Sábado, 30.10.10

por Miguel Esteves Cardoso


Confesso que a minha ambição era a mais louca de todas: revelar os segredos de um casamento feliz. Tendo descoberto que são desaconselháveis os conselhos que ia dar, sou forçado a avisar que, quase de certeza, só funcionam no nosso casamento.

Mas vou dá-los à mesma, porque nunca se sabe e porque todos nós somos muito mais parecidos do que gostamos de pensar.

O casamento feliz não é nem um contrato nem uma relação. Relações temos nós com toda a gente. É uma criação. É criado por duas pessoas que se amam.

O nosso casamento é um filho. É um filho inteiramente dependente de nós. Se nós nos separarmos, ele morre. Mas não deixa de ser uma terceira entidade.

Quando esse filho é amado por ambos os casados - que cuidam dele como se cuida de um filho que vai crescendo -, o casamento é feliz. Não basta que os casados se amem um ao outro. Têm também de amar o casamento que criaram.

O nosso casamento é uma cultura secreta de hábitos, métodos e sistemas de comunicação. Todos foram criados do zero, a partir do material do eu e do tu originais.

Foram concordados, são desenvolvidos, são revistos, são alterados, esquecidos e discutidos. Mas um casamento feliz com dez anos, tal como um filho de dez anos, tem uma personalidade mais rica e mais bem sustentada, expressa e divertida do que um bebé com um ano de idade.

Eu só vivo desta maneira - que é o nosso casamento - vivendo com a Maria João, da maneira como estamos um com o outro, casados. Nada é exportável. Não há bocados do nosso casamento que eu possa levar comigo, caso ele acabe.

O casamento é um filho carente que dá mais prazer do que trabalho. Dá-se de comer ao bebé mas, felizmente, o organismo do bebé é que faz o trabalho dificílimo, embora automático, de converter essa comida em saúde e crescimento.

Também o casamento precisa de ser alimentado mas faz sozinho o aproveitamento do que lhe damos. Às vezes adoece e tem de ser tratado com cuidados especiais. Às vezes os casamentos têm de ir às urgências. Mas quanto mais crescem, menos emergências há e melhor sabemos lidar com elas.

Se calhar, os casais apaixonados que têm filhos também ganhariam em pensar no primeiro filho que têm como sendo o segundo. O filho mais velho é o casamento deles. É irmão mais velho do que nasce e ajuda a tratar dele. O bebé idealmente é amado e cuidado pela mãe, pelo pai e pelo casamento feliz dos pais.

Se o primeiro filho que nasce é considerado o primeiro, pode apagar o casamento ou substitui-lo. Os pais jovens - os homens e as mulheres - têm de tomar conta de ambos os filhos. Se a mãe está a tratar do filho em carne e osso, o pai, em vez de queixar-se da falta de atenção, deve tratar do mais velho: do casamento deles, mantendo-o romântico e atencioso.

Ao contrário dos outros filhos, o primeiro nunca sai de casa, está sempre lá. Vale a pena tratar dele. Em contrapartida, ao contrário dos outros filhos, desaparece para sempre com a maior das facilidades e as mais pequenas desatenções. O casamento feliz faz parte da família e faz bem a todos os que também fazem parte dela.

Os livros que li dão a ideia de que os casamentos felizes dão muito trabalho. Mas se dão muito trabalho como é que podem ser felizes? Os livros que li vêem o casamento como uma relação entre duas pessoas em que ambas transigem e transaccionam para continuarem juntas sem serem infelizes. Que grande chatice!

Quando vemos o trabalho que os filhos pequenos dão aos pais, parece-nos muito e mal pago, porque não estamos a receber nada em troca. Só vemos a despesa: o miúdo aos berros e a mãe aflita, a desfazer-se em mimos.

