Domingo, 12.09.10

Alfama já não é só Fado

 

Esplanada Portas do Sol É dos espaços mais concorridos da zona de Alfama e do Castelo. Por estes dias a esplanada das Portas do Sol ganhou um novo colorido graças à dezena de oliveiras plantadas recentemente. Com a cidade de Lisboa como cenário, vale a pena sair mais cedo do trabalho para aproveitar os raios de Sol de Setembro enquanto prova um dos batidos ou sumos naturais tão afamados por aqueles lados. Os sofás pretos espalhados no terraço convidam à leitura, embalada pela música ao vivo - às quintas-feiras - ou pelos DJ que actuam ao fim-de-semana. Se a fome apertar, pode sempre pedir uma das muitas sandes - com pão feito na hora -, naquela que é uma das zonas mais turísticas da capital. Alguma vez lhe passou pela cabeça ser um estrangeiro em Lisboa? Aqui sim, é possível.

Largo das Portas do Sol, Santiago. Tel. 917 547 721 Sugestão: Salada de frango com pepino e gengibre

Esplanada Cerca Moura Poucos serão os lisboetas que não conhecem este espaço emblemático da capital. A esplanada Cerca Moura é uma das mais antigas de Lisboa. Na verdade, são dois espaços num só, já que do outro lado da rua existe uma segunda esplanada com vista para o bairro de Alfama e orio Tejo. Ideal para um fim de tarde bem passado entre amigos. Aberto até às duas da manhã.

Largo das Portas do Sol, 4. Tel. 218 874 859 Sugestão: Imperial e tosta mista

O Botequim O Botequim não é apenas um bar/restaurante. Situado no pitoresco bairro da Graça, as suas paredes escondem histórias antigas. Durante os anos 70 e 80 o espaço foi palco de inúmeras tertúlias literárias - e ponto de paragem obrigatório dos artistas da capital. Renascido este ano, é com a figura preeminente de Natália Correia que os clientes são agora recebidos, não estivéssemos nós num dos locais de eleição da poetisa e deputada. E a sua memória - e espírito - está bem presente no retrato que acolhe quem entra no salão. Restaurado, mas fiel à traça original - os tectos são trabalhados, o balcão clássico e com estatuetas espalhadas pela sala -, o novo Botequim transpira literatura - pertence à ex-editora Minotauro - e oferece uma carta recheada de petiscos e bebidas de provar e chorar por mais. Para os que procuram uma refeição mais substancial há alheira com tomate cereja e alecrim, carpaccio de muxama de atum, mas também coisas mais light, como a salada de búzios ou as tostitas de palhais com pesto de manjericão. Os preços estão ao alcance de praticamente todos os bolsos, não excedendo os 10€ por pessoa.

Largo da Graça, 79. Sugestão: Sangria de espumante e salada de ovas

Restaurante santo antónio de alfama Popular pelas suas entradas - as cascas de batata -, o restaurante Santo António de Alfama tem uma origem remota. Falamos da arquitectura e da história do edifício, que nos finais do século xix funcionava como espaço polivalente: na loja guardavam-se as montadas, no primeiro piso funcionava uma casa de pasto e no último punha-se a conversa em dia. Hoje o espaço pertence ao actor José Pedro Vasconcelos e oferece uma carta de almoços e jantares, além de um cardápio de vinhos bem composto. Saltam à vista o queijo brie panado com compota de framboesa e a morcela com puré de maçã. E isto é apenas o começo: aqui os bifes são dos pratos mais apreciados, da vazia grelhado ou do lombo. Como qualquer restaurante tradicional que se preza, não podia faltar o bacalhau, aqui gratinado com molho de tomate e brócolos.

Beco de São Miguel, 7. Tel. 218 881 328 

Sugestão: Cascas de batata

Supercalifragilistic No coração de Alfama está situado o restaurante com o nome mais impronunciável de sempre. O Supercalifragilistic, nome que apenas Mary Poppins sabia cantar. É um espaço recente, que fica a meio caminho entre um restaurante e um bar. Os pratos são passageiros - não há ementa fixa -, mas a clientela costuma gostar de mil-folhas de camarão com caril ou do empadão de bacalhau com batata-doce.

