Domingo, 25.03.12

Porto empata e abre caminho para o título ao Braga

Tal como o Benfica na sexta-feira em Olhão, o FC Porto também não conseguiu melhor que um empate (1-1) na sua visita ao terreno do Paços de Ferreira, um resultado que permite, ainda assim, aos "dragões" adiantarem-se no comando do campeonato.


Com este empate, os portistas recuperaram o comando isolado, com 57 pontos, mais um que o Benfica, mas o grande beneficiado desta jornada pode ser o Sp. Braga (55 pontos), que pode isolar-se no comando caso consiga vencer nesta segunda-feira em casa a Académica de Coimbra.

Após uma primeira parte sem golos, foi apenas com um autogolo de Ricardo aos 47' que se desfez o nulo na Mata Real. Hulk conduziu o ataque pelo flanco direito e acaba por ser o defesa do Paços a tocar a bola para a baliza após o cruzamento do brasileiro do FC Porto.

Mas a formação orientada por Henrique Calisto não desistiu do jogo e, aos 79', fez o golo do empate, por intermédio de Melgarejo. Josué marca o canto e o avançado paraguaio emprestado pelo Benfica, sem qualquer marcação, cabeceia para a baliza de Helton. 

 

Via Público



publicado por olhar para o mundo às 22:55 | link do post | comentar

Quarta-feira, 23.06.10

São João no Porto

No Porto e em Braga, hoje é noite de festa. Saiba onde comprar os manjericos mais frescos, onde comer as melhores sardinhas e prepare-se para os martelinhos

 

 

Dona Amélia

Dona Amélia tem um ar jovial, mais fresco que os manjericos que ordeiramente encarreira no chão do Mercado do Bolhão, no Porto. Faz cerimónias para tirar a fotografia, mas não demora a pôr-se a jeito. É tudo uma questão de charme. Mulher que se preze não se deixa convencer à primeira. “Assim está bem?”, pergunta, enquanto penteia o cabelo branco, deixando antever um par de brincos de ouro. “Aqui é a minha casa, menina. Venho para aqui desde os dez anos”, ri e agarra-nos o braço, queixando-se da crise. “Olhe, o que eu ganho, nem dá para o bilhete”, suspira. “Está a ver aquele leque? Está cá há 15 anos, trouxe-o da minha casa. Ninguém lhe pega”, diz, soltando uma gargalhada farta.

 

Maria de Castro

De rádio sintonizada numa estação de música, Maria de Castro, 57 anos, está atrás do balcão em paz com a vida. A crise não chegou às sardinhas. “Agora ainda é cedo, filha. As pessoas não vão comprar já as sardinhas senão elas até ao São João ficam todas engrameladas, filha.” Engrameladas? “Sim, filha, como é que eu hei-de dizer, moídas, percebes? Mas as minhas são tão frescas, que até parece que se mexem.” “Quando acabei a 4.a classe vim directinha para cá, este foi o meu primeiro emprego. A peixaria já era da minha avó”, conta. Pedimos para tirar uma fotografia. Voltou a ser difícil, talvez seja um pré-requisito das mulheres do Bolhão. “Anda lá, filho, tira a fotografia. Ó valha-me Deus”, diz impaciente.

 

José Pinto

José Pinto, presidente do grupo de folclore de Braga a Rusga de São Vicente, vai a correr trajar-se para a fotografia. É um entusiasta que não deixa morrer a tradição. “Queremos pôr toda a gente a dançar. A ideia é transmitir às pessoas que o folclore tradicional não tem necessariamente de estar aliado a roupa a cheirar a mofo. Quem vier dançar connosco vai ter um arco próprio para desfilar.” A Rusga de São Vicente faz 45 anos na noite de São João. “Achámos que era uma boa altura para lançar um repto aos bracarenses enquanto foliões, para que interagissem com a cultura tradicional.” Se quer aprender a dançar é agora. “Às vezes as pessoas ficam tão entusiasmadas que até prejudicam o andamento”, diz.

 

Américo Cachadinha

“Vai um copinho de vinho?”, pergunta Américo Cachadinha, 68 anos, que desde os 20 monta a tenda junto à ponte e vende bacalhau, sardinhas e caldo verde aos foliões do São João bracarense. “Ofereço de coração, mas não bebo porque estou a trabalhar. Fui agora a Monção buscar duas pipas”, diz, esperando o entusiasmo da plateia para continuar a história. “Uma vez duas senhoras precisavam de boleia. Quando entraram no carro veio um cheiro tão grande a aguardente que até fiquei zonzo. Para mal dos meus pecados fui parado por um polícia. E ele disse: ‘Ó Cachadinha, o seu carro parece um alambique.’ E pronto, lá fui eu fazer o teste sem culpa nenhuma.”

 

João Reina

“Não há festa mais bonita que o São João no Porto, então aqui a bordo ainda é mais linda”, diz o mestre João Reina, ao leme do barco da Douro Azul que conduzirá pelas águas do rio na noite da festa. No barco rabelo poderá jantar o menu tradicional: caldo verde, sardinhas, fevras e vinhos, e dar ainda uns passinhos de dança, antes do fogo-de-artifício. “Já andei por muitos sítios deste mundo, de Moçambique ao Gabão, e nada é mais lindo que isto. Uma vez, estava na Noruega a pescar bacalhau e apanhei tamanho susto, valha-me Deus. Estava sozinho a comer uma sandes, a nevar em cima de mim e quando olhei para o fundo vi um monstro. Até podia ser uma foca, mas eu pirei--me a sete pés cheio de medo”, ri.

