Segunda-feira, 27.02.12
Sugestões low-cost para entreter crianças em dias de sol  Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/sugestoes-ilow-costi-para-entreter-criancas-em-dias-de-sol=f706764#ixzz1nWX0y4AN

Tal como indicava o anúncio a uma conhecida bebida gaseificada, em Portugal por cada dia que chove há não sei quantos outros em que faz sol. Diria que neste inverno em particular esta estatística não poderia estar mais certa. Se já não me recordo do último dia em que choveu (alguém me dizia há dias a brincar que deve ter sido em 1991) e se tudo isto me parece altamente prejudicial para a agricultura, para a pecuária e afins, já não me parece tão prejudicial para quem, como eu, odeia dias cinzentos.

 

Sim, oficialmente odeio dias cinzentos. O argumento "é tão bom estar em casa enrolada na mantinha enquanto chove lá fora" para mim não cola. Se eu tivesse de fugir para um país qualquer seria certamente para um onde houvesse mais sol que em Lisboa (e sim, eu sei que Londres é espetacular mas é ainda melhor quando faz sol).

 

Mas acalmem-se almas desassossegadas que a crónica desta semana não é sobre o Sol mas sim sobre uma panóplia de ofertas que temos na capital para aproveitar dias frios e cheios de sol onde, não dando para ir à praia, dá pelo menos para sair de casa. E a situação torna-se particularmente sensível para quem tem crianças e precisa de urgentemente as retirar da frente do iPad, do televisor ou da cozinha cheia de bolos.

 

As desculpas como "temos pouco dinheiro" ou "eu nem sequer vivo em Lisboa" terão de ficar em casa. Algumas das sugestões são grátis ou a custo reduzido e Lisboa fica no máximo a 300 quilómetros de distância de onde está (uma viagem de comboio pode saber a férias numa temática "Viagens pela minha terra"), em alternativa, poderá sempre encontrar programas semelhantes perto da sua casa. Inspire-se e saia com as crianças para aproveitar o sol de inverno português.

 

Alerta: crianças para entreter!

Planetário de Lisboa - Tenho-o no coração e planeio regressar lá em breve (mesmo sem crianças). Aos domingos de manhã há sessões infantis até aos 12 anos. Entrada grátis.

 

Monumentos - O que não falta são monumentos em Lisboa para explorar com as suas crianças. Reveja as aulas de História com eles, faça pequenos passatempos e adivinhas para estimular a aprendizagem. Se acabou de sair do Planetário tem ali mesmo ao lado o Mosteiro dos Jerónimos. Num dia de sol, suba ao Padrão dos Descobrimentos (grátis para crianças até aos 12 anos) ou leve-os ao Cristo-Rei (2 euros por criança até aos 8 anos).

 

Jardins - Há uma infinidade de jardins em Lisboa onde se pode divertir com eles. Corram, dancem, cantem, façam jogos. Os jardins urbanos são um grande recreio para eles no meio do betão. Dependendo de onde mora, até poderá fazer o caminho a pé ou de transportes públicos: O da Gulbenkian (um mundo inteiro para descobrir com pequenos recantos, lagos e animais como patos, rãs e peixes),o Jardim da Estrela (com um relvado muito agradável e uma aranha que os vai fazer sentir autênticos super-heróis e queimar a energia), o do Campo Pequeno (um clássico renovado com espaço e instrumentos para mil brincadeiras), o Parque das Conchas (no Lumiar, para correrem à vontade)... A verdade é que são tantos que seria impossível nomeá-los todos aqui. Procure e descubra!

