Quarta-feira, 09.03.11

Fantasias sexuais

 

Tenho fantasias sexuais e me excito quando penso nelas. Também já sonhei que estava transando com meu namorado e cheguei ao orgasmo. No entanto, quando estamos na cama de verdade, não fico excitada, nem tenho um orgasmo. O que pode estar acontecendo comigo? - Carla Aghengui, São Paulo

 

Nosso estímulo ao sexo passa basicamente por três fases: a do desejo que vem quando pensamos na possibilidade de uma relação sexual, a do o preparo do ambiente e/ou dos acessórios que serão usados, e a de imaginar as fantasias sexuais sobre o ato que será vivenciado. Geralmente, aprendemos que as fantasias sexuais são secretas e servem apenas para estimular a atividade sexual, sem necessariamente ser essa atividade em si. Falar sobre elas ainda é um tabu social. O que devemos entender é que ela pode, sim, ser utilizada na hora do sexo, ajudando mais facilmente na manutenção do desejo e na chegada ao orgasmo.

 

 

 

Uma explicação possível para seu caso seria a de quevocê não acredita que suas fantasias possam ser vivenciadas junto de seu parceiro. Você já tentou levar para a cama suas fantasias? Existe alguma possibilidade de conversar com seu parceiro sobre suas necessidades? Muitas vezes basta este pedido para que a fantasia passe a fazer parte da vida sexual de vocês, sendo um facilitador do seu orgasmo.


Há um livro muito bom sobre isso chamado “No Jardim do Desejo”, dos autores americanos Wendy Maltz e Suzie Boss. A história fala sobre as diversas possibilidades de pensarmos e fantasiarmos sobre nossos desejos sexuais, com o objetivo de buscar e obter o máximo de prazer possível na hora da relação. É uma boa leitura sobre o assunto.

 

Diferentemente do que a sociedade, em geral, nos leva a pensar, a fantasia sexual não é uma espécie de traição a seu parceiro, mas sim uma maneira de nos reconhecermos enquanto mulheres e aprendermos sobre nossas necessidades. Cuide das suas e traga para sua relação a dois. Se acreditar que seu parceiro pode ouvir, conte a ele. Se achar que ele não pode ou não deve ouvir, guarde para você. O que passa e acontece dentro da sua cabeça ninguém poderá controlar, é um mundo apenas seu. Lembre-se que vale a pena ser feliz sexualmente e buscar qualidade de vida sexual junto do seu parceiro.

 

Via Marie Claire



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Sábado, 29.01.11

 

Acordo ortográfico

 

Em relação ao acordo ortográfico, não vi referências específicas sobre: 1. Connoscoem Portugal, que os brasileiros escrevem com um "n" (conosco). 2. Húmido (e derivados) que no Brasil são escritos sem "h" vão perder ou não o "h"? (aplica-se o ponto 1 ou 2 da Base II do acordo?)
Pierre Filipe (Brasil)


O Acordo Ortográfico não é explícito relativamente à questão colocada, mas permite-nos verificar que, neste e em outros casos, as diferenças ortográficas entre o português europeu e o português do Brasil não vão desaparecer com a aplicação deste acordo.

Em relação às formas connosco/conosco, mas também em relação a outros contextos análogos, como comummente/comumente, não há no Acordo Ortográfico de 1990, nomeadamente na Base IV, que diz respeito às sequências consonânticas, qualquer indicação sobre este contexto consonântico, o que permite manter as tradições ortográficas de Portugal (ex.: connosco, comummente) e do Brasil (ex.: conosco, comumente).

Relativamente ao uso do h inicial, a Base II do Acordo Ortográfico preconiza, na alínea a) do ponto 1, que o h inicial se emprega "por força da etimologia: haver, hélice, hera, hoje, hora, homem, humor", o que justifica o uso de húmido com agá (válido na norma europeia do português) ou sem agá (válido na norma brasileira do português), uma vez que este pode derivar do adjectivo latino humidus que tem também uma varianteumidus.
Por outro lado, a alínea a) do ponto 2 da mesma base indica que o h inicial se suprime "quando, apesar da etimologia, a sua supressão está inteiramente consagrada pelo uso: erva, em vez de herva; e, portanto, ervaçal, ervanário, ervoso (em contraste comherbáceo, herbanário, herboso, formas de origem erudita)", o que justifica o uso deúmido sem agá (válido na norma brasileira do português), mesmo que não houvesse o adjectivo latino umidus.
Se compararmos a Base II do Acordo de 1990 com a correspondente Base III do Acordo de 1945 (para o português de Portugal) ou com o ponto III do Formulário Ortográfico de 1943 (para o português do Brasil), verificamos que não há nenhuma alteração pertinente nas prescrições ortográficas, mas antes que húmido ou úmido são justificáveis segundo os critérios explicitados, apesar de as tradições ortográficas das duas normas consagrarem apenas uma das formas em cada norma.

