Quarta-feira, 29.09.10

Já conhecíamos o Senhor dos anéis. Agora, numa altura em que o Senhor deve andar a vender os anéis, ficámos a conhecer os Senhores das Águas de Portugal. E um estranho fetiche por popós topo de gama. Gastam que se fartam.

Este é um daqueles casos que só veio a público porque tudo o que é em demasia acaba por feder. E a água choca sente-se à distância. Resumindo: foi notícia porque apesar das muitas viaturas que as Águas de Portugal (AdP) já possuía para uso de quadros intermédios e gestores em 2010, e tendo em conta a conjuntura em que nos encontramos, estes senhores continuaram a renovar a frota como se fossem correr o Dakar.


E como água não lhes falta, preferiram gastar dinheiro em equipamento automóvel para enfrentar o deserto em que nos encontramos. Foram 34! Novos veículos topo de gama só este ano. BMW´s, Renault, Citroen, etc. À escolha do freguês que a "besta" do contribuinte paga, mesmo que não tenha dinheiro para trocar a sua própria viatura. São400 o número de automóveis em que os senhores das águas se passeiam. E este valor não inclui veículos de trabalho, piquete etc. Estamos a falar apenas dos veículos para os altos quadros usarem como entenderem. Não será um bocadito para o exagerado? Imoral? Absurdo? Vergonhoso?

 

O Ministério das Finanças e o do Ambiente acharam que sim (depois de ter ser noticiado, obviamente) e ordenaram a suspensão de "imediato, em todo o universo de empresas pertencentes ao Grupo Águas de Portugal, o plano de renovação da frota automóvel", abrindo, no entanto, uma porta para "situações excepcionais de carácter urgente e inadiável, susceptíveis de comprometer a eficácia do desempenho operacional da empresa". (fonte DN, citando a Lusa)

 

Mais hilariante é o gasto em gasolina e na manutenção de viaturas. Atente-se: segundo relatório de 2009 só com o popó do Presidente da AdP foi gasta a módica quantia de 12 734 euros, acrescem 2805 euros em combustível. Juntando os valores gastos pelos 5 vogais, dá um total de 71,5 mil euros. Segundo o Correio da manhã "só um dos vogais teve um gasto em combustível de 7186 euros". Que maravilha. Deve ter sido um grande Dakar. Provavelmente ainda fez uma perninha no Mundial de todo o terreno de Marrocos.

 

A AdP usou, só em 2009, 955 mil euros das garantias estatais de 1,47 milhões. Mostra bem a saúde financeira da Empresa. Mas para além deste tipo de regalias, popós, telemóveis, gasolinas, nunca esquecer que a maioria das chefias das empresas públicas tem um vencimento superior a 4 mil euros/mês. E são tantos os chefes. Milhares.Se virarmos uma empresa pública de pernas para o ar eles caem como os trocos do bolso de um arrumador. E normalmente aumentam órgãos sociais enquanto cortam nos trabalhadores (é ir ver ao relatório).

 

E com tudo isto o Ministro das Finanças ainda tem a lata de dizer no Parlamento que não sabe onde cortar? Olhe Sr. Ministro corte na "mama" instalada em tudo o que é empresa pública. Só aí tem muito que cortar.

Via 100 reféns



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Sábado, 23.01.10

A lei da paridade

 

 A Lei da Paridade vai ser alargada à titularidade de cargos de gestão e decisão na função pública, e nos conselhos de administração das empresas tuteladas pelo Estado. Ao que o i apurou, o grupo parlamentar do Partido Socialista prepara-se para apresentar um projecto-lei que estabelece como limite mínimo a existência de 33% de mulheres - um terço - em cargos de chefia na administração central (directores-gerais ou equivalentes) e nos conselhos de administração das empresas públicas. 


"Tenho dialogado com o grupo parlamentar e com o governo. Vamos avançar muito em breve com um projecto-lei nesse sentido. No seu fundamento está a promoção da paridade não apenas nos órgãos de decisão política mas também de gestão nas empresas e na administração central", adianta ao i a deputada socialista Maria Manuela Augusto. Evocando a evidência sociológica, o PS tem como objectivo "forçar a mudança de mentalidades", criando um equilíbrio de género que promova "uma dinâmica social de partilha na decisão". Trinta e três por cento é o mínimo exigível. "Estamos a falar de pelo menos um terço de mulheres, mas não queremos medir a paridade a régua e esquadro", realça.

Em 77 das principais empresas do Estado, ou com capital público, há 94 mulheres em cargos de administração, de acordo com o levantamento feito pelo i a partir dos dados da Direcção-Geral do Tesouro. As gestoras representam perto de um quarto (24%) do total dos 388 administradores nestas empresas. No entanto, em 77 empresas só há oito lideradas por mulheres. Por outro lado, o cenário é muito diferente consoante o sector. Nos 30 hospitais-empresa, por exemplo, é comum a presença de mulheres no conselho de administração, até porque as enfermeiras-chefe estão representadas neste órgão. O sector portuário é o campeão das gestoras femininas com dois dos principais portos nacionais, Lisboa e Sines, liderados por mulheres. Porém, analisando as principais empresas públicas, da Caixa Geral de Depósitos, à TAP, passando pela CP e Águas de Portugal, quase não há gestoras no topo - uma realidade que não deve mudar com este projecto-lei. "A paridade será avaliada na globalidade do sector Estado e não caso a caso. Para nós, o relevante é o sinal político, o principio geral plasmado na lei", esclarece a deputada. 

Espanha é referência Para a presidente do departamento nacional das mulheres socialistas, e membro da direcção da bancada parlamentar, esta lei vai de encontro às melhores práticas de vários países europeus, como Espanha, alguns países nórdicos e França. Mas, ao contrário do que sucede actualmente em Paris - o debate aqueceu quando, esta semana, Nicolas Sarkozy propôs quotas de 40% nos cargos de chefia das empresas cotadas - as companhias listadas no PSI-20 escapam ao âmbito desta lei. "Para já, não vamos por aí porque ainda não é esse o nosso tempo", assegura a deputada. "Acreditamos que o caminho se faz caminhando. E é o Estado que tem em primeiro lugar de dar o exemplo." 

 

Já João Talone, presidente do Instituto Português de Corporate Governance, é contra "qualquer discriminação, positiva ou negativa" e diz que o tema não está a ser debatido no sector privado.

Manuela Augusto confia que a lei apresentada pelo PS seja aprovada por todos os partidos de esquerda e por outras bancadas, caso haja liberdade de voto - mas antecipa críticas: "Há quem diga que as quotas passam um atestado de menoridade às mulheres. Acredito precisamente no contrário: é a ausência das mulheres nas estruturas de decisão que é um sinal de menoridade." E para quem vier acenar com a questão do mérito, também já há resposta: "Isso significa que até aqui, a exclusão das mulheres significava que não tínhamos mérito? As mulheres estão disponíveis e sempre estiveram disponíveis para assumir as suas responsabilidades."

 

Via ionline



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