Terça-feira, 20.07.10

 

O Mundo da fantasia Óbidos

 

O mundo encantado da fantasia em Óbidos também se constitui como um mundo criativo. Criativo para quem deu alma a alguns trapos coloridos. Julieta Franco tem recriado as personagens da nossa história, da nossa imaginação e das nossas memórias através de figuras minuciosamente vestidas, a quem dá vida e que nos distribuem sorrisos.

A imaginação que transporta para o seu trabalho decorre da capacidade de interpretar a personagem e de escrever histórias, estas histórias podem ser lidas ou apenas imaginadas através dos bonecos criados. Em Óbidos podemos ainda ver as nossas rainhas, reis, aias e muitas outras personagens a que Julieta deu forma e beleza.

Mas a paixão desta artista por Óbidos teve um passo de “gigante” quando decidiu, faz 2 anos, residir na Vila de Óbidos.

Sobre a exposição: Num mundo distante do outro lado do Arco-Íris, existe um reino feito de trapos e de sonhos: O Mundo da Fantasia.

Era uma vez um sonho... o mundo encantado criado por Julieta Franco, onde os trapos se transformam em princesas, fadas, bruxas, duendes, dragões e outros seres. Povoado de histórias que através dos tempos permanecem comuns no imaginário das crianças da idade média, moderna e contemporânea.

Brinquedos que pintam de cor o seu imaginário e fazem perdurar brincadeiras como a cabra-cega, rodas, escondidas, mímica, batalhas de soldadinhos e cavaleiros, arco e flecha, andas, espada de madeira e boneca de trapos.

A imaginação que estes brinquedos proporcionam…O FAZ DE CONTA.

A exposição tem como componente pedagógica a realização de Ateliês para os miúdos construírem um faz de conta
Ateliê: O Mundo da Fantasia - Faz de Conta

  • Programa: confecção de várias peças (bola de trapos, cabeça de cavalo, boneca de trapos, fantoches)
  • Aprendizes: crianças dos 6 aos 12 anos (mínimo 6 crianças para a realização do atelier)
  • Duração: 90m
  • Material: meias e roupas velhas (meias e camisolas trazidas pelas crianças)
  • A realizar nos dias 17 e 24 de Julho de 2010, das 10h00 as 13h00, no Centro de Design de Interiores, na Rua do Facho – 5 - Óbidos


publicado por olhar para o mundo às 20:28 | link do post | comentar | ver comentários (1)

Sábado, 16.01.10

A queca de Clara Pinto Correia ... ou será fazer amor?

 

Clara Pinto Correia sobe à pressa as escadas do Centro Cultural de Cascais. Vem até ao último piso, onde está a exposição "Sexpressions", um conjunto de dez fotografias suas captadas pelo marido, o fotógrafo Pedro Palma, durante o acto sexual. Chega atrasada porque vem de outra entrevista para a televisão. "Perguntaram-me logo como tinha sido fingir o orgasmo", protesta a escritora e bióloga. "Tive de pôr tudo na ordem, não fingi orgasmo nenhum", diz, despachada. Na véspera da inauguração da exposição, a 7 de Janeiro, as suas fotografias foram publicadas na internet e geraram uma onda de comentários indignados e sarcásticos. Os últimos tempos não têm sido fáceis. "Estou quase a fazer 50 anos e estou farta de pagar o preço pelas coisas que faço." Apesar disso, fala aberta e apaixonadamente sobre a exposição e a sessão fotográfica, ideia de Pedro, com quem está casada há um ano e meio. Só não gosta de falar do plágio (em 2004 foi acusada de publicar na "Visão" textos copiados da "New Yorker"): "A história está muito mal contada e ninguém me quis ouvir na altura."


Não tem pudor de se expor desta maneira?

Neste contexto não tenho pudor absolutamente nenhum. São espaços para amantes de arte, e acho que fizemos um trabalho magnífico. Quando as fotografias escapam para a internet e começam a aparecer em tudo quanto é sítio com títulos e comentários ordinários, isso claro que prejudica a minha carreira e inferniza-me completamente a vida. 

Noutro país a exposição seria recebida de maneira diferente? Os portugueses são conservadores?

A culpa não é dos portugueses. É das pessoas mal informadas que não estão habituadas a espaços artísticos. Se isto se passasse nos Estados Unidos, haveria mais visitantes e um interesse maior. Ninguém devia fazer comentários antes de ver a exposição, mas somos impotentes... A internet, além de muitas coisas maravilhosas, também nos proporciona estes dissabores horríveis, como estes últimos dias que tenho vivido. Mas isso passa e as coisas boas que fazemos ficam.

Acha que as opiniões mudam depois de uma visita à exposição?

Sinto que aqui reina uma serenidade muito grande. As pessoas lêem os textos de alto a baixo e demoram-se a ver as fotografias. Saem daqui a sentir-se bem, vão com ideias para casa e isso já é muito bom... Ninguém anda a pensar. Cristalizar o estado de paixão desta maneira é uma dádiva muito grande.

É essa a mensagem que quer transmitir, a cristalização da paixão?

