Quarta-feira, 20.01.10

Solar Impulse

 

O "Solar Impulse" é o primeiro avião tripulado que voa com energia solar como combustível. Desde 2003 que uma equipa de 70 colaboradores trabalha neste projecto inovador que permite fazer o impossível, como explica André Borschberg, engenheiro e piloto de caças e um dos pilotos desta aeronave: "Pensávamos que era impossível voar dia e noite e, naturalmente, à noite é mais difícil por isso durante o dia subimos para armazenar energia com a altitude e ao anoitecer começamos a descer e usamos a energia armazenada nas baterias."

Leve como... um carro

Esta aeronave pesa o equivalente a um automóvel. As asas são comparáveis às do Airbus A380, medem cerca de 63 metros e estão revestidas por 12 mil células fotovoltaicas, que transformam a energia solar em fonte de alimentação do avião. Os materiais utilizados no Solar Impulse são plásticos ultraleves e até mesmo as baterias de lítio, que representam um quarto do peso do avião, são consideravelmente mais leves do que as convencionais.

Apesar de ultraleve, viajar no Solar Impulse é como dar uma volta de motorizada. "Claro que este avião não vai voar à mesma velocidade que faz um jacto supersónico, mas tem uma tremenda vantagem, a de não consumir uma única gota de combustível fóssil e de não provocar um único micrograma de poluição", reforça Mário Branco, Director de Comunicação e Relações Internacionais da Solvay.

Até ao momento o Solar Impulse voou apenas em ambiente virtual mas já está em condições de dar os primeiros passos nos céus. Em todo o caso, só em 2011 é que esta aeronave se vai estrear oficialmente numa volta ao mundo em 25 dias. "São 24 mil quilómetros, a 70 quilómetros por hora e com paragens. Cada piloto fará no máximo quatro a cinco dias ininterruptos de voo e terá que atravessar os oceanos", explica Mário Branco.

Para já não há objectivos comerciais e a circum-navegação contará apenas com um tripulante de cada vez. O Solar Impulse é um projecto tecnológico inovador que utiliza energias alternativas para reduzir o impacto ambiental causado pelas energias fosseis, uma realidade que levou a Comissão Europeia a considerar este projecto um símbolo para o desenvolvimento sustentável.

 

Via Expresso



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Segunda-feira, 04.01.10

Peças do avião descoberto na antártida e que lá estava desde 1911

 

Exploradores polares australianos descobriram a fuselagem de um avião, um dos primeiros a voar pelo mundo, enterrado nos glaciares da Antárctida desde 1911.

 

 descoberta foi anunciada pelos próprios exploradores, que adiantaram que o aparelho foi fabricado pela empresa britânica Vickers oito anos após o primeiro voo realizado pelos irmãos Wright - considerados até aos dias de hoje como sendo os pioneiros da aviação.


Segundo os responsáveis pela descoberta, o avião terá sido levado para a Antárctida, já sem asas, pelo explorador australiano Douglas Mawson, em 1911. Depois de um acidente aéreo na Austrália, o avião acabou por ser utilizado na Antárctida como uma espécie de trenó.

"A aeronave não estava muito bem tratada, mas ainda tinha o motor", relatou o explorador australiano David Jensen, acrescentando que a excepcional maré baixa causada pela lua cheia, assim como o degelo, terão sido os factores que contribuíram para que os investigadores descobrissem a carcaça do aparelho, precisamente no primeiro dia do ano.

"A junção de todas estas condições constituiu uma oportunidade num milhão para descobrir o avião", realçou ainda o explorador, adiantando que um dos carpinteiros da Fundação Mawson "tinha decidido dar uma volta em torno do porto", quando descobriu o metal da fuselagem, enterrado entre rochas.

A descoberta gerou manifestações de entusiasmo entre a equipa de exploradores, que tencionam recuperar todos os pedaços da fuselagem e, depois, transportá-los para a Austrália no final de Janeiro.

A fuselagem deste avião tinha sido avistada pela última vez em 1975, no Cabo Denison, mas naquela altura estava completamente presa no gelo.

 

Via Público



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Terça-feira, 29.12.09

Já ninguém sonha com ser hospedeira de bordo

 

 Amália Bastos, 65 anos, 37 a voar como assistente de bordo, ainda é do tempo em que não havia carrinhos de refeições a deslizar pela cabine e tinha de carregar 120 bandejas à mão, com pratos em pirex e outros utensílios em inox, para servir os passageiros. Se o transporte de comida era mais pesado, em compensação não sabia o que era o sistema "night stop". Voava-se menos horas, havia tempo para recuperar do jet lag e conhecer os destinos. "Hoje quase não se fica em Nova Iorque 24 horas. No meu tempo, tínhamos de ficar lá pelo menos duas noites, por uma questão de saúde e de segurança." 


