Quarta-feira, 20.10.10

A cidade do dogging

 

Um homem ficou conhecido como “Bob, o Construtor” por usar apenas um capacete de proteção. Um homem nu chegou a comentar com uma mulher que fazia um passeio: “É um bom dia para aquilo, não é mesmo?”. Então, contou Jules Perkins, uma estonteante variedade de forças sexuais tomaram conta desta pequena aldeia no condado de Surrey como em uma cena de um filme pornográfico.

 

“Eu vi dois homens sentados lado a lado assistindo a um homem e uma mulher fazendo sexo”, disse Jules, descrevendo o que testemunhou enquanto passeava com seu cachorro na colina entre sua casa e o café Hog's Back. “Nas proximidades, vi dois homens vestindo apenas cuecas brancas super apertadas”.

 

Mais tarde, ela encontrou um vibrador rosa nos arbustos. “Eu o entreguei a polícia”, ela contou. “Eles disseram: ‘O que devemos fazer com ele?’”. E eu disse: ‘Coloque-o na caixa de achados e perdidos’”.

Puttenham, a cerca de uma hora de Londres, tem menos de 2.500 habitantes e é famosa por sua antiga igreja, seu amigável pub e sua inclusão em “Domesday” – um livro que fez o levantamento das terras inglesas no século 11 – e em “Admirável Mundo Novo”.

 

Bosque

Infelizmente, para muitas pessoas aqui, a cidade também é famosa por ser apresentada em listas de bons lugares para o ''dogging" – isto é, fazer sexo em público, muitas vezes com parceiros que você acabou de conhecer online, para que outros possam ver. O bosque local é tão popular para o sexo gay (principalmente durante o dia) e para o sexo heterossexual (à noite) que a polícia o designou como um “ambiente de sexo em público”.

Sexo em público é uma atividade popular na Grã-Bretanha, de acordo com as autoridades, assim como o grande número de sites que promovem a atividade semilegal. Ela é tratada como crime na Grã-Bretanha somente se alguém que a testemunhar se sentir ofendido e estiver disposto a fazer uma reclamação formal. E os policiais tendem a atuar com suavidade em ambientes de sexo em público, em parte devido ao amargo legado do tempo em que a prática sexual entre homossexuais era ilegal e homens pegos fazendo sexo anônimo em lugares como banheiros públicos eram rotineiramente presos e humilhados.

Sites de entusiastas alertam os praticantes sobre os locais mais conhecidos para dogging – mais de 100 apenas em Surrey – e oferecem dicas de etiqueta para aqueles que ainda estão animados demais ou confusos.

“Se aproxime ou entre na brincadeira apenas se for convidado”, informa o site Swinging Heaven, que diz ter mais de 1 milhão de membros registrados. Richard Byrne, professor sênior em gestão do espaço rural na Universidade Harper Adams, em Shropshire, afirmou que a tecnologia moderna tornou o dogging muito mais conveniente do que costumava ser, graças aos sites de busca, grupos no Facebook e pessoas twittando sobre suas experiências. “E, claro, todo mundo tem celular”, disse.

 

Década de 70

O Swinging Heaven diz que a prática começou na Grã-Bretanha na década de 1970 e que o termo vem do fenômeno de voyeurs que seguiam obstinadamente pessoas fazendo sexo. Outros dizem que os praticantes dizem estar “levando o cão para passear” quando na verdade vão a parques e bosques ao encontro de estranhos nus.

Os britânicos são tolerantes e muito provavelmente não se importariam sobre quem assistiu a quem fazer o quê, desde que todos eles fossem em outro lugar. Por que, os moradores de Puttenham questionam, eles têm de fazer o que fazem a 400 metros da creche da cidade?”.

“Não temos nada contra os gays ou quem quer que esteja lá”, disse Lydia Paterson, que vive na cidade. “É apenas o princípio de ‘Que diabos está acontecendo?’”.

