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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

10
Ago10

Jovens Portugueses escolhem a China para o seu futuro

olhar para o mundo

Jovens portugueses escolhem a China para o seu futuro

 

Rendidos ao bacalhau, ao azeite e ao raiar do Sol português, milhares de chineses foram-se instalando no país a partir da década de 80. Hoje são cerca de 20 mil. Acreditavam em Portugal como terra de oportunidades e traziam na bagagem "negócios da China". Mas agora o número estagnou. A crise fez cair a imigração chinesa em Portugal. "Há cada vez menos chineses a procurar Portugal para viver", comentava o presidente da comunidade chinesa, Y Ping Chow, há cerca de três meses. Mas mais do que estagnar, assiste-se hoje a uma mudança de paradigma. A terra de oportunidades agora é do outro lado da Grande Muralha.

Nas margens do rio amarelo, a realidade é outra. Alguns especialistas dizem que a crise mundial até foi uma bênção para a China, que conseguiu, em 2008, reduzir a taxa de crescimento de 11,7% para 10,6%, valor mais aconselhado pelos economistas. Em 2010, com 86% dos licenciados no mercado de trabalho, a China destronou o Japão e assume-se como a segunda grande potência mundial. O país de arroz, carvão, cereais, algodão, chumbo, zinco, ferro e magnésio foi o que mais cresceu nos últimos 25 anos, e cativa cada vez mais os jovens portugueses. 

"Duas semanas depois de aqui chegar, apercebi-me logo que ia cá ficar por muito tempo", contou ao i, por telefone, a jovem Rita Marta, que vive em Xangai há quatro. Joaquim Moreira de Lemos, cônsul de Portugal em Xangai, explica que "é crescente o número de jovens que descobrem a cidade e manifestam interesse em ficar". Em 2006, o consulado recebeu as primeiras 20 inscrições e, no final do ano, havia quase uma centena. "O número tem vindo a crescer a um ritmo de 30 pessoas por ano", acrescenta. 

Rita e o namorado, João, são apenas dois dos cerca de 250 portugueses que vivem na cidade mais populosa da China. O ritmo de crescimento é semelhante ao da capital, Pequim, onde em 2009 havia quase 300 portugueses inscritos no consulado. São números que não dão toda a ideia da dimensão da comunidade portuguesa na China, já que o i apenas teve acesso às estatísticas dos "portugueses inscritos na secção consular" de Xangai e Pequim. 

João e Rita conheceram-se em Xangai, trabalham no sector de vinhos, vivem juntos, mas têm projectos diferentes. Antes de 2006, data em que chegou à China, João já passara por Espanha, França, Brasil e Moçambique. Cansado de saltar de um lado para o outro, o algarvio tinha decidido que "fosse para onde fosse, queria estabilizar por um tempo". China foi a resposta certa: "É o novo centro do mundo, um país em explosão, onde as oportunidades acontecem diariamente", descreve. Aos 25 anos, começou por estagiar na Câmara do Comércio da União Europeia em Xangai, mas a grande experiência foi na "maior importadora de vinhos da China, a ASC". Depois de dois anos achou que o seu projecto "tinha potencial" e decidiu, em conjunto com um colega italiano, criar uma empresa de comércio de vinhos. "Importamos vinhos italianos para a China. Mas tenho outros projectos que envolvem também vinhos portugueses." João está também a sondar as oportunidades noutros mercados emergentes, como o Brasil. Mas tem uma certeza: "Não vou sair da China nos próximos dois anos." Apesar do entendimento perfeito do casal, rendido aos encantos da metrópole, Rita não ambiciona criar o próprio negócio nem alinhar no do namorado. 

