Segunda-feira, 04.04.11

Paris proíbe aquecimento com gás nas esplanadas

 

Medida atinge milhares de cafésrestaurantes e bares. Proteções de plástico também são proibidas. Ecologistas queriam alargar a interdição aos aquecimentos elétricos e propunham distribuição de cobertores aos clientes.

 

Os ecologistas desejavam que também fossem proibidos os aquecimentos com energia elétrica, mas só conseguiram interditar os que funcionam com gás. No entanto, o novo regulamento, aprovado pela Assembleia Municipal da capital francesa e que entrará em vigor dentro de dois anos, atingirá milhares de esplanadas porque também foram proibidas as vedações de plástico a que recorrem os donos de cafés e restaurantes para proteger os clientes, na maioria fumadores.

Esta medida "responde a uma dupla preocupação ambiental e de limpeza pública: evitar utilização de energia não renovável e obrigar à utilização de espaço exterior com condições adequadas, como a colocação de cinzeiros. O gasto em energia é importantíssimo, especialmente em cidades como Paris, com uma boa parte do ano com aquecimento indispensável devido às temperaturas externas", diz ao Expresso Hermano Sanches Ruivo, deputado (socialista) municipal de Paris, que votou favoravelmente esta lei.   

Desde que, em 2008, foi proibido fumar no interior deste tipo de comércios, as esplanadas aquecidas a gás e protegidas por plásticos transparentes floresceram - no total, Paris conta com 8600 esplanadas, 3500 delas fechadas total ou parcialmente.

Ecologistas queriam distribuição de cobertores

A edilidade parisiense tomou a decisão em nome da defesa do ambiente e, no caso dos terraços fechados, por "motivos estéticos".

Os ecologistas queriam proibir o recurso a todos os equipamentos que "utilizam uma fonte de energia não renovável", incluindo a elétrica. Propunham esplanadas abertas e que fossem distribuídos, nos dias e noites mais frios, cobertores aos clientes.

"Existem outras possibilidades para além da eletricidade. Vamos acompanhar o processo nos próximos dois anos, para também propormos métodos de fornecimento de energia menos poluidores", esclarece Hermano Sanches Ruivo.

A nova medida obriga igualmente os cafés, restaurantes e bares a colocarem cinzeiros nas mesas para impedir que as beatas sejam lançadas para o chão dos passeios e para as ruas. "Quanto à limpeza do espaço público, por sabermos que os utilizadores são essencialmente fumadores, pretendemos também sensibilizar proprietários de estabelecimentos e clientes para a necessidade de uso dos cinzeiros. Os gastos em limpeza dos passeios e espaços públicos são consequentes, tendo em conta a limpeza é sempre um critério principal, como a segurança, para os habitantes", acrescenta ao Expresso o deputado municipal.    

Os proprietários de esplanadas cobertas e aquecidas a gás protestaram contra as novas medidas que, dizem, "vão matar o negócio".

Litígios frequentes de fumadores com não fumadores

Desde a proibição do fumo no interior dos estabelecimentos, em 2008, aumentaram consideravelmente os litígios entre clientes fumadores e não fumadores.

Os problemas, que necessitam por vezes de intervenção policial, agudizaram-se, designadamente à noite, devido ao ruído provocado pela forte concentração de fumadores no exterior de bares e cafés.

Os vizinhos e residentes nas imediações destes locais queixam-se frequentemente às autoridades por não conseguirem dormir, devido à algazarra feita pelos clientes fumadores nos passeios e nas esplanadas.

 

Via Expresso



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Sábado, 18.12.10

Hot Club

 

Hot Clube de Portugal, que ficou destruído há um ano num incêndio, deverá reabrir em 2011, já que a autarquia desbloqueou 200 mil euros para o "renascimento" do clube de jazz, disse à Lusa a diretora, Inês Homem-Cunha.

"A câmara entregou-nos as chaves na semana passada e garantiu que hoje transferia a verba para começarmos de novo", explicou a presidente do conselho diretivo do HCP.

A cave onde funcionava o clube de jazz, no número 39 de um prédio na Praça da Alegria, ficou destruída num incêndio a 22 de dezembro de 2009, danificando algum espólio e obrigando ao cancelamento de toda a programação.

Um ano depois, Inês Homem Cunha referiu que o tempo é de "regozijo", porque a câmara municipal de Lisboa acelerou o processo e viabilizou agora uma nova vida para o clube de jazz, num edifício vizinho na Praça da Alegria, nos números 47 a 49.

