Terça-feira, 15.12.09

Carro, comprar ou alugar?

Comprar um carro é fácil, mas obter o melhor financiamento nem sempre é assim tão simples. A escolha do modelo não é a única questão. Há também que decidir qual é a taxa de juro mais adequada e qual é o melhor prazo de pagamento, no caso de se ter de recorrer ao crédito bancário. Dar ou não entrada é outra decisão que se tem de tomar. 

O crédito automóvel é uma das modalidades mais usadas no mercado português tanto para a compra de veículos novos como usados. Por norma, a taxa de juro varia consoante os anos do carro. Isto significa que, na maioria dos casos, quanto mais novo for o carro, menor será a taxa de juro. 

Contudo, as opções não ficam por aqui: poderá também recorrer a um crédito pessoal - este pode ser usado tanto para a compra de um veículo, como para pagar uma viagem com que tanto sonha, entre muitas outras finalidades. Neste caso, a taxa de juro pode não ser o ponto forte deste financiamento, uma vez que é pouco atractiva na maior parte dos casos. Porém, tem como grande vantagem a elevada taxa de sucesso de aprovação por parte das instituições financeiras. Por outro lado, possibilita prazos mais alargados, o que permite ter uma prestação mensal mais baixa. Uma situação desejável para grande parte das famílias portuguesas, pois ganham um maior fôlego no orçamento familiar. 

Existem outras alternativas no mercado: o leasing, o aluguer de longa duração (ALD) - cada vez menos frequente segundo a associação do sector - e o renting. É, contudo, a primeira que está a ganhar cada vez mais terreno junto dos particulares. Com estas modalidades, nunca é proprietário do veículo, mas se optar pelo leasing tem sempre a opção de compra no final do contrato. 

Regra geral, as prestações no leasing são mais baixas do que as restantes opções de financiamento, uma vez que se beneficia de um valor residual que é saldado no final do contrato (ver tabela). Ao mesmo tempo, fica-se livre do imposto de selo e, no caso do renting, conta-se ainda com outro tipo de serviços, nomeadamente revisões, podendo-se mudar de viatura se assim o desejar. 

Qual é a melhor solução? "Tudo depende do uso que se vai dar ao carro. Quem usar muito tem tendência para optar pelo renting porque conta com uma série de serviços associados, como, por exemplo, revisões incluídas, trocas de pneus ou até mesmo o pagamento de seguros", revela o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Hélder Pedro. 

O que é certo é estas alternativas têm vindo a conquistar cada vez mais adeptos. Segundo as contas da Associação Portuguesa de Leasing e de Factoring (ALF), até ao final de Outubro foram adquiridas através de leasing 36 907 viaturas, cujo valor ronda os 783 milhões de euros. Já através do renting foram adquiridas 21 101 viaturas, representando um valor de 409,2 milhões de euros. 

De acordo com o presidente da ALF, Beja Amado, "estes números têm tendência para crescer, principalmente nos particulares, que dão cada vez mais importância aos preços baixos", afirma ao i. 

Simulação Passando da teoria às prática, quem pedir um empréstimo no valor do carro mais vendido até Outubro - o Ford Fiesta 1.25 i titano de cinco portas que custa 15 610 euros - no BCP (o maior banco privado português) terá de pagar 242,37 euros por mês por um crédito automóvel, durante 84 meses e com uma entrada inicial de 100 euros, segundo uma simulação online. O banco cobra uma taxa nominal de 7% e uma taxa anual efectiva global de encargos (TAEG) de 8,7%.

Já a Caixa Geral de Depósitos, o maior banco do país, para o mesmo valor e mesmo período de tempo, cobra uma prestação mensal de 275,95 euros, sem exigir entrada inicial. A taxa de juro aplicada é de 10,7% e a TAEG de 12,83%. 

Recorde-se que o Banco de Portugal já definiu os tectos máximos das taxas de juro a aplicar no crédito pessoal a partir do próximo mês de Janeiro. Os contratos para o crédito automóvel poderão cobrar no máximo 8% quando destinados à locação financeira de veículos novos (um regime segundo o qual o utilizador paga um montante mensal durante o período estabelecido e findo o qual tem a opção de comprar pelo valor restante), e 10,3% para os veículos usados. 

Nos contratos com reserva de propriedade (o usual crédito automóvel) para carros novos, os juros máximos serão de 11% e nos carros usados 16,1%. 