É a mesma coisa com os casamentos felizes. Os pais felizes reconhecem o trabalho que os filhos dão mas, regra geral, acham que vale a pena. Isto é, que ficaram a ganhar, por muito que tenham perdido. O que recebem do filho compensa o que lhe deram. E mais: também pensam que fizeram bem ao filho. Sacrificam-se mas sentem-se recompensados.Num casamento feliz, cada um pensa que tem mais a perder do que o outro, caso o casamento desapareça. Sente que, se isso acontecer, fica sem nada. É do amor. Só perdeu o casamento deles, que eles criaram, mas sente que perdeu tudo: ela, o casamento deles e ele próprio, por já não se reconhecer sozinho, por já não saber quem é - ou querer estar com essa pessoa que ele é.

Se o casamento for pensado e vivido como uma troca vantajosa - tu dás-me isto e eu dou-te aquilo e ambos ficamos melhores do que se estivéssemos sozinhos -, até pode ser feliz, mas não é um casamento de amor.

Quando se ama, não se consegue pensar assim. E agora vem a parte em que se percebe que estes conselhos de nada valem - porque quando se ama e se é amado, é fácil ser-se feliz. É uma sorte estar-se casado com a pessoa que se ama, mesmo que ela não nos ame.

Ouvir um casado feliz a falar dos segredos de um casamento feliz é como ouvir um bilionário a explicar como é que se deve tomar conta de uma frota de aviões particulares - quantos e quais se devem comprar e quais as garrafas que se deve ter no bar, para agradar aos convidados.

Dirijo-me então às únicas pessoas que poderão aproveitar os meus conselhos: homens apaixonados pelas mulheres com quem estão casados.

E às mulheres apaixonadas pelos homens com quem estão casadas? Não tenho nada a dizer. Até porque a minha mulher continua a ser um mistério para mim. É um mistério que adoro, mas constitui uma ignorância especulativa quase total.

Assim chego ao primeiro conselho: os homens são homens e as mulheres são mulheres. A mulher pode ser muito amiga, mas não é um gajo. O marido pode ser muito amigo, mas não é uma amiga.

Nos livros profissionais, dizem que a única grande diferença entre homens e mulheres é a maneira como "lidam com o conflito": os homens evitam mais do que as mulheres. Fogem. Recolhem-se, preferem ficar calados.

Por acaso é verdade. Os livros podem ser da treta mas os homens são mais fugidios.

Em vez de lutar contra isso, o marido deve ceder a essa cobardia e recolher-se sempre que a discussão der para o torto. Não pode ser é de repente. Tem de discutir (dizê-las e ouvi-las) um bocadinho antes de fugir.

Não pode é sair de casa ou ir ter com outra pessoa. Deve ficar sozinho, calado, a fumegar e a sofrer. Ele prende-se ali para não dizer coisas más.

As más coisas ditas não se podem desdizer. Ficam ditas. São inesquecíveis. Ou, pior ainda, de se repetirem tanto, banalizam-se. Perdem força e, com essa força, perde-se muito mais.

As zangas passam porque são substituídas pela saudade. No momento da zanga, a solidão protege-nos de nós mesmos e das nossas mulheres. Mas pouco - ou muito - depois, a saudade e a solidão tornam-se insuportáveis e zangamo-nos com a própria zanga. Dantes estávamos apenas magoados. Agora continuamos magoados mas também estamos um bocadinho arrependidos e esperamos que ela também esteja um bocadinho.

Nunca podemos esconder os nossos sentimentos mas podemos esconder-nos até poder mostrá-los com gentileza e mágoa que queira mimo e não proclamação.

Consiste este segredo em esperar que o nosso amor por ela nos puxe e nos conduza. A tempestade passa, fica o orgulho mas, mesmo com o orgulho, lá aparece a saudade e a vontade de estar com ela e, sobretudo, empurrador, o tamanho do amor que lhe temos comparado com as dimensões tacanhas daquela raivinha ou mágoa. Ou comparando o que ganhamos em permanecer ali sozinhos com o que perdemos por não estar com ela.