Uma mensagem é uma coisa um bocado foleira. Mas aqui nesta sala sente-se uma energia especial que só podemos ir buscar ao amor. As pessoas passaram a falar só de sexo, sexo, sexo, mas isso não é um substituto do poder que o amor nos dá. A frase maravilhosa de Santo Agostinho devia ser o guideline para o comportamento de toda a gente: "Ama e faz o que quiseres." O contentor onde devia estar a energia que o amor nos dá está a ficar vazio... Despacha-se tudo a correr.

Despacha-se o sexo a correr?

Quando fazer amor se transforma numa queca está tudo perdido. Há a ideia de que é preciso despachar tudo a correr, nada é para fruir calmamente. E isto devolve essa calma, essa energia especial mesmo que de uma forma subtil.

Já tinha isso em mente quando decidiu fazer as fotos? A ideia deste projecto foi sua?

Nunca me tinha passado pela cabeça fazer uma coisa assim. Sou professora universitária, não sou artista plástica. Eu e o João Pedro, no nosso primeiro dia de namoro, no Miradouro de Santa Catarina, começámos a falar destemperadamente de projectos que tínhamos na algibeira. Ele falou-me da maneira como mudam as expressões das mulheres quando estão a fazer amor e de como seria interessante pôr uma série de máquinas a apontar para a cara de uma mulher.

Para a sua cara...

Como isso só seria bonito com uma pessoa profundamente apaixonada, chegámos à conclusão de que os dois podíamos perfeitamente fazê-lo. Nenhuma pessoa fica bonita no sexo, mas uma pessoa apaixonada e entregue à pessoa que ama transfigura-se. Fica com um sorriso que não tem em circunstância alguma, um brilho nos olhos que não é deste mundo e que a levanta não sei quantos centímetros acima do chão.

O tema do prazer é pouco explorado?

O prazer feminino tem sido um tema tão pouco estudado que a mim, nestas condições, me interessaria explorá-lo. Até quase à nossa era, o orgasmo só existia para induzir a mulher a copular, porque o mais provável era ficar grávida. O prazer só servia para convencer a mulher a correr esses riscos tremendos. Nós herdámos esta cultura e é importantíssimo que comecemos a acarinhar, a fruir e a olhar nos olhos o prazer feminino.

Então aceitou logo ser fotografada?

Foi uma sintonia maravilhosa. Propus ao João Pedro fazer um texto para acompanhar as fotografias sobre o que se passa na cabeça da mulher à medida que o prazer dela aumenta. Da beatitude, o estado de transcendência de duas pessoas, à descida à terra e a voltarem a falar um com o outro. Escrevi-o muito antes das fotos e só lhe mostrei quando estava pronto. 

Que material utilizaram para fotografar?

Houve várias sessões e nem todas correram bem. As coisas técnicas, o João Pedro pode explicar melhor que eu [ver página seguinte]. Sei que o quarto estava cheio de tralha e estavam montes de flashes a disparar ao mesmo tempo. 

Foi fácil abstrair-se das câmaras?

Se uma pessoa está completamente apaixonada e a fazer amor com o homem que ama, não liga a disparos de máquinas. É a mesma coisa que estar música a tocar ou efeitos especiais. Mas não seria confortável a presença de uma terceira pessoa.

As câmaras não são, de certa maneira, uma terceira pessoa?

Máquinas são máquinas... Elas estavam lá para disparar, eram uns efeitos luminosos, uns sons que se ouviam... podia ser um espectáculo luminoso só para nós. Isso a mim não me incomodava nada, estava a fazer o que era normal: entregar-me ao homem que amava.

Como seleccionaram as fotografias?

Foi o Pedro. Tenho absoluta confiança nele. A minha parte era o texto. Da mesma maneira que ele não se meteu no texto, eu não me meti nas fotografias. A única que escolhemos juntos foi a do cigarro.

Foi encenada?

Nenhuma foi encenada.

Nas dez fotografias está de olhos fechados. Foi propositada essa escolha?

Foi pena só terem vindo parar à exposição fotografias em que estou de olhos fechados. É um cliché tramado. Não é verdade, nós não fazemos amor de olhos fechados. Sobretudo quando estamos apaixonados, queremos ver a cara da outra pessoa e na maior parte das fotografias estou de olhos abertos. Eu gosto de ver.

Tem alguma fotografia preferida?

Gosto muito de algumas fotografias em que estou com os olhos abertos. Há uma que pareço uma adolescente a quem alguém deu uma coisa muito boa... um chocolate...

Como é que a sua família reagiu às imagens?

As minhas irmãs ligaram-me quando começaram a ver a porcaria toda que saiu nos jornais pimba e tudo o que apareceu na internet. Telefonaram-me a perguntar se precisava de ajuda ou de alguma coisa. Pior que os comentários foram os títulos que puseram nas notícias... É mortificante. Não têm sido dias fáceis...

É o preço que paga por tentar fazer uma coisa diferente?

É. Com toda a franqueza, estou quase a fazer 50 anos e estou farta de pagar o preço pelas coisas que faço. Isto para mim foi a gota de água, tanta ordina- rice...

