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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

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Um olhar sobre o Mundo

09
Out09

Conheça os restaurantes gourmet que entram em saldos

olhar para o mundo

 Restaurantes gourmet em saldos

 

Os telefones dos principais e mais caros restaurantes de Lisboa não param de tocar desde a semana passada. São em média 600 chamadas por dia que interrompem as linhas e levam os empregados de restaurantes como o Eleven a correr constantemente para o telefone. Alguns criaram uma linha especial só para atender todos os clientes que desesperam por uma mesa antecipada num dos melhores restaurantes da capital. A razão para tantas chamadas e pedidos de reserva? Começa hoje a segunda edição da Lisboa Restaurant Week, a semana de saldos nos restaurantes de luxo - e de outros que, embora não tão conceituados, se adaptam às carteiras mais recheadas - e ninguém quer perder o lugar à mesa.


Em Maio deste ano, 26 restaurantes de Lisboa prepararam um menu low cost para atrair novos clientes. Durante uma semana, rapazes de calças rasgadas, grupos barulhentos de amigos e jovens casais apaixonados invadiram pela primeira vez as mesas de Eleven, Gemelli, XL, Mezzaluna e Cop'3. A oferta era irresistível: entrada, prato principal e sobremesa por apenas 20 euros em restaurantes onde, em dias normais, pode haver desmaios na altura de pagar a conta - já que os preços podem facilmente ultrapassar os 80 euros por pessoa.

Hoje a iniciativa repete-se, mas desta vez com 42 restaurantes. "O sucesso da primeira edição foi tão grande que recebemos imensas propostas de casas que quiseram aderir", explica José Borralho, director da TrypNetwork, empresa organizadora do evento que decorre até 18 de Outubro. "No início tive de bater à porta de vários restaurantes para os convencer a fazerem este menu a baixo preço. Agora são eles que me contactam e até tive de recusar dez propostas", conta. "Não tinham condições para participar."

Lisboa parece seguir os passos de Nova Iorque. A primeira edição da Restaurant Week, em 1993, contou com 90 restaurantes na cidade norte-americana. Actualmente são mais de dez mil que se candidatam para participar. 

"O critério é serem restaurantes de qualidade e confeccionarem um menu que habitualmente não custe menos de 30 euros", diz José. Nesta edição, 13 restaurantes generosos oferecem um copo de vinho com o menu - já que as bebidas não estão incluídas e, algumas vezes, podem superar os 20 euros da refeição.

MESAS ESGOTADAS Conseguir uma mesa é a parte mais complicada e reservar é imprescindível. No restaurante Olivier Café, na Rua do Alecrim, os lugares esgotaram dias antes do início da Restaurant Week. "Só aceitamos dez clientes por dia para servir este menu", diz Natalie Costa, gerente do restaurante e irmã do chefe Olivier. "Só pusemos estes lugares disponíveis porque não podemos prejudicar os clientes habituais que querem jantar na sua mesa a determinada hora", explica. 

Os clientes que procuram os saldos dos restaurantes são fáceis de reconhecer: "Quando dizemos que não temos mesa para esse dia, aceitam reserva para qualquer hora e qualquer data", explica a gerente do restaurante onde o preço de um jantar simples, em dias normais, é de 60 euros. "Geralmente não voltam cá", acrescenta.

Natalie garante que a qualidade do menu é a mesma dos pratos que estão na lista. "Mas claro que tem um custo inferior."

O telefone e a caixa de correio electrónico do Eleven, um dos restaurantes mais caros de Lisboa, não tiveram descanso desde quinta-feira. "Recebemos imensas reservas, mas temos de deixar mesas para os clientes habi- tuais", afirma também a directora Raquel Barroso. Os lugares disponíveis devem esgotar em pouco tempo e, depois disso, só em caso de desistência se conseguem mesas. O restaurante foi o mais bombardeado com chamadas na edição anterior. 

"A loucura para reservas no Eleven começou em Julho", conta José Borralho. "As pessoas começaram logo a reservar mesa para a Restaurant Week quando ainda nem se sabia a data da próxima edição ou se o restaurante iria participar." Sopa de bacalhau, bochecha de porco preto e tarte de maçã são as sugestões do menu do chefe Joachim Koerper. A Restaurant Week, que serviu em Maio quase 13 mil refeições, chega também ao Porto entre 21 e 31 de Outubro, com 22 restaurantes. "No futuro, queremos, organizar uma iniciativa nacional", diz José Borralho.