Rua dos Remédios, 98, Alfama. 

Sugestão: Cabrito

Cruzes Credo café aberto até de madrugada, com esplanada, o Cruzes Credo Café é um dos novos pontos de paragem obrigatória ali para os lados da Sé. Embora o aspecto do bar nos possa levar para outras coordenadas - os donos definem-no como uma espécie de leitaria de bairro aberta até tarde - à noite, a música e o ambiente chill out transformam-no num bar apetecível. Os preços são acessíveis, com imperiais a 1,50€ e o vinho a copo a 2,30€.

Rua das Cruzes da Sé, 29. Tel. 218 822 296 Sugestão: vinho a copo ou sangria

Tejo Bar A zona de Alfama e da Sé têm vindo a tornar-se uma óptima alternativa a um Bairro Altocada vez mais descaracterizado. Mas não é apenas de espaços novos que vive esta zona. O Tejo Bar é daqueles lugares antigos que vale a pena visitar. O mais certo é encontrar alguém a fazer uma jam session - há guitarras que qualquer um pode dedilhar - ou deixar-se encantar pelas muitas fotografias e discos antigos que preenchem as paredes. O ambiente é descontraído e familiar, e ali convivem pacificamente moradores da zona e artistas. 

Beco do Vigário, 1. Sugestão: Imperiais e vinho

Onda jazz Tal como o nome indica, aqui a música que toca mais alto é a de Nova Orleães, embora estejamos no berço do fado e, não raras vezes, as colunas debitem soul, flamenco e outras músicas do mundo. Regularmente palco de concertos de jazz, o bar recebe também espectáculos de dança e sessões de poesia musicada ao piano. Um espaço com aura de artista, instalado num antigo armazém de café e propriedade de um jornalista de francês especializado em jazz.

Arco de Jesus, 7. Tel. 218 883 242 

Sugestão: bebidas brancas

Bela Tem pouco mais de meio ano de existência, mas já é paragem obrigatória para um copo de vinho ao final da tarde a acompanhar uns petiscos à maneira, com tempero caseiro. Ao domingo há fados e à terça-feira recitais de poesia. 

Rua dos Remédios, 190

Sugestão: Sangria tinta

Santiago alquimista Há muito que os concertos e as festas do Santiago Alquimista romperam as fronteiras da capital. A casa costuma estar cheia para receber alguns dos mais promissores projectos musicais portugueses, mas também muitos nomes consagrados nacionais e estrangeiros. Para quem se passeia pela ruelas do Castelo, este é um dos espaços mais interessantes para um pé de dança. Com uma mezanine no primeiro piso, é perfeito para deitar as vistas ao palco sem braços e cabeças pelo meio. Aberto até às quatro da manhã.

Rua de Santiago, 19. Tel. 218 820 259 

Sugestão: concerto de The Wave Pictures, dia 23

Clube Ferroviário Perto de Santa Apolónia, paredes meias com a discoteca Lux, nasceu um dos bares mais badalados do momento. O Clube Ferroviário ganhou fama graças ao seu proprietário -Mikas, do Bicaense -, mas também à sua programação arrojada de concertos e DJ. Nascido das cinzas de uma associação recreativa, o Ferroviário tem noites para todos os gostos, do cinema ao ar livre às festas e performances de teatro. Nos intervalos da dança, nada como espreitar o imenso terraço, com uma vista divinal para o Tejo. Depois? Bem, depois é descarrilar até de madrugada. O Clube está aberto até às seis da manhã.

Rua de Santa Apolónia, 59. Tel. 218 153 196 Sugestão: Real Combo Lisbonense, quinta feira, dia 16

 

Via Ionline



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Quinta-feira, 24.06.10

Sexo, lugares com historia, o roteiro do pecado

 

No Verão de 1963, a Inglaterra viveu um dos escândalos sexuais mais marcantes da sua história. Em plena Guerra Fria, o caso Profumo fez cair um primeiro-ministro e um ministro da Guerra, levou um proxeneta a cometer suicídio e elevou uma prostituta a figura pública. Cliveden, a mansão de estilo italiano em Taplow, onde decorreram os encontros sexuais, foi depois transformada num campus universitário e hoje é um hotel de luxo que prepara com ousadia a sua época alta. A promoção? Um fim-de-semana com direito a experimentar as divisões onde John Profumo e a call-girl Christine Keeler tiveram os seus momentos mais quentes. Se a moda pegar, os operadores turísticos terão muito por onde escolher. Incluindo em Portugal.

