Quinta-feira, 12.01.12

"O economista Eduardo Catroga vai ganhar um salário de 45 mil euros/mês, ou seja mais de 639 mil euros anuais, enquanto presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, avança o "Correio da Manhã. Catroga acumulará este salário com uma pensão de 9.600 euros.In Expresso


Eu espero que isto seja uma brincadeira. Sinceramente, como cidadão deste pequeno país de valores invertidos, anseio que alguém desminta categoricamente esta informação. Não pode ser verdade. Andou esta alminha economista a negociar com a TROIKA aquilo que estamos a sofrer na pele, entre aumentos de impostos e corte de direitos sucessivos, chegando às privatizações que se julgavam necessárias para ir agora, despido do fato de TROIKISTA cobrador do fraque style, ir receber 45 mil euros, REPITO: 45 mil euros por mês! numa empresa que o mesmo ajudou a definir como um dos alvo a privatizar? Mas o que é isto?

 

Mas o mais grave vem a seguir, senão veja-se:

 

"Questionado pelo jornal, o ex-ministro social-democrata garantiu que metade do que ganha vai para impostos: "50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais", disse Catroga ao jornal."

 

Ora bem, quer que eu chore senhor Catroga? Diga-me, por favor, que não foi capaz de proferir tamanha alarvidade em forma de justificação que acabei de transcrever. Porque a ser verdade que o disse, não só é grave como é um total desrespeito por quem trabalha e paga impostos. Ou julgará o senhor que é o único que os paga? "Quanto mais ganhar mais vai para o ESTADO?" Mas será que estes senhores já nem se dão ao trabalho de parecer que têm um réstia de bom senso cada vez que abrem a boca?

 

Olhe senhor Catroga e se fizéssemos antes desta forma: guarde a sua reforma dourada de 9600 euros por mês, calce umas pantufas e remeta-se ao silêncio. Porque para mim é mais reconfortante saber que o Estado não lhe fica com 50% do vencimento se isto só por si me garantir que o senhor não está a auferir os outros 50%. Prefiro viver num país pobre do que num sem vergonha.


Via Expresso



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Quarta-feira, 29.09.10

Já conhecíamos o Senhor dos anéis. Agora, numa altura em que o Senhor deve andar a vender os anéis, ficámos a conhecer os Senhores das Águas de Portugal. E um estranho fetiche por popós topo de gama. Gastam que se fartam.

Este é um daqueles casos que só veio a público porque tudo o que é em demasia acaba por feder. E a água choca sente-se à distância. Resumindo: foi notícia porque apesar das muitas viaturas que as Águas de Portugal (AdP) já possuía para uso de quadros intermédios e gestores em 2010, e tendo em conta a conjuntura em que nos encontramos, estes senhores continuaram a renovar a frota como se fossem correr o Dakar.


E como água não lhes falta, preferiram gastar dinheiro em equipamento automóvel para enfrentar o deserto em que nos encontramos. Foram 34! Novos veículos topo de gama só este ano. BMW´s, Renault, Citroen, etc. À escolha do freguês que a "besta" do contribuinte paga, mesmo que não tenha dinheiro para trocar a sua própria viatura. São400 o número de automóveis em que os senhores das águas se passeiam. E este valor não inclui veículos de trabalho, piquete etc. Estamos a falar apenas dos veículos para os altos quadros usarem como entenderem. Não será um bocadito para o exagerado? Imoral? Absurdo? Vergonhoso?

 

O Ministério das Finanças e o do Ambiente acharam que sim (depois de ter ser noticiado, obviamente) e ordenaram a suspensão de "imediato, em todo o universo de empresas pertencentes ao Grupo Águas de Portugal, o plano de renovação da frota automóvel", abrindo, no entanto, uma porta para "situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa". (fonte DN, citando a Lusa)

 

Mais hilariante é o gasto em gasolina e na manutenção de viaturas. Atente-se: segundo relatório de 2009 só com o popó do Presidente da AdP foi gasta a módica quantia de 12 734 euros, acrescem 2805 euros em combustível. Juntando os valores gastos pelos 5 vogais, dá um total de 71,5 mil euros. Segundo o Correio da manhã "só um dos vogais teve um gasto em combustível de 7186 euros". Que maravilha. Deve ter sido um grande Dakar. Provavelmente ainda fez uma perninha no Mundial de todo o terreno de Marrocos.