Mas não se pode condescender ou disfarçar. Para haver respeito, temos de nos fazer respeitar. Tem de ficar tudo dito, exprimido com o devido amuo de parte a parte, até se tornar na conversa abençoada acerca de quem é que gosta menos do outro.Há conflitos irresolúveis que chegam para ginasticar qualquer casal apaixonado sem ter de inventar outros. Assim como o primeiro dever do médico é não fazer mal ao doente, o primeiro cuidado de um casamento feliz é não inventar e acrescentar conflitos desnecessários.

No dia-a-dia, é preciso haver arenas designadas onde possamos marrar uns com os outros à vontade. No nosso caso, é a cozinha. Discutimos cada garfo, cada pitada de sal, cada lugar no frigorífico com desabrida selvajaria.

Carregamos a cozinha de significados substituídos - violentos mas saudáveis e, com um bocadinho de boa vontade, irreconhecíveis. Não sabemos o que representam as cores dos pratos nas discussões que desencadeiam. Alguma coisa má - competitiva, agressiva - há-de ser. Poderíamos saber, se nos déssemos ao trabalho, mas preferimos assim.

A cozinha está encarregada de representar os nossos conflitos profundos, permanentes e, se calhar, irresolúveis. Não interessa. Ela fornece-nos uma solução superficial e temporária - mas altamente satisfatória e renovável. Passando a porta da cozinha para irmos jantar, é como se o diabo tivesse ficado lá dentro.

Outro coliseu de carnificina autorizada, que mesmo os casais que não podem um com o outro têm prazer em frequentar, é o automóvel. Aí representamos, através da comodidade dos mapas e das estradas mesmo ali aos nossos pés, as nossas brigas primais acerca das nossas autonomias, direcções e autoridades para tomar decisões que nos afectam aos dois, blá blá blá.

Vendo bem, os casamentos felizes são muito mais dramáticos, violentos, divertidos e surpreendentes do que os infelizes. Nos casamentos infelizes é que pode haver, mantidas inteligentemente as distâncias, paz e sossego no lar.


Via Citrag



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Sexta-feira, 26.02.10

 

 

Ingredientes:

1 cama quente
2 corpos diferentes previamente lavados
500g de carícias
1 banana, não muito madura
2 tomates com pele
2 marmelos
1 forno devidamente aquecido e bem lavado
Beijos (quantidade escolhida).
Tempo mínimo de cozedura

- 15 minutos


Confecção:

Introduzir delicadamente os 2 corpos na cama, adicionando 50g de beijos ou mais, conforme a sua preferência.
Cobrir a superfície dos corpos com 500g de carícias (pode adicionar mel ou açúcar).
Agitar com as mãos os marmelos até estes ficarem ligeiramente rijos mas de forma a não machucarem.
Meter a banana previamente aquecida com a ponta dos dedos, no forno, à temperatura ambiente.

Recomendações:
Deixar os dois tomates com pele no exterior.
Manobrar a banana delicadamente em sentido vai-vem.
Fazê-la sair de tempos em tempos e voltar a metê-la, controlando assim a cozedura e com a preocupação de esta não perder o sumo antes do tempo.

Atenção especial:
Não bata as claras em castelo.

Nota: O tempo de cozedura pode variar com a marca e tipo de forno utilizado.
Deixe arrefecer se não usou nenhum produto, desenforme nove meses depois.
Se usou, lave bem a forma e a banana e estão prontos para outro bolo.

Recomendação especial:
Não se importe de repetir frequentemente a receita, a fim de saboreá-la, pois além de fazer muito bem à saúde e ao espírito, cada vez que se prova é mais gostoso!

BOM APETITE!!!!!
 
