Sexta-feira, 23.07.10

Os sapatos Prada do Papa

 

Se a proposta dos políticos entregarem vinte por cento dos seus salários (não pagam impostos como os outros?) aos pobres viesse de qualquer outra pessoa, ninguém com o mínimo de juízo hesitaria em denunciar o mais desbragado populismo. Porquê os políticos e não todos os outros? Em dizer que em tempo de crise cai sempre bem fazer este género de discurso. Mas como foi um bispo, tem tudo de fingir que estamos perante uma proposta digna de debate.

Uma proposta tão populista como a de, por exemplo, dizer à Igreja dos pobres deveria entregar as suas riquezas. Citando D. Carlos Azevedo, isso sim, “era um testemunho concreto”. Mais populista do que recordar que a preocupação com os pobres deveria ter feito o clero português nunca ter aceite estar isento do pagamento de impostos. E muito mais populista do que lamentar que tão severo rigor com os políticos cristãos lhe tenha faltado quando vivíamos numa ditadura e, com algumas excepções, a hierarquia da Igreja andava de braço dado com o poder não eleito e criminoso.

A justiça social faz-se com políticas fiscais redistributivas. Sim, os que ganham mais – todos – devem pagar mais. Contamos com a Igreja para essa luta? Faz-se com combate à corrupção. Faz-se com o reforço do Estado Social. Não se faz com demagogia barata que tenha a democracia como alvo.

Na imagem: os sapatos Prada do Papa. Todos sabemos ser demagogos.


Via Arrastão



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Quarta-feira, 09.06.10

Já tem 40 concorrentes o concurso de apostas do Arrastão para o Mundial da África do Sul. Para ler as regras e apostar vá a este post. A loja encerra no dia 11 às 16.00.

No dia 11 será deixado aqui um link para um documento excel onde os concorrentes podem confirmar as suas previsões e corrigir se tiver existido algum erro. O comentador bico de lacre teve a simpatia de elaborar um outro documento excel onde os concorrentes podem ir anotando as suas previsões, os resultados e os pontos. Recorda-se: vinte por acertar na vitória/derrota/empate, dez por acertar no número de golos marcados por uma equipa e cinco por ficar a um golo do número de golos marcados por uma equipa. A pontuação máxima em cada jogo é de 40 (20+10+10).

 

Via Arrastão



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Sexta-feira, 26.03.10

Por corrupção activa para acto lícito, provada em tribunal, Domingos Névoa foi condenado a um multa de cinco mil euros.
Por ter chamado corrupto a Domingos Névoa (termo absurda para nos referirmos a alguém que é condenado por corrupção), Ricardo Sá Fernandes foi condenado a pagar ao próprio 13 mil euros.
Saldo para Domingos Névoa: mais oito mil euros. Compensa. É para continuar.

 

Via Arrastão



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Terça-feira, 23.02.10

Apesar de não ser meu costume falar da minha vida, quero deixar as coisas claras. Sou de uma família que nada tem a ver com aquela que vi durante a minha infância retratada na televisão, na publicidade e nas homilias. Uma família reconstruída muitas vezes. Com padrastos, ex-padrastos, madrastas, ex-madrastas, meios-irmãos, namoradas e namorados, “avodrastos”, pais dos irmãos e irmãos dos irmãos que não são meus irmãos. Com quase todos os filhos nascidos sem casamentos. Com casamentos quase todos pelo civil. Com uniões de facto muito antes delas sequer terem nome no debate público. E sou de uma família. Unida como poucas. Quase um clã. Onde o afecto ultrapassa a obrigação do parentesco definido na lei. Dou-lhe um valor central em todos os aspectos da minha vida. É a minha segurança, a rede que ampara todos os riscos que corro. Não me imagino sem ela. Não só por o que me deu. Mas por o que me dá. Eu sou, em grande parte, a minha família.

