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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

16
Nov10

sexo, Compulsão sexual 2

olhar para o mundo

condoms

 

Sexo é bom, é a avaliação de vários. E muito sexo?! De forma repetida e ao ponto de você não conseguir pensar em outra coisa! Aí, pode ser compulsão sexual, uma doença.

Tentar esconder feridas emocionais pode ser uma das causas desse mal. Para resolvê-lo, um dos pontos essenciais é recuperar a auto-estima do paciente e ajudá-lo a ver outras formas de satisfação, explica o psicólogo clínico Alexandro Ferreira da Silva.

 

O que é a compulsão sexual?
Compulsão sexual é caracterizada por um grande número de fantasias sexuais que ocupam a mente do indivíduo, deixando-o inquieto e impedindo-o de fazer outras coisas de maneira dedicada, concentrada e coerente. Normalmente, tais indivíduos não ficam só na fantasia, e a doença os leva a comportamentos sexuais exagerados e, às vezes, perigosos.

Como se detecta que a doença existe?
Para determinar um diagnóstico de compulsão sexual, considera-se comportamentos que causam sofrimento e prejuízo clínico significativo manifestado nos últimos 12 meses por três ou mais de uma série de aspectos, tais como fracasso em se controlar, gasto de muita energia na busca pelo sexo e prejuízo em atividades sociais e ocupacionais.

Mas é preciso ter cuidado em definir a existência da compulsão. Em sexo, não há regras definidas de certo ou errado nem de muito ou pouco. Há pessoas que necessitam de sexo mais do que outras e não podem ser rotuladas de viciadas.

 

De toda forma, há algum índice a respeito do número de atos sexuais para ajudar no diagnóstico?
As pesquisas científicas sobre sexualidade costumam referir-se à quantidade de atividade sexual com o termo escape sexual. Este é um conceito para referir à iniciativa e efetivação de uma atividade sexual com orgasmo durante algum tempo estabelecido.

O sexólogo Alfred Kinsey, que desenvolveu esse conceito, relatou que o EST semanal mediano foi de 2,14 para homens entre a adolescência e a idade de 30 anos, e de 1,99 para todos os homens em geral. No Brasil, essa média é de 3, segundo pesquisa do laboratório Pfizer. Analisando esses e outros dados, considera-se que um EST semanal de 7 ou mais poderia ser usado para definir comportamento hipersexual nos homens.

 

Como um profissional de psicologia pode ajudar o compulsivo sexual?
Normalmente, quando a pessoa chega ao consultório de profissional de psicologia, sua auto-estima está muito baixa por se consideram pervertidas e/ou fracas. A perda do controle do próprio comportamento, considerado por alguns até mesmo como destrutivo, provoca conseqüências negativas que pioram caso uma ajuda não seja procurada o quanto antes.

A idéia é fazer com que a pessoa aprenda a lidar com a sua dependência, se dando conta de que existem outras formas de se relacionar consigo e com o meio, estimulando a busca de um espaço onde ela reconheça a importância de desenvolver uma sexualidade saudável e a dignidade pessoal, gerando relacionamentos de satisfação.

É importante ressaltar que a compulsão sexual não tem a ver, necessariamente, com o prazer sexual em si, mas sim com a sexualização do comportamento, como estratégia para lidar com as feridas emocionais. No fundo, o objetivo psíquico de qualquer compulsão é o evitar o sofrimento, reprimir lembranças dolorosas ou baixar a ansiedade.

 

Via Parou tudo

06
Nov10

Sexo: Compulsão sexual

olhar para o mundo

Compulsão sexual

 

Quando falamos de compulsão estamos nos referindo a um impulso forte contra o qual é difícil lutar, a despeito da boa vontade. A compulsão sexual é uma espécie de dependência, um vício como outro qualquer.

O mecanismo que dirige a busca desesperada pelo sexo é o mesmo que atua nos dependentes de drogas, álcool, jogo ou comida. Em todos eles, a pessoa acaba perdendo o controle sobre seus impulsos.

De forma geral, o desejo sexual surge de maneira incontrolável, como se a vida girasse em torno do sexo. A pessoa se sente escravizada, negligenciando todos os outros aspectos de seu cotidiano.

A compulsão deixa o indivíduo inquieto. As fantasias e pensamentos sexuais invadem sua mente, fazendo com que o restante do seu dia fique, sempre, em segundo plano. Ela deve ser entendida como um desequilíbrio, já que acaba trazendo enormes prejuízos na vida social, afetiva, profissional e financeira.

A pessoa busca o sexo pelo sexo, apesar das consequências e efeitos desastrosos que esse comportamento acarreta. O controle inadequado de seus impulsos tira a tranquilidade, atormenta e provoca mal-estar.

Embora, quando ela concretiza seu desejo sexual, ocorra uma redução momentânea dos seus sentimentos de frustração, medo e solidão surge, em seguida, um vazio intolerável. O que se busca, na verdade, é um alívio para a ansiedade e não só prazer sexual. Após o ato, a pessoa se percebe impotente, já que reconhece que, mais uma vez, tentou porém não conseguiu se controlar.

A maior parte dos compulsivos tem muita dificuldade em dar continuidade à seu relacionamento amoroso. A prática sexual em excesso, quase sempre, é usada para camuflar problemas mais profundos com os quais a pessoa, inconscientemente, não quer se confrontar.

A compulsão limita a vida, provocando muitas perdas. É como uma prisão e sozinha a pessoa não consegue sair dela. Existem os casos mais graves nos quais, além do tratamento psicanalítico, é importante um acompanhamento psiquiátrico. O médico pode prescrever um medicamento que ajuda a diminuir a libido, contendo a excitabilidade e reduzindo a ansiedade. Há também, em algumas cidades, grupos de ajuda como o DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) que à semelhança dos Alcoólicos Anônimos, promovem reuniões onde pessoas com o mesmo tipo de problema procuram solução.