 

A AdP usou, só em 2009, 955 mil euros das garantias estatais de 1,47 milhões. Mostra bem a saúde financeira da Empresa. Mas para além deste tipo de regalias, popós, telemóveis, gasolinas, nunca esquecer que a maioria das chefias das empresas públicas tem um vencimento superior a 4 mil euros/mês. E são tantos os chefes. Milhares.Se virarmos uma empresa pública de pernas para o ar eles caem como os trocos do bolso de um arrumador. E normalmente aumentam órgãos sociais enquanto cortam nos trabalhadores (é ir ver ao relatório).

 

E com tudo isto o Ministro das Finanças ainda tem a lata de dizer no Parlamento que não sabe onde cortar? Olhe Sr. Ministro corte na "mama" instalada em tudo o que é empresa pública. Só aí tem muito que cortar.

Via 100 reféns



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Sábado, 26.06.10

Ao faltar ao funeral de José Saramago, o Presidente da República mostrou que põe o cidadão Aníbal e o político Cavaco acima do cargo que ocupa. Mostrou ser demasiado pequeno para representar o País.

 

José Saramago e Cavaco Silva nunca se admiraram um ao outro. Por causa de um obscuro subsecretário de Estado de Cavaco o escritor terá mesmo abandonado o País. Por isso, se Aníbal Cavaco Silva tivesse comparecido no funeral de José Saramago muitos diriam que se tratava de hipocrisia. Mas, ainda assim, o Presidente da República tinha de ir e aguentar com dignidade essa acusação. Porque as críticas que lhe fariam, pondo em causa o homem, deixariam intacta a instituição que ele representa. Porque quem lá estaria não seria Cavaco SilvaSeria o Presidente da República portuguesa.

A justificação que Cavaco Silva apresentou - não era amigo ou conhecido do escritor - e a verdadeira razão porque esteve ausente - não suporta prestar homenagem a alguém que o enfrentou - são absurdas mas reveladoras. Absurdas porque as funções de representação de um Presidente não são para os amigos. Reveladoras porque mostram que temos como Presidente da República alguém que não consegue ser maior do que o cidadão Aníbal e do que o político Cavaco.

É indiferente se o cidadão Aníbal alguma vez conheceu ou foi amigo de José Saramago. É irrelevante o que o político Cavaco sente em relação ao escritor Saramago. Sendo um momento importante para o Estado português, ninguém faria questão que lá estivessem o Aníbal ou o Cavaco. Mas o Presidente da República, esse, nunca poderia faltar à última homenagem ao único prémio Nobel da Literatura de língua portuguesa. A um dos mais importantes escritores do século XX. Àquele que, com Fernando Pessoa, atingiu maior notoriedade internacional. É incoerente decretar dois dias de luto nacional e depois estar ausente da cerimónia oficial.

Cavaco Silva mostrou este fim-de-semana que, mesmo no cargo que ocupa, não consegue ser mais do que ele próprio. Não consegue representar o País. E um Presidente que não está acima da sua pequenez, que não percebe a grandeza de um cargo que o transcende, é e será sempre um mau Presidente.

Dito tudo isto, este episódio infeliz com Cavaco Silva, a ignorância de Sousa Lara, a triste reacção do jornal oficial do Vaticano à morte de um grande escritor e outras tantas irrelevâncias não merecerão uma nota de rodapé na História. Já o "Memorial do Convento", o "Levantados do Chão", o "Ano da Morte de Ricardo Reis" ou a "História do Cerco de Lisboa" ninguém tira à nossa literatura. E isso é que conta.

 

Via Expresso



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Terça-feira, 23.02.10

Guia para poupar no IRS

 

São várias as deduções que pode apresentar na sua declaração anual. Entre as mais fáceis de contabilizar estão os gastos relacionados com a saúde, educação e habitação, mas a verdade é que há muito mais, incluindo produtos com benefícios fiscais. Feitas as contas, a poupança pode superar os 3 mil euros. 


1. Saúde A dedução à colecta é de 30%, sem limite de despesas. Tenha em conta que só são aceites como despesas os bens isentos de IVA ou taxados a 5%. As facturas taxadas a 20% só podem ser deduzidas se tiverem sido prescritas por um médico - e apenas até um limite máximo de 64 euros. Por exemplo, se tiver mil euros de despesas de saúde, pagará menos 300 euros de IRS.