 

Via ionline

23
Set09

Crocodilo, cobra ou canguru - guia dos restaurantes exóticos em Portugal

olhar para o mundo

Cobra.. ou peixe?

 

 A paixão de Charles Darwin por animais foi muito além da teoria de evolução das espécies. O famoso cientista do século XIX não só gostava de estudar todos os bichos à face da Terra, como de conhecer o seu intrigante sabor. Em Cambridge, tinha por hábito reunir-se uma vez por semana no quarto dos colegas universitários e servir o jantar de mais uma sessão do Clube dos Glutões, ou simplesmente do Clube Gourmet, como se intitulavam. A ementa raramente se repetia e era constituída, segundo o próprio, por "aves e animais desconhecidos do paladar humano". Mas os jantares do clube acabaram quando nenhum dos membros conseguiu aguentar o sabor "indescritível" de uma velha coruja. Darwin não desistiu das extravagâncias gastronómicas e durante as suas missões pelo mundo experimentou animais exóticos como pumas, tatus que "sabiam a pato", iguanas e tartarugas gigantes. Há quem tenha cágados a nadar num aquário, mas Darwin preferiu levar 48 a bordo de um barco para serem servidos durante uma longa viagem.


Hoje em dia já não é preciso fazer reuniões secretas em quartos de estudantes para experimentar sabores diferentes. É certo e sabido que pelas mesas da China passa um pouco de tudo, desde carne de cão até pratos cujo protagonista é o macaco. A Portugal também já chegaram carnes exóticas, oriundas de outros continentes e tão estranhas ao paladar como a de crocodilo.

Crocodilo com batatas fritas O restaurante As Colunas, no número 51 da Rua Elias Garcia, faz a fronteira entre a Amadora e as Portas de Benfica e tem o aspecto típico de qualquer restaurante de caça, onde várias famílias se juntam ao fim-de- -semana para comer bons petiscos. E até cauda de crocodilo, em vez do tradicional cozido à portuguesa. Nas paredes, algumas cabeças de mamíferos observam-nos com um olhar perdido, ignorando os pratos da ementa: costeletas de crocodilo e escalopes de zebra grelhados, ou canguru e camelo na brasa. "São carnes importadas que vêm da África do Sul. Por acaso o crocodilo que temos vem da Zâmbia", explica o dono, o caçador José Gonçalves. Há dez anos que satisfaz os estômagos curiosos dos clientes que querem provar animais estranhos ao paladar. "Não é todos os dias que nos pedem estes pratos, mas há quem venha cá de propósito", conta. Decidimos pedir uma dose de crocodilo por 18 euros, sem antes perguntar qual é o sabor da espécie. "Não é carne nem é peixe, sabe mesmo a crocodilo", diz José Gonçalves. Perante o nosso olhar desconfiado, Gonçalves, como é chamado pelos clientes, esclarece: "É uma carne branca, da cauda do animal e come-se bem. É grelhada na brasa com sal para apurar o sabor."

Pouco tempo depois, a famosa criatura chega à mesa, acompanhada de batatas fritas e feijão verde. Poderia facilmente ser confundida com febras grelhadas, mas o sabor é inigualável. Uma mistura saborosa entre peito de peru e espadarte que desaparece rapidamente. No prato ficam só os ossos e um sabor leve na boca. "Dizem que as melhores partes são o lombo e as patas, mas essas não chegam cá", diz o caçador enquanto levanta a mesa.

Cobra rija Há quatro anos, José Gonçalves teve cobra na ementa. "Mas deixei de servir porque a última que recebi do fornecedor era muito rija", conta. Na altura, o réptil foi muito popular entre os ciganos que vendiam numa feira ali perto. "Pode comer-se frita ou num ensopado, como as enguias", adianta. Mas a viagem da África do Sul até à Amadora sai cara. "Um quilo de cobra custa cem euros." José Gonçalves compra as iguarias a um fornecedor espanhol que, por sua vez, as importa de África. Mas não é o único.

Francisco Camacho, de 44 anos, conta que os clientes se riem quando lêem a ementa do restaurante Vinte9, no centro de Vila Nova de Mil Fontes. "Pensam que é uma brincadeira, que inventámos nomes para os pratos", diz o dono. Não é uma brincadeira, mas provavelmente todas as associações de protecção dos animais gostariam que fosse. Além do crocodilo a 13 euros, "que 80 por cento das pessoas pede por curiosidade", o restaurante serve javali, veado, zebra e canguru. "A carne de zebra é a mais cara [27 euros o quilo] e é muito boa", diz o dono.

