Quinta-feira, 01.07.10

Já fomos. Os Navegadores foram de vela. A esta hora a única hipótese de continuar no Mundial é numa Playstation perto de si. Mas evitaram-se grandes males. Quer saber quais?

 

 

1 - Quase toda a gente tem um familiar, amigo ou vizinho que adorava andar agarrado à Vuvuzela em dias de jogo. Alguns punham-na a carregar ao lado do telemóvel durante a noite não fosse faltar a bateria a meio do dia. Quando ouviam falar em Selecção metiam a dita na boca e sopravam como se tocassem as velas da Nau rumo ao Cabo das tormentas. Agora alegrem-se porque em princípio isso acabou. Não as tormentas mas o barulho. Tem vizinhos brasileiros? Lamento. Aguente só mais um bocadinho.

2 - Muitas pessoas levavam bastante a sério a coreografia inventada pelo Macdonalds e promovida pelo jogador Simão Sabrosa. No jogo com a Coreia do Norte houve quem derretesse sete menus de bacon em quarenta minutos. No fim do jogo havia pessoas a deitar ketchup por tudo o que era cavidade corporal. Também isso acabou. Os médicos de família e a saúde dos portugueses agradecem. Os nutricionistas nem por isso.

3 - Acabaram os dias inteiros de televisão dedicados à selecção. Desde as 5 da manhã até as 4:59 do dia seguinte tudo girava em torno das peúgas do Cristiano, das extensões do Danny, das palmilhas do Deco e do amaciador de cabelo do Miguel Veloso.

4 - Como se sabe os jogadores estão a ser pagos diariamente. Isto para além dos prémios de jogo que recebem. Se passassem aos quartos-de-final imaginem o rombo. A Federação era menina para pagar uns 30€ ou mais a cada um só pelo feito (50 mil euros na verdade). Assim, e como isto não anda nada famoso poupa-se algum. Dá para os navegadores comerem qualquer coisita e atestarem a traineira no aeroporto. Uma sandes mista e um galão. Nada de croissants para não se apresentarem nos respectivos clubes com porte de leão-marinho.

5 - Confesso que estou farto de escrever sobre a Selecção. E provavelmente estarão alguns fartos de ler o que escrevo sobre a selecção. Eu compreendo. Aliás toda a gente escreve sobre a selecção. Admira-me o Padre Frederico não ter uma coluna sobre a Selecção num diário desportivo. Também isto acabou. Falo por mim claro que amanhã se Deus me der saúde estarei a falar de Queiroz e Ronaldo e a contar porque tudo isto aconteceu. O Padre Frederico que faça lá o que entender que já não é nenhum garoto.

6 - Agora que a nossa rapaziada já fez aquilo a que nos habitou, ou seja, nada, está na altura de escolher uma Selecção daquelas a sério para apoiar no Mundial e, quem sabe, sentir o sabor da vitória. Eu cá já escolhi: sou argentino desde pequenito.

 

Via 100 Reféns



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Segunda-feira, 28.06.10

O Drama das crianças com Sida na África do Sul

 

Tem 18 meses mas mal sabe andar. Tem movimentos lentos quando gatinha. Senta-se, serena, e olha-me inclinando a cabeça. Olhos semicerrados e sem sorrisos. Olha-me.

É pequena. Muito pequena. E noto-lhe a fragilidade quando chega à minha beira. Acabei de chegar e estende-me os dois braços. Não é um pedido... é uma urgência. Não é um capricho. É uma necessidade. Nunca me viu mas precisa que lhe dê o que não tem. Estende-me os braços e pego-a ao colo.

É excessivamente leve. Mantém os movimentos lentos quando encosta a sua cabeça à minha. Meto-lhe a mão debaixo da camisola. Faço festas por cima de pequenas feridas. Dezenas delas, espalhadas pelo corpo. Não sei o seu nome para a confortar mas falo com ela inglês. Seguro-lhe a mão gelada enquanto a deito no meu colo. Seguro-a como se fosse minha. Aconchega-se e agarra, com força, o meu dedo. Larga-o para conhecer o botão do meu casaco ou para me tocar no rosto.