 

 

Via Flip



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Quarta-feira, 26.01.11

Dúvidas sobre a fertilidade masculina

 

Caxumba deixa o homem estéril? Espermatozóides sofrem alterações no DNA? Qual a mulher que nunca teve dúvidas sobre a fertilidade masculina? Para matar a curiosidade, o Vila Mulher conversou com Sandro Esteves, andrologista graduado pela Fundação Cleveland Clinica, nos Estados Unidos, e Diretor do Centro de Referência em Fertilidade Masculina, em Campinas. 
Confira abaixo alguns mitos e verdades sobre o assunto - tudo o que você quis perguntar, mas não teve coragem.

 

Caxumba realmente deixa o homem infértil?


Depende. Se ocorrer após os 12 anos de idade e inflamar os testículos, existe um risco de o homem ficar infértil, que varia de 30-50%, dependendo de a inflamação ocorrer de um ou ambos os lados dos testículos, respectivamente. O vírus da caxumba pode causar uma inflamação nos testículos chamada orquite viral, que mata as células germinativas que dão origem aos espermatozóides. Na maioria dos casos, o testículo volta a produzir os espermatozóides depois da infecção, mas na proporção que mencionei haverá alteração da fertilidade que pode variar de uma alteração leve na quantidade e qualidade dos espermatozóides, até uma alteração gravíssima, levando à esterilidade. A prevenção é a vacinação.

 

Cigarro interfere no número de espermatozóides?


Não, o cigarro não diminui o número, mas sim a qualidade dos espermatozóides. Muitas pesquisas indicam que homens que fumam têm uma quantidade maior de leucócitos no sêmen. Os leucócitos são os glóbulos brancos que defendem o organismo das agressões. Quando em excesso, eles liberam os radicais livres do oxigênio, que são substâncias extremamente nocivas, as quais atacam tanto as membranas dos espermatozóides quanto o material genético dos mesmos, diminuindo a sua função e, conseqüentemente, podendo causar infertilidade. Este fenômeno é denominado "estresse oxidativo".

 

Álcool e drogas causam infertilidade?


Sim. Existem estudos indicando que o excesso de álcool e drogas altera os hormônios da hipófise (glândula localizada no cérebro e que produz diversos hormônios, entre eles, o FSH e o LH, responsáveis por estimular os testículos a produzir os espermatozóides e a testosterona). Não se sabe ao certo qual o limite de álcool, pois há uma grande variação individual e também o tipo de bebida. Quanto às drogas, estudos indicam que maconha, cocaína e heroína são as mais nocivas para a fertilidade.

 

Tumores nos testículos é sinal de infertilidade?


Não, pois homens que tiveram um dos testículos removidos por tumor podem ser pais sem auxílio de tratamento. Entretanto, a remoção de um dos testículos acometidos por um tumor diminui em 50% a quantidade das células germinativas, que originam os espermatozóides. Assim há maior dificuldade destes homens engravidarem suas esposas naturalmente, e alguns deles terão que recorrer às técnicas de reprodução assistida para serem pais. Felizmente, hoje as técnicas estão avançadas e têm ajudado muitos homens com infertilidade.
Assim como os óvulos, dependendo da idade do homem, os espermatozóides sofrem alterações no DNA?

Alterações no DNA espermático iniciam-se a partir dos 35 anos de idade. Existe o risco de mutações do material genético do espermatozóide, que aumenta com a idade. Para se ter uma ideia, o risco de um homem com mais de 40 anos de idade gerar uma criança com uma malformação é o mesmo do que o risco de uma mulher na faixa de 35-40 anos ter um filho com síndrome de Down. Portanto, pode-se dizer que, de forma geral, o risco de um homem com mais de 40 anos ter um filho com algum problema sério de nascença é 20% maior do que aqueles com menos de 40 anos de idade.

 

Usar lap top no colo pode contribuir para a esterilidade masculina?


Essa é uma pergunta de muitos pacientes em consultório. Na verdade, os testículos são um órgão localizado fora do resto do corpo, e isso tem uma razão. Para funcionarem bem, eles precisam estar a 1,5 ou dois graus Celsius abaixo da temperatura corpórea. Portanto, não é recomendado o uso de computadores no colo, uma vez que eles aquecem a região íntima. Já existem estudos que relacionam esse hábito a uma possível esterilidade.

