Terça-feira, 19.10.10

A busca do parceiro ideal

 

Todo mundo sabe que não existe um ser humano perfeito. Cada um tem suas características, que podem ser admiradas ou não por outros.

 

Apesar disso, no inconsciente, continuamos criando a imagem do parceiro ideal e projetando-a nas pessoas com quem nos relacionamos. E, ao contrário do que muita gente pensa, essa projeção não é privilégio das mulheres. Os homens também fazem isso, mesmo com menos frequência. No geral, eles são mais práticos que as moças - que tendem a ser mais sonhadoras.

 

Na verdade, é normal buscar a idealização da pessoa amada, desde que não ultrapasse o limite entre o real e o imaginário. "Não há problema nenhum nisso, mas o indivíduo deve ter expectativas possíveis, dentro da realidade", aponta a psicóloga Leniza Castello Branco, membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica (SBPA).

O perigo de se esperar mais do que o outro pode oferecer é a frustração. "Quando conhecemos alguém e projetamos nosso parceiro ideal, ele aceita a projeção, porque não o conhecemos ainda, então podemos idealizar. Mas, aos poucos, as diferenças, que não são defeitos, aparecem de ambos os lados", explica a especialista. Então nos decepcionamos, pensando que o parceiro nos enganou, quando ele apenas foi visto por nós sem aquela máscara de perfeição que criamos.

Aliás, essa imagem idealizada é construída desde nosso primeiro contato com o sexo oposto, ainda na infância. Tanto que tomamos como referência os padrões familiares, como afirma Leniza. "Se houve uma boa relação com os pais, tentamos repetir o modelo; se não houve, podemos ir para o oposto."

Assim, uma mulher com um pai agressivo pode, dependendo do seu tipo de neurose, procurar um parceiro agressivo e tentar, de alguma forma, resolver o que ficou pendente. Ou ela pode buscar uma pessoa carinhosa e muito delicada, contrariando a experiência vivida na infância com o pai.

Resolver o dilema da idealização da pessoa amada é simples, mas não necessariamente fácil. O segredo é aceitar o outro com todas as suas características, sabendo que as diferenças dele em relação a nós não são defeitos. "Uma pessoa pode ser totalmente diferente e admirarmos nela o que não temos. Pode ter ideias diferentes, mas ter os mesmos ideais de formar uma família, ser bom caráter, inteligente, mas não gostar das mesmas músicas ou não ser um intelectual ou algo que desejamos. Porém, isso não vai atrapalhar", exemplifica a psicóloga.

Na prática, precisamos estar conscientes de que ninguém é melhor que ninguém e entender que a culpa por algo que não dá certo num relacionamento é sempre do casal em conjunto. Nos momentos de frustração, é comum jogarmos toda a responsabilidade no parceiro. No entanto, numa análise mais neutra, se aprende que temos sim uma parcela de culpa em tudo o que acontece.

 

Uma sugestão para essa análise é pensar: "É muito fácil culpar o parceiro, mas onde esta minha parcela de culpa?", orienta Leniza. A chave é "aceitar os próprios defeitos e não ver somente o defeito doparceiro. É simples assim", finaliza.

Por Priscilla Nery (MBPress)

 

 

Via Vila dois



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Terça-feira, 21.09.10

Não sei o que é o orgasmo

 

Foi bom para você? Cerca de 30% das brasileiras, se forem sinceras, irão responder: "não". Elas sofrem de uma disfunção marcada pela ausência do orgasmo. O Eva foi em busca de informações sobre o problema, responsável pelo fim de relacionamentos e também pela queda da autoestima de muitas mulheres.

 

Um prazer fingido que acelera os batimentos cardíacos, deixa a respiração ofegante, corta o fôlego e tira a razão por alguns segundos. As sensações corporais são tão intensas que provocam gritos, gemidos e outras reações que não podem ser aqui descritas. É o clímax de uma breve história sexual que termina, geralmente, com final conhecido: o sono.

 

O orgasmo é uma ambição que faz parte do imaginário do sexo. Há quem duvide de sua existência e acredite ser uma lenda. Porém, a ciência comprova: o orgasmo feminino existe! Contudo, nem todas as mulheres com vida sexual ativa são afortunadas com essa resposta.

 

Tanto que o Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (Prosex) concluiu, em 2003, depois de pesquisa realizada com mulheres de todo o Brasil, que aproximadamente 30% delas nunca tiveram uma experiência orgástica.

 

Isso não significa que os 70% restantes dessa população feminina esteja completamente satisfeita. Ao contrário, nesse universo, encontram-se mulheres que já tiveram orgasmos, e deixaram de ter, e outras que só sentem prazer por meio do sexo oral ou pela masturbação.

 

A pedagoga Luana (nome fictício), de 34 anos, encaixa-se no perfil da maioria de mulheres que busca esse prazer máximo, mas, dificilmente consegue alcançá-lo. A frase que dá título a esta matéria foi pronunciada por ela, durante uma conversa entre amigas.

 

"A primeira vez que conversei sobre orgasmo tinha 30 anos e achei muito estranho porque não sentia metade do que ouvia minhas amigas contarem", revela. As reações físicas, o torpor momentâneo não fazem parte de seu repertório de vivências sexuais.

 

Essa realidade é a mesma enfrentada por um grande número de mulheres, o que faz da anorgasmia (ausência do orgasmo), ao lado da diminuição da libido, o principal problema que leva mulheres de diferentes idades aos consultórios de psicólogos e sexólogos.