Para a família toda


Castelo de São Jorge: Visitas em Família: Trata-se de uma visita de exploração do castelo e do núcleo arqueológico, para maiores de 5 anos. Uma descoberta completa da História, das personagens e do património português. Próxima visita: amanhã, domingo, dia 26 de fevereiro às 11 horas. Valor: 3,5 euros. Para mais informações: castelodesaojorge@egeac.pt 

 

 

Centro Cultural de Belém: Mercadinho dos Talentos. A realizar-se no próximo 17 de março entre as 11h e as 17h no Jardim das Oliveiras. É um palco onde qualquer criança pode mostrar o seu talento! Podem apresentar projetos de dança, música, poesia, teatro... a imaginação é o limite! A entrada é livre! Para mais informações: www.ccb.pt 

 

Espaço Monsanto - Tesouros da Floresta: Para crianças entre os 3 e os 5 anos. Várias atividades que incluem a exploração do ambiente natural e recolha de material. Uma ótima forma de estimular a imaginação na natureza, respirar ar puro e ainda terminar o dia com (porque não?) um piquenique. A realizar-se sábados e domingos. Para mais informações: lisboaverde.cm-lisboa.pt/

Teatro, cinema e cultura: torne o programa inesquecível

As Aventuras de João Sem Medo: Para maiores de 6 anos, até 29 de fevereiro no Teatro Nacional D. Maria II . Um imaginário de gigantes, princesas, príncipes e fadas que não os vai deixar indiferentes. Mais informações em www.teatro-dmaria.pt

 

Cinemateca Júnior: Aqui poderá assistir a um sem número de filmes infantis, especialmente de animação, que eles irão adorar. Sugiro "Alice no País das Fadas", mas poderá encontrar muitos e muitos outros, para os gostos de qualquer criança. Os bilhetes variam entre os 3,2€ (adultos ) e os 1,10€ (até 16 anos). Para mais informações visite a Cinemateca Júnior no Palácio Foz nos Restauradores.

 

Marioneta Chinesas - Convento das Bernardas: aqui esconde-se um museu que vai fazer as delícias dos seus pequenos. O Museu das Marionetas. Assista a uma pequena peça de teatro de sombras chinesas com marionetas. Explique-lhes que as sombras chinesas são provavelmente uma das tradições de marionetas mais antigas do mundo e a sua origem deverá remontar o século III D.C.

 

Aproveito para lhe lembrar outro artigo que publicámos aqui, no blogue A Vida de Saltos Altos, com uma lista de sugestões para brincadeiras com crianças, também com a poupança como prioridade: Como entreter os filhos de borla? Digo-vos aqui e agora .


Agora diga lá: se até eu, que não tenho crianças, consegui encontrar todas estas atividades, quantas você (que é a especialista) consegue encontrar? Garanto-lhe que muitas mais. Aproveite o fim de semana, o sol e divirta-se com eles. Olhe que crescem num instantinho!

 

Via A Vida de Saltos Altos



publicado por olhar para o mundo às 08:56 | link do post | comentar

Quinta-feira, 12.01.12

"O economista Eduardo Catroga vai ganhar um salário de 45 mil euros/mês, ou seja mais de 639 mil euros anuais, enquanto presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, avança o "Correio da Manhã. Catroga acumulará este salário com uma pensão de 9.600 euros.In Expresso


Eu espero que isto seja uma brincadeira. Sinceramente, como cidadão deste pequeno país de valores invertidos, anseio que alguém desminta categoricamente esta informação. Não pode ser verdade. Andou esta alminha economista a negociar com a TROIKA aquilo que estamos a sofrer na pele, entre aumentos de impostos e corte de direitos sucessivos, chegando às privatizações que se julgavam necessárias para ir agora, despido do fato de TROIKISTA cobrador do fraque style, ir receber 45 mil euros, REPITO: 45 mil euros por mês! numa empresa que o mesmo ajudou a definir como um dos alvo a privatizar? Mas o que é isto?

 

Mas o mais grave vem a seguir, senão veja-se:

 

"Questionado pelo jornal, o ex-ministro social-democrata garantiu que metade do que ganha vai para impostos: "50% do que eu ganho vai para impostos. Quanto mais ganhar, maior é a receita do Estado com o pagamento dos meus impostos, e isso tem um efeito redistributivo para as políticas sociais", disse Catroga ao jornal."

 

Ora bem, quer que eu chore senhor Catroga? Diga-me, por favor, que não foi capaz de proferir tamanha alarvidade em forma de justificação que acabei de transcrever. Porque a ser verdade que o disse, não só é grave como é um total desrespeito por quem trabalha e paga impostos. Ou julgará o senhor que é o único que os paga? "Quanto mais ganhar mais vai para o ESTADO?" Mas será que estes senhores já nem se dão ao trabalho de parecer que têm um réstia de bom senso cada vez que abrem a boca?