Chamam-na por um nome zulu. Lamento a minha dificuldade em pronunciá-lo. Todos os seus gestos transportam uma lentidão assustadora. Olha-me reflexiva. Intensa. Por pouco adormece. Ficava ali uma vida. Eu dar-lhe-ia uma, se tivesse.

Seguro-a com a ferocidade de quem a disputa com o tempo e com a doença. Tem 18 meses e não chegará aos 20 anos. É seropositiva.

Sento-me no chão do refeitório e correm três, desengonçados, para o meu colo. Um em cada perna, enfiados no ângulo do ombro e do braço. O da direita adormeceu ali... sujo de arroz e carne, tombou nos meus braços de sono. O outro mexe-me nos óculos, curioso. Ao fundo, Amigo arrasta-se de quatro com os seus 6 ou 8 meses. Ninguém sabe muito bem... A mãe deu-lhe o nome de Amigo e deixou o Amigo na maternidade. Pequeno, sozinho e infectado com HIV. Amigo saiu da sala de partos... para aqui.

Falta-lhes tudo. Saúde e mimo. E aqui, fazem o que podem.

Sedentos de ternura, partem para a sesta. Já fizeram a medicação da manhã. Partem para a sesta e não me vêem partir. Melhor assim... Não os quero ver partir. Ninguém os quer ver partir... Hoje adormeço com um coração geneticamente dorido.

Via Mundial à parte



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Terça-feira, 22.06.10

O preservativo anti violação

 

Uma médica sul-africana apresentou ao mundo a sua mais recente invenção: um preservativo com dentes, para evitar violações.
Sonnet Ehlers foi iluminada com a ideia quando, há cerca de quatro décadas, teve de atender uma vítima de abuso sexual que, entre queixas, comentou: “se apelo menos eu tivesse dentes lá em baixo…”. E então Ehlers, pôs mãos à obra e nasceu o Rape-aXe. Um preservativo feminino munido de uma espécie de ganchos parecidos com dentes que se prendem ao órgão sexual masculino durante a penetração. Segundo descreveu a cientista à CNN: “Magoa e impede o homem de andar e urinar. Uma tentativa de retirá-lo só vai fazer com que aperte e arranhe mais”. Assim, só uma intervenção cirúrgica será capaz de removê-lo por completo. 
Depois de ter vendido grande parte dos seus bens para financiar o projecto, a médica está agora a distribuir gratuitamente o novo preservativo em diversas cidades da África do Sul - um dos países com a taxa de violação mais elevada do mundo - durante o mundial de Futebol .

 

Via Ionline



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Domingo, 13.06.10

Young Mandela, a história por trás do homem

 

"Como pode um homem que cometeu adultério e abandonou a mulher e os filhos ser Cristo? O mundo inteiro gosta demasiado do Nelson. Ele é apenas um homem." Quando a libertação do símbolo da luta anti-apartheid na África do Sul foi descrita como a segunda descida de Cristo à Terra, em 1990, a indignação de Evelyn Mase, a enfermeira que levou Nelson Mandela ao altar pela primeira vez, passou despercebida. Ao procurar o verdadeiro Mandela, David James Smith, jornalista do "Sunday Times", percebeu que parte da história - contada na sua autobiografia "Long Walk to Freedom", publicada no ano em que se tornou o primeiro presidente negro da África do Sul (1994) - tinha sido voluntariamente omitida. Atrás do mito, havia um homem mulherengo, infiel, distante dos filhos, autoritário e para quem a violência doméstica não era um tabu. 