Bife de canguru Pedro Nobre, de 38 anos, mudou há um ano a sua Tasquinha Alentejana para um espaço maior, em Cucujães, Oliveira de Azeméis. O restaurante, sempre cheio, recebeu na semana passada carne de zebra. "Experimentei, mas não gostei muito. A que gosto mais é a de canguru estufada", conta Pedro Nobre, que introduziu novos animais no menu para dar outras oportunidades gastronómicas a quem se senta às suas mesas. "É parecida com a carne de vaca mas mais doce e tenra." Aos clientes, aconselha a pedir meias doses e a combinar vários pratos. "A carne de camelo é esponjosa, vermelha e mais dura, mas há quem goste." A maior parte dos animais vem do outro lado do mundo, da Nova Zelândia, excepto o tubarão grelhado com legumes dos mares de Cabo Verde. "Há pessoas que me perguntam se vão sair dali aos saltos por comerem canguru ou quantos homens é que o crocodilo comeu antes de ser cozinhado." Pedro costuma brincar e gritar para a cozinha: "Mata-me aí um crocodilo!"

 

Via ionline

31
Jul09

Esse peitinho de pato deixa-me doido

olhar para o mundo
 
 
Dia internacional do orgasmo
 
1. The Lingerie Restaurant

Os pratos dos três "restaurantes da lingerie" - sim, porque é de uma cadeia que estamos aqui a falar, e já se estende da Póvoa de Varzim a Albufeira - não só não têm nomes comuns como parecem saídos de uma canção de Quim Barreiros: o Grelo da Maria (bacalhau com broa), o Orgasmo de Crioula (tagliatelle com gambas de Mo- çambique) e o Minete Guloso (lombinhos de porco preto com vinho tinto).

Mas não se assuste. Apesar da denominação, a confecção dos pratos não difere muito da de um restaurante convencional. No Lingerie Restaurant o afrodisíaco é mais visual que gustativo. Como o nome indica, a farda dos empregados é a mais curta do país: lingerie. Somente lingerie. Mas há outros pormenores que atiçam o animal que há dentro de nós: decoração em tons de vermelho e preto, pão em forma de pénis ou seios, espectáculos de striptease e, com sorte, brincadeiras eróticas à sobremesa. Além disso, há encontros de swing na primeira quinta-feira de cada mês.

Rua Almirante Reis, 1239 (Póvoa de Varzim); Rua Duarte Oliveira, 556 (Perosinho, Vila Nova de Gaia); Avenida dos Descobrimentos à BP (Albufeira). Das 20h00 às 02h00. Encerram à segunda (excepto Albufeira) e ao domingo. 917 963 006. www.thelingerierestaurant.com

2. Malagueta Afrodisíaca

Aqui não há lingerie, mas há muita fé de que através da comida se consiga atingir o prazer (gustativo, entenda-se). O Malagueta Afrodisíaca abriu há nove anos em Leiria, descartando as tradicionais morcela de arroz e a chanfana em favor do caril de gambas à indiana, o vatapá (prato típico da Baía, com camarão e tamboril) ou o frango korma, muito picante.

A amplitude térmica da cozinha reflecte-se no espaço de cores quentes e pouca iluminação. O ambiente acolhedor e intimista que pede uma degustação pausada e minuciosa para um desfrutar de novos paladares. Os condimentos afrodisíacos estão presentes em tudo, inclusive nos sumos de gengibre, nos chás e na sangria especial da casa.

Rua Gago Coutinho, 17, Leiria. 244 831 607. www.malaguetaafrodisiaca.com.

Todos os dias das 19h00 às 24h00

3. Restaurante Afreudite

A deusa grega Afrodite deita-se no divã de Freud neste restaurante do Parque das Nações, em Lisboa. As especialidades da casa são a Orgia de Satay (isto é, satay de camarão) como entrada, o Excitação (peito de pato com frutos silvestres e armagnac) como prato principal e a sobremesa Gula (moeleux de chocolate com creme de pistácios e gelado de baunilha). Uma cozinha internacional com requintes afrodisíacos. É um restaurante indicado para casais, com muito romantismo e harmonia à mistura. Velas e flores secas sobre as mesas, música ambiente, estátuas de Buda? No final da refeição é oferecida uma cigