Domingo, 14.02.10

As crianças não comem... a culpa é dos pais!

 

 Ao longo dos últimos três dias, Rafael, Miguel e Martim estiveram debaixo de olho dos nutricionistas. O que tomaram ao pequeno-almoço, o que comeram a meio da manhã e o que almoçaram nos refeitórios foi examinado à lupa por três especialistas, nas páginas do i, que descobriram refeições equilibradas na escola e pequenos erros em casa. Cereais açucarados, chocolate misturado no leite ou fritos a meio da manhã são algumas das tentações dos mais novos a que estes pais devem estar atentos.


O principal problema, portanto, não está na escola, mas em casa. "Tem existido um esforço por parte dos estabelecimentos de ensino em proporcionar aos alunos uma alimentação saudável, mas essa estratégia esbarra muitas vezes na dificuldade que é convencer as crianças a não rejeitarem a sopa, os legumes ou outros alimentos essenciais para o seu crescimento", explica Rodrigo Marrecas de Abreu, autor de "O Grande Livro da Alimentação Infantil".

As boas práticas começam em casa e se o objectivo é ter filhos bem comportados à mesa, os pais têm de dar o exemplo, avisam os especialistas. Adultos têm de comer a sopa até ao fim e não esquecer de incluir as saladas e os legumes nas suas refeições. De nada vale ralhar com as crianças se os crescidos cometerem os mesmos erros - é uma regra básica na educação. "Os hábitos alimentares dos filhos são reflexos daquilo que os pais comem", esclarece Nuno Nunes, nutricionista do Hospital São Bernardo, em Setúbal. O comodismo é um pecado tão grave como a gula: as refeições rápidas e ultracongeladas podem ser soluções fáceis, mas só servem para perpetuar os maus vícios. "Usar a comida como prémio ou punição é tudo o que não se deve fazer em qualquer circunstância", alerta o médico. Quem quer crianças saudáveis precisa de corrigir as rotinas: "Jantar em casa é sempre com todos à mesa e a televisão desligada." 

Birras para não comer são o pesadelo de uma boa parte dos pais, mas a principal estratégia passa por não entrar em guerras com os miúdos. "Muitas vezes, as crianças comem tudo na escola e é em casa que surgem as dificuldades", diz Rodrigo Marrecas de Abreu. É preciso então perceber quando é que os filhos estão a usar a comida como tentativa para se afirmarem perante os pais. Nestes casos, o importante é encontrar alternativas: "Se os espinafres são o problema, os agriões podem ser a solução; se a pescada é o que eles não gostam, a corvina ou outro peixe com características semelhantes pode substituir essa falha." 

E se a birra persistir, o último recurso é usar a firmeza e a autoridade dos adultos: "Pode custar a princípio, sobretudo porque ao fim de um dia de trabalho, os pais têm pouca resistência para contrariar os filhos." E é por isso que planear as refeições com alguma antecedência é o melhor caminho para não cair em tentação: "Estamos habituados a pensar na alimentação a curto prazo. Comemos o que é prático e rápido e esquecemos que as crianças são mais exigentes."

Ter refeições equilibradas na escola poderá ser um descanso para os pais, mas isso não implica que o trabalho de docentes, autarquias ou do Estado esteja concluído: "O ideal é criar uma estratégia alimentar de educação transversal a todas as disciplinas, tal como se quer fazer, por exemplo, com a educação sexual", defende Rodrigo Marrecas de Abreu. 

O Ministério da Educação introduziu novas regras em 2007, proibindo alimentos como os doces ou os fritos, mas isso, por si só, é insuficiente, diz o nutricionista: "Não basta proibir é preciso ensinar as crianças a fazer as suas escolhas e, por enquanto, as escolas não ensinam as crianças a comer."

Promover campanhas de educação dirigidas aos professores e a toda comunidade escolar teria de ser o "primeiro passo" para sensibilizar os educadores para a importância da alimentação no combate à obesidade infantil, diz Nuno Nunes: O apoio de nutricionistas nas escolas para apoiar a elaboração das ementas é outra sugestão do médico do Hospital de São Bernardo, que defende a articulação entre os estabelecimentos de ensino e centros de saúde: "Por vezes, bastam soluções simples e com poucos recursos para ser possível mudar as rotinas de forma radical."