 

Caso Paula

Hoje é um dos hotéis de referência da cidade de Cascais. Já o era em 1997, ano em que o então Atlantic Garden ficou para sempre ligado ao “Caso Paula”. Na altura, a selecção portuguesa preparava o jogo decisivo com a República da Irlanda, na fase de qualificação para o euro 1996. Numa das noites de estágio, uma orgia com prostitutas brasileiras terminou em pancadaria e escândalo na televisão. A questão é: será que alguém quer dormir no mesmo quarto de Secretário?

 

Beckham em Madrid

Se a ideia é fazer um roteiro de férias inspirado nos lugares onde o sexo foi sinónimo de escândalo, ninguém melhor do que os jogadores de futebol para ajudar as operadoras turísticas. David Beckham, por exemplo, poderia muito bem fazer de guia em Madrid. Em 2003, o inglês jantou no restaurante Thai Garden, bebeu um copo no clube nocturno Ananda e acabou a noite no hotel de luxo Santa Mauro. A única diferença é que o seu companheiro(a) não vai sair de lá famoso, tal como aconteceu com a anfitriã do jogador, Rebecca Loos.

 

Presidente em apuros

Em 2004, o candidato presidencial americano John Edwards conheceu a realizadora Rielle Hunter no bar do Hotel Regency. E quase sem saber estava escrever uma página da história dos EUA: do encontro resultou um filho fora do casamento e um escândalo, que rebentou em 2010. Não só porque Edwards era casado, mas também porque, na altura, a sua mulher lutava contra um cancro da mama. O bar ainda lá está, é chegar e pedir.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 14.05.10

Em Fátima pequei por ti

 

A casa fica perdida numa das estradas secundárias de acesso a Fátima. Por estes dias, a terra afamada pelas aparições está a rebentar pelas costuras. E aqui, no lugar onde nos encontramos, a meia dúzia de quilómetros do centro da cidade, os espaços para estacionar também se esgotaram. Enquanto o Papa Bento XVI celebra a missa para centenas de milhares de fiéis, há quem esteja de peregrinação a outro "santuário". Homens para quem a fé veste saia curta com botas altas, usa pestanas falsas e fala com sotaque. 

É um dos bares mais antigos e bem conhecido dos habitantes de Fátima. Quem o visita diz ser "um sítio como outro qualquer". "Bebe-se um copo e fala-se com uma miúda. O resto depende da tua sorte", avança a custo o proprietário. Explicamos que estamos a fazer um roteiro de Fátima alternativo. Primeiro ao homem que está na porta, depois ao dono. Nem um nem outro quer falar. Os jornalistas não são bem-vindos aqui. "A maior parte dos clientes gosta de ter a sua privacidade", emenda o dono. Ainda assim, convida-nos a ver o espaço. 

Lá dentro, num ambiente escuro, oito mulheres estão sentadas nas mesas da entrada. Há um pequeno palco com um varão de striptease e umas cortinas escuras que dão para uma sala discreta ao fundo da pista. "Para tomar um copo mais íntimo", explica o dono. As mulheres, quase todas de nacionalidade estrangeira, observam os homens de cima a baixo e fazem permanentes investidas de sedução, antes de avançarem com conversa. 

"O negócio não anda bem para estes lados, a clientela escasseia", queixa-se uma delas, brasileira, depois da nega de um cliente para lhe oferecer um copo. Hoje, porém, é um dia excepcional: com tantos forasteiros na cidade, há novos clientes encostados ao balcão. Uma raridade, garante o dono. "A maior parte costumam ser pessoas conhecidas", diz enquanto faz contas às caras familiares. "Hoje não conheço praticamente ninguém." Apesar dos motivos da peregrinação não se compadecerem com visitas a casas de alterne, há quem procure este tipo de diversão nos intervalos da fé. "Olhe que até padres nos visitam." 