A jovem de Lamego começou por trabalhar numa empresa que importava vinhos portugueses, através do programa INOV Contacto. No final do estágio, que naquela altura era de nove meses, recebeu um convite para continuar. Enquanto reflectia sobre a proposta, Rita viajou um mês e meio para o deserto asiático e passou um mês em Portugal. "Depois voltei. Sabia que ia voltar. Xangai é mais dinâmica que Nova Iorque, tem eventos diferentes todos os dias e o comércio de vinhos está em grande crescimento aqui." Aceitou a proposta, mas seis meses depois decidiu mudar de emprego para "poder progredir no sector". Ao ler uma entrevista com director-geral da gigante espanhola Torres, a jovem portuguesa resolveu de imediato contactá-lo. O resto foi simples: "Enviei-lhe um email, disse aquilo que achava da empresa, as minhas ideias e uma hora depois obtive resposta. Encontramo-nos no dia seguinte e fui contratada para gerente da marca de vinhos portugueses." Rita assumiu também um dos novos projectos da empresa: a Vinoteca Torres em Xangai. Hoje é responsável pela "gestão das contas de prestígio". Trabalho a que dedica seis dias por semana, "nunca menos do que oito, nove horas diárias". Sobre o vinho espanhol tem a melhor opinião. E, apesar de não se considerar uma especialista em vinhos, a jovem de Lamego acredita que o dinamismo e a ambição dos chineses levará o vinho fabricado no país ao topo do mundo nos próximos cinco anos.

Jovens empreendedores Os portugueses que chegam a Xangai têm, na sua maioria, menos de 40 anos, "trabalham em quadros de empresas multinacionais ou por conta própria", informa Joaquim Lemos. Trabalhar por conta própria é também uma das novas aventuras dos jovens na China. Desde o final de Junho, 88 mil licenciados criaram as suas próprias empresas, segundo o ministro conselheiro, Shaogang Zhang. João Gago em Xangai e Nuno Baptista em Pequim aderiram à tendência. 

Portugal - Espanha - Tailândia e Pequim. Este foi o percurso seguido por Nuno Baptista desde que aos 18 anos deixou Lisboa. E, com apenas 23 anos, fundou o "The Ultimate Favour Club". A empresa, na área da educação, oferece cursos de Inglês para chineses e conta com cerca de 40 colaboradores - americanos, ingleses e chineses - e 200 alunos. "Pequim é o melhor sítio do mundo para trabalhar", confessa. Nuno concluiu a licenciatura em Comunicação e Imagem e tem como objectivo expandir o ensino de inglês e, futuramente, de português e espanhol, a todos os distritos de Pequim. Com apenas 23 anos, nunca sentiu que a idade representava uma "barreira nos negócios". Contudo, sempre que lhe perguntam idade, mente e responde 27 ou 30. "Digo isso para me proteger e passar uma imagem de maior profissionalismo e experiência. Aqui joga-se muito com a aparência." Apesar de considerar Pequim "uma cidade moderna mas com demasiadas tradições", o regresso a Portugal não faz parte dos planos. "Portugal só para férias. Gosto muito do Alentejo e da região do Algarve, mas para trabalhar não creio."

Quem parece partilhar da mesma ideia é Isabel Castro. Tem 31 anos e mudou-se para Macau em 2001. Desde o início de Julho que dirige o jornal "Ponto Final". O i não conseguiu obter junto do consulado em Macau o número exacto de emigrantes portugueses lá sedeados. "São perto de 100 mil, mas alguns são chineses que ainda antes da transferência da administração obtiveram a nacionalidade portuguesa, bem como macaenses." Porém, Isabel conta ao i que, quando chegou, apenas dois anos depois da transferência do território de Portugal para a China, "ninguém queria ir para Macau, com receio da administração chinesa". Mas a vaga de emigração lusa voltou entre 2002 e 2003. Especialmente encabeçada por jovens das áreas de advocacia, jornalismo, arquitectura e engenharia. "Na minha redacção somos cinco portugueses e posso afirmar com toda a certeza que, dez anos depois de Portugal ter deixado Macau, o território continua a ser um destino de vida dos portugueses."

 

Via Ionline

08
Jun10

Demasiado sexy

olhar para o mundo

Despedida por ser sexy

 

Ser sexy, com curvas bem evidentes, pode prejudicar a carreira. Que o diga Debrahlee Lorenzana, funcionária do Citibank de Manhattan que foi despedida por ser demasiadosensual(Veja o vídeo)

 

Foi na passada semana que a imprensa americana noticiou  que Debrahlee Lorenzana, gestora de negócios do citibank de Manhattan, terá sido despedida por ser demasiado atraente e por ser foco de distracção para os colegas e chefes.