"Na quarta-feira [22 de dezembro] vamos fazer uma festa pequena no espaço, que está caótico, mas é para ser apenas uma coisa simbólica, com um grupo de músicos da escola [do Hot] a tocar", referiu a responsável.

Os 200 mil euros atribuídos pela autarquia - "a verba para renascermos", disse Inês Homem Cunha - destinam-se às obras de remodelação do novo espaço e ao recomeço da programação.

O Hot Clube tem o licenciamento do projeto de arquitetura de renovação do espaço e falta a aprovação dos projetos de especialidade, e não avança datas concertas de reabertura.

"Se for daqui a seis meses já estou a ser muito otimista", disse Inês Homem Cunha.

O Hot Clube de Portugal foi fundado em 1948 e é o mais antigo clube de jazz português.

 

Via Ionline



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Domingo, 21.11.10

Bares de Lisboa com assinatura

 

Luís Pinto Coelho criou e decorou quatro espaços emblemáticos da capital. Só ficou com o Pavilhão Chinês, mas quer abrir mais um

 

 

Luís Pinto Coelho, de 77 anos, ainda costuma trazer peças para decorar o Pavilhão Chinês, bar que abriu no lugar de uma mercearia com esse nome em 1986. "Tem alguma coisa velha em casa que lhe possa comprar?", pergunta ao i num tom irónico, depois de pendurar uma caneca no tecto, perto do balcão, talvez o único sítio disponível no bar cheio de tralha. Foi assim, a perguntar a amigos e conhecidos, que conseguiu muitas das peças que lá estão. Outras, como a colecção de figuras de Zé Povinho e de Action Men, chapéus militares, aviões e até um guarda do Palácio de Buckingham em tamanho quase real, arranjou-as em antiquários e feiras de velharias. O antigo decorador e gestor hoteleiro não gosta de dar entrevistas. "Não sou daqueles que gostam de se promover", responde sem muita paciência. Nem precisa. 

Os quatro bares que inaugurou e decorou em Lisboa - Procópio, A Paródia, Fox Trot e Pavilhão Chinês - continuam cheios sem que nunca tenha sido preciso fazer publicidade. "O segredo é o bom serviço", diz António Pinto, de 56 anos, um dos actuais sócios do Pavilhão Chinês e funcionário do bar desde a inauguração. "Noutras casas é tudo à balda."

Há um ano e meio, Luís Pinto Coelho ainda era visto com frequência no Pavilhão Chinês, o último bar que criou em Lisboa e o único que não vendeu. Foi nessa altura que, nas palavras de António, "cedeu uma posição" a três funcionários agora encarregues do negócio. Embora ainda seja proprietário do bar, só lá vai de vez em quando e passa a maior parte do tempo na sua casa em Sintra.

"Trabalho com ele há 34 anos", continua António. "Comecei a ajudá-lo [no bar A Paródia] quando morava em Campo de Ourique e depois fui para o Fox Trot [o terceiro a ser inaugurado, em 1978]." Segundo António, criar e decorar outros bares sempre "foi uma coisa dele"."Havia uma altura em que achava que era bom vender e partia para outra."

O Procópio foi o primeiro espaço em Lisboa fundado por Pinto Coelho, em 1972, e depressa começou a ser frequentado por figuras como Mário Soares, Sá Carneiro ou Raul Solnado. "Durante os tempos escaldantes da revolução, era por aquelas noites que no Procópio tudo acontecia", lê-se no livro lançado em 2007 para comemorar 35 anos do bar. "Jornalistas infiltrados faziam fila à espera de chegarem ao telefone para informarem o director de tudo o que ali se cochichava." Alice Pinto Coelho, ex-mulher de Luís e mãe dos seus três filhos (duas raparigas e um rapaz), gosta de recordar esses tempos ao balcão do bar perto do Jardim das Amoreiras. Quando se separaram, pouco depois de abrirem o bar, foi ela quem ficou com o espaço, enquanto o ex-marido já tinha a cabeça n''A Paródia.

Inaugurada em Campo de Ourique a 27 de Abril de 1974, começou como loja de antiguidades onde Pinto Coelho recebia os amigos. Um ano depois, era transformada no bar "A Paródia" - com nome e decoração inspirados pela revista de sátira de Rafael Bordalo Pinheiro. Além dos quadros com ilustrações, as paredes do bar estão cheias de caixas de fósforos. "Era aí que os clientes costumavam deixar moedas para usarem quando cá voltassem e não tivessem dinheiro", explica Filipa Carlos, de 34 anos, a actual proprietária. "Quando arrastamos os móveis e descobrimos moedas de escudos ainda costumamos pô-las dentro das caixas."

