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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

20
Mai10

Professora mostra pipi e é suspensa. Deputado furta gravadores e nada

olhar para o mundo

Portugal hipócrita: o país em que mais vale furtar e ser apanhado em vídeo do que ser fotografada a mostrar o pipi numa revista.

 

 

A comparação não será a ideal, alguns dirão que é pura demagogia. E até pode ser, admito e dou de barato. Mas pelo menos é elucidativa do tratamento algo desfasado que as nossas autoridades dão a dois casos, um mais grave que mete electrónica e outro mais divertido que envolve nudez. Pipi e os gravadores poder-se-ia chamar este filme.

No mesmo país em que assistimos ao furto de dois gravadores por um deputado da Nação sem que o acto tenha consequências profissionais para o senhor vemos uma professora ser suspensa de imediato porque mostrou o pipi e as maminhas na revista Playboy.

O mais grave é que o furto parece ter sido efectuado no interior das instalações da AR e ao que consta a professora não terá realizado a sessão fotográfica na sala de aula ou no recreio com a pequenada toda a bater palmas enquanto jogava à macaca.

O deputado Ricardo diz ter praticado "acção directa" para defender a honra, já a professora Bruna perdeu a honra ao praticar a "acção directa" de despir a roupinha.

Temos por um lado uma professora que não pode continuar a lidar com crianças porque meia Mirandela e alguma malta de Valpaços a viu nua na revista Playboy e por outro um deputado que pode continuar sentado no quentinho daAR depois de todo o país o ter visto "abafar" dois gravadores da revista Sábado. É justo.

Com isto podemos deduzir que para vermos o deputado Ricardo Rodrigues ser suspenso de funções seria provavelmente necessário que este pousasse nu para uma revista feminina ou fizesse um strip-tease durante a comissão de inquérito PT/TVI. A mesma comissão onde vemos o Sr. deputado insistentemente apelar à moral e à legalidade.

Uma coisa é certa, se a "Stôra" Bruna fosse deputada tenho a certeza que não furtaria gravadores ou máquinas fotográficas a jornalistas, até porque provavelmente estaria nua e não teria bolsos para esconder o material. Já o Sr. Deputado, a menos que faça um Lap dance a Mota Amaral não vejo forma de ser admoestado.

Posto isto e fazendo o ponto final de situação: ser professora e cumulativamente mostrar o pipi numa revistaNÃO. Ser deputadofurtar gravadores a jornalistas: SIM

 

Via Expresso

17
Mai10

o estranho caso da professora que tem um pipi

olhar para o mundo

Em Mirandela alguns pais descobriram com a ajuda da revista Playboy que uma das professoras dos seus filhos tem afinal um pipi e duas maminhas. Adivinhem o final da história.

 

 

A "Stôra" Bruna era a responsável pelas AEC (actividades extra-curriculares) dos alunos. Pelos visto também ela própria desenvolvia algumas AEC. Teve azar quando a sua luta desnudada contra a ideia pré concebida de que a revista Playboy não tem qualquer conteúdo pedagógico entrou em conflito com a sua segunda actividade profissional, a mais agasalhada: o ensino.

 

No país dos brandos costumes depressa acorreram a insurgir-se contra esta "pouca vergonha" as mães, os pais e até o Presidente da Câmara imagine-se. As mães dos meninos jamais iriam permitir que a Bruna que os maridos vêem descascada na revista que compram às escondidas pudesse andar por aí a dar aulas aos filhos. Cada Bruna no seu galho. Uma para entreter o maridão outra para ajudar o Fábio a fazer os TPC.

 

Já os miúdos devem ter adorado. Sim, a canalhada adolescente que sonhava à noite com a "Stôra boazona" a andar pela sala de aula usando apenas saltos agulha pode agora visualizar esse sonho em formato de papel a troco de 3,95€. E com sorte ainda ouvem a professora Bruna a dizer no meio da aula "agora vamos todos abrir o manual na página 45 e começar a trabalhar". E os malandrecos tiram todos da mochila a Playboy que o paizinho tinha escondido na gaveta das meias.

 

As meninas da turma já andam a tratar de fazer uma petição para ver se conseguem convencer o professor de Educação Física a pousar em pelota para uma revista feminina. Só com uma bola de andebol na mão e um salpicão de Vinhais na outra.