Opções não faltam no mercado mas não nenhuma solução é milagrosa. O desafio é saber escolher o financiamento que mais se adequa ao seu caso.

 

 

Via ionline
 



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Sexta-feira, 12.06.09

Como utilizar bem oseu cartão de crédito

 

O número de portugueses com cartão de crédito continua a aumentar: um em cada três adultos tem pelo menos um na carteira. São muitos os benefícios de usar o plástico nas compras, desde o peso que se liberta por não carregar moedas até à facilidade de transacção em qualquer parte do mundo, não esquecendo a possibilidade de aceder a um crédito sem ter de falar com o gestor de conta. Mas nem tudo são rosas: o abuso do cartão pode ser uma catástrofe. As taxas de juro aplicadas são das mais elevadas da banca. Para que continue a fazer as suas compras descansado, o i diz-lhe quais são as dez principais regras no uso dos cartões de crédito.

1. A melhor dívida é a que não existe

A taxa anual efectiva dos cartões de crédito dos maiores bancos portugueses é em média de 20%, o que é mais de seis vezes superior à taxa actual dos créditos à habitação. Porém, é possível usar o crédito do cartão sem pagar juros, basta que pague a dívida no chamado período de crédito gratuito, que pode ir até 50 dias. Para a maioria, a melhor opção é mesmo optar pelo pagamento automático da totalidade do crédito. "Quem paga o crédito a 100% e fiscaliza os seus gastos não deverá ter problemas", avisa a directora do Observatório do Endividamento dos Consumidores, Catarina Frade. Se precisar de se endividar, escolha primeiro o crédito pessoal ou ao consumo, porque o valor das taxas de juro é metade do praticado nos cartões de crédito.

2. Não caia na ratoeira do mínimo

Uma taxa elevada é mau para si, mas é bom para os bancos, por isso é natural que eles incentivem o uso do crédito além do período gratuito. As instituições financeiras apenas exigem que pague um determinado valor mínimo, uma percentagem entre 3% e 5% do limite de crédito. Aliás, quando se opta pelo pagamento por débito directo, alguns bancos registam por defeito que o pagamento mensal é pelo valor mínimo. Ora, seguindo pelo valor mínimo entra-se numa bola de neve. Se no final do mês tiver um saldo de 2000 euros e só amortizar mensalmente 5% da dívida, deixando o restante a capitalizar a uma taxa anual de 20%, então demorará mais de 30 anos a pagar as compras.

3. Não se afunde mais

"Quem já tem problemas de crédito deve evitar usar o cartão de crédito", avisa Catarina Frade. A investigadora salienta que este "é o crédito mais caro que existe". Se tem dificuldade de controlo, pegue num saco de plástico, ponha todos os cartões de crédito lá dentro, encha-o de água e coloque-o no congelador. Da próxima vez que se sentir tentado, o tempo de descongelamento deverá ser suficiente para esfriar os seus desejos.

4. O melhor cartão não tem anuidade

Se consegue pagar a dívida do cartão no período sem juros, então o que mais o deve preocupar é o pagamento da anuidade, a comissão anual da utilização. Embora não seja prática corrente, há cartões sem anuidade. Normalmente oferecem-lhe a primeira anuidade, mas em média custa 40 euros nos anos seguintes. Cerca de um terço dos portugueses não paga a dívida no período de crédito gratuito, segundo o Crédito Agrícola e o BCP. Porém, "os que usam o crédito fazem-no conscientemente", explica Paulo Raposo, da MasterCard Portugal. Nesse caso, a maior preocupação deve ser encontrar um cartão com um juro baixo.

5. Seja fiel: basta um cartão de crédito 

Os americanos têm oito, os ingleses cinco, os alemães e os japoneses dois. Mas os portugueses têm em média um cartão. Porém, os números estão a crescer. "A média do número de cartões de crédito por pessoa é de 1,47", lê-se no Barómetro sobre Comportamento Financeiro de Particulares em Portugal, produzido pela Marktest para a Mastercard. Não precisa de um segundo cartão: pagará mais anuidades e perderá a conta às suas contas. O cartão que lhe enche as medidas não tem de ser do seu banco do dia-a-dia. Muitos bancos fazem parcerias com instituições comerciais.

 

Veja o resto da noticia aqui

 

Via ionline



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