Sábado, 18.12.10

Hot Club

 

Hot Clube de Portugal, que ficou destruído há um ano num incêndio, deverá reabrir em 2011, já que a autarquia desbloqueou 200 mil euros para o "renascimento" do clube de jazz, disse à Lusa a diretora, Inês Homem-Cunha.

"A câmara entregou-nos as chaves na semana passada e garantiu que hoje transferia a verba para começarmos de novo", explicou a presidente do conselho diretivo do HCP.

A cave onde funcionava o clube de jazz, no número 39 de um prédio na Praça da Alegria, ficou destruída num incêndio a 22 de dezembro de 2009, danificando algum espólio e obrigando ao cancelamento de toda a programação.

Um ano depois, Inês Homem Cunha referiu que o tempo é de "regozijo", porque a câmara municipal de Lisboa acelerou o processo e viabilizou agora uma nova vida para o clube de jazz, num edifício vizinho na Praça da Alegria, nos números 47 a 49.

"Na quarta-feira [22 de dezembro] vamos fazer uma festa pequena no espaço, que está caótico, mas é para ser apenas uma coisa simbólica, com um grupo de músicos da escola [do Hot] a tocar", referiu a responsável.

Os 200 mil euros atribuídos pela autarquia - "a verba para renascermos", disse Inês Homem Cunha - destinam-se às obras de remodelação do novo espaço e ao recomeço da programação.

O Hot Clube tem o licenciamento do projeto de arquitetura de renovação do espaço e falta a aprovação dos projetos de especialidade, e não avança datas concertas de reabertura.

"Se for daqui a seis meses já estou a ser muito otimista", disse Inês Homem Cunha.

O Hot Clube de Portugal foi fundado em 1948 e é o mais antigo clube de jazz português.

 

Via Ionline



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Sábado, 13.11.10

Guimarães Jazz

 

Entre 11 e 20 de Novembro, o Centro Cultural Vila Flor volta a ser palco de mais uma edição do Guimarães Jazz.

Naquela que é a 19ª edição do festival, o Guimarães Jazz inscreve-se numa linha de continuidade do formato que se foi consolidando nos anos anteriores. As opções tomadas ao nível da programação tiveram, portanto, em consideração a grande afluência de público registada em 2009 e a adesão emocional dos espectadores aos concertos apresentados, um facto que revela a existência de uma relação de cumplicidade e de compreensão e abertura mútuas entre todos os intervenientes do festival (músicos, organizadores e público). A experiência muito positiva dos anos anteriores colocou-nos, assim, perante o desafio de, mantendo a mesma estrutura no alinhamento, tentar desenvolver ideias de programação já presentes em edições passadas e gerar novos processos de interacção entre o público e a música.

 

O concerto inaugural, agendado para o dia 11 de Novembro, constitui um momento de celebração da memória do vibrafonista Lionel Hampton, uma das grandes figuras da história do jazz. Propõe-se, assim, revisitar a atmosfera e a ambiência da sua música através da reconstituição de uma orquestra, formato em que ele mais se notabilizou, reunindo um conjunto alargado de músicos, entre os quais se incluem nomes importantes do jazz actual como Jason Marsalis (vibrafone), Red Holloway (saxofone) e Roberta Gambarini (voz), entre outros.

 

No dia 12 de Novembro, apresenta-se o Quarteto de Kenny Garrett, um músico relevante no contexto do jazz que se distingue por uma sonoridade muito própria. Estamos perante um saxofonista alto com um percurso singular e de grande notoriedade, tendo sido inclusivamente um dos músicos que acompanhou com maior proximidade Miles Davis, que por ele tinha grande consideração com quem partilhava a condução das formações, nos últimos anos da sua vida.

 

No primeiro sábado do festival (13 de Novembro) propõe-se a reunião em palco de três dos grandes saxofonistas vivos numa formação denominada “Saxophone Summit”: Dave Liebman, Joe Lovano e Ravi Coltrane. Estamos perante músicos representativos de, simultaneamente, três gerações e três diferentes escolas e formas de abordagem do saxofone, algo que permite a exploração de contrastes e diferenças de sonoridade que coexistem num mesmo instrumento.