Debrahlee foi admitida em setembro de 2008 e desde dessa altura que, alegadamente, tem sido alvo de comentários impróprios e ousados por alguns colegas de trabalho.

A empresa diz que os motivos do despedimento se prendem com o facto de Debrahlee usar roupas de executiva muito justas, tornando as suas curvas, já de si evidentes, ainda mais notadas.

O advogado de Debrahlee Lorenzana afirma que a ex-funcionária não tem culpa de ter um corpo atraente e mesmo que vestisse uma burca, não deixaria de ser vistosa e sensual.

É verdade. A vida de Saltos Altos por vezes tem destas coisas: tanto podemos ser acusadas por não estarmos cuidadas, como mais depressa somos despedidas por nos cuidarmos em demasia. Neste caso concreto, a avaliar pelas notícias, Debrahlee Lorenzana foi realmente vítima de uma injustiça, pois vestia-se totalmente de acordo com as regras da profissão que tinha e da empresa. O único "pecado" parece ter sido o facto de ser realmente "demasiado" sexy. Se não estão convencidos, percam uns minutos a visitar os links no final do texto e vejam mais entrevistas em vídeo e fotos da ex-gestora de negócios e tirem as vossas conclusões.

 

Entrevista a Debrahlee Lorenzana (em inglês)

 

Sugestões para usar a roupa mais apropriada ao seu emprego e local de trabalho

Comece por avaliar se a empresa onde trabalha é formal ou informal;

Tenha em conta o cargo que ocupa dentro da empresa;

Perceba se trabalha maioritariamente com homens;

Tenha atenção à necessidade de mobilidade durante o dia de trabalho: está muito tempo sentada? Ou, pelo contrário, trabalha de pé e/ou anda de um lado para o outro?

Pense se faz algum esforço físico dentro da empresa, como, por exemplo, carregar ao mesmo tempo o computador portátil, livros, pastas, etc, ou ainda ter de levar a sua cadeira até à sala de reuniões;

Pense também no tipo de meio de transporte que utiliza para chegar até à empresa;

Não deixe de ponderar os horários de entrada e saída;

O certo:


Tendo em conta todos estes aspectos pode começar por avaliar se a roupa que veste no emprego é a mais apropriada ou não.

Deve procurar transmitir uma boa impressão dentro da empresa com uma imagem cuidadasegura. Essa boa impressão consegue-se sobretudo se estiver com uma imagem respeitável para não se tornar vulgar. Tenha atenção se a roupa é confortáve e lhe permite flexibilidade suficiente para o que faz.

O errado:


O que não deve fazer em caso nenhum é usar roupas transparentes, demasiado justas ou blusas muito curtascom a barriga à mostra. Também deve evitar ter o sutiã à vista ou calças de cintura descaída que deixem visível parte da sua roupa íntima, por mais pequena que seja.

Os acessórios devem ser discretos. A maquilhagem pouco carregada e o perfume não muito intenso, para não desagradar ninguém que trabalhe consigo.

A regra de ouro:


O importante é que as pessoas com quem interage profissionalmente se foquem na sua capacidade de trabalho e não na sua silheuta. O apresentar-se bem é uma consequência de ser competente e não uma causa.

 

Via A Vida de Saltos altos

05
Ago09

Mulher processa universidade por não arranjar emprego

olhar para o mundo

Mulher processa universidade por não arranjar emprego

 

Uma mulher de 27 vai processar a faculdade por não conseguir arranjar emprego. O processo já deu entrada num tribunal de Nova Iorque, revela a "BBC Brasil".

A responsável diz-se sentir lesada por a universidade não lhe ter dado apoio suficiente para arranjar emprego e pede uma indemnização que ronda os 50 mil euros, ou seja, o mesmo valor que gastou em propinas e em outras despesas.

Via ionline

Está visto, na América vale mesmo tudo

 

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