Via Blue Eyes

 



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Quarta-feira, 03.02.10

Casas de banho separadas, o segredo de um casamento feliz

 

 Um dos segredos para um casamento feliz? Casas-de-banho separadas. Segundo o britânico The Times, o número de casais à procura de casa e que estabelece como prioridade máxima o mínimo de dois WC, tem aumentando consideravelmente nos últimos anos. A tendência é confirmada por algumas celebridades de Holywood: Catherine Zeta-Jones e Michael Douglas, por exemplo, defendem que “casas-de-banho separadas são a chave para um casamento feliz”.

Outros casais há que não receiam a partilha da intimidade (e higiene) e, por isso, dividem o espaço de banho sem nenhum tipo de preocupação.

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 10:04 | link do post | comentar

Sexta-feira, 01.01.10

Fat Pride, orgulho das minhas curvas

 

 Revolta contra a ditadura da magreza ou o início de uma nova era em que “gordura é formosura”?

Em tempos em que as lipoaspirações, cirurgias plásticas, bandas gástricas e dietas são rainhas há quem tenha “orgulho em ser gordo” ou em inglês fat pride.
O apoio a estas mulheres que assumem o “amor” pelas curvas está a ganhar adeptos em todo o mundo e em sectores normalmente mais cépticos como a moda ou mesmo em alguns segmentos da comunidade médica.
A vocalista dos “The Gossip” pode vir mesmo a ser considerada um dos ícones do fat pride. Beth Ditto já pousou nua em duas revistas inglesas NME e Love e além disso criou uma marca de roupa para mulheres de números grandes. Mas o fat pride tem outras referências na televisão como Oprah Winfrey ou a actriz Brooke Elliot.
Também a actriz Joy Nash colaborou com este movimento a favor das pessoas mais gordinhas ao gravar o vídeo “A fat rant” (veja aqui o vídeo) em que defende que é possível ser gorda e feliz.
Já no mundo da moda a revista Glamour ajudou a criar um olhar diferente ao colocar na capa a fotografia de uma mulher com a barriga saliente. A discussão em torno da decisão da revista fez com que decidissem repetir a dose mas desta vez com uma foto com várias mulheres de tamanha “extra.”
Também o Brasil seguiu a tendência e passou a falar-se mais de ser gordo em programas de televisão. Uma tendência que passa também para o mundo da moda e mesmo da publicidade.
A tendência começou em 2004 com uma campanha da marca Dove e na televisão americana o concurso “America’s next top model”, da ex-modelo Tyra Banks tem dado visibilidade a algumas modelas “size plus”. Este orgulho tem feito crescer o sector do vestuário XXL, com lojas especiais para pessoas mais fortes.
As defensoras do fat pride não querem no entanto que se pense que é uma apologia à obesidade. Defendem apenas que se trata de “felicidade” e realização pessoal.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 12:34 | link do post | comentar

Sexta-feira, 14.08.09

Qualquer mulher decente precisa de dois homens

 

Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que toda mulher precisa de dois homens: um em casa e outro fora de casa. 

Para entender, é muito simples:
O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da esposa e da casa.
O outro cuida de você.
O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do dia. 
O outro fala da saudade que sentiu de você durante a sua ausência.
O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de trabalho.
O outro tira essa mesma roupa só pra você.
O marido dorme com aquela camiseta velha e de cueca (as vezes até de meia). 
O outro dorme completamente nu, abraçadinho a você.
O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa.
O outro te recebe no apartamento onde tudo funciona perfeitamente. 
O marido telefona pra casa e fica perguntando o que tem que comprar no açougue, no supermercado, padaria e etc. 
O outro telefona só pra dizer que comprou um champanhe que você vai adorar.
O marido reclama do chefe, do trabalho, do cansaço de acordar cedo.
O outro reclama a sua ausência e os dias que fica sem te ver. 
Bem, você vai me perguntar : Então porque não trocar o marido pelo amante? 
Pelo simples facto de que o amante, se for viver com você, passará para o papel de marido e logo, logo, você precisará arrumar outro. 

 

Via Fazer Humor



publicado por olhar para o mundo às 22:11 | link do post | comentar | ver comentários (4)

Quinta-feira, 06.08.09

/ milhões e meio não chegarão para sermos felizes?