 

No dia seguinte (14 de Novembro) apresenta-se, numa linha de continuidade em relação às edições anteriores e pelo quinto ano consecutivo, o Projecto Guimarães Jazz/TOAP 2010, que desta vez é constituído por Julian Argüelles (saxofone), Mário Laginha (piano), André Fernandes (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e Marco Cavaleiro (bateria). Seguindo o modelo adoptado, esta formação preparará um concerto com composições originais que será gravado e posteriormente registado numa edição discográfica, estando previsto, como habitualmente, o seu lançamento na edição do Guimarães Jazz de 2011.

 

As jam sessions e a semana de workshops serão dirigidas pelo importante grupo “The Story”, que se apresentarão também em concerto do dia 17 de Novembro. Este é um quinteto formado por jovens músicos em ascensão de Nova Iorque (Samir Zarif e Lars Dietrich no saxofone, John Escreet no piano, Zack Lober no contrabaixo e Greg Ritchie na bateria) com carreiras individuais relevantes acompanhando músicos reconhecidos e que mantém este colectivo no qual desenvolvem um jazz muito actual com influências muito diversificadas, desde as correntes mais tradicionais do jazz ao minimalismo e à música erudita contemporânea.

 

Para o dia 18 de Novembro está reservado um dos momentos mais intensos deste festival, com a apresentação do “New Quartet” do saxofonista Charles Lloyd, um músico que dispensa qualquer apresentação e cuja obra e percurso se afirmam e distinguem por si próprios. Neste concerto faz-se acompanhar de uma formação que o acompanha há já algum tempo, destacando-se pela suprema qualidade dos seus intervenientes: Jason Moran (piano), Reuben Rogers (contrabaixo) e Eric Harland (bateria).

 

No dia seguinte (19 de Novembro) está previsto um concerto com o sexteto de Gonzalo Rubalcaba, pianista que repete a sua presença no Guimarães Jazz depois de ter estado na quinta edição do festival, em 1996. Este é um músico que desenvolve uma linguagem musical com uma componente fortemente rítmica e influenciada pelas sonoridades da América Latina, assumindo o piano na sua dimensão quase percussiva uma influência na criação de uma dinâmica que sobrevive através de um conhecimento aprofundado das potencialidades do instrumento. Será também interessante sentir as diferenças entre este concerto e aquele a que pudemos assistir há catorze anos atrás, percebendo que a evolução deste músico é de certa forma também uma manifestação visível da evolução do próprio festival.

 

O dia de encerramento (20 de Novembro) será marcado por dois concertos distintos. O primeiro, ao final da tarde, terá a presença da Big Band da ESMAE dirigida pelos músicos do grupo “The Story”, a que já nos referimos acima, resultado de uma colaboração com esta escola que se tem mantido ao longo dos anos e tem dinamizado actividades paralelas ao festival pela cidade de Guimarães.

 

O concerto final será da responsabilidade da “New York Composers Orchestra”, um importante conjunto que reúne alguns dos músicos mais representativos do movimento da “downtown” dos anos 90. Destacam-se as presenças neste ensemble de Wayne Horvitz (piano e direcção), Robin Holcomb (piano e direcção), Marty Ehrlich (saxofone), Doug Wieselman (saxofone), Lindsey Horner (contrabaixo) e Bobby Previte (bateria). Será importante referir que esta orquestra se reunirá propositadamente para participar nesta edição do festival, o que confere a este acontecimento um significado acrescido pela oportunidade, rara, de voltarmos a ver este conjunto a tocar, algo que é extremamente gratificante para aqueles que organizam o Guimarães Jazz e para todos aqueles que terão o privilégio de assistir a um momento musical desta envergadura.

 

Os bilhetes para o Guimarães Jazz já se encontram à venda no Centro Cultural Vila Flor, em www.ccvf.pt e em todas as lojas Fnac. Clique aqui para adquirir os bilhetes online.

 

Retirado de Centro Cultural de Vila Flor



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