Copos e campismo Os caminhos da fé, já se sabe, não são linhas rectas. Pertencem ao homem, com todas as imperfeições inerentes à condição humana. Uma premissa que não conhece excepções. "Fátima é uma terra como outra qualquer", atira um comerciante em plena rua. Neste caso, o "outra qualquer" surge para justificar os passos de quem visita a terra santa de carteira recheada e fé enviesada. Entre visitas ao santuário e à nova igreja, há quem goste de se sentar num bar para beber copos e embalar a crença. O sacrifício fica reservado para a noite, no desconforto das tendas.

Sentados numa esplanada do centro da cidade, um grupo de dez homens recupera o fôlego de uma caminhada desde Viseu até à terra santa. Os helicópteros militares que sobrevoam a cidade anunciam a chegada do Papa, mas aqui a discussão é outra: futebol. O dono do restaurante personifica bem a alma dividida destes homens de fé: tal como eles, usa um lenço verde celestial ao pescoço alusivo à visita de Bento XVI, e no peito uma camisola Jesus, o treinador do Benfica, elevado a santo pelas magias do photoshop aplicadas numa t-shirt.

"Ver o Papa?", pergunta ao telefone um dos peregrinos. "Ainda tenho meio metro de cerveja para beber." Pode até soar a exagero, mas, aqui, as cervejas - chamadas imperial à Benfica - são servidas em copos altos, com mais de 40 centímetros de altura. E se as rodadas sucessivas que vêm para a mesa não forem suficientes, na carrinha destes peregrinos há álcool de sobra para os próximos dias: "Cada um trouxe dois garrafões de vinho", garante. A noite adivinha-se longa. 

Há qualquer coisa de festival de Verão na visita do Papa a Fátima. Um metro quadrado de terreno é suficiente para montar a tenda e assegurar dormida para os próximos dias. Filipe Sousa, 20 anos, veio desde Espinho numa excursão. Uma viagem que ele e os amigos repetem todos anos por altura do 13 de Maio. Fomos encontrá-lo à tarde, enquanto decorria a primeira missa do Papa no santuário, numa tenda do parque 12. Chegou esta madrugada e aproveita agora para descansar. "Para a procissão das velas?", perguntamos. A resposta veio em tom de vacilo: "Também, mas principalmente para a festa de logo à noite, no parque", confessa. 

Apesar de não se ouvirem djambés ou cânticos tribais - aqui apenas se escuta música religiosa - é frequente os grupos mais jovens se juntarem à noite para confraternizar. Com todos os excessos que confraternizar implica: "O Papa perdoa", brinca outro jovem do grupo, desculpando-se com uma "fuga ao dia-a-dia" e uma forma de se divertir. "Essencialmente, queremos curtir", atalha o amigo Filipe. Será que Deus o perdoa?

 

Via ionline



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Sexta-feira, 12.02.10

Amor de São Valentim

 

 

 Tanta paixão tem de ser celebrada, sem medos nem receios de parecer piroso. Para isso, nada como ir à nossa "Capital do Romantismo", a Paris de Portugal - Sintra. A nova designação é uma aposta da câmara municipal e vem embrulhada numa série de propostas ideais para o Dia de São Valentim. Uma delas, baptizada de "Itinerário Jardins Românticos", inclui um passeio no eléctrico vermelho, uma visita à Quinta da Regaleira, uma paragem num salão de chá para saborear um travesseiro e um passeio pedestre pelo centro histórico. O folheto com todos os passos, para não se perder, está disponível no posto de turismo (há um junto à praça do Palácio Nacional, mesmo no centro). Outra sugestão que não está no folheto mas é absolutamente imperdível para almas apaixonadas é um passeio de charrete. A empresa Parques de Sintra - Monte de Lua organiza vários passeios destes nos jardins do Parque da Pena (219 237 300), enquanto a Sintratur tem mais de cinco percursos à escolha, com preços que vão dos €30 aos €90. 


