Segunda-feira, 06.12.10

A inocência adiada

Acredito que a sexualidade vivida demasiado cedo distorce a realidade e torna as crianças emadultos imaturos, decididamente mais infelizes e insatisfeitos por terem crescido depressa demais. Alguém concorda?

Confesso que já penso nisto há meses, para não dizer que o faço já há alguns anos. Mas hoje, talvez como resultado da leitura de algumas notícias que trazem a público o aumento do número de casamentos homossexuais em Portugal e a tenra idade em que a população portuguesa inicia a sua vida sexual, achei que estava na hora de desabafar este sentimento de uma certa confusão social.

Não quero com isto dizer que sou contra o casamento homossexual ou as relações entre indivíduos do mesmo sexo. Creio que cada um tem direito a ser feliz na sua sexualidade. A minha questão coloca-se é com a idade em que de facto um indivíduo tem consciência da sua sexualidade. Isto é, se gosta de indivíduos do mesmo sexo ou do sexo oposto e se tem de facto consciência da experiência sexual em si.

 

Século 21: Nova era ou confusão social

Creio que a nossa sociedade, não sei se por ter estado tão privada da liberdade de ação e pensamento durante tantos anos, criou uma ideia errada do que é realmente a sexualidade, a relação íntima e a identificação com pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.

As meninas sempre foram habituadas a dormir com meninas e a não serem condenadas por andarem de mãos dadas ou brincarem com bonecas. Já no que diz respeito aos rapazes, a estes sempre lhes foi dito que o correto para eles era jogar à bola e brincar com carrinhos.

Na minha opinião esta é uma falha social, um preconceito. Mas, sinceramente, também acho estranho o contrário e, correndo o risco de ser mal interpretada, não acho mesmo normal que cada vez mais rapazes adolescentes conheçam tão bem com a sua sexualidade, ao ponto de quererem ser parecidos com elas, a nível de modos e comportamentos, e que sejam capazes de se afirmar homossexuais, quando mal ainda chegaram à adolescência ou pouco mais que isso.

Não sei se nos dias de hoje as grandes culpadas somos nós, as mulheres e mães, ou os homens, enquanto pais, que fazem dos filhos e filhas seres andróginos e apenas preocupados com aquilo que os outros pensam ou veem, passando de uma forma fútil, as formas corretas de ser e de estar, através de imagens manipuladas e conceitos politicamente corretos.

E se de um lado os meninos cada vez mais se parecem com meninas, também estas, cada vez mais, são autênticas predadoras sexuais com 14, 15 anos, verdadeiras "lolitas" maquilhadas e produzidas, e capazes de confundir a cabeça dos mais esclarecidos.

Assusta-me esta falta de identificação e maturidade sexual. É certo que com esta idade já tinha dado o meu primeiro beijo de fugida, mas preferia bem mais saltar ao elástico e dar grandes voltas de bicicleta pelo bairro com o maior número de amigos, e falar horas intermináveis nas noites quentes de Verão.

Viamos o "Dirty Dancing", o "Blue Lagoon" e o "Top Gun", mas daí a permitir pouco mais que um toque na cintura e uns beijinhos repenicados, ía muito mais que uma longa metragem.

Tenho saudade. Gostava que os miúdos não descobrissem tão cedo a sexualidade e fizessem dela uma distorcida imagem de afeto. Gostava que brincassem mais, andassem de mãos dadas e sentissem as primeiras borboletas no estômago sem que para isso tivessem de ter relações sexuais prematuras, que vão resultar muitas vezes em más experiências, das quais a gravidez pode nem sempre ser a pior das experiências mas, sem dúvida, uma das mais comuns actualmente

 

Via A Vida de Saltos Altos



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Terça-feira, 27.07.10

Como responder aos filhos?

 

Há anos, quando era médica residente em pediatria, um adolescente perguntou-me se já tinha fumado erva. Não era uma pergunta amigável, mas antes uma reacção do tipo "ah, sim, isso é o que tu dizes" às minhas questões, como que a avisar-me.

Nenhum doente me perguntou tal coisa em décadas. Mas, recentemente, dei por mim no meio de várias conversas entre pediatras sobre como os pais devem lidar com as perguntas sobre o assunto.Médicos e pais precisam de uma forma de integrar os seus padrões de honestidade com o que sabemos sobre o abuso de drogas - e com investigações que tornam claro que sabemos hoje mais sobre o assunto.

Em particular, os cientistas compreendem melhor a neurobiologia do cérebro adolescente e os riscos de experimentar drogas e álcool na adolescência. Embora pensássemos que o cérebro era relativamente maduro aos 16/18 anos, na realidade continua a desenvolver-se até aos 25. O que se desenvolve cedo é a área de procura do prazer, o núcleo acumbente. As regiões que auxiliam o raciocínio abstracto, a tomada de decisões e a capacidade de julgamento estão ainda a amadurecer e, logo, com menos inclinação para inibir a procura de prazer. Pelo que as drogas e o álcool podem, de facto, levar a alterações permanentes no cérebro - em particular, dizem especialistas, uma maior propensão para a dependência em adulto. No entanto, dar conselhos a jovens nunca foi fácil, e quando a história dos pais vem à baila, fica ainda mais complicado.