"Young Mandela" chegou ontem às livrarias britânicas e conta a vida imoral de um dos mais carismáticos estadistas da história. "Nelson Mandela foi um revolucionário em muitos sentidos, mas não como marido nem como pai", escreve David Smith em dois excertos da obra pré-publicados no "Times". "O meu ponto de partida foi: aqui está o estadista mais velho do mundo, talvez o mais amado e admirado da história recente, mas cuja vida de jovem guerreiro, que lutou contra o racismo, foi esquecida. Mal cheguei a Joanesburgo [em Agosto 2008], encontrei pessoas próximas de Mandela que me disseram: ele não é um santo e não se considera santo, tem falhas e fraquezas como toda a gente, e é sobre o ser humano que deves escrever", conta ao i o escritor. Em três meses, Smith procurou falar com todos os que conheceram o Mandela "real" , o que não consta em nenhuma biografia.

filho secreto Na terra de Madiba, como é conhecido entre os sul-africanos, corriam rumores que teria tido um filho secreto com uma activista do Congresso Nacional Africano (CNA). Ruth Mompati era professora e decidiu reformar-se e juntar-se a Mandela quando o regime do apartheid considerou que os "nativos" não mereciam educação adequada. Com o gravador em off, Mandela "não negou o caso mas disse claramente que não existiu nenhum filho", conta Smith. Porém, o jornalista ouviu outros testemunhos credíveis e, quando os dois filhos de Ruth morreram, num espaço de apenas quatro meses, só a morte de um deles apareceu num comunicado do CNA: Neo Matsoane, o filho mais velho, nascido a 25 de Abril de 1955 e falecido a 7 de Janeiro de 1998, morreu asfixiado com a própria língua. Para Smith, era filho de Mandela. "Aparentemente era parecido com o pai."

santo infiel Mompati Neo Matsoane não seria o único rebento oculto de Mandela, que oficialmente teve seis filhos (quatro da primeira mulher e dois da segunda, Winnie). Amigos de longa data do estadista asseguram que gostava de mulheres bonitas e teve várias "namoradas". A cantora e actriz Dolly Raethebe - dez anos mais nova - terá sido mais uma das suas conquistas, revela Smith.

O verniz estalou quando a primeira mulher começou a desconfiar das infidelidades do marido. Quando exigiu que Ruth não voltasse a entrar na sua casa, "Mandela ficou furioso. Mudou a cama para o salão. Tornou-se cada vez mais frio e distante", confidenciou Evelyn Mase à autora da sua biografia, Fatima Meer.

Mandela nunca o negou: sabia que não era santo. "Isso foi uma das coisas que me preocuparam - ter ascendido à posição de semideus - pois daí para a frente a pessoa não é mais um ser humano", afirmou Nelson Mandela num dos célebres discursos. Na autobiografia, Mandela atribui o fim do casamento à devoção religiosa de Evelyn, testemunha de Jeová, que queria que Mandela fosse mais comprometido com Deus do que com a causa política anti-racista. 

Homem violento? É aqui que aparece a faceta mais inesperada do mito em "Young Mandela": a de agressor. No processo de divórcio a que David Smith teve acesso, Evelyn acusa Mandela de a ter abandonado em Fevereiro 1955 e, desde então, a ter "maltratado cruelmente e agredido repetidas vezes", inclusive com uma tentativa de homicídio por estrangulamento, o que a levou a procurar refúgio junto dos vizinhos. Reclamava a custódia das crianças, pensão e bens do casal. Mandela negou as agressões: tinha sido Evelyn a abandoná-lo quando foi detido após o histórico congresso em que divulgou os princípios da "Carta da Liberdade". Em Novembro 1956, Evelyn retirou--se do processo. Sem explicações. Ao i, Smith explica que "foi um arranjo de conveniência, com Mandela a tentar não tirar as crianças à mulher". "Estas alegações podiam ter sido politicamente inábeis no momento em que ganhava proeminência como líder da CNA." Verdade ou mentira, nas páginas da imprensa, seria certamente um escândalo.

Smith não confirma qual é a versão mais próxima da verdade, mas defende Mandela: "Muitos dos piores momentos ocorreram nos tempos de maior stresse, quando lutava contra a pobreza para sustentar a família e contra os educadores racistas que achavam que um homem negro não era apto para ser advogado de renome. Foi quando se envolveu profundamente na luta contra o apartheid, com prisão e perseguição policial à mistura. Nestas circunstâncias, a sua sobrevivência é um testemunho de grande coragem e dignidade."

