De África, do sal e do mar só eu sobrei
Foi p?ra me encontrar que amanhã já me perdi
Longe vai o tempo que eu já não estou
aqui

Ai Senhora dos Talvez-Muitos-Mais- Sinais
Socorrei estes desperdícios coloniais
Foi na noite fria que o dia me cegou
Inda agora fui, inda agora cá não estou

Ai Senhora dos Esquecidos me lembrai
O caminho que p?ra lá vem e p?ra cá vai
Etecetera e tal, portugal é nós no mar
Inda agora vim e estou longe de chegar

Ai Senhora dos Meus Iguais que eu subtraí
Foi pataca mim e não foi pataca a ti
Se é tão grande a alma na palma do meu ser
Algum dia eu vou finalmente acontecer

Melodia 3 (coro infantil + JMB)

Porque não tentar outro ponto de vista
A história dos outros quem a contará
Se qualquer colónia sem colonialista
São os que já estavam lá

Tentemos então ver a coisa ao contrário
Do ponto de vista de quem não chegou
Pois se eu fosse um preto chamado Zé Mário
Eu não era quem eu sou

Os navegadores chegaram cá a casa
E foi tudo novo p?ra eles e p?ra mim
A cruz e a espada e os olhos em brasa
Porque me trataste assim?

Não é culpa nossa se quem p?ra cá veio
Não se incomodou ao saber do horror
A história não olha a quem fica no meio
E o que foi é de quem fôr

16
Ago09

Música Portuguesa do dia:O Charlatão - José Mario Branco e Sérgio Godinho

olhar para o mundo



Letra

 

Numa rua de má fama
faz negócio um charlatão
vende perfumes de lama
anéis d'ouro a um tostão
enriquece o charlatão


No beco mal afamado
as mulheres não têm marido
um está preso, outro é soldado
um está morto e outro f'rido
e outro em França anda perdido

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na ruela de má fama
o charlatão vive à larga
chegam-lhe toda a semana
em camionetas de carga
rezas doces, paga amarga

No beco dos mal-fadados
os catraios passam fome
têm os dentes enterrados
no pão que ninguém mais come
os catraios passam fome

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Na travessa dos defuntos
charlatões e charlatonas
discutem dos seus assuntos
repartem-s'em quatro zonas
instalados em poltronas

Pr'á rua saem toupeiras
entra o frio nos buracos
dorme a gente nas soleiras
das casas feitas em cacos
em troca d'alguns patacos

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

Entre a rua e o país
vai o passo dum anão
vai o rei que ninguém quis
vai o tiro dum canhão
e o trono é do charlatão

É entrar, senhorias
a ver o que cá se lavra
sete ratos, três enguias
uma cabra abracadabra

É entrar, senhorias
É entrar, senhorias
É entrar, senho...

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