 

 

Francisco Araújo

Francisco Araújo começou a esculpir santos e anjinhos na oficina do pai quando tinha 11 anos. Mas depois de 36 a trabalhar a madeira, começou a apaixonar-se pelo mármore. “É mais difícil, mas não podemos ficar atrás da concorrência, não é?” De qualquer das formas, clientela não lhe falta e as figurinhas religiosas (não estivéssemos nós na cidade dos arcebispos) vendem-se como pãezinhos quentes. “Já me pediram de tudo, até uma mulher enorme toda nua”, ri. O São João em Braga é conhecido pelas barraquinhas que se estendem avenida afora. Na Associação de Artesãos do Minho há bombos, pífaros, brinquedos tradicionais, louça típica, pandeiretas e castanholas.

Programa de festas

PORTO

10h00 -Percursos turísticos pedestres dirigidos a turistas que visitam o Porto. Participação gratuita

 

22h00- Começam os concertos: Orquestra Nacional do Porto, Trabalhadores do Comércio e Blind

Zero. Os Buraka Som Sistema actuam às 3h00

 

Todo o dia - Cascata de S. João em movimento. Entrada livre

 

BRAGA

22h00- Cortejo de Rusgas, Bandas Filarmónicas, Gigantones e Cabeçudos, Gaiteiros, Bombos e Zés P’reiras

 

01h00 - Tradicional sessão de fogo-de-artifício no alto do Monte do Picoto sobre o Terreiro de S. João e Rio Este

 

20h00 - A fadista Ana Moura encerra as festas no dia 24 de Junho

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 13:35 | link do post | comentar

Terça-feira, 16.02.10

O Braga foi oficialmente promovido a clube grande

 

Via Henricartoon 



publicado por olhar para o mundo às 10:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 25.09.09

Guimarães é espanha,.. braga é marrocos

 

Há quem passe na portagem da A11, que liga Braga e Guimarães, e mostre o passaporte à senhora do guiché, que cansada da mesma piada, revira os olhos e suspira enfadada. Mais adiante lê-se "Guimarães é Espanha", e outras coisas menos próprias, numa placa que anuncia o fim da concessão e início da cidade-berço. A referência ao país vizinho foi acrescentada com spray numa letra muito torta. E, mal chegam à cidade, os bracarenses mais despeitados começam a pedir tapas e tortilhas em cada café que entram. E, pronto, assim começa um dia de dérbi. Com as piadinhas do costume, acabando nas habituais cenas de pancadaria e autocarros partidos. Tudo sob o olhar da antiga muralha, onde permanece escrito e sem se deixar afectar pelo tempo: "Aqui nasceu Portugal". 


A rivalidade entre as duas cidades minhotas já tem cerca de mil anos, mas esta última ideia de chamar espanhóis aos vimaranenses tem menos de duas décadas. Nos anos 90, depois do Vitória ter perdido contra a equipa rival, os adeptos furiosos incendiaram o carro do árbitro. Na jornada seguinte e depois de terem perdido a oportunidade de acederem à Taça UEFA, tudo sob fortes suspeitas de terem sido prejudicados, um adepto mais destemperado apresentou um cartaz onde se podia ler: "Para sermos tratados assim, mais vale sermos espanhóis". O epíteto pegou e desde então assim foram baptizados. A retaliação veio depois, e os bracarenses marroquinos ficaram.

"Um vimaranense ama a sua cidade", diz Carlos Ribeiro, de 24 anos, que apesar das raízes bem fincadas em Guimarães, foi "obrigado" a ir estudar para Braga. "Nós somos muito mais apegados à cidade, muito mais bairristas. Em Braga as pessoas parecem mais desligadas. O amor pelo Vitória é um amor verdadeiro, nunca fazemos de mais pelo nosso clube." E o de mais até pode parecer insólito. Pedro Ribeiro, doutorando na área de Inteligência Artificial e ex-presidente da Associação Vitória Sempre, conseguiu pôr um cão-robô a fazer vénias e a cantar o hino do clube. "A paixão é tão grande que chega a misturar- -se em questões profissionais. E achei que era mais eficaz o meu filho aprender o hino assim, do que me ouvir a cantar", ri. "É também uma forma de mostrarmos aos jogadores que estamos sempre com eles." A decepção dos vimaranenses, que andam doentes com o Braga em primeiro lugar no campeonato, contrasta com a felicidade da dona Amélia que, nos seus 73 anos, vai com o seu "Braguinha" para todo o lado. "Amanhã [hoje] vou ao cabeleireiro e depois na sexta-feira lá vou eu para para Olhão. Faço bem, não acha? Sou viúva há 24 anos, tenho mais é que gozar a vida. Quando o Braga jogava nos Peões eu ia da ponte de São João a pé para lá. Ainda era um esticão, mas enquanto tiver saudinha, lá vou eu. O Braga é a minha família, o meu coração. E ai, Jesus, não quero morrer sem o ver ganhar", diz sem parar de rir. A dona Amélia acompanha a claque feminina e é rara a vez em que não aparece na televisão em dia de jogo.

A história Diz-se que a polémica rivalidade se deu por causa de padres. Ao que parece o conde D. Henrique instalou-se em Guimarães e deu regalias à terra. O arcebispo de Braga não gostou da diferença de trato e escreveu ao Papa Inocêncio III a reclamar. Os vimaranenses queimaram tudo o que viram e os bracarenses correram com eles à pedrada.

Rivalidades à parte, todos concordam no mesmo aspecto. Um dérbi Sp. Braga-Vitória de Guimarães não seria a mesma coisa "se não houvesse esta rivalidade tão caricata".

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 07:46 | link do post | comentar

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