O livro revela ainda relações muito tensas entre a primeira e a segunda família de Mandela, que é descrito como autoritário pela segunda mulher, Winnie. Condenava todas as acções do segundo filho Makgatho. "Era gélido [com os filhos]. Não é pessoa de dizer 'amo-te'. É um africano e mostrar sentimentos seria uma fraqueza que não pode demonstrar", conta no livro Ndileka, filha do primeiro herdeiro de Mandela - Thembi. Makgatho acabaria por morrer de sida. "Às vezes, é mais fácil mostrar-se para estranhos do que para os mais próximos. Pode ser um líder mundial, mas não pode segurar a mão do filho quando está a morrer ou abraçar a neta", diz Smith.

E mesmo que não tenha dado sinais de remorsos, o autor defende-o: a luta pela liberdade exigiu grandes sacrifícios a Mandela e a família pagou um preço elevado. Mandela fará 92 anos em Julho e, no Outono da vida, "incentiva os netos a explorar a história da família. Espero que o livro possa juntar as duas famílias e há sinais de isto estar a acontecer".

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 09.06.10

Já tem 40 concorrentes o concurso de apostas do Arrastão para o Mundial da África do Sul. Para ler as regras e apostar vá a este post. A loja encerra no dia 11 às 16.00.

No dia 11 será deixado aqui um link para um documento excel onde os concorrentes podem confirmar as suas previsões e corrigir se tiver existido algum erro. O comentador bico de lacre teve a simpatia de elaborar um outro documento excel onde os concorrentes podem ir anotando as suas previsões, os resultados e os pontos. Recorda-se: vinte por acertar na vitória/derrota/empate, dez por acertar no número de golos marcados por uma equipa e cinco por ficar a um golo do número de golos marcados por uma equipa. A pontuação máxima em cada jogo é de 40 (20+10+10).

 

Via Arrastão



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Os treinadores queixam-se que não conseguem dar indicações aos jogadores. Os jogadores queixam-se que não conseguem ouvir os treinadores. Os árbitros queixam-se que não se conseguem ouvir uns aos outros. Os jornalistas queixam-se que não conseguem falar para as redacções. Há mesmo quem se queixe que a coisa pode provocar ataques de elefantes. Os médicos dizem que pode causar surdez. E agora chegou a vez do público se queixar: é insuportável ter a sensação de estar durante duas horas num engarrafamento. O som contínuo de vespeiro das malditas vuvuzelas não é apenas massacrante. Torna imperceptível as reacções do público a cada remate, golo, falhanço. Quem teve a ideia de tornar isto no “som de marca” deste Mundial não destesta apenas futebol. Odeia a humanidade. Se isto continua corremos o risco de assistir à primeira enxaqueca à escala global da história deste planeta. É com todo o respeito pelas tradições locais que deixo aqui um apelo: calem essas vuvuzelas! Aquilo só pode fazer mal ao ambiente.

 

 

Via Arrastão



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Sexta-feira, 11.09.09

Caster semenya é hermafrodita

 

 Se a notícia lançada esta manhã se confirmar, Caster Semenya, campeã mundial dos 800 metros, corre o risco de ver a carreira no atletismo cair por água abaixo.

De acordo com os testes realizados para aferir o género da atleta de 18 anos, chegou-se à conclusão que Semenya é hermafrodita, não tem ovários nem útero e possui testículos internos ocultos atrás da vagina.

Já antes, alguns testes tinham revelado que Semenya possuía o triplo dos valores normais de testosterona numa mulher.

O secretário-geral da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), Pierre Weiss, alertou que é preciso ter cuidado com a situação e com as afirmações. "É claro que ela é uma mulher, mesmo que não seja a 100%. Teremos de ver se tem alguma vantagem em ter dois sexos relativamente às outras atletas", afirmou, descartando para já a possibilidade de Semenya perder o título.

 

Via ionline



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