 

Via Vila dois



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Quarta-feira, 22.12.10

sexo, sexualidade, dúvidas e buscas

 

A sexualidade ainda é um assunto muito difícil de falar com leveza. Existe uma linha muito ténue entre o adequado e o vulgar, as pessoas ainda não conseguem lidar com a própria sexualidade, na verdade, ainda confundem sexualidade com sensualidade. É bem verdade que uma pessoa sensual lida melhor com a própria sexualidade, mas existe também aquelas que não têm sensualidade nenhuma e vive uma sexualidade exagerada, libertina e inconsequente.

Vejo na nova geração uma "liberdade sexual" maior que as meninas da época da minha adolescência, quero dizer que, sinto que os jovens vivenciam sua sexualidade com menos tabus. O que ainda não sei é se a percepção do que venha ser uma sexualidade saudável está bem esclarecido na "cabecinha" dessas "crianças".

Mulheres que estão entre 30 e 50 anos, tiveram uma educação sexual ainda muito repressora. Grande parte foi educada para ter sexo apenas depois do casamento, que sexo era "sujo" e de que os homens eram apenas grandes "aproveitadores" e, que ter uma vida sexual sendo solteira era "cair na boca do povo". Eu mesma vivi uma adolescência vigiada sexualmente, numa época onde o culto ao corpo teve sua explosão.

Hoje esse culto está voltado para o "corpo perfeito" no lugar da saúde e peso ideal, mas isso é outro assunto. Mas no que diz respeito ao corpo, continuamos tão confusos como no meio e no fim do século passado. Ainda esbarramos nos conceitos pré-estabelecidos pelos valores de nossos pais e os valores que a nova sociedade tem tentado estabelecer nos dias de hoje.

Nos permitiram a sentir e a dizer que sentimos "tesão", mas só pode ser por nossos "homens" e, eles ainda desejam uma "dama" na sociedade e uma "safada" na cama, mas ainda não sabem o que pensar como suas mulheres assumem esses papéis. Por que? Porque nós mulheres continuamos machistas na educação de nossos filhos homens, e fazemos pior com nossas filhas, estamos passando mensagens dúbias, mensagens muito parecidas com as que foram passadas às nossas mães.

Exatamente nesse momento de transição de comportamento sexual é que nos encontramos. Uma transição que já dura décadas, e na minha percepção durará algumas ainda. Sei que em algum tempo as mulheres saberão exatamente que comportamento emitir para ser considerada sensual, quais atitudes adequada para uma "dama" e para a "safada" sem perder o prazer de ter prazer, de seduzir e ser seduzida, de amar e ser amada. Porque nesse momento o q existe é uma confusão de pensamento, uma distorção do que é saudável e o que é nocivo nos comportamentos sexuais.

Uma mulher sensual é percebida por muitos como "fácil", e muitas mulheres realmente usam sua sensualidade de forma inadequada, utilizam o poder de sedução sem critérios pessoais, sem se preocuparem com consequências emocionais e sociais. Muitas devem se perguntar, por que devo me preocupar com que os outros pensam? Realmente não deve se preocupar, mas deve se lembrar que é uma pessoa que vive em sociedade, e que como mulher profissionalmente ativa o comportamento é prioridade, portanto é preciso ter cuidado sim de como "os outros" te percebem.

Estamos vivendo uma transição no comportamento sexual feminino. Não sabemos como nos comportar e nem mesmo como pensar, diferentemente das comportamentos bem estabelecidos no começo do século passado, onde todos sabiam quem eram as "boas moças" e as "moças de vida fácil" - deselegantes esses conceitos. O que quero dizer é que, sabíamos exatamente como nos comportarmos para sermos consideradas "damas"ou "putas". E hoje? Hoje vejo mulheres "comportadas" que trabalham como garotas de programa, e conheço outras muito sensuais cheias de grandes restrições quanto a sexualidade. 

Como psicoterapeuta de relacionamento e de sexualidade, sinto-me engatinhando no que se refere a compreensão do que é adequado e satisfatório para orientação e condução de meus pacientes. Como pesquisadora do comportamento sexual humano, sinto-me em extâse com tantas nuacias a serem estudadas. Como mulher sensual vivo a dualidade de interpretação por parte da sociedade, como mulher que ama um homem viril e sedutor vivo o desejo de fazê-lo feliz - e para isso devo ser uma "safada", e a mulher serena, doce e equilibrada que se faz necessário num relacionamento.

Temos um longo caminho pela frente, não sei como as coisas vão se definir, nem mesmo sei se viverei para ver esse novo comportamento estabelecido. Sei apenas que nesse processo de aprender um novo comportamento sexual teremos muitas dúvidas e muitas buscas.

 

Via Psicóloga LU



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