 

Olhe senhor Catroga e se fizéssemos antes desta forma: guarde a sua reforma dourada de 9600 euros por mês, calce umas pantufas e remeta-se ao silêncio. Porque para mim é mais reconfortante saber que o Estado não lhe fica com 50% do vencimento se isto só por si me garantir que o senhor não está a auferir os outros 50%. Prefiro viver num país pobre do que num sem vergonha.


Via Expresso



publicado por olhar para o mundo às 17:07 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.05.11

 

As boas raparigas não sobem na vida...

 

Calma, não tirem conclusões precipitadas, é só o título de um dos vários livros de Lois P. Frankel, psicóloga e profissional experiente em coaching, na área de recursos humanos que mostra quais os erros mais comuns cometidos por nós no ambiente de trabalho.

 

Basicamente é um manual indicado para todas nós, sobretudo as mais ambiciosas, que querem subir na vida, mas que muitas vezes não sabem bem porque não saem da "cepa torta".    

 

Segundo Lois P.Frankel, nós, mulheres, cometemos bastantes erros dentro da esfera laboral, que nos impedem de ascender na carreira, e que nos levam a não entender, porque é que outras há que, mesmo muitas vezes não tendo qualidades tão exímias como nós, depressa escalam na hierarquia empresarial.

 

Meninas, nada de pensamentos obscenos, todas temos qualidades e defeitos (não caiam nos erros dos homens, que têm um achaque ao ver uma mulher na casa dos 30 com um descapotável topo de gama - esta anda a dormir com o chefe, ou, deve ter sido dado pelo marido...mas adiante).

 

Nesta obra, a autora analisa uma série de comportamentos típicos -101 no total - cujas consequências podem ser desastrosas. A parte boa é que para todos eles, sugere o antídoto adequado, apresentando de um de um lado o erro e do outro a solução. 

 

Não tivesse a feira do livro acabado ontem e dizia-vos para lá passarem a comprá-lo à hora do almoço.

Workaholicas incluídas

E se acha que é por trabalhar horas sem fim que vai agradar mais ao chefe, desengane-se, se abdica constantemente da sua vida pessoal e familiar, se está sempre com medo de ofender os outros, se recua sem questionar, saiba que pode estar nesse tipo de atitudes um verdadeiro travão de mão para o seu sucesso.

 

Não, não se trata de ser uma megera, trata-se de ver com frontalidade. No livro basta responder ao questionário inicial, e fazer uma auto-avaliação, sobre a sua forma de ser e de estar no seu trabalho. E sim, é um livro de auto-ajuda, mas se temos dúvidas, porque não havemos nós de procurar nos livros respostas. Antes isso que gastar rios de dinheiro com psicólogos e psiquiatras, aos quais recorremos já no apelidado fim de linha emocional.

Marketing pessoal

Será que a forma como me vejo é diferente da forma como sou percepcionada pelos outros? Possivelmente sim! E agora, será que é desta forma, exactamente, que quer ser avaliada?

 

O marketing pessoal ajuda-nos a trabalhar as nossas melhores características e a disfarçar as nossas fragilidades. Cada vez mais, e apesar do local de trabalho de trabalho ser o lugar onde passamos mais tempo, não estamos ali propriamente para desenvolver amizades e expor tristezas. Para isso temos a família e os amigos, trabalho é trabalho, apesar de devermos manter um ambiente de boa disposição e companheirismo.

 

Não se esqueça: grande parte das vezes que vamos ao supermercado somos influenciados pela publicidade, e pelas características e confiança que temos nos produtos, porque não haveria de ser assim nas entrevistas de emprego?

 

Promova-se e publicite-se, sem ser arrogante, prepotente ou dissimulada, esqueça a passividade e não tenha medo de arriscar. Certamente que desta forma o lugar já é seu!