Mais informações emwww.sintratur.com ou pelo 219 241 238.

Odeio o dia dos Namorados e apetece- -me deitar fogo a todos os ursinhos abraçados a corações. Há algum lugar para mim no domingo?

Sim. O melhor é aproveitar a raiva e correr, correr muito, qual Forrest Gump. Não é preciso correr sem destino, pode inscrever-se na meia maratona de Cascais - o nome oficial é "20 km de Cascais" - que acontece precisamente no domingo. O ponto de encontro? Baía de Cascais, às 10h00, e o percurso proposto é sempre junto ao mar, até ao Guincho, incluindo regresso. Caso não tenha resistência física para tanto, à mesma hora e do mesmo sítio parte a "Rapidinha de 5 km", em que os participantes são convidados, em passeio ou passo de corrida, a descobrir o centro e os recantos da vila.

Sou um ambientalista ferrenho, como posso divertir-me sem condenar o planeta?

Não é preciso sacrificar um amor pelo outro, isto é, a cara-metade pelo meio ambiente, e ficar em casa de luz apagada e a fazer contas à pegada ecológica. Há quem já tenha feito essas contas por si. É o caso do Hilton Vilamoura, que este ano se juntou ao Projecto Floresta Unida num programa chamado "Vejam o Amor Crescer". Além do alojamento (€99 por quarto) e da possibilidade de usufruir de serviços como o spa e os campos de golfe do hotel, este pacote inclui a plantação de uma árvore que pode ser baptizada pelo casal e que tem protecção garantida durante 30 anos. Resta esperar que o amor floresça com força e também por muito tempo. 

Mais informações e reservas pelo 289 304 000.

Sou solteiro mas não queria passar o Dia dos Namorados sozinho. Como posso conhecer alguém que queira o mesmo que eu?

Já ouviu falar no speed dating, aqueles encontros em que os solteiros se inscrevem para tentar descobrir o amor da sua vida? São a forma mais rápida de conhecer alguém. São dados aos participantes apenas quatro minutos para conversar com cada inscrito do outro sexo. No fim, entrega-se uma folha à empresa organizadora a dizer se há interesse em ver determinada pessoa novamente. Se houver um interesse mútuo eles tratam de trocar contactos. Pois bem, na véspera de São Valentim há um destes encontros, mais concretamente um dinner party no Hotel NH Liberdade, em Lisboa. A iniciativa começa às 19h00 e em vez de quatro minutos os participantes só devem trocar de mesa após cada etapa do jantar (entrada, prato principal e sobremesa) para se poderem conhecer melhor. Depois do jantar ainda há música ao vivo. O preço do programa é de 38 euros. 

Mais informações e reservas pelo 214 456 283 ou em www.speedparty.net.

Eu até gosto da ideia de celebrar o amor, mas não suporto o lado consumista do Dia dos Namorados. Que posso fazer?

A Câmara Municipal de Lisboa tem o programa ideal para si. Chama-se Enamorados por Lisboa e divide-se em várias iniciativas espalhadas pelo fim-de-semana, todas de entrada livre. Já amanhã, às 16h00, o Jardim da Estrela serve de palco para uma conversa sobre o amor e o espaço público, com três convidados: a sexóloga Marta Crawford, a actriz e encenadora Mónica Calle e o historiador Anísio Franco. No domingo, em vez de falar anda-se, com dois percursos à escolha. O primeiro chama-se "Lisboa dos amores", acontece às 10h00 e às 16h00 e concentra-se nos miradouros de Lisboa; o segundo tem o nome de "O nosso amor é verde" e passa por quintas e jardins da cidade, às 11h00 e às 14h00. Para marcar presença no primeiro é preciso ligar para o 218 170 600 (Divisão de Programação e Divulgação Cultural) e para o segundo o 218 170 700 (Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental).

Estou casado/a há 15 anos e acho que já fiz de tudo com a minha mulher/marido. Têm ideias para a/o surpreender?

