Sexta-feira, 12.03.10

 Três padres de um mosteiro no Norte da Áustria foram demitidos após terem sido acusados de abusos sexuais a alunos na década de 80, tendo o diário Der Standard indicado que as vítimas integravam o coro dos Pequenos Cantores de Viena.

O caso surge após outras demissões e suspensões de vários religiosos, na sequência de uma série de revelações sobre abusos sexuais, desde 09 de março na Áustria.

Os três religiosos, um dos quais reconheceu os factos, foram afastados das suas funções após acusações de abusos físicos e sexuais sobre cinco crianças, declarou hoje à imprensa o abade Ambros Ebhart, do mosteiro de Kremsmünster.

Além disso, o diário Der Standard traz, na sua edição de sexta feira, os testemunhos de dois antigos membros do coro, um cirurgião de Berlim de 33 anos e um psicólogo de Munique de 51 anos, que afirmam ter sido abusados, um por um educador nos anos 80 e o outro por um responsável do coro entre 1966 e 1970.

Terça-feira, um austríaco de 53 anos tinha declarado à rádio ter sido abusado por três religiosos quando era criança e apontou um dos abusadores, entretanto chefe do mosteiro de Salzburgo, levando-o a demitir-se.

Um dia depois, um padre de 74 anos foi suspenso devido a abusos sobre alunos num internato católico de Vorarlberg entre 1970 e 1982.

De acordo com o atual diretor da escola, o assunto foi silenciado na altura, tendo o padre sido enviado para outro estabelecimento e forçado a seguir uma terapia.

Entretanto, outro eclesiástico, que teria abusado de cerca de 20 crianças em Styrie, nos anos 70 e 80, demitiu-se na quarta feira.

As diferentes dioceses austríacas indicaram hoje ter havido um salto no número de situações denunciadas desde a semana passada, embora nem todos os casos incluam necessariamente abusos sexuais e tenham de ser confirmados.

Revelaram ainda temer o afastamento de mais católicos da Igreja, pois o número de praticantes já é baixo.

As autoridades religiosas austríacas pediram hoje desculpa às vítimas, afirmando-se chocadas com o número de casos divulgados em tão pouco tempo.

Na quarta feira, o cardeal-arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, apelou ao exame das causas que podem levar a atos pedófilos por parte dos religiosos.

Via Ionline



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Terça-feira, 23.02.10

Sexo na galeria de arte

 

 VIENA - Uma renomada galeria de arte contemporânea austríaca está encorajando seus visitantes a confrontarem sua inibição sexual. Tudo em nome da arte! Para ver um trabalho de Gustav Klimt, quem vai a Secession, no centro de Viena, é obrigado a cruzar um clube de suingue chamado Element6, incorporado recentemente à galeria como parte de um projeto do artista suíço Christoph Buechel.

Os frequentadores do clube de suingue não estão lá durante o dia, mas as fotos eróticas, os colchões o bar etc estão lá, à vista de qualquer visitante da galeria de arte.

O porta-voz da Secession, Urte Schmitt-Ulms, disse que a proposta de Buechel é incitar novamente o escândalo que Klimt causou quando a obra ''Beethoven Frieze'' foi primeiramente exibida, em 1902.

Atualmente considerada uma das grandes obras do pintor austríaco, ela foi considerada obscena e pornográfica devido à maneira como os corpos das mulheres foram pintados.

Uma parte do mural mostra três mulheres praticamente nuas: uma delas tem grandes seios e parece estar grávida e outras duas têm apenas os cachos cobrindo seus corpos. Outra parte revela figuras míticas nuas.

O clube de suingue só abre à noite, depois que a galeria já fechou, mas durante o dia os visitantes acima de 18 anos podem andar pelas suas dependências. A passagem por ali dá ao porão, onde está a obra de Klimt. À noite, a sala onde está o mural fica fechada por razões de segurança.

Vista do clube Element6, por onde passam os visitantes acima de 18 anos para ver obra de Klimt/ Foto: AP

Buechel não quis comentar seu projeto, mas o clube, que normalmente fica localizado em outra parte da cidade, disse que sua participação "quer dar ao máximo de pessoas a oportunidade de superar suas inibições".

- Com esta exibição na Secession, cada indivíduo pode testar novas dimensões para a sua sexualidade - declarou o clube, por meio de um comunicado.

Gerald Adler, da britânica Escola de Arquitetura de Kent, visitou o local recentemente e disse que se Buechel realmente queria criar polêmica deveria ter escolhido outro local para seu projeto, como a catedral de St. Stephen.

- Ele está fazendo isso justamente num lugar de arte avant-garde, então, perde o efeito - opinou.

O projeto fica na galeria até 18 de abril.

 



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