 

Via A vida de saltos altos



publicado por olhar para o mundo às 21:57 | link do post | comentar

Sábado, 02.04.11

Há pessoas que não precisam do factor sorte para ganhar sempre. Sem apostarem, sem sacrificarem um cêntimo. Fantástico. Neste grupo inclui-se o excêntrico da semana passada, não o senhor de Chaves não identificado que dividiu o primeiro prémio do euromilhões com um apostador Belga, mas o senhor Armando Vara de Vilar de Ossos - Vinhais.

Segundo a Wikipédia "Armando Vara em 2004, antes de ter qualquer licenciatura, obteve um diploma de Pós-Graduação em Gestão Empresarial no ISCTE. Mais tarde obteve o diploma de licenciatura no Curso de Relações Internacionais na agora defunta Universidade Independente, três dias antes da sua nomeação para a Administração da Caixa Geral de Depósitos, cargo que deixou de exercer para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português" Se isto não é sorte é o quê? Pós-graduação antes da licenciatura? Isto é mais ou menos como ganhar a lotaria da Páscoa na altura do Natal...Nomeado 3 dias depois de se licenciar? Magic!

Continuando: "Um mês e meio depois de ter abandonado a Caixa Geral de Depósitos para assumir a vice-presidência do Banco Comercial Português, foi promovido no banco público ao escalão máximo de vencimento, o nível 18, o que terá reflexos para efeitos de reforma." Queriam, não queriam? Não é para todos. Vão mas é trabalhar, malandros!

"No governo de António Guterres foi primeiro secretário de Estado da Administração Interna (1995-97), depois a secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna (1997-99). Após a vitória eleitoral do PS em 1999, tornou-se ministro-adjunto do primeiro-ministro (1999-2000). Ainda em 2000 viu-se forçado a pedir a demissão ao surgirem notícias sobre alegadas irregularidades cometidas pela Fundação para a Prevenção da Segurança Rodoviária, que fundara no ano anterior, quando era secretário de Estado, processo que seria posteriormentearquivado.

"Em Outubro de 2009, Armando Vara foi constituído arguido no âmbito da operação Face Oculta, seguiu-se, em Novembro do mesmo ano, a suspensão do seu mandato de vice-presidente do BCP. Suspendeu em Novembro de 2009 as funções que desempenhava, renunciou ao cargo e recebeu 260 mil euros de indemnização. Ainda assim, Vara recebeu 882.192 euros em 2010, ano em que não exerceu funções por ter estado suspenso devido ao facto de ter sido constituído arguido no processo Face Oculta. Em Setembro de 2010 foi contratado como Presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa África, tendo assim a seu cargo as actividades da empresa brasileira em Moçambique e Angola. Em Fevereiro de 2011, o Ministério Público acusou Armando Vara de três crimes de tráfico de influência, no Face Oculta, que envolve mais 35 arguidos." 800 Mil euros pagos pelo BCP para não trabalhar? Para se pôr a andar? Jackpot baby!

 

Via 100 Reféns



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Segunda-feira, 28.03.11
Crónicas de uma Muçulmana - Crise política e crise de género. Onde estão as mulheres?

 

O poder político tem de ser verdadeiramente democrático, e as mulheres têm, por razões sociológicas e culturais, um campo de visão muito mais alargado, em virtude das suas inúmeras valências e potencialidadesIsto faria a diferença. E será que podemos? Eu digo: "YES, WE CAN". 

Já percebemos que vamos mesmo ter de pagar a crise e que vai sair de nossos bolsos. Erros cometidos desde o tempo de António Guterres, Ferro Rodrigues, Manuel Barroso, Santana Lopes, e finalmente, Sócrates.

Governos de maioria, governos de coligação, governos de pouca justiça, muita corrupção e gastos inadmissíveis. Auto-estradas e mais auto-estradas, rotundas a mais com esculturas de péssimo gosto, estádios de futebol de luxo, abandonados. Ah, e os amigos que acabam por ser colocados em lugares de topo de empresas a ganhar vergonhosas fortunas num país que corre com as cuecas na mão a pedir ajuda internacional.

Há descrédito sobre os políticos, na política; com efeito, no Estado Português. Novamente eleições. Que candidatos temos? Os mesmos de sempre. Os mesmos mentirosos, ladrões, corruptos, imorais, e com aspirações eminentemente napoleónicas. Paulo Portas preconiza bem essa imagem que deixou sair no seu discurso eloquentemente vazio de propostas para um Portugal renovado.

