Domingo, 09.01.11

Valsa da meia noite e muito mais

 

A par do concerto de Ano Novo, a valsa vienense é famosa mundialmente. Em Janeiro arranca a temporada dos mais belos bailes. Por cá, na escola Alunos de Apolo, em Gaia, formámos par para aprender os passos da valsa. Está aberta a pista.

«A valsa foi das primeiras danças a juntar homem e mulher a menos de cinco centímetros», diz José António Gomes. Dançarino há 20 anos, o professor do Clube de Danças de Salão de Gaia - Alunos de Apolo prepara-se para mais uma aula dedicada à valsa: vienense e inglesa. Através da sua história vais facilmente identificar o que as distingue, além do país de origem.

Johan Strauss foi quem celebrizou a valsa vienense, inspirada nas danças camponesas tradicionais austríacas e desenvolvida depois por outros compositores. Era uma dança em quadrilha, famosa nas cortes. Já Isabel I é a responsável pelo nascimento da valsa inglesa. Numa festa de aniversário da rainha de Inglaterra, a Áustria quis presenteá-la com a sua dança típica. A monarca gostou tanto que quis aprender os passos, mas como eram muito rápidos pediu à orquestra para tocar um pouco mais devagar. Assim surgiu a valsa inglesa!

 

A diferença está precisamente no ritmo. «A valsa vienense é mais rápida, logo permite menos variações de passos. Quanto à inglesa, é mais lenta, pelo que aumenta as variantes dos movimentos corporais», explica o professor.

Está na altura de passarmos da teoria à prática. Alinhados, os pares adoptam a postura correcta: costas direitas, cotovelos ao nível dos ombros, pernas ligeiramente flectidas, cabeça levantada e pescoço esticado. «A postura não é necessária para que os passos saiam perfeitos. Mais do que a posição do corpo, é preciso interiorizar a dança, imaginá-la à sua época e contexto», diz.

A valsa inglesa rege-se por três tempos e o primeiro é o mais forte:«Um... dois, três», exemplifica José. O passo base da valsa chama-se Closed Change e consiste em três fases: o primeiro passo marca a direcção; o segundo é lateral ao primeiro; e o terceiro junta os pés e troca de peso ou de perna. Se o primeiro pé a avançar for o direito, temos um Right Closed Change. Se começarmos com o pé esquerdo, então já estamos a fazer um Left Closed Changed.

Só se considera um passo de dança quando a troca de peso acontece. Concretizado o passo, a figura que fazemos no chão é um rectângulo e se fizermos com os dois pés então já desenhamos um 'oito''.

 

Para o Marco, de 12 anos, a dança fá-lo sentir-se «maior». Já a sensação para Raquel, de 11, é de «espaço». Formam par há dois anos e contam inúmeros títulos: campeões nacionais de danças latinas, vencedores do ranking 2010 e da Taça de Portugal e vice-campeões nas mesmas categorias nas danças clássicas (onde se inclui a valsa).

Aceleramos o ritmo e a valsa vienense custa mais a entrar nos pés. Mais novos que o par anterior, a Nélia e o André concordam: «A valsa vienense é mais difícil». O professor pára a música para dar um conselho: «Não vale a pena correr, respirem». A música recomeça e os pares retomam os rodopios pelo salão, desta vez com mais leveza.

O Fábio e a Vânia, a Daniela e o Celso são um pouco mais velhos que os demais colegas e preferem o samba, o jive e a rumba, mas todos têm em comum o gosto pela dança e a maioria ambiciona tornar-se profissional. Pelo que vimos, vão no bom caminho... Um, dois, três...

ALUNOS DE APOLO GAIA

R. DA BÉLGICA, 2318 A 
CANIDELO
VILA NOVA DE GAIA

TEL. 919 839 237/ 918 534 203

WWW.APOLOGAIA.COM

 

 

Via Sol



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Quinta-feira, 09.09.10

Passos de dança

 

Investigadores da Universidade Northumbria, no Reino Unido, dizem ter descoberto ospassos de dança mais atractivos para as mulheres. O trabalho insólito foi publicado hoje na revista científica "Biology Letters", e dá direito a vídeos que servem de guia para os homens que queiram ser bem sucedidos junto do público feminino.

Os investigadores dizem ter identificado pela primeira vez as diferenças biomecânicas entre um bom e um mau bailarino. Nick Neave, um dos autores do trabalho, explica que os movimentos positivos transmitem sinais honestos da saúde, vigor e força dos homens.

O trabalho teve por base 19 voluntários, entre os 18 e 35 anos, transformados em avatares com recurso a tecnologia 3D. O seu desempenho foi avaliado por 35 mulheres heterossexuais. Conclui por exemplo que a percepção feminina de um bom ou mau dançarino visa sobretudo os movimentos do pescoço e tronco.