Pistas

Um passeio pelo bosque no outro dia não revelou doggers (estava chovendo), mas muita evidência de sua existência. Muito lixo – preservativos usados, coisas feitas de borracha, páginas arrancadas de revistas pornográficas - se espalha pelo local. As trilhas são cobertas por tapetes pretos que as pessoas convenientemente deixaram ali para a próxima vez.

Os moradores têm pressionado as autoridades a fazer algo, argumentando que o governo deveria simplesmente fechar a parada que oferece acesso ao bosque, na estrada A31. Dessa forma, as pessoas que quisessem fazer sexo não teriam lugar para estacionar.

 

Mas autoridades do governo local se recusaram, dizendo que fechá-lo injustamente iria punir os motoristas que realmente só querem descansar e privar o proprietário do café Hog's Back de seu meio de subsistência.

Sugestões alternativas, debatidas em uma reunião recente do Conselho dos Ministros do Condado de Surrey, incluem a implantação de guardas para patrulhar o local a cavalo, encorajar os caminhantes a espantar os doggers com cães de verdade e colocar touros bravos no local.

“As pessoas disseram: 'Vocês estão falando sério?’”, disse Paterson. “Um membro do gabinete chegou a falar: ‘Se você fechar esse local pode haver um aumento nos suicídios porque essas pessoas não têm para onde ir”.

Alguns moradores mais velhos simpatizam com o município. “Honestamente, isso vem acontecendo há tantos anos”, disse Jennifer Debenham, 71 anos, no pub local. "Eu acho que devemos deixá-los em paz".

Histórias

Enquanto isso, moradores trocam histórias: sobre o homem seminu encontrado em um arbusto que teatralmente fingiu estar procurando por nozes e coisas assim. “Um site nos lista como o local número dois para dogging em toda a Europa”, disse Perkins.

O conselho concordou em instituir um “plano de gestão ativo” que pode incluir o corte de alguns arbustos e patrulhas de segurança. E a polícia recentemente colocou uma placa de alerta às pessoas para que não se envolvam em “atividades de caráter inaceitável” na região.

“Houve muito debate sobre o texto desta placa”, disse Paterson. “Não acho que eles queriam dizer: “Não tenha relações sexuais aqui”.

*Por Sarah Lyall

 

Via último segundo



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Sábado, 23.01.10

Sexo na rua

 

 Gostam do risco. A adrenalina de serem apanhados em flagrante leva-os a procurar os lugares mais improváveis para fazer sexo. O limite pertence à imaginação de cada um: há quem o faça no cinema, em vestiários de lojas, parques de estacionamento ou transportes públicos. 

Flávia (nome fictício) e o namorado já perderam a conta à quantidade de vezes que praticaram sexo em público. "Muitas vezes nem se trata de estarmos na rua, proporciona-se", explica esta bancária de 35 anos. "Para mim é mais uma questão de fugir à rotina, o sexo não tem de ser sempre em casa, na cama ou num sofá. E mesmo em casa podemos apimentar a coisa abrindo, por exemplo, as janelas." Foi o que aconteceu em 2006, quando vivia em Campolide, Lisboa. "Tínhamos um vizinho que estava sempre de binóculos. Numa noite tive a sensação de que ele estava a observar a nossa casa e resolvemos provocá-lo". 

Há dois anos, Flávia quase foi apanhada em flagrante num farol da linha de Cascais. "Era de noite, estava a vestir-me quando comecei a ouvir vozes. De repente, surgiram dois pescadores que tinham estado nas rochas do pontão. Não viram nada, mas devem ter ouvido", conta, entre risos. Quando lhe perguntámos qual a situação mais extravagante por que passou, a resposta é imediata: o vestiário de uma loja. "Fizemos duas vezes e, na segunda, acho que fomos topados pelas funcionárias", recorda. A relação sexual não durou mais de 15 minutos, mas foi interrompida pela voz de uma das funcionárias que comentava com a outra: "Eu não vou lá bater". 