Não me importo de fazer mais sacrifícios. Sou até defensora de que nos piores momentos da vida, o ser humano tem uma capacidade de criatividade positiva tal, que dá a volta como nunca pensaria poder. Sou filha de diásporas de imigrações sucessivas e a comunidade e família de que faço parte tem tido sucesso, viveu inúmeras crises.

O problema é que não me revejo representada em nenhum dos potenciais candidatos a chefe de governo. Já todos mostraram ou que não prestam bem o serviço, ou que estão rodeados de abutres velhos da politica, ou são mentores de ideologias de regimes obsoletos e ultrapassados.

O mais grave disto tudo é que não vejo mulheres! Não há mulheres a dar a cara! Não aparecem como potenciais candidatas? Não há? Claro que há! E com muitas capacidades e competências de profissionalismo, carácter ético e sentido de moral social, do dever para a causa pública. Mais indiferentes aos jogos de poder e de favores a "amigos"; acima de tudo, preocupadas com o amanhã das novas gerações que elas mesmas reproduzem, cuidam e são, regra geral, por isso mesmo, as que mais se preocupam e sofrem as discriminações de inferioridade no papel e nas remunerações. Não é invenção. Inúmeros estudos já o provaram.

Numa verdadeira democracia, metade dessa demos está subalterna, detrás de "napoleões". Apagadas das luzes do mediatismo. Se me aparecesse uma Maria de Belém como candidata, entre mulheres de outras cores políticas, ou mesmo mulheres da sociedade civil, que soubessem escolher bem os seus consultores políticos e económicos, o nosso cenário de opções seria muito diferente. E tenho a certeza, o debate e a vontade de votar muito maior.

Porque o poder político tem de ser verdadeiramente democrático, e as mulheres têm, por razões sociológicas e culturais, um campo de visão muito mais alargado, em virtude das suas inúmeras valências e potencialidades. E isto faria a diferença. E será que podemos? Eu digo: "YES, WE CAN".

 

Via Crónicas de uma Muçulmana



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Quinta-feira, 24.03.11

Uma pessoa que é capaz de lançar de um viaduto em plena auto-estrada um saco cheio de pedras para atingir veículos em movimento não vale muito mais dos que as próprias pedras que atira. O QI de um espécime deste calibre será semelhante, ou inferior, ao material rochoso que lança sem ter a consciência que a morte poderá ir dentro do saco a acompanhar as pedras. Não há nada mais perigoso que um calhau com uma pedra na mão.


O que se passou com a comitiva do Benfica no regresso a Lisboa após o jogo com o Paços de Ferreira é a todos os títulos lamentável. Mas não me fico por aqui. Um bicho cretino, sim porque alguém capaz de ter uma atitude destas não poderá ser racional nem tratado como tal, que é capaz de cometer algo deste género não é adepto de um clube, não é anti ou pró seja o que for, não tem sequer provavelmente capacidade de raciocínio que vá para além da capacidade de apertar os próprios sapatos, abrir uma lata de cerveja ou arremessar seja o que for sem pensar nas consequências. É no fundo uma besta. E as bestas não têm cor. São de todas as cores e feitios. Têm apenas a imbecilidade, ignorância e estupidez em comum.


O cérebro de uma pessoa assim é pouco mais do que um bocado de pedra-pomes que normalmente se usa para esfregar as plantas dos pés. Cavalgaduras que deveriam ser apanhadas pelas autoridades e imediatamente julgadas sem contemplações por tentativa de homicídio. Sim, quem lança uma pedra nestas condições não pode prever o efeito de tal acto cobarde. E nada de soltar os energúmenos depois de irem ao juiz e comerem uma refeição quente, porque meia hora depois vão andar a recolher pedras à beira da estrada.

 

Mas não se pense que este tipo de ataques criminosos é exclusivo às viaturas dos Presidentes de clubes e autocarros das equipas de futebol. No ano passado o meu próprio pai seguia na A1 sentido Sul-Norte, entre Leiria e Pombal, quando uma pedra do tamanho de uma bola de andebol entrou pelo vidro da frente do carro. A pedra, lançada de uma das pontes, entrou com tal violência no automóvel que partiu completamente os apoios do banco do passageiro, que por um mero e feliz acaso ia desocupado.

 

As autoridades disseram na altura, e passo a citar: "já é a décima vez só este mês". Conclusão: há gente que não merece o ar que respira.

 

Via 100 Reféns



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Domingo, 13.03.11

A geração à rasca saiu do armário

 

1.A manifestação da Geração à rasca foi um estrondoso êxito. O número avançado pela organização (200 mil) porventura é excessivo -não obstante, a multidão que encheu a Avenida da Liberdade mostra que o descontentamento grassa na sociedade portuguesa. No geral, cremos que há quatro notas a salientar:

 

1.1.A juventude portuguesa está disposta a intervir civicamente. Esta manifestação nasceu espontaneamente, através do facebook, sem ligações partidárias - e logrou obter um amplo impato mediático que amplificou a mensagem. O que poderá significar que os jovens preocupam-se com o seu futuro e o destino do país, mas não se reconhecem nas estruturas partidárias. A participação da juventude na manifestação de ontem deve, pois, convidar as juventudes partidárias à reflexão sobre a sua forma de funcionamento e papel na sociedade;

 

1.2.A manifestação contra a precariedade foi aproveitada para contestar as medidas de austeridade do Governo. E criticar a classe política em geral. Só assim se justifica a presença de cidadãos de várias idades (para quem a precariedade laboral não é a principal preocupação) que estavam mais frenéticos nos protestos que os próprios organizadores do evento. Verificou-se, assim um efeito boleia : a manifestação da Geração à Rasca foi aproveitada para expressar o descontentamento popular, congregando os vários focos de contestação social. Nessa medida, podemos qualifica-la como uma manifestação sui generis: serviu para contestar a vida política nacional em termos globais. Pequeno problema: a mensagem principal (luta contra a precariedade laboral e jovens sem futuro) perdeu força política.

 

1.3.O não aproveitamento da manifestação para efeitos político-partidários. Os partidos políticos (oficialmente, pelo menos) não estiveram representados nem pretenderam colonizar a manifestação. E muito bem: deixar a sociedade civil respirar - expressando-se livremente, sem condicionamentos - é uma condição vital para o fortalecimento da nossa democracia. Curioso - (e sintomático) é constatar que os partidos políticos perderam capacidade de mobilização: manifestações da sociedade civil, desligadas de conotações partidárias, mobilizam mais do que as máquinas dos partidos. E registam maior projeção mediática . A adesão significativa à manifestação de ontem significará o fim do ciclo José Sócrates? Creio que não. A manifestação de ontem - na óptica do Governo - mói, mas não mata. Porquê? Porquanto, a contestação não se dirigiu especificamente ao Governo atual ou a a uma medida específica adotada pelo atual executivo - pelo contrário, visou criticar toda a classe política que assumiu responsabilidades na condução do nosso país. E, nesse sentido, só mediatamente atinge o Governo - sendo muito diferente do episódio, por exemplo, da ponte Vasco da Gama que ditou o fim do cavaquismo;

 

1.4. A interrogação sobre se a Geração à Rasca foi um movimento criado para organizar - apenas!- uma manifestação ou dará continuidade à sua intervenção cívica com propostas e sugestões, contribuindo para a reflexão política informada. Se seguir o primeiro caminho, a sua intervenção, embora meritória, será despicienda - a manifestação será esquecida rapidamente e a sua mensagem será levada pelo vento. Tão depressa como surgiu. Perante a mobilização popular de ontem, a Geração à Rasca tem a responsabilidade de optar pela segunda via, apresentando medidas e constituindo um exemplo de intervenção política d sociedade civil. Como? Aproveitando as redes sociais para divulgar um manifesto, um blogue de discussão de ideias, conferências, fóruns - são diversas as possibilidades ao dispor. Assim o Movimento Geração à Rasca as saiba aproveitar - com a mesma inteligência, perspicácia, habilidade e eficácia com que organizaram a manifestação de ontem.

 

Via Expresso



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