Hmmm, se já fez de tudo é difícil. Mas deixe cá ver... Comece logo de manhã por lhe proporcionar um pequeno-almoço à filme. Se não tiver grande jeito para a coisa pode encomendar tudo através da empresa Pão de Deus (paodedeus.com.pt), que aposta em produtos tradicionais. Quando saírem de casa, e já que a ideia é surpreender, porque não um passeio de helicóptero? A Vida é Bela organiza um sightseeing de 15 minutos no pacote Top Sensations (€154,90) e até mesmo viagens de balão em Lisboa, na Guarda e em Faro (preços dos €700 aos €1400). Se não gostar de alturas mas quiser manter o requinte, também pode optar por um passeio de limusine (que pode alugar emwww.limousines.pt ou www.cascaislimousines.com), sem esquecer o obrigatório brinde com a garrafa de champanhe. No regresso, porque não fazer-lhe uma serenata. Antes de excluir esta hipótese por falta de qualidades vocais, saiba que a Serenarte (www.serenartept.blogspot.com/ 917 479 241) dá conta do recado cantando à janela pretendida, com hipótese de ser tudo personalizado. Ainda acha que não a/o consegue surpreender? Enquanto decorrer a cantoria, cole um enorme balão a dizer "Amo-te" na parede do quarto. A Love Walls tem esse e outros padrões românticos à venda no site,www.lovewalls.com, a um preço médio de €30. 

Tenho 46 anos e estou divorciado. Há algum sítio aconselhável para conhecer pessoas da minha idade? 

É sempre complicado reduzir um espaço a uma faixa etária, mas vale a pena visitar o Bar Cockpit (Avenida Sacadura Cabral, 18 C, Lisboa), um clássico da zona da Avenida de Roma que compensa a falta de espaço com a intimidade conseguida. Para dançar, a melhor opção é o Tokyo (Rua Nova do Almada, 12, Lisboa), não só porque é cada vez mais frequentado pela malta nos quarentas mas também porque a música é invariavelmente revivalista e as enchentes são tão grandes que é fácil meter conversa, nem que seja para pedir licença. No Porto, experimente o Pub Bonaparte (Avenida do Brasil, 128), um clássico da Foz com direito a vista de mar, ou a Casa do Livro (Rua Galeria de Paris, 85), que além de bar chique também tem eventos culturais. Regra geral, os "entas", sejam eles quais forem, não são impedimento para sair e conhecer pessoas da mesma idade. Mesmo para os mais velhos há opção: é o caso do baile sénior do Centro Cultural de Belém, um sucesso há vários anos e cuja próxima edição acontece já no Dia de São Valentim, das 16h00 às 19h00, pela módica quantia de 1 euro.

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 22.01.10

 

 

10 bares quentes e bons para o Inverno

 

01 Marrakesh

Só o nome já traz a promessa de um calor vindo de terras longínquas. Dentro deste restaurante e lounge bar situado no Porto, a primeira impressão confirma-se. Enormes almofadas brancas e mesas baixas convidam a sentar e a aninhar neste espaço que parece ter sido inspirado nas mil e uma noites. Enquanto as velas, a música oriental e as shishas compõem o resto do ambiente, os chás e as tagines confortam o estômago. 

02 Mezzanine do Bairro Alto Hotel
Por cima da animação do bar do hotel, respiram-se ambientes mais serenos. Trocam-se os deliciosos cocktails por uma chávena de chá e as batidas do DJ de serviço pelo prazer do silêncio. Na mezzanine há sofás confortáveis onde se pode passar uma tarde inteira a preguiçar, a ler jornais, livros e revistas ou a ver televisão com vista para a Praça Luís de Camões. A lareira é a companheira perfeita para os dias de Inverno na capital.

03 Metro e Meio 
Deve o seu nome à altura da porta de entrada, que obriga todos os visitantes de estatura média a baixarem-se para entrar; um entrave que nunca o foi e se tornou a imagem de marca deste espaço de Lisboa. Há mais de 30 anos que assim: a mesma medida, o mesmo piano, o mesmo conceito. Lá dentro, o bar (que também é restaurante durante o dia) está dividido em vários espaços, uma espécie de labirinto cheio de recantos. É só escolher uma poltrona e arranjar a posição mais confortável para uma longa noite de tertúlia. 