Por isso, para que não restem dúvidas, não aceito que as pessoas que se manifestaram no último fim-de-semana se auto-intitulem representantes da “família”. Representam apenas e só a família que acham legítima. A deles e mais nenhuma. E que, diga-se em abono da verdade, é cada vez menos hegemónica na sociedade portuguesa. Já são mais os que se casam pelo civil do que pelo religioso, um terço dos casais não se casa nem no civil nem no religioso, mais de um terço das crianças nasce fora do casamento, quase um quarto dos casamentos são segundos ou terceiros casamentos…

Quando era criança o modelo de família que eu conhecia pela minha experiência era ultra-minoritário. Mas era o meu. E eu era feliz nele. Tão feliz que, como provavelmente os que se manifestaram no sábado, o reproduzi na minha vida. Solteiro, em união de facto, com filhos sem casamento. Meios-irmãos da minha filha. Tudo. É assim mesmo: sentimo-nos bem no mundo que conhecemos. Serei nisto, provavelmente, um conservador: segui a tradição que me era familiar.

Dou (ou nem sequer tenho de dar), por isso, todo o direito a quem só se sente bem com o modelo de família a que chamamos tradicional a gostar dele e de só nele se sentir confortável. Olho para eles provavelmente com a mesma estranheza que eles olham para mim. Tudo normal. Não preciso que gostem do meu modo de vida e eles não precisam que eu goste do seu modo de vida.

Apenas uma diferença: eu não me quero meter na vida deles. Aceito o modo de vida que escolheram ou que lhes foi dado a escolher. Não é da minha conta. Apenas lhes exijo a mesma coisa. Que me respeitem. E que respeitem também aqueles que, sendo homossexuais, querem ver a sua situação oficializada. Resumindo: que não façam da sua estranheza e do seu incómodo, que é tão natural como o meu em relação ao seu modo de vida, lei do Estado.

Por isso, não estamos no mesmo plano. Eu aceito os modelos de família dos outros, porque é dos outros e não afecta o meu. Eles não aceitam o modelos de família dos outros, porque acham que têm o direito de desqualificar, através das leis do Estado, a liberdade de escolha dos que os rodeiam. Eles, e apenas eles, são os radicais. E a manifestação que fizeram não foi apenas contra os casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Sendo em defesa de um modelo oficial de família (o deles), foi também contra a minha liberdade. Foi também contra a minha família. E isso eu levo a mal.

 

Daniel Oliveira


Via Arrastão



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Terça-feira, 29.09.09


 

Votem no inquérito do Arrastão

 



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Quarta-feira, 02.09.09

 

Se o Liédson jogar pela selecção portuguesa, deixo de assistir aos jogos. Não por qualquer espécie de discriminação contra os estrangeiros. Mas gostava que a selecção não fosse constituída por brasileiros naturalizados, e caminhamos para a ausência de portugueses. Verdade que depois de naturalizados são, para todos os efeitos, portugueses.


Mas para efeitos futebolísticos não.

 

Marta rebelo, ponta-de-lança da esquerda moderna

 

Via Arrastão

 

Gostava de perguntar a esta senhora, porque é que os efeitos futbolisticos são diferentes de todos os efeitos... há gentinha mesmo parva neste país à beira mar plantado!



publicado por olhar para o mundo às 13:43 | link do post | comentar

Sexta-feira, 17.07.09

 

Alberto João Jardim, depois do seu disparate, tentou emendar a mão: «o que eu digo é que se na constituição está inscrito que não poder haver um regime fascista, também devia ficar contemplado o impedimento de um regime totalitário comunista», explicando que não quer proibir partidos comunistas.

Ou seja, Jardim quer alterar uma Constituição que desconhece. O que a Constituição diz, sobre esta matéria, no seu artigo 46º, é que “não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista“. Não proibe um regime fascista nem qualquer outro, porque tal seria redundante em relação a todo resto da Constiuição, que define o regime democrático em que vivemos. Mesmo para montar, em vesperas de Chão da Lagoa, o circo do costume, não seria mau que Jardim soubesse do que fala.

 

Via Arrastão



publicado por olhar para o mundo às 12:15 | link do post | comentar

Quinta-feira, 02.07.09

La republica benfiquista

 

O Benfica está cada vez mais parecido com as Honduras. Só que nas Honduras há presidentes a mais e no Benfica pode haver candidatos a menos.

 

Via arrastão

Cartoon Henricartoon



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Sábado, 23.05.09



Via Arrastão

 

A história da Marijuana é longa, muito longa...

 

 



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Quinta-feira, 07.05.09

A politica da maizena 

 

A politica Portuguesa

 

Via Arrastão

 

Então e se de repente os nossos politicos deixassem de aparvalhar e se dedicassem a resolver os problemas do país?.. era bom não era?



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