Ao i, Pinto Coelho disse estar a "pensar abrir outro bar em Lisboa com o António [Pinto, seu sócio no Pavilhão Chinês] no próximo ano". A julgar pelos seus bares anteriores podemos adivinhar alguns pormenores: é preciso tocar à campainha para entrar, estará cheio de antiguidades e a cerveja nunca custa menos de 3 euros.

 

Procópio

Foi o primeiro bar criado por Luís Pinto Coelho, em 1972. Poucos anos depois de o  inaugurar, deixava-o nas mãos da ex-mulher, Alice Pinto Coelho (em destaque na foto), que ainda hoje é proprietária e costuma estar ao balcão de uísque na mão, como se estivesse em casa.

Onde: Alto de S. Francisco, 21- A (Jardim das Amoreiras). Quando: de 2.ª a 6.ª das 18h às 3h; sáb. das 21h às 3h

Fox Trot

Abriu em 1978, mas só os móveis e os empregados são dessa altura. A clientela é cada vez mais jovem e todas as noites há uma bebida em saldo, a 4 euros, geralmente acabada em “oska”. Tem um jardim interior, wireless e salas onde se pode fumar. A melhor nesta altura é a da lareira. Onde: Tv. de Sta. Teresa, 28. Quando: Todos os dias, das 18h às 3h; 6.ª e sáb. até às 4h

A Paródia

De todos os bares fundados por Luís Pinto Coelho é o único onde os empregados não estão fardados. Os actuais proprietários são simpáticos e dão boas sugestões de cocktails – aliás, além das bebidas clássicas, a lista está sempre a ser renovada. Numa das salas apertadas, onde outrora existia uma tela onde eram exibidos filmes de Charlie Chaplin, existe um piano, onde quem sabe tocar se pode exibir. Foi inaugurado dois dias depois da Revolução de 1974 como loja de antiguidades. Muitas delas ainda sobrevivem nas paredes.

Onde: Rua do Patrocínio, 26-B; Quando: Todos os dias, das 22h às 2h

Pavilhão Chinês

Vale mais como museu do que como bar. Apesar das mesas de snooker e da lista de mais de cem cocktails e chás, o que chama mesmo a atenção é a quantidade de tralha nas paredes. Há brinquedos, chapéus, canecas, uma colecção de Action Men e toda a parafernália que se possa imaginar. O bar abriu em 1986 no espaço de uma antiga mercearia. É o único que ainda pertence a Luís Pinto Coelho, embora já tenha cedido parte do negócio a três funcionários. Não espere simpatia no atendimento.

Onde: Rua Dom Pedro V, 89. Quando: 2.ª a sáb. das 18h às 2h; domingo  das 21h às 2h

 

Via Ionline



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Sábado, 06.11.10

Onde ver o Benfica Porto?

 

Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

 

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 

2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 

3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 

4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 

5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 

6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 

9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715


10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765

 

 

Via Ionline

 



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Segunda-feira, 02.08.10

Imperiais

 

"O copo seco e limpo. Um sistema de refrigeração revisto e actualizado. Não esquecer que tem de levar pelo menos um dedo de gravatinha: a espuma garante que o gás não desaparece ao primeiro gole e que a temperatura se mantém", diz Francisco José Viegas, o autor de "99 Cervejas + Uma ou Como Não Morrer de Sede no Inferno", explicando quais os truques para tirar uma boa imperial. Perguntámos-lhe onde se bebem as melhores de Lisboa. A resposta chega sem hesitações: "Nos bares irlandeses na zona do Cais do Sodré ou no English Bar. Depois, haja sorte nas cervejarias tradicionais. Eu gosto muito do Sem Palavras, uma cervejaria no Mercado de Alvalade, que recomendo pela comida e pela prontidão com que o Luís e o Paulo me colocam um copo na mão. O The Beer Hunter, em Oeiras, é uma referência para o Verão, uma vez que, além das pilsener habituais, tem algumas cervejas inglesas, amargas, que vão bem com a noite."