04 Galeria Bar Santa Clara 
Em Coimbra conhecem-no pela esplanada, com vista para o Mondego e para a cidade. Mas no Inverno, o bar da galeria Santa Clara é igualmente acolhedor. Não tem lareira, é verdade, mas quase. É uma salamandra que aquece os visitantes nas noites mais frias de Inverno, numa das salas maiores. Nas outras, mais intimistas, o ambiente é ideal para encontros a dois (secretos ou não). Ou, quiçá, para reuniões conspirativas, alimentadas pelos bolos caseiros e os excelentes cocktails.

05 Casa Azul
Quem põe os olhos nesta típica casa algarvia à entrada de Cacela Velha fica de imediato com vontade de entrar e ficar. E se a casa convida, a vista deslumbra: de um lado a ria, do outro o mar, mais ao longe Espanha. Nos dias em que o sol resolve aparecer, sabe bem desfrutar da esplanada no terraço, para os outros, em que o frio marca presença, o lugar ideal para estar é na sala com lareira. Para ser perfeito só mesmo com a companhia dos sabores da Casa Azul. Prove o peixe fresco grelhado, a tagine de frango e as deliciosas sobremesas.

06 Praia da Luz
Ai, o Inverno. E a praia no Inverno... o mar revolto, a areia molhada, o vento gelado e a zumbir nas rochas. O cenário não é agradável e indica tudo menos conforto. A não ser que... a não ser que estejamos dentro do Bar Esplanada Praia da Luz, no Porto, uma das mais conhecidas da Foz e que consegue conciliar, de forma perfeita, uma vista sobre o mar revolto e um ambiente aconchegante, sobretudo se envolver uma manta sobre os joelhos, um chocolate quente nas mãos e um sofá na sala panorâmica junto à lareira.

07 Casa do Livro
Quando uma livraria se transforma num bar que faz questão de manter o espírito da casa, o resultado só podia ser bom. É o que acontece na Casa do Livro, que fica na Baixa do Porto e consegue juntar cocktails e vinhos a livros que estão por todo o lado, espalhados nas várias salas do bar ou guardados em armários. Decorado com um gosto clássico chique, de cadeirões retorcidos, espelhos dourados e até um piano, a Casa do Livro conta ainda com uma programação habitual que inclui concertos, DJ convidados e até peças de teatro. 

08 Casa do Cerro 
Bares de Inverno no Algarve? Sim, eles existem. Como este Casa do Cerro, um espaço de inspiração marroquina, que foge a tudo que se espera de um bar algarvio. No bom sentido. Cores quentes, ambiente tranquilo e uma esplanada que no Inverno é fechada e aquecida. Os cocktails da casa valem um desvio do conceito norte-africano, mas se se quiser manter fiel às raízes do bar, escolha um dos chás da carta. E desfrute esparramado no primeiro pufe que encontrar livre.

09 Colares Velho
Em tempos foi uma taberna e uma mercearia, até se transformar, nos últimos 30 anos, num dos restaurantes mais conceituados e clássicos da zona de Sintra. Desde o ano passado com nova gerência, o Colares Velho é mais do que um restaurante. É também um salão de chá com duas salas intimistas e confortáveis, uma delas equipada com lareira e perfeita para saborear um café ou um chá acompanhado de um scone ou de uma fatia de cheesecake caseiro.

10 Foxtrot
No Foxtrot não se dança foxtrot nem qualquer outro estilo, mas pode comer--se um bife fora de horas, beber um whisky ou um cocktail, ver futebol num ecrã gigante, jogar snooker ou até gamão. E claro, pode não se fazer absolutamente nada a não ser ficar numa das poltronas a conversar e a ouvir música. Aberto inicialmente por Luís Pinto Coelho, proprietário do mítico Pavilhão Chinês, o Foxtrot é uma réplica lisboeta do tradicional pub inglês e está cheio de recantos confortáveis. No Inverno, a sala mais concorrida - e há quatro diferentes - só podia ser mesmo a da lareira.

 

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