Flávia fala abertamente sobre o tema e assume sem reservas que sempre foi "muito sexual". O facto de estar num local público nunca condicionou a vontade. Pelo contrário. "Sou Touro, e tenho Vénus como planeta regente. Sou assim."

Muitos dos amantes do sexo em público são também voyeuristas e exibicionistas. Entre estes, há uma cultura específica com o nome de dogging, que na prática traduz as aventuras sexuais de casais e singles (alguém sozinho no momento, não necessariamente solteiro) com várias pessoas a assistir. O fenómeno nasceu em Inglaterra mas rapidamente se alastrou a outros países da Europa. Em Portugal, a comunidade dogger não tem a expressão de países como o Brasil ou Nova Zelândia, mas há quem organize encontros clandestinos, combinados previamente na internet, onde abundam fóruns e blogues dedicados ao tema. 

A explicação mais popular para o dogging refere-se ao álibi de quem sai à rua para passear o cão e esconder as aventuras ao ar livre. Apesar de Portugal não figurar ainda no portal outdoorlovemap.com, onde os amantes desta fantasia revelam os melhores locais para fazer sexo ao ar livre, na comunidade nacional há inúmeros sítios assinalados. Normalmente, são parques de estacionamento conhecidos pela movimentação nocturna de casais de namorados. Não os confundamos, contudo, com os doggers: nem todos os frequentadores destes locais estão dispostos a exibirem-se para os voyeurs. Há quem queira simplesmente passar um bom momento a dois, longe dos olhares indiscretos. 

Para não serem confundidos, ou perturbar outros casais, os doggers têm sinais que lhes permitem ser identificados entre si. Quando chegam a um parque de estacionamento, depois de combinarem o encontro pela internet, os participantes anunciam a sua presença ligando os quatro piscas. "Se alguém responder com o mesmo sinal, significa que está disposto a alinhar no jogo", explica um dogger português. Os códigos variam: há casais que deixam os mínimos ligados ou a janela aberta, dando a entender que esperam alguém. Em Inglaterra, por exemplo, os exibicionistas estacionam o carro e acendem a luz interior do veículo. 

Depois de fazerem o reconhecimento, os carros são estacionados lado-a-lado e o jogo começa. Na maior parte dos casos, dogging consiste em estimular e explorar o voyeurismo de quem assiste e o lado exibicionista de quem se expõe. Para os casais que decidem partilhar a sua performance sexual em público, a excitação está exactamente do lado de fora, em quem observa. "O jogo de sedução é diferente e muito excitante", explica um dogger. Por outro lado, diz outro adepto desta fantasia, "o facto de serem quase sempre desconhecidos garante a privacidade e protecção de identidade necessária neste tipo de aventuras".

O contacto físico não é obrigatório: um olhar entre os vidros embaciados pode ser suficiente para apimentar uma relação sexual. Mas há casos de singles, quase sempre homens, que são convidados a participar. Por uma questão de segurança, os participantes evitam revelar na net os locais onde estas sessões acontecem. E é também frequente os utilizadores publicarem mensagens sobre mirones indesejados que povoam estes locais. O "dogging e carparking", lê-se no fórum, "embora sejam actividades praticadas em locais públicos, são sempre momentos privados de casais e singles que decidem partilhar a sua performance sexual perante outro". E, se o facto de estar perante desconhecidos funciona como um estimulante, também aumenta o risco. "Estar envolvido com o outro, concentrados no que estamos a fazer e a assistir, muitas vezes totalmente nus, torna-nos vulneráveis a muitos perigos", escreve um casal. 

No cinema Jorge (nome fictício), outro amante do sexo em público, nunca fez carparking mas confessa que a ideia é "excitante". Mais do que ter gente a observar, este jovem de 26 anos admite que o risco é um afrodisíaco de peso forma como vive o sexo. Há mais de três anos que tem uma relação estável e concretizou recentemente uma fantasia há muito esperada: fazer sexo no cinema. "Tínhamos bilhetes para a sessão da meia-noite, num centro comercial conhecido de Lisboa", conta. Sentaram-se numa das filas de trás e resolveram arriscar. "Não estavam mais de 20 pessoas, correu bem. O filme era chato."