 

 

Quanto dinheiro será necessário para alguém ser feliz?, será que sete milhões e meio não será suficiente?, esta gente para além de ganaciosa só pode estar maluca... digo eu!

 

"É mais um episódio da disputa. Um casal de ex-namorados de Barcelos não se entende sobre a partilha de 15 milhões de euros ganhos no Euromilhões. O prémio está congelado no banco desde 2008. Mas na sexta-feira Luís Ribeiro, um estudante de 25 anos, apresentou através do seu advogado um requerimento no tribunal judicial daquela cidade para saber onde param 100 mil euros do bolo milionário.


Quando é suposto que ninguém (nem Luís nem a ex-namorada, Cristina Simões, de 22 anos) toque no prémio até que em julgamento se decida quanto cabe a quem, o advogado de Luís, Vasco Cardoso, diz que 100 mil euros terão sido transferidos de uma conta da Caixa de Crédito Agrícola para um plano poupança investimento duma seguradora do grupo. E quer saber por que razão o banco não informou que esse plano existia de forma a também ele ser abrangido pela ordem de congelamento emitida pelo tribunal. 

A história começa em Janeiro de 2007. Luís, estudante de Ciências Económicas, e Cristina, aluna da Escola Superior de Saúde, namoravam havia cerca de três anos. Para o sorteio de 19 de Janeiro fizeram uma pequena aposta: seis euros. Ele terá contribuído com quatro, ela com dois. Quando os números começaram a sair (primeiro o 27, depois o cinco, o 13, o 33, o 42) ficaram "excêntricos", para usar a expressão da publicidade dos Jogos da Santa Casa. Dois e quatro, foram os números das "estrelas".

Cristina Simões não tem falado aos jornalistas num caso que se tornou rapidamente mediático. Ao contrário de Luís. E o que Luís conta é isto: levantaram o cheque em Lisboa e depositaram-no numa conta conjunta de que foram titulares também os pais da jovem. Mas, meses depois, ele viu-se impossibilitado de aceder ao prémio. O namoro acabou, começou a disputa. "Ela nem um cêntimo me queria dar", contou em Abril, depois de falhada uma tentativa de acordo em tribunal. Nos últimos meses, Luís tentou aceder aos extractos das contas conjuntas onde o prémio tinha sido depositado. "Quando finalmente consegui, havia registo de uma saída de 100 mil euros." 

"Até a minha conta à ordem, pessoal, foi congelada porque tinha feito [antes da ordem do tribunal] uma transferência para lá de sete mil euros [do prémio]. Se a minha conta foi congelada, este plano poupança também devia ter sido." Vasco Cardoso diz que se esse dinheiro foi gasto, quem o fez "incorre num crime de desobediência qualificada". E espera agora resposta do tribunal. Ontem, a Caixa Agrícola recusou comentar mais este episódio - "sigilo bancário", alegou. E o advogado de Cristina esteve incontactável."

 

Via Publico



publicado por olhar para o mundo às 13:17 | link do post | comentar

Terça-feira, 23.06.09

 Tempo é dinheiro

 

O avanço tecnológico deveria aumentar a produtividade e reduzir o tempo de trabalho. Porém, na prática isso não se verifica: as estatísticas oficiais dizem que quase um milhão de portugueses trabalha mais de 40 horas por semana e que a média nacional é superior à europeia. Em 2008, a carga semanal até aumentou. "Somos conhecidos por trabalhar até mais tarde (não necessariamente com a correspondente produtividade - aliás, a nossa maior fraqueza, sobejamente conhecida), tendo como consequência o facto de dispormos de menos tempo para a família, os amigos e o lazer", lembra Pedro Oliveira, director da Albenture, uma empresa que oferece serviços de ajuda para conciliar a vida laboral com a vida pessoal. Uma investigação da Eurofound, o braço da União Europeia que estuda as condições de trabalho, concluiu que um em cada quatro portugueses trabalha seis ou sete dias por semana.