Os dependentes de sexo são, no fundo, pessoas insatisfeitas, angustiadas, ansiosas e deprimidas. Depois do ato, elas sempre acabam se culpando pelo que fizeram.

Infelizmente, porém, muitos não se dão conta do problema e até se vangloriam dele, confundindo compulsão com virilidade. A maior parte dos que sofrem deste mal, negam sua doença, pois é difícil reconhecer que necessitam de ajuda profissional.

No entanto, os que buscam por tratamento encontram outras maneiras de se relacionar. Desta forma, podem desfrutar da sexualidade, juntamente com a afetividade, usufruindo de uma relação sexual plena.

 

Edázima Aidar

 

Via Gazeta

22
Out10

Sexo: Compulsão sexual

olhar para o mundo

Compulsão sexual

 

Os viciados em sexo têm uma associação que trata dos dependentes do sexo e anuncia que a meta de quem passa por isso é evitar uma recaída em 24 horas, seguindo a linha dos Narcóticos ou Alcoólatras Anônimos.

 

Oswaldo Rodrigues, psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade, garante que não existe um problema com o excesso de sexo em si, mas sim a forma através da qual ele é exercido. Fazer para se livrar de outros problemas, no trabalho ou mesmo na família, pode ser mau indício. E é preciso verificar se, nessa prática como fuga, existe prejuízo na vida conjugal, social e até espiritual.

"Quanto mais áreas estiverem prejudicadas pelo exercício de atividades sexuais que se tornaram prioritárias, mais consideramos um comportamento sexual compulsivo". Se há ainda, somada à fuga, uma falta de controle sobre o exercício da sexualidade, o problema pode ser maior. "Esse é um item que permite compreender este comportamento como doentio".

A organização americana "The Society for the Advancement of Sexual Health - Sash" dedica uma página em seu website para explicar a compulsão ou vício sexual. Segundo ela, não há um tipo de comportamento específico para indicar "doença", mas três perguntas podem ser feitas por quem acha que está sofrendo do problema: "Tenho senso de que perco o controle com relação ao meu comportamento sexual?", "Estou sofrendo significantes consequências por conta da minha falta de controle?" e "Me sinto como se pensasse constantemente no meu comportamento fora de controle, mesmo quando não quero?".

As respostas dessas perguntas podem ajudar a definir os limites do vício e da compulsividade sexual. E nisso entra também masturbação e consumo pornográfico, além de abuso de outras pessoas. Se responder "sim" às três questões acima, é indicado procurar ajudar para clarear as complexidades desse comportamento sexual. Na página da Sash há ainda um teste http://sash.net/content/view/63/110/ (em inglês) desenvolvido pelo médico Patrick Carnes, que pode ajudar a entender o vício sexual e até determinar se o problema realmente existe.

Na opinião de Oswaldo são considerados compulsivos ou viciados em sexo aquelas pessoas que priorizam as atividades sexuais de maneira a impedir o desenvolvimento de outras áreas, criando limitações - assim como o abuso de drogas ou álcool. "Buscar sexo sem planejamento de cuidados e saúde é outro ponto importante", alerta. Nesse caso, a pessoa planeja o sexo, mas não se importa com o próprio bem-estar.

Um comportamento desse tipo pode ser sintoma de características de personalidade obsessivo-compulsiva. "Muitos homens (são mais homens que mulheres) que tenham esta característica de personalidade usam para a busca de atividades sexuais, perdendo controle sobre a busca em si". Para quem sofre disso, o desejo funciona como uma irritação - não passa enquanto não se descarrega a tensão. O problema é que quanto mais você descarrega, mais a tensão cresce.

O tratamento para esse tipo de problema - quando ele é percebido de fato - é a psicoterapia comportamental-cognitiva. "A pessoa precisa compreender-se e modificar os fatores cognitivos que a empurram a fazer sexo e produzir emoções sem controle, além da necessidade de desenvolver comportamentos e formas de relacionamento sexual e conjugal que lhe sejam satisfatórias", aponta Oswaldo. Segundo ele, tratamentos com medicamentos são ineficazes, pois assim que percebem a diminuição de motivação sexual e a falta o prazer sexual, as pessoas normalmente deixam de tomá-los. "E retornam para o mundo impulsivo das atividades sexuais", avalia.

Na opinião do psicólogo, grupos como a Associação dos Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), que se assemelha ao AA ou NA, são muito importantes, pois ainda faltam profissionais de saúde em quantidade que tratem estes problemas, em especial no serviço público de saúde. "Estes grupos não tratam efetivamente estes problemas. Eles dão apoio emocional e social a pessoas que necessitam".

Concordando com Oswaldo, a Dasa define que existe um padrão obsessivo/compulsivo, seja sexual ou emocional (ou ambos) em relacionamentos ou atividades sexuais que progressivamente se tornaram destrutivas para a carreira, família e senso de auto-respeito. "A dependência de amor e sexo leva a consequências cada vez piores se não for cuidada a tempo", pontua a Associação.

 

Fazer sexo é bom e quase todo mundo é unânime em dizer que gosta da prática. Ele perde a graça quando vira obrigação, escravidão da pessoa com ela mesma. Como outro vício, tem o poder de ser válvula de escape para problemas que não se quer enfrentar. Sentir prazer no sexo (e gostar muito) é normal e delicioso. Ruim é deixar de lado as outras atividades da vida em nome do prazer de uma coisa só.

 

Via Vila dois

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