2. Educação A dedução à colecta é de 30% e pode apresentar um máximo de 720 euros de despesa. Pode incluir gastos com propinas, mensalidades, inscrições, livros escolares, despesas de transporte, alojamento, etc. Agregados com três ou mais dependentes podem deduzir mais 135 euros por cada um, desde que sejam estudantes e tenham despesas de educação. Por exemplo, se tiver 500 euros de gastos de educação ou formação profissional pagará menos 150 euros.

3. Energias Renováveis A dedução à colecta é de 30%, limitada a um máximo de 796 euros de despesas. Pode apresentar despesas em equipamentos novos para utilização de energia eléctrica com potência até 100 kw, que consumam gás natural, e veículos eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis. Por exemplo, uma despesa de 1500 euros permite-lhe poupar 450 euros.

4. Habitação A dedução varia consoante o escalão a que pertence. Se tem um crédito à habitação, pode deduzir 30% das despesas pagas em juros e amortizações. Caso pertença aos dois primeiros escalões de IRS, esta dedução pode ser de 50%. Se estiver no terceiro escalão, pode deduzir 25% e 10% se pertencer ao quarto escalão. Se morar numa casa arrendada também pode apresentar o valor das rendas.

5. Informática Dedução de 50%, num máximo de 250 euros. São aceites despesas na aquisição de computadores para uso pessoal até um limite de 250 euros por cada contribuinte ou membro do agregado com despesas de educação. Por exemplo, se também tiver comprado um Magalhães, é preferível apresentar a despesa de um computador de montante superior, porque o primeiro só permite uma dedução de 25 euros. 
6. Plano Poupança Reforma (PPR) Dedução de 20%, num máximo de 400 euros. O valor máximo dedutível varia consoante a idade: 400 euros para idade inferior a 35 anos; 350 euros para idades entre os 35 e os 50 anos; 300 euros para maiores de 50 anos. Por exemplo, um investimento de mil euros pagará menos 200 euros de IRS. 

7. Seguros de vida e acidentes pessoais Dedução de 25%. Só podem contemplar riscos de morte, invalidez e reforma por velhice, com limite de 64 euros. 

8. Seguros de saúde Dedução de 30%. Os sujeitos passivos ou dependentes têm o limite de 168 euros, já os solteiros têm o limite de 84 euros. Por cada dependente, os limites aumentam 84 euros. 

9. Lares Dedução de 25%, num máximo de 382,5 euros. Só pode apresentar esta despesa se o idoso for familiar até ao terceiro grau, e apenas se os rendimentos deste forem inferiores a 450 euros.

10. Donativos Dedução de 25%, num máximo de 35 euros. O montante doado é considerado em 140%, calculando -se sobre esta percentagem os 25% de dedução à colecta. No entanto, quando as instituições são privadas ou religiosas, a dedução não pode ser superior a 15% da colecta de IRS.

11. Acções Os títulos detidos há 12 meses, ou pelo menos com um saldo positivo entre as mais-valias e as menos-valias resultantes da venda, são tributados em 10% em IRS. Estão isentas de impostos as acções que estiverem nas mãos dos contribuintes há mais de um ano. Mas para isso precisa de preencher o anexo G1. 

12. Depósitos bancários Os juros dos depósitos à ordem e dos depósitos a prazo são tributados à taxa de 20% pelo banco na data do vencimento dos juros. 

13. Títulos da dívida pública O contribuinte não terá de apresentar os juros recebidos na declaração anual de IRS, como acontece com os depósitos. A explicação é simples: os títulos da dívida pública (onde estão incluídas as obrigações e os certificados de aforro) já foram sujeitos a uma retenção na fonte de 20%. 

14. Fundos de investimento Não terá de incluir os rendimentos obtidos pelos fundos de investimento, uma vez que estes já foram alvo de tributação. No entanto, se realizar mais-valias, o contribuinte é tributado a uma taxa especial de 10%. 

15. Seguros de capitalização A tributação varia consoante o prazo. Se este for inferior a cinco anos, os rendimentos a receber no momento do resgate serão sujeitos a uma retenção de 20%. Se o prazo for de cinco a oito anos, a taxa de retenção é de 20% sobre 4/5 do rendimento. Para as aplicações com um período superior a oito anos, a taxa de retenção é de 20% sobre 2/5 do rendimento.
 
 



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