 

Com isto a alheira de Mirandela anda murcha. Tudo porque os encarregados de educação preferem que os meninos vejam os professores não como homens e mulheres mas como um ser híbrido que se dedica ao ensino. Ou como um bocado de material contraplacado que por acaso marca falta disciplinares.

 

Já a "stôra" Bruna tem a sua curta carreira no Ensino terminada ou pelo menos um saneamento ou transferência à vista. Pais, alunos e a tabacaria Central de Mirandela agradecem por uns motivos e as mães por outros. Final feliz para todos, menos para a senhora professora.

 

Via Expresso

16
Mai10

Professora na Playboy rouba protagonismo à alheira de Mirandela

olhar para o mundo

A Alheira já era, agora em Mirandela manda a Bruna

 

É oficial, parece que a alheira já não é o produto mais famoso de Mirandela! E tudo por causa da Bruna, uma professora do 1º. Ciclo do Ensino Básico que decidiu tirar a roupa e deixar-se fotografar, ao longo de 8 "entediantes" páginas, para a Playboy portuguesa de Maio. Dizem os entendidos neste assunto (que obviamente não sou eu) que até nem ficou nada mal!

 

Banca de revistas nua

 

A bomba rebentou há três semanas e a "Playboy" esgotou em Mirandela, tanto em Golfeiras, onde vive, como em Torre de Dona Chama, onde é responsável pelas Actividades Extra-Curriculares (AEC). As reacções não se fizeram esperar e para além do "falatório" de quem parece se preocupar mais com a vizinha que aparece nua do que com o aumento dos impostos do Sócrates, ainda o director do Agrupamento de Escolas da Torre de Dona Chama, José Pires Garcia, garantiu que já solicitara à Câmara que tomasse "uma atitude". Em declarações à agência Lusa o dito director alega: "mal tive conhecimento do assunto, há poucos dias, contactei a autarquia por correio electrónico". E acrescenta: "é preciso tomar uma atitude depressa e nem preciso dizer qual será". Presumo que ele quererá dizer que a Bruna ia ser despedida, como foi... se calhar não gostou de saber que a senhora quer continuar a dar aulas vestida...

Quem não fez o trabalho de casa?

 

A acompanhar todo o circo à volta deste assunto, parece ainda haver um movimento de pais que acham totalmente desadequado que uma professora que tire a roupa para uma publicação continue a dar aulas a crianças. Fico com dúvidas. Será que a capacidade dela tirar a roupa retira-lhe a capacidade de ensinar? Ou será que uma mulher que tira a roupa é impura para trabalhar com crianças pois vai tentar atrocidades com as mesmas? Ou, pior ainda, será que pelo facto da professora ter tirado a roupa as crianças vão ficar traumatizadas? Bem, isto não pois estamos a falar de crianças entre os 6 e os 10 anos e crianças desta idade não vão ter acesso a uma publicação para adultos. Certo? Ah! Esperem! Estão aqui a dizer-me que sim, que tiveram acesso e até partilham fotografias por telemóvel! Estou chocada! Então o restringirem o acesso a revistas de carácter erótico às crianças não era a função dos paizinhos cheios de pudores? Parece que alguém não anda a fazer o trabalho de casa...

E quem fez o trabalho de casa?

 

E já agora, mas afinal quem é que comprou as revistas que esgotaram? Foram as crianças ou os pais das mesmas? Estavam com curiosidade de ver a "professora" sem roupa ou era só para confirmar o "delito"? Afinal já me parece outra vez que alguém andou a fazer o trabalho de casa...

Bem, aqui entre nós, talvez a Bruna não tenha sido a pessoa mais prudente ao ser professora e posar nua para aPlayboy, mas tudo isso porque deveria ter imaginado que isto lhe traria problemas onde as pessoas se preocupam grandemente com o que os outros fazem com o corpo. A mim parece-me que despedi-la com base nesta premissa é ilegal. Se não é, deveria. No que me diz respeito, e enquanto contribuinte, desde que ela não tenha usado as horas de expediente enquanto funcionária pública para fazer a sessão fotográfica, não tenho nada a ver com isso. Para além disso, com a crise, não me parece nada mal que os funcionários públicos reforcem os seus rendimentos no privado sendo os primeiros a "dar o corpo ao manifesto". Afinal, lamento, mas se não tem um corpo destes, vai ter mesmo de arranjar um part-time num "call-center".

 

Solange Cosme

 

Via A Vida de saltos altos

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