Terça-feira, 18.01.11

Canberra, Austrália - Um casal australiano, que tem três filhos meninos, está travando uma batalha judicial em seu país para obter o direito de escolher o sexo do próximo filho e dar à luz uma menina. Antes de recorrer à Justiça, eles já chegaram ao extremo de abortar uma gravidez de gêmeos, depois de descobrir que os fetos eram do sexo masculino.

O homem e mulher australianos, que não foram identificados pela imprensa e por autoridades locais, decidiram entrar na Justiça porque as leis do estado de Victoria, onde moram, proíbem a escolha do sexo da criança em inseminações artificiais.

Antes de recorrer ao Tribunal Civil e Administrativo de Victoria, eles tiveram pedido rejeitado em painel independente ligado ao Ministério da Saúde da Austrália, que decide sobre questões médicas.

LEI PROÍBE ESCOLHA DE SEXO

A exemplo do Brasil, a legislação local só permite a escolha do sexo do bebê em caso de riscos graves associados à transmissão de doenças genéticas que ocorrem num determinado sexo. A saída encontrada pelo casal, então, foi argumentar que a mãe, na faixa dos 30 anos, ficou obcecada com o desejo de ter uma menina, e que ter uma filha se tornou necessário para a manutenção de sua saúde psicológica.

Em entrevista ao jornal australiano ‘The Herald Sun’, o casal falou sobre a decisão de abortar os gêmeos: “Foi traumático, mas não podemos continuar tendo um número ilimitado de filhos até conseguir gerar uma menina”.

Menina morreu logo após parto 

O casal chegou a ter uma filha menina, mas ela morreu pouco depois do parto, o que fez a mãe ficar ainda mais desesperada para ter uma filha.

O diretor do instituto australiano Ética Genética, Bob Phelps, não se sensibilizou e criticou os pais, por acreditar que a decisão deles pode influenciar outros casais: “Sinto muito que eles perderam sua filha mas, no interesse da sociedade como um todo, acho que eles deveriam procurar assistência psicológica e procurar outro meio de trazer uma menina à sua família. Eles parecem bons pais e poderiam oferecer um lar a uma criança que precisa”.

 

Via O dia Online



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Terça-feira, 12.01.10

Faltam mulheres na China

 

 Não, não é um prenúncio do aumento do número de divórcios. O governo chinês apresentou hoje um estudo da Academia Chinesa de Ciências Sociais que alerta para que mais de 24 milhões de chineses em idade reprodutiva possam não ter mulher dentro de dez anos.

desequilíbrio de género entre recém-nascidos é considerado um grave problema demográfico no país que tem mais de 1,3 mil milhões de pessoas.

De acordo com o estudo, o aborto de bebés do sexo feminino é apontado como um dos principais responsáveis pela preocupante conclusão, na sequência de uma política rígida de planeamento familiar e das rigorosas tradições de uma manifesta preferência das famílias pelo sexo masculino. Segundo os investigadores, os abortos de bebés do sexo feminino são "extremamente comuns", sobretudo nas regiões rurais e desde que, nos anos 80, começaram a realizar-se ecografias nesses locais.

Na China, os mas recentes estudos indicam que por cada 100 raparigas nascem 119 rapazes o que faz com que, nas regiões mais pobres do país, existam homens que ficam solteiros toda a vida.

Via ionline



publicado por olhar para o mundo às 08:00 | link do post | comentar

Sexta-feira, 16.10.09

Irene vilar, 15 Abortos em 17 anos

 

 Para a norte-americana Irene Vilar tudo começou por ser uma revolta contra um marido que não queria ter filhos, levando-a a deixar de tomar a pílula. No entanto, aquilo que começou como um acto de rebeldia, acabou por levá-la a fazer 15 abortos entre os 16 e os 33 anos. Agora, aos 40, decidiu publicar as memórias de uma viciada em abortos. 


No livro intitulado "Maternidade Impossível: Testemunho de uma Viciada em Abortos", Irene Vilar, de origem porto- -riquenha, explica que este ritmo absurdo de interrupções de gravidez não se deveu a pobreza ou medo, tratando-se apenas da reacção, que se transformou num vício, a um marido controlador. "Quando vinha o período ficava triste. Se descobrisse que estava grávida ficava com medo, mas excitada", disse numa entrevista televisiva. "Não quer dizer que quisesse continuar a fazê-lo. Uma drogada também quer parar."

Agora uma editora de sucesso, Irene Vilar era um prodígio académico aos 15 anos, idade com que é aceite na Universidade de Nova Iorque. Um ano depois conhece e casa-se com Pedro Cuperman, um professor de literatura latino-americana de 50 anos. Irene não revelou se ele sabia dos abortos, mas afirmou que o marido considerava a gravidez prejudicial ao desejo sexual. Para o contrariar, Irene deixou de tomar a pílula até se tornar quase um hábito engravidar. E depois abortar.

A publicação do livro esta semana chocou a opinião pública dos Estados Unidos, um país bastante dividido neste tema. No entanto, ambos os lados receberam com preocupação esta história, com os movimentos pró-vida a tentar utilizar o caso como argumento político. "Isto sublinha tudo o que sempre dissemos no movimento pró-vida - o aborto faz parte de uma história muito triste para as mulheres", afirmou Charmaine Yoest, presidente do grupo "Unidos pela Vida". Irene já disse ter medo das reacções ao seu livro, tendo recebido ameaças escritas, além dos comentários incendiários na internet.

Apesar de não se sentir uma vítima, Irene conta no livro episódios de uma infância problemática. A avó esteve presa 25 anos por ter invadido o Capitólio armada e a mãe suicidou-se saltando de um carro em andamento enquanto Irene, com oito anos, a tentava agarrar. Dois dos seus irmãos tornaram-se toxicodependentes.

Duas filhas Depois de um primeiro casamento problemático, pontuado também por várias tentativas de suicídio, Irene Vilar voltou a casar-se. Da nova relação nasceram duas filhas com quem vive em Denver, no Colorado, com outras duas filhas do seu actual marido. "A maternidade tornou-me mais responsável", disse. "Não me tornou menos pró-escolha." Irene Vilar planeia escrever agora um livro sobre a maternidade. "Era uma viciada em abortos, mas isso não é desculpa [...] A história é a perversão de desejo maternal e aborto, enquadrados num procedimento legal de que abusei", escreve em "Maternidade Impossível".

Todos os anos são feitos cerca de 42 milhões de abortos em todo o mundo. O número tem descido nos últimos anos, apesar de muitas mulheres ainda o fazerem em condições pouco seguras, devido à proibição que ainda vigora em 32 países.

 

Via Ionline



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Essa papelaria em Queijas da muito jeito chamasse ...
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