Embora algumas vezes seja por necessidade, é frequente as pessoas trabalharem mais apenas pelo dinheiro. "Há efectivamente uma tendência para as pessoas orientarem as suas vidas em função do dinheiro. Contudo, a vasta investigação nesta área sugere que a felicidade não é conquistada através do dinheiro - a partir de um nível médio socioeconómico, não existe uma diferença significativa em termos de felicidade, no Ocidente", avisa Catarina Rivero, psicóloga e terapeuta familiar. O objectivo de ganhar mais dinheiro em detrimento de ter mais tempo longe do trabalho acaba por provocar um desequilíbrio familiar. Em 2006, numa investigação do International Research Institute, 57% dos portugueses admitiu não ter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. "Pode dizer-se que aqueles que procuram felicidade na acumulação de dinheiro e riqueza não estão necessariamente a assegurá-la: o materialismo provou estar negativamente associado a muitas das medidas de qualidade de vida estudadas", lembra Gabriela de Abreu, fundadora da Associação Portuguesa de Estudos e Intervenção em Psicologia Positiva.

O dinheiro é importante, mas não se deve fazer tudo por ele. "O foco de cada pessoa deveria estar em colocar o dinheiro a trabalhar para ela e não estar a trabalhar para ganhar dinheiro", aconselha Pedro Queiroga Carrilho, autor do livro "O Seu Primeiro Milhão". "Colocar o dinheiro a trabalhar para nós significa, por exemplo, poupar e investir regularmente de modo a uma parte dos nossos rendimentos provir de juros e retorno de investimentos que fazemos", concretiza.

Se é um dos muitos portugueses que pensam que as 24 horas do dia não são suficientes para o trabalho e para a família, está na hora de sair do ciclo vicioso. Comece já hoje a ser mais produtivo, a trabalhar menos e a gozar mais com a família.

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 08:03 | link do post | comentar

Quarta-feira, 17.06.09

O momento para ser feliz é agora!

 

Convecemo-nos que a vida será melhor depois...

de acabar os estudos,
de arranjar trabalho,
de casarmos,
de termos um filho,
de termos outro filho.
Então, sentimo-nos frustrados porque os nossos filhos ainda não são suficientemente crescidos e julgamos que seremos mais felizes quando crescerem e deixarem de ser crianças.
Depois, desesperamos porque são adolescentes, insuportáveis.
Pensamos; "Seremos mais felizes quando esta fase acabar!"
Então, decidimos que a nossa vida estará completa quando o nosso companheiro (a) estiver realizado(a)...
Quando tivermos um carro melhor...
Quando podermos ir de férias...
Quando conseguirmos uma promoção...
Quando nos reformarmos...
A verdade é que NÃO HÁ MELHOR MOMENTO PARA SER FELIZ DO QUE AGORA!!!
Se não for agora, então quando será?
A vida está cheia de depois... É melhor admiti-lo e decidir ser feliz agora, de todas as formas.
Não há um depois, nem um caminho para a felicidade...
... A felicidade é o caminho e é AGORA !!!
Deixa de esperar...
até que acabes os estudos...
até que te apaixones...
até que encontres trabalho...
até que te cases...
até que tenhas filhos...
até que eles saiam de casa...
até que te divorcies...
até que percas esses 10 kg...
até sexta-feira á noite ou domingo de manhã...
até à primavera, o verão, o outono ou o inverno,
ou até que morras...
para decidires então que não há melhor momento que JUSTAMENTE ESTE para seres feliz!
A felicidade É um trajecto, não um destino.
Trabalha como se precisasses de dinheiro...
Ama como se nunca te tivessem magoado...
E dança como se ninguém estivesse a ver...

 

Via  ESCRITOS & RABISCOS



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Segunda-feira, 16.03.09



E assim 4 crianças ganharam uma família....há sonhos que se realizam...ainda bem.



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