"Os homens de todo o mundo vão querer saber que movimentos podem usar para atrair as mulheres", disse Neave, num comunicado da universidade. "Sabemos agora para que zona do corpo as mulheres estão a olhar quando fazem o julgamento da atractividade da sua dança. Se um homem souber quais são os movimentos chave, pode treinar, e melhorar as hipóteses de atrair uma mulher com base no seu estilo de dança."

 

Via ionline



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Quarta-feira, 01.09.10

A dança dos pénis rasgados

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Comparadas com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Venha daí conhecer a dança que anda a 'fraturar' pénis na Jamaica.

Se é homem e gosta de danças que incluam o dito "roça roça", este post é dedicado a si. Já ouviu falar do "daggering"? Aquela dança que anda a deixar os pénis dos jamaicanos literalmente rasgados? Isso mesmo, rasgados. Se não quer que lhe aconteça o mesmo venha daí descobrir o que isto é antes de ser apanhado desprevenido numa qualquer noite de loucura, algures num bar duvidoso.

 

Fui alertada para a questão do "daggering" por um homem que, ao ler a descrição das mazelas, me confessou estar a começar a ficar mal-disposto. Pus-me a ler na Web e encontrei uma notícia do jornal "Daily Caribean" que relatava o seguinte cenário: desde o ano passado, aos hospitais jamaicanos chegam todos os meses pelo menos 4 a 5 homens com pénis 'fraturados', na sequência da dança que é já apelidada de "sexo seco". O aumento gradual de casos levou mesmo o Governo da Jamaica a proibir que este género de música seja passado na televisão e na rádio.

 

A moda do "sexo seco"

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Pois bem, comparado com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Em bares e festas privadas a moda pegou, com homens e mulheres a simularem movimentos sexuais enquanto dançam. Na grande maioria das vezes, a dança é violenta e as mulheres adotam uma posição submissa (humilhantemente submissa, diria eu). A própria expressão "daggering" revela muito: "dagger" significa punhal e, diria eu novamente, é mesmo à punhalada que o pénis intervém nesta dança.

Além dos choques e quedas aparatosas, uma das lesões cada vez mais comuns é o tecido do pénis ereto romper-se com o embate violento no osso pélvico da parceira. Até a mim - que não tenho o dito cujo - me dói só de pensar no rasgão.

 

Dançar, mas com glamour

Gosto de dançar e quem lê este blogue com regularidade já o sabe. Sou adepta do glamour do tango e, de vez em quando, cai-me a anca para a sensualidade do chorinho. Contudo, confesso que aqueles bares cada vez mais em voga onde dá a sensação que se pode sair de lá grávida, sem saber quem é o pai, não fazem o meu género. Isto do "daggering", muito menos. Ao ver as imagens só me ocorre uma pergunta: e que tal arranjarem uma quartinho, hein?

Nunca me considerei uma conservadora, mas parafraseando a eterna frase da minha avó Laura: "Isto é um verdadeiro p....o, senhor Alfredo!". Espero que a moda não pegue em Portugal.

 

 

 


 

Via A Vida de saltos Altos



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Domingo, 16.05.10

Alguma vez se sentiram coladas ao chão, sem saberem o que fazer, quando chegam a uma pista de dança e alguém vos estende a mão em forma de convite? Eu já. Admito que sou aquilo a que muitos chamariam um "pezinho de chumbo". Como superar isto? Aqui vai a lição simples... dada por um homem:

"Paula, imagina que isto é sexo", diz ele. "Isto só podia vir da cabeça de um homem", penso eu, com desdém. Aperta-me contra ele. Sinto-lhe a barba a roçar na minha cara suada. Fecho os olhos... Não vou dar parte fraca: "Sexo na vertical, não é o que lhe chama? Vamos a isso".

 

 

Dirty Dancing... o eterno filme do imaginário do mundo dos saltos altos
Dirty Dancing... o eterno filme do imaginário do mundo dos saltos altos

Não há constrangimento físico. Estou nas mãos de um amigo. Ele lidera, eu deixo-me ir. O ritmo seduz-me. A música parece que me beija arrebatadoramente. Quando dou conta - e sem saber muito bem como - percebo que estou num género de kamasutra... sem sequer ter tirado a roupa.

Oiço alguém dizer: "Não fazia ideia que ela sabia dançar isto". "Nem eu", penso sem abrir a boca. Ali estou eu, tal qual tímida Jennifer Grey nos braços de um Patrick Swayze à portuguesa.

 

Percebo, finalmente, o verdadeiro significado do conselho inicial do meu amigo: como em tudo na vida, também na dança a entrega é necessária. Sem receio de arriscar ou de sermos ousados. Sem nos preocuparmos no que os outros vão a pensar. Sem medo de falhar. Porque quando menos esperamos, superamo-nos a nós próprios.

 

 

 



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