Há uma questão moral para os adultos que se orgulham da honestidade e abertura. Há o medo de que, mesmo se explicarmos cuidadosamente a lição da nossa história, possamos estar a oferecer ao nosso filho uma lição implícita acerca da falta de consequências, uma espécie de parábola de eu fiz isso e estou bem. "O problema vem sempre à baila quando dou conselhos aos pais", diz Sharon Levy, directora do programa de abuso adolescente de substâncias no Children's Hospital Boston. "Eles dizem 'bem, o que lhe devo dizer - ou não?'" A investigação é limitada. Mas há provas que sugerem que quando os pais prestam mais informação e dão melhores conselhos desde cedo, o risco de abuso é menor. E um estudo de 2009 do centro Hazelden para o tratamento da dependência, concluiu que muitos adolescentes apontavam a honestidade dos pais acerca do álcool como influência positiva.

É claro que todos os pais, crianças e todas as situações são diferentes, e não existe uma regra que diz que pais e médicos devem revelar qualquer informação particular sobre o seu consumo de álcool e drogas, passadas ou actuais. Em vez disso, é importante perceber "porque é que perguntas? O que se passa contigo?", diz Janet F. Williams, professora de pediatria no Health Center da Universidade do Texas, e directora do comité para o abuso de substâncias da Academia de Pediatria. "O que nós pensamos que eles querem saber pode não ser aquilo que eles estão a perguntar", afirma. E, tal como sucede com outras conversas, tenha em conta o estado de desenvolvimento da criança; a resposta a uma criança de 12 anos ou a quem tem 22 anos é dada em termos e detalhes diferentes.

Porém, a maioria dos especialistas concorda que quando uma criança faz uma pergunta, o melhor é não mentir. "Diga sem glorificar", aconselha Levy, "e se acha que cometeu um erro, diga isso." Na realidade, uma criança que faz esta pergunta pode ter pensado muito em como e quando puxar do assunto. Trate a questão com respeito, utilize-a para fazer a conversa fluir. Pode não ser uma questão que queira ver levantada mas é uma conversa que, como pai, deve encorajar. (Sites úteis:teens.drugabuse.gov - informação para adolescentes; eteen-safe.org - conselhos sobre como falar com adolescentes.)

Então e o pesadelo familiar de todos os pais: o adolescente zangado que reage à disciplina ou à reprovação virando a conversa com uma acusação sobre as transgressões dos pais? Deborah Simkin, psiquiatra que faz a ligação ao comité Williams da Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, faz a analogia com um alcoólico que resiste ao tratamento tentando trazer à baila os problemas dos outros. "O miúdo está a tentar desviar a atenção da intervenção oportuna por parte dos pais", diz. Em tais casos, a resposta dos pais deve ser clara: "Vamos discutir o que tu fizeste." 

O que queremos fazer como pais é transmitir sabedoria - mesmo que a tenhamos adquirido da maneira mais dura - sem que os filhos tenham de correr riscos. "Conduziu sem cinto de segurança e não morreu num acidente. Isso significa que quer que o seu filho conduza sem cinto?", pergunta Levy. Ou como diz Williams: "Se a forma como a questão é apresentada é 'Isto é arriscado e espero que não tenhas de colocar a mão no lume para descobrir que te podes queimar', eles não têm de tomar o mesmo risco." Por fim, depois de todos os cuidados e ansiedades, é essencial voltar ao lado positivo - "lembre-se sempre de reparar no que há de bom no seu filho", aconselha Williams. 

Afinal de contas, a mensagem mais importante não é sobre os erros que podem fazer descarrilar mas sim sobre o prazer de encontrar o próprio caminho. Diga ao seu filho, nas palavras de Simkin, que "preferiria que te dedicasses a descobrir a tua paixão, descobrir o que queres fazer na vida" - e celebrar esse potencial. E, por isso, diz Williams, "gostaria que tivessem todas as células cerebrais a que têm direito."

 

Via Ionline



publicado por olhar para o mundo às 08:00 | link do post | comentar

Terça-feira, 15.12.09

As cores das pulseiras, abrao ou sexo?

 

 

A moda das pulseiras parece continuar e começam a surgir agora os significados sexuais que os adolescentes lhes dão.

Pulseiras comuns, estilo anos 80, com cores vibrantes têm, para muitos jovens, um significado erótico. Usar uma pulseira de determinada cor obriga o adolescente a fazer aquilo que ela significa. Uma pulseira amarela, por exemplo, obriga a dar um abraço. Uma pulseira preta, a fazer sexo.

A moda começou em Inglaterra mas tem-se espalhado para países como o Brasil ou os Estados Unidos, onde as pulseiras já foram proibidas em algumas escolas.

Conheça a que jogos eróticos corresponde cada uma das cores das pulseiras:

 

Amarela - Abraçar

Rosa - Mostrar o peito

Laranja - Morder com carinho

Roxa - Beijar com língua

Vermelha - Dança erótica

Verde -. Chupar pescoço

Branca - Rapariga decide

Azul - Rapariga faz sexo oral

Rosa-claro - Rapaz faz sexo oral

Preta - Sexo

Dourada - Todos de cima

 É preciso ter presente, contudo, que nem todos os adolescentes têm conhecimento destes significados e podem usar as pulseiras sem qualquer conotação ou objectivo sexual.

Via ionline

 



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