Via Ionline



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Quinta-feira, 03.12.09

 

 

Cartel promocional de la película.

Cartel promocional de la película.

Tanto monta, monta tanto, Isabel como Fernando. Y nunca mejor dicho. Al fin y al cabo estamos hablando de lo mismo, ya sea en su versión anglosajona o hispánica. De un tiempo a esta parte se está hablando mucho de las prácticas sexuales que tienen como denominador común el hecho de ser realizadas al aire libre, de manera anónima y en grupo.

En 'La noria' han hecho su debate pertinente y en otros programas han abordado la cuestión, normalmente, desde una óptica tremendista y acusadora. Ya sabéis, el típico reportaje realizado con cámara oculta, ilustrado con música de película de miedo, voz en off preocupada y con un trasfondo moralista indudable.

Al tratarse de comportamientos sexuales minoritarios o poco convencionales es muy fácil echarse las manos a la cabeza, mesarse los cabellos y barbas y condenar al fuego eterno a quienes los ponen en práctica. Aunque a más de uno le brillen los ojos o sientan un particular come-come al hablar de la cuestión. La hipocresía en estos temas es el pan nuestro de cada día. No es ninguna novedad.

Las personas más críticas o que se escandalizan con la promiscuidad, con el sexo entendido como un simple intercambio de fluidos desprovisto de cualquier tipo de condicionante afectivo o moral suelen utilizar la expresión 'como los perros' a la hora de describir y descalificar esta manera de desenvolverse sexualmente por la vida.

Como sucede con muchos insultos o términos peyorativos, los aludidos pueden darle la vuelta a la tortilla y tomar por bandera precisamente la palabra utilizada como instrumento de agresión. Esto es lo que ha sucedido precisamente con el 'dogging'. O sea, hacer el perro. Se trata de una práctica sexual nacida en Reino Unido en la década de los 70 en la que convergen y coinciden varias parafilias: exhibicionismo, voyeurismo, intercambio de parejas.

Por cierto, en el Reino Unido se trata de un fenómeno de tales dimensiones que ha inspirado el guión de una película que está a punto de estrenarse. Se llama 'Dogging, a love story'. ¿Para cuándo un remake a la española con Willy Toledo?

Este tipo de encuentros sexuales no surge espontáneamente. Normalmente, como sucede con los espacios dedicados al 'cruising' gay (en cierta manera, antecesor del 'dogging'), se trata de lugares conocidos por sus practicantes en los que es muy difícil que un despistado se encuentre con el pastel. Se trata de espacios al aire libre, alejados de cualquier tipo de concentración humana, y que quedan fijados previamente en los foros de acceso restringido de páginas web de contactos o de practicantes, ya sean veteranos o novatos.

Por las noches ya refresca.

Por las noches ya refresca.

 

En España la asociación 'Dogging Spain' cuenta, a través de su página web, con más de 55.000 usuarios, aunque sospecho que no todos son muy activos. No son los únicos. También existe esta (quizás se trate de una escisión, no sé): E-dogging.La forma de operar siempre suele ser la misma. Normalmente, se fija un lugar de encuentro, día y hora (según la ciudad o comunidad autónoma) y el afiliado debe indicar si acudirá al encuentro sólo o acompañado y en qué plan, si a mirar o a participar.

Todavía hay pocas mujeres solas que se aventuren a practicar este tipo de sexo anónimo y grupal, aunque cada vez hay más parejas que participan en estos encuentros. Por cierto, que desde Dogging Spain se recuerda la obligatoriedad del uso del preservativo en todos los encuentros. Ignoro si la recomendación se sigue a rajatabla. Espero que sí. Más que nada porque, con tanta gente, hay que andarse con ojo.

Retirado de Cama redonda

 



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