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Quinta-feira, 03.12.09

 

 

Cartel promocional de la película.

Cartel promocional de la película.

Tanto monta, monta tanto, Isabel como Fernando. Y nunca mejor dicho. Al fin y al cabo estamos hablando de lo mismo, ya sea en su versión anglosajona o hispánica. De un tiempo a esta parte se está hablando mucho de las prácticas sexuales que tienen como denominador común el hecho de ser realizadas al aire libre, de manera anónima y en grupo.

En 'La noria' han hecho su debate pertinente y en otros programas han abordado la cuestión, normalmente, desde una óptica tremendista y acusadora. Ya sabéis, el típico reportaje realizado con cámara oculta, ilustrado con música de película de miedo, voz en off preocupada y con un trasfondo moralista indudable.

Al tratarse de comportamientos sexuales minoritarios o poco convencionales es muy fácil echarse las manos a la cabeza, mesarse los cabellos y barbas y condenar al fuego eterno a quienes los ponen en práctica. Aunque a más de uno le brillen los ojos o sientan un particular come-come al hablar de la cuestión. La hipocresía en estos temas es el pan nuestro de cada día. No es ninguna novedad.

Las personas más críticas o que se escandalizan con la promiscuidad, con el sexo entendido como un simple intercambio de fluidos desprovisto de cualquier tipo de condicionante afectivo o moral suelen utilizar la expresión 'como los perros' a la hora de describir y descalificar esta manera de desenvolverse sexualmente por la vida.

Como sucede con muchos insultos o términos peyorativos, los aludidos pueden darle la vuelta a la tortilla y tomar por bandera precisamente la palabra utilizada como instrumento de agresión. Esto es lo que ha sucedido precisamente con el 'dogging'. O sea, hacer el perro. Se trata de una práctica sexual nacida en Reino Unido en la década de los 70 en la que convergen y coinciden varias parafilias: exhibicionismo, voyeurismo, intercambio de parejas.

Por cierto, en el Reino Unido se trata de un fenómeno de tales dimensiones que ha inspirado el guión de una película que está a punto de estrenarse. Se llama 'Dogging, a love story'. ¿Para cuándo un remake a la española con Willy Toledo?

Este tipo de encuentros sexuales no surge espontáneamente. Normalmente, como sucede con los espacios dedicados al 'cruising' gay (en cierta manera, antecesor del 'dogging'), se trata de lugares conocidos por sus practicantes en los que es muy difícil que un despistado se encuentre con el pastel. Se trata de espacios al aire libre, alejados de cualquier tipo de concentración humana, y que quedan fijados previamente en los foros de acceso restringido de páginas web de contactos o de practicantes, ya sean veteranos o novatos.

Por las noches ya refresca.

Por las noches ya refresca.

 

En España la asociación 'Dogging Spain' cuenta, a través de su página web, con más de 55.000 usuarios, aunque sospecho que no todos son muy activos. No son los únicos. También existe esta (quizás se trate de una escisión, no sé): E-dogging.La forma de operar siempre suele ser la misma. Normalmente, se fija un lugar de encuentro, día y hora (según la ciudad o comunidad autónoma) y el afiliado debe indicar si acudirá al encuentro sólo o acompañado y en qué plan, si a mirar o a participar.

Todavía hay pocas mujeres solas que se aventuren a practicar este tipo de sexo anónimo y grupal, aunque cada vez hay más parejas que participan en estos encuentros. Por cierto, que desde Dogging Spain se recuerda la obligatoriedad del uso del preservativo en todos los encuentros. Ignoro si la recomendación se sigue a rajatabla. Espero que sí. Más que nada porque, con tanta gente, hay que andarse con ojo.

Retirado de Cama redonda

 



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Gostaria de saber oque fazer quando a criança nega...