 

Segundo Luana, ela só teve prazer intensamente - o que acredita ser o orgasmo - uma vez, aos 23 anos. E como a experiência não se repetiu, tornou-se uma vaga lembrança em sua trajetória sexual.

 

"Sinto prazer mais com o toque do que com o ato, acho que a falta de sensibilidade do parceiro é a causa. Quando o sexo foi bom para mim, acabo me sentindo mais bonita, porém não é sempre", explica.

 

Homens

 

Entre todos os relacionamentos que teve, a pedagoga apenas encontrou dois homens dispostos a ajudá-la. "Por serem mais velhos, demonstraram interesse. Um tinha 49 anos, e o outro, 57. Os demais se sentiram diminuídos". A sexóloga cearense Margareth Fichera explica que muitos homens passam anos tendo relações sexuais com uma mulher sem saber que ela não sente orgasmo.

 

Quando descobrem, avalia a sexóloga, sentem-se culpados, frustrados e responsáveis, mas há aqueles que não se incomodam (veja depoimento no box à direita de uma cearense de 46 anos). Para esses, o problema pertence unicamente à mulher, pois, em relações anteriores, nunca vivenciaram situações dessa natureza.

 

Tal comportamento acaba por confundir a parceira que, muitas vezes, não sabe os motivos que desencadeiam o problema e a falta de apoio do companheiro a deixa fragilizada e mais culpada, daí porque muitas fingem sentir orgasmos.

 

Luana garante que não finge. "Meu olhar, a expressão do meu rosto passam se eu gostei ou não. Concentrada na procura pelo homem certo, ela não foi atrás de aconselhamento profissional. "Até já comentei com a ginecologista, e ela me indicou uma sexóloga, contudo não fui. Minhas amigas dizem que tenho que me tocar para descobrir os pontos que me dão prazer", conta.

 

Até sentir o orgasmo dos seus sonhos, a pedagoga vai tentando. As expectativas são boas. "A pessoa com quem estou no momento me faz sentir nas nuvens só com toques e beijo na nuca. Fico paralisada, em êxtase", ela revela.

 

Anorgasmia

 

ESTÁGIO PRIMÁRIO: Quando a mulher nunca experimentou orgasmo, seja com o ato sexual ou a masturbação. Causas: crenças religiosas, pode ter crescido num ambiente repressor em relação ao sexo; não conhece sua sensibilidade porque nunca se masturbou; tem imagem ruim do homem por conta de relação negativa com o pai, o que a faz não confiar nos homens, ou pode ter tido mãe autoritária

 

FASE SecundáriA: Quando a mulher já experimentou o orgasmo com normalidade e, por certos motivos, deixou de tê-los de modo sistemático. Causas: Desemprego, situação financeira ruim, conflitos conjugais e familiares

 

Situacional: Quando a mulher sente orgasmos apenas em determinadas situações, como a masturbação e sexo oral, ou com um determinado parceiro ou parceira. Causas: Pode ser uma pessoa tensa, desconfiada, que não confia no homem ou em outra mulher, não se entrega, não tem um passado positivo em relação aos homens (imagem negativa do pai) ou mulheres (mãe controladora)

 

As causas fisiológicas da disfunção orgástica são mais raras, contudo, existem. Lesões cirúrgicas da medula ou do sistema nervoso periférico podem inibir o orgasmo feminino, assim como o uso excessivo de álcool e drogas

 

Fonte: Sexóloga Carla Cecarello e Prosex

 

DEPOIMENTO

"Meu marido não me entendeu"

 

" Sou casada há 22 anos. Minha primeira relação sexual somente aconteceu após o casamento, mas tive algumas intimidades durante o namoro. Numa dessas intimidades, cheguei, pela primeira vez, ao orgasmo. Foi maravilhoso! A partir desse momento, imaginei, então, que após o casamento, minha vida sexual seria perfeita. Não havia razão para pensar o contrário. E, assim, idealizei que viveria "feliz para sempre" com o homem que amava.

 

No entanto, as coisas não aconteceram dessa maneira. O sexo sempre era rápido. Quase que por obrigação. As preliminares não demoravam tanto quanto as carícias da época em que namorávamos e, mesmo gostando de estar com ele, não conseguia mais chegar ao orgasmo. Embora me esforçasse muito para isso acontecer.

 

Aguentei por algum tempo a situação. Até que um dia resolvi falar para o meu marido sobre a minha dificuldade sexual, mas ele não me entendeu. Pelo contrário, desconversou.

 

Esse seu comportamento me desanimou e não falei mais no assunto. Minha atitude teve efeito contrário do que imaginava. Nosso relacionamento deixou, definitivamente, de ser caloroso. As carícias diminuiram muito e o sexo tornou-se ainda mais frio.

 

Há dois anos, conheci um homem bem mais velho, porém muito gentil e carinhoso. Saímos de vez em quando e nos falamos por telefone quase todo dia. Apesar disso, continuo casada. Com o outro, no entanto, voltei a sentir o entusiasmo do tempo do namoro.

 

Com esse novo relacionamento, sinto-me novamente jovem. O desejo sexual hoje faz parte da minha vida. Tenho sonhos eróticos. Mas, mesmo assim, ainda não cheguei ao orgasmo. Porém, tenho uma certeza dentro de mim: acredito que isso não venha a acontecer com meu marido, mas com o outro, sim!

 

Clara (nome fictício), 46 anos

 

NAIANA RODRIGUES

 

Via Alagoas 24



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