Apesar da perda de regalias e de reconhecer que, dificilmente, um tripulante de hoje "consegue voar durante 37 anos", Amália Bastos confessa com nostalgia que, não fosse o marido estar doente, "de certeza que ainda iria voar": "Ainda tenho bom aspecto e não me importava nada de estrear outra farda." 

A ex-assistente de bordo já viajava pela TAP na altura em que crianças e adolescentes repetiam em coro: "quero ser hospedeira quando for grande." Ser assistente de bordo era, para o imaginário adolescente, sinónimo de beleza e de viagens pagas. Uma hospedeira de bordo era uma espécie de Barbie de trolley na mão, a sacudir-se em cima de saltos altos pelos aeroportos, cheia de graça, impecavelmente maquilhada e vistosa, cabelos longos apanhados em rabo de cavalo, mais viagens a destinos de sonho, com direito a estadia em hotéis de cinco estrelas. Os filmes - como o "007- Missão ultra-secreta", em que Roger Moore na pele de James Bond confessa que só se casaria se fosse com uma hospedeira- ajudavam a construir o romance. Agora, hospedeiras e ex-hospedeiras são as primeiras a assumir: a profissão perdeu o glamour. 

A competição desenfreada entre companhias de aviação, o stresse de estar sempre em stand-by e poder ser chamado a qualquer hora para viajar, e o permanente jet-lag transformaram a profissão de sonho numa correria desgastante entre casa, hotéis e aeroportos. As novas regras de segurança pós-11 de Setembro atrasaram a entrada e saída dos aeroportos: assistentes e comissários são hoje tão inspeccionados como o comum dos passageiros. As promoções e as viagens a baixo preço das companhias low-cost e a possibilidade de pagar viagens a prestações disponibilizada pelas agências tornaram acessível o que antes era apenas um privilégio das hospedeiras ou dos mais ricos. 

mito Maria Guerreiro tinha 23 anos e ainda se lembra de entrar numa sala e ser confrontada com nove pessoas a olhar para si e a avaliá-la. Entrar na profissão era mais difícil: "Abriam cursos para entrarem 20 pessoas, no ano passado entraram 500." O romance à volta da profissão era tal que todos acabavam por chamá-la sortuda quando descobriam que tinha deixado de ser professora primária para ser assistente de bordo. "Pensavam mesmo que a nossa profissão era passear." Em resposta, Maria Guerreiro, hoje chefe de cabine do médio curso, via-se obrigada a desmistificar. Ser tripulante da aviação civil não era um passaporte para viagens turísticas: muitas vezes nem saía dos aviões ou só tinha tempo para aterrar na cama de hotel e repetir as rotinas no aeroporto no dia seguinte.

Há 22 anos a acompanhar no terreno a evolução da profissão, Maria Guerreiro não duvida que "esta já não é aquela profissão de sonho que todas as raparigas desejavam ter". Até o aprumo mudou. "Agora trabalha-se tantas horas - numa semana chego a fazer 50 horas - que já nem nos conseguimos arranjar na perfeição." Entre risos abafados pelo telefone, confessa que não é fácil para quem foi treinada para ser a imagem da companhia no aeroporto, a bordo e nos hotéis: "Na última viagem parti uma unha e como não tinha tempo para a arranjar, tive de pôr um penso."

Profissão a quanto obrigas Nos anos 60, os concursos para assistente de bordo obrigavam a saber pormenores sobre a mecânica do avião, medicamentos e suas finalidades de cor e salteado e até as rotas. "Se errássemos, éramos tratadas como meninas de escola", recorda Amália Bastos. Na imagem, nada podia ser descurado. Tudo era avaliado na sala de briefing, onde era feita a apresentação antes do voo. Ter sempre um sorriso no rosto era importante, mas ser bonita e sensual dentro do uniforme não o era menos. Amália Bastos perdeu a conta a quantas vezes a mandaram saltar para cima da balança para ser pesada e nunca esquece o dia em que a mandaram para a casa-de-banho porque não tinha a maquilhagem adequada. As unhas tinham de estar sempre pintadas, o batôn tinha de se ver ao longe, a maquilhagem tinha de ter o tom e a dose certa, o cabelo não podia ultrapassar a linha do ombro.

Maria Guerreiro admite que vida de assistente de bordo nos anos 80 e hoje são incomparáveis. Mas há momentos que valem o esforço e pelos quais "já não seria capaz de viver de outra maneira". Um deles é o que a acorda todas as manhãs: o homem que viajava pela primeira vez de avião e, no final do voo, colocou-lhe 50 escudos às escondidas no bolso.

 

Via ionline



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