British Bar

Entrámos então no British Bar, o bar mais antigo de Lisboa, com 91 anos. Neste bar à inglesa com cheiro a maresia em pleno Cais do Sodré, Nuno Ribeiro, gerente, garante que existem mais de trinta cervejas diferentes. "Temos as imperiais nacionais à pressão Super Bock clássica e Stout, parecida com a Guiness irlandesa. Temos a cerveja de gengibre, a Guiness, uma belga Leffe e a Hoegaarden, que é uma cerveja branca de trigo. O segredo para tirar uma imperial? Depende da cerveja." 

Sem Palavras

Fernando Anacleto, sócio-gerente do Sem Palavras, acrescenta algumas palavras ao segredos das melhores imperiais. "Já tivemos Super Bock, mas a cerveja de cervejaria é Sagres. Apesar do mercado estar a mudar, o cliente está habituado a este sabor, são muitos anos a beber Sagres. Os nossos copos estão numa câmara frigorífica, a cerca de 4 graus." A vossa cerveja deixa os clientes sem palavras? "Às vezes, até ficam com palavras a mais."

The Beer Hunter

Do Mercado de Alvalade para Oeiras. Batemos à porta do The Beer Hunter, o carismático bar onde não se vem apenas à caça de cerveja, mas também da mesa de snooker, dos petiscos e da música. O empregado João Rodrigues é o porta-voz: "A imperial é uma cerveja exclusiva da casa, uma mistura de cerveja belga com Boehmia da Sagres. O copo tem que estar seco e uma boa imperial tem dois dedos de altura de espuma, o que mantém a cerveja viva." As pipocas salgadas, tremoços ou amendoins com sal são companheiros inseparáveis da imperial.

Ramiro

Na marisqueira tradicional Ramiro, na rua Almirante Reis, em Lisboa, ouvimos o gerente Pedro Gonçalves: "É um namoro de há muitos anos, talvez 40. Começámos a trabalhar com a Sagres e nunca mais mudámos. O cliente está habituado a ter este sabor de cerveja com esta comida." Por falar em comida, "a boa cerveja acompanha sempre com tremoços, mas de acordo com a vontade do cliente fica bem com gambas "al ajillo", o nosso famoso prego de lombo no pão ou umas amêijoas à Bulhão Pato". Os copos são secos e refrigerados. "Temos um frigorífico especial e a sua temperatura depende da altura do ano. Neste momento está na casa dos 7, 8 graus."

Para terminar, não se esqueça: a companhia é fundamental. "Uma cerveja solitária é bom, claro ? mas com companhia é outra coisa", afirma Francisco José Viegas. Vai mais uma rodada?

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 18.12.09

Onde ver o Benfica Porto?

 

 Esta lista só existe porque um dia alguém decidiu que era boa ideia ter um canal que só passasse bola - e que uma assinatura desse canal custaria quase o mesmo que os outros 40 todos juntos. Começou a ser difícil ver um jogo em casa, com uma cerveja na mão e a família a pedir para mudar de canal.

Assistir ao jogo na televisão deixou de ser uma coisa que qualquer pessoa com uma antena no telhado pode fazer. Os jogos estão agora ao nível do chão, em salas de luzes brancas decoradas com aquários cheios de sapateiras com tenazes presas por elásticos: as cervejarias. Elencámos dez, entre Lisboa e Porto, para ajudar o leitor a decidir o melhor lugar para ver o Benfica-Porto e para utilizar o verbo "elencar" na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito. 

Uns mais caros que outros, mais confortáveis que outros. Apenas uma garantia: não vai faltar cerveja de pressão, tirada com aquela precisão de um samurai - dois dedos de espuma - e salgados para fintar a fome. Nenhum dos lugares é directamente conotado com nenhum clube, mas a distinção geográfica Lisboa-Porto deve ser suficiente para saber onde vão estar benfiquistas e portistas.

1. British Bar

As histórias deste bar no Cais do Sodré, Lisboa, são suficientes para encher esta página ? e o que fica de fora pode vir a dar um livro ou documentário. Um dos mais antigos e emblemáticos bares de Lisboa, o British Bar, tem a maior carta de cervejas da capital (loiras, pretas ou ruivas, sobretudo belgas) e uma televisão discreta sempre sintonizada nos canais que interessam. Há salgados e o mítico ovo cozido em cima de um monte de sal. Rua Bernardino Costa, 52, Cais do Sodré, Lisboa. Tel. 213 422 367