Pior que o que se disse na altura do plágio?

A história está muito mal contada e ninguém me quis ouvir na altura. Eu já encerrei o capítulo há muito tempo... Já aguentei muita merda... São aqueles momentos em que eu, que gosto muito do meu país, me dá vontade de fazer as malas e voltar para os Estados Unidos.

Se não fosse uma figura pública, acha que a exposição teria este impacto?

Ainda era melhor num sítio em que ninguém me conhecesse, porque as pessoas não estavam a ver a Clara Pinto Correia. Estavam a ver uma mulher a ter prazer.

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 21:01 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Quinta-feira, 07.01.10

 O êxtase sexual de Clara Pinto Correia

 

"Sexpressions" mostra uma viagem ao mundo do amor e do sexo através de fotografias íntimas de Clara Pinto Correia, pelas mãos do fotógrafo Pedro Palma

 

GLÓRIA

 

Tenho cinquenta anos. Devagarinho, quase sem eu dar por isso, os meus seis filhos foram seguindo as suas vidas, até estarem longe, longe. Já há muito tempo que vivo sozinha com a Bolota, numa casa pequenina no alto da montanha, na orla do bosque que não tem fim e de frente para as ondas do Atlântico que nunca acaba. Passam por aqui muitos amigos, mas a companhia íntima dos homens já me desiludiu que chegue e a das mulheres não me interessa absolutamente nada. Estou em paz.

À noite, gosto de me deitar no escuro com a Bolota, a beber um copo e a fumar em silêncio absoluto. Através da janela aberta, ouço o pio dos mochos e o coaxar das rãs, o cair da chuva e as patas dos cavalos. É bom. Enche-me de energia e faz-me sentir disposta a tudo.

Esta noite, não sei porquê, não conseguia tirar os olhos da janela aberta.

Estava a pensar numa outra noite registada na história, há já três séculos, quando John Adams, que viria a ser o segundo presidente dos Estados Unidos, e Benjamim Franklin, o mais visionário dos Founding Fathers, andavam a fazer campanha pela Revolução Americana e tiveram que partilhar a mesma cama numa hospedaria do caminho.

Olho outra vez para a janela aberta. Há qualquer coisa em mim que se revolve, inquieta, como se, de repente, fosse entrar por ali um mistério enorme. Foi esse mistério que os dois homens sábios discutiram toda a noite no século XVIII, no tal quarto que só tinha uma cama. Exactamente por causa da janela.

John Adams, calvinista devoto, insistia que a janela tinha que ficar fechada, senão morreriam os dois de pneumonia. Benjamin Franklin, deísta entusiasta para quem a Natureza não podia deixar de ser a mais gentil das damas, não parava de bradar que a janela tinha que ficar aberta, para que os zéfiros nocturnos pudessem entrar e encher-lhes o corpo e a mente de energia limpa e renovada.

A janela não parou de abrir e de fechar até ao romper da aurora.

Calvinistas! A sério, eu, que gosto de respeitar todas as fés, não consigo entendê-los. Claro que a Natureza só pode ser a mais gentil das damas, mesmo nas suas manifestações mais portentosas e destrutivas. Compete-lhe esculpir o planeta e continuar a fazer girar a grande roda. E enviar-nos todas as noites os zéfiros que nos renovam, como estes que entram agora pelo meu quarto, e que, e de repente, me arrepiam.

Passou-me pela cara um vento morno, carregado de aromas agrestes da floresta, que me brincou nos cabelos, se enroscou neles como uma cobra, e não se foi embora.

Leia o resto no Ionline



publicado por olhar para o mundo às 23:00 | link do post | comentar

Quinta-feira, 10.12.09

A vida sexual na grécia

 

"Os gregos eram tudo menos hipócritas", a frase é de Nikolaos Stampolidis, director do Museu de Arte Cicládica, na Grécia, e foi dita ao "The Guardian" durante a inauguração de uma exposição que reúne perto de 300 objectos de arte clássica que têm em comum apenas um tema: o sexo na Grécia antiga.

“ [Os gregos] tinham uma sociedade de grande tolerância e ausência de culpa", explica o  responsável pela exposição. "Tinham aquilo que eu chamo de equilíbrio." 
A exposição monumental junta 272 objectos de mais de 50 museus internacionais que datam desde o século sexto antes de Cristo, até ao século quarto depois de Cristo.
"O conceito de Eros - o amor - era muito amplo nos tempos antigos", disse o arqueólogo ao jornal britânico. "O desejo sexual, naturalmente, fazia parte, mas Eros era mais do que isso, era uma força unificadora que englobava o desejo de alguém, ou mesmo de nada."
A exposição surge, assim, como uma tentativa de definir a evolução do conceito de Eros. Dividida em nove partes, a exposição percorre a época em que Eros era visto como um Deus poderoso, até à época do Império Romano, quando, "menos poderoso, e sob o nome de Cupido, se tornou uma mera companhia de Venus", escreve o "The Guardian".

 

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 20:04 | link do post | comentar

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