 2. Grupo Excursionista "Vai Tu"

Na sala de convívio deste grupo excursionista a intensidade com que se vive o futebol é inversamente proporcional ao preço da cerveja. Tem uma televisão grande, área de fumadores (é mesmo uma área, expressa em metros quadrados, sem separação física) e um benfiquista lendário que, quando a sua equipa ganha e o árbitro faz ?bem? o seu trabalho, ofende o realizador da transmissão televisiva: ?Este plano é uma merda, não se vê nada.? Rua da Bica de Duarte Belo, 6 - 8, Lisboa. Tel. 213 460 848

 3. Barraquinha da Praia da Granja

A Barraquinha da Praia da Granja, em Vila Nova de Gaia, tem uma vantagem óbvia. Como fica em cima do areal, o derrotado da noite pode sempre dar um passeio a pé junto ao mar para afogar (apenas) as mágoas. Dispõe de um ecrã gigante e serviço de snack bar. A paisagem é excelente, o estacionamento é abundante e fica longe dos tradicionais aglomerados de adeptos. Esplanada Fernando Ermida, Granja, Vila Nova de Gaia

 4. Maracanã

Um clássico das cervejarias lisboetas, o Maracanã é célebre pelos mariscos, petiscos e uma esplanada à beira da Avenida Fontes Pereira de Melo na qual beber um café à tarde é quase um desporto radical. Lá dentro há uma televisão grande que, aos dias de semana, serve para passar as letras do menos concorrido karaoke da capital. Felizmente, a comida e bebida estão vários furos acima dos cantores amadores que insistem em guinchar o reportório de Céline Dion. Rua Pinheiro Chagas, 1, Saldanha, Lisboa. Tel. 213 526 934

 5. República da Cerveja

Diz-se, e com toda a propriedade, que a melhor vista do Porto se tem a partir de Gaia. Daí que a República da Cerveja, no Cais de Gaia, seja um regalo para a vista. Não faltam televisores para dar uma espreitadela ao clássico. Para os mais nervosos é sempre possível vir cá fora fumar um cigarro e deliciar-se com o postal ao vivo que constitui o centro histórico do Porto. Bifes, francesinhas e muita cerveja são presença obrigatória em qualquer menu. Avenida Ramos Pinto Loja 170, Cais de Gaia, Vila Nova de Gaia Tel. 223 747 400

 6. Tonga- Restaurante Tasca

Pode uma tasca ser moderna? À partida, não. Mas nos últimos anos o nome tornou-se cool e pode ir-se jantar a uma tasca, como o Tonga, sem pensar em salgados ensopados em óleo e o mata-mosca Cri-Cri a servir de iluminação estroboscópica de cada vez que cai um insecto. Situado em Benfica, o Tonga tem ecrãs de plasma grandes, comida tradicional portuguesa em versões modernizadas (petiscos chamam-se agora tapas) e uma considerável reserva de cerveja. Avenida do Uruguai, 26A, Benfica, Lisboa. Tel. 214 051 351

 7. Lizarran

O ambiente é assim como que a atirar para o espanhol. Tapas, cañas ou cidra são algumas especialidades da casa, que tem como originalidade fazer a conta final pelo número de palitos deixados num recipiente na mesa. Para ver o clássico sem perder pitada, uma tela enorme não deixa escapar nenhuma incidência da partida. Ideal para os benfiquistas que esperam ver o espanhol Javi Garcia parar o meio-campo do FC Porto. Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, 508, 4450 Leça da Palmeira Tel. 224 026 537

8. Shakesbeer

A Rua do Campo Alegre é a artéria por excelência das cervejarias no Porto. Às históricas Galiza e Capa Negra, junta-se agora a Shakesbeer, mesmo junto ao túnel de acesso à auto-estrada. Não falta a televisão de dimensões generosas (plasmas), assim como todo um arsenal gastronómico que não permite sair de lá com a barriga a dar horas. A cerveja é de excelente qualidade, como atestam as cubas mesmo à vista dos clientes. Rua do Campo Alegre 359/365, 4150-178 Porto Tel. 912 175 353

 9. Cufra

É uma das mais antigas cervejarias do Porto. Em plena Avenida da Boavista, e com parque de estacionamento, dispõe de uma tela onde, religiosamente, são projectados os jogos que apenas podem ser vistos na SportTV. Por entre uma francesinha, um prego ou um prato de marisco, o clássico terá uma cor mais azul-e-branca, não sendo mesmo difícil  encontrar por lá alguns portistas famosos.Avenida da Boavista 2504, 4100 Porto
Tel. 226 172 715

10. Café Império

Ele está no meio de nós ? nós, os lisboetas. No centro geométrico de Lisboa, mais coisa menos coisa, paredes meias com o grande templo da Igreja Universal do Reino de Deus, o centro de outra coisa qualquer. A cozinha funciona até tarde e é de lá que sai o célebre bife à Império, um dos melhores da capital. No piso inferior há um projector e televisões grandes em vários ângulos, para que não se perca pitada do jogo quando se tem de virar para chamar o empregado. Avenida Almirante Reis, 205, Lisboa. Tel. 212 471 765
SportTV1, 20h15

Via Ionline



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Sábado, 30.05.09

Mundo gay de Lisboa

 

 Há várias décadas que o Príncipe Real é a principal zona gay de Lisboa, por causa dos muitos bares, discotecas e engates. Mas, se ganha na quantidade, perde na qualidade. Não é aí que ficam os melhores ambientes nocturnos gay. É no Bairro Alto - que sempre atraiu certa franja das profissões criativas e liberais, cheias de homens e mulheres homossexuais.

Foi a assíduos do Bairro Alto que o i perguntou pelos dois melhores bares gay de Lisboa. E o prémio, sem grande hesitação, foi quase sempre para? Maria Caxuxa e Purex. Dois sítios colados um ao outro, embora em ruas diferentes, de ambiente bem definido, livre e sofisticado, onde as pessoas se divertem a sério.

O Caxuxa, como é conhecido, puxa mais os homens gay; o Purex, as lésbicas. Tanto um como outro recusam o rótulo de bar gay e, bem vistas as coisas, até têm razão. Há neles de tudo um pouco. Mas não poderia ser de outra maneira, numa cidade onde consta que o apartheid da orientação sexual não existe. Agora dizer que a sexualidade de quem lá vai não importa nada também soa a falso. São os clientes, com as suas características todas, e não só metade delas, que fazem as casas. Se nunca lá foi, experimente.

Para eles: Maria Caxuxa Três salas, um bar, aspecto rústico propositado, um não-sei-quê de seguro e libertino. Um cantor aqui, um bailarino ali, um actor acolá. Sempre muitos gays.

Os actuais donos do Maria Caxuxa trabalharam em tempos noutro bar do Bairro Alto, o Clube da Esquina - assumidamente gay. Há quatro anos, quando abriram o Caxuxa, trouxeram com eles muitos clientes. Além disso, esta antiga tasca e fábrica de bolos (o forno mantém-se, ao centro do bar) foi uma lufada de ar fresco na cidade. Pela atitude - discreta, mas sabida - e pelo ambiente - familiar e moderno. Tudo aquilo que muitos homens gay apreciam.

Situa-se na Rua da Barroca, a principal rua gay do Bairro. Nos concorridos fins-de-semana fica facilmente sobrelotado. Por dentro e por fora. Os lugares sentados são disputados ao centímetro. E à porta junta-se uma multidão compacta de copo na mão. A atracção é tal que há quem prefira comprar bebidas mais baratas nos bares ao lado e ir despachá-las à porta do Caxuxa.

Por não ser um gueto, longe disso, nem vestir a camisola de nenhuma causa, permite que toda a gente se sinta bem lá dentro. O som electrónico modernaço, as excelentes tostas servidas até à uma da manhã e a rapidez do serviço fazem o resto.

Para elas: Purex Em pouco anos tornou-se um dos melhores bares de Lisboa e, por via da clientela que lá vai, um dos melhores bares lésbicos. Há quem lhe chame "fufex". Costuma associar-se às iniciativas LGBT lisboetas, como o Arraial Pride (a maior festa gay anual) e o festival de cinema Queer Lisboa.

As suas responsáveis preferem falar em bar gay friendly, porque dizem receber bem toda a gente. É um facto que sim. Cruzar as grandes portas cor-de-laranja do Purex não é a mesma coisa que meter o pé noutros bares do Bairro. A maior parte deles, verdade seja dita, não são bares - são balcões de venda de bebidas, sem personalidade ou ambiente. Muitas vezes sem nome. No Purex isso não acontece. Há espírito e carácter, ambiente e boa música.

A casa demorou a fazer-se. Tinha uma clientela lésbica pouco dada ao consumo de bebidas, que fazia do espaço uma sala de estar para amigas e conhecidas. As responsáveis conseguiram dar a volta ao caso com uma selecção musical rígida, pouco comercial e atenta às novidades. O suficiente para afastar um público menos exigente e atrair as (e os) vanguardistas.

Via ionline

 



publicado por olhar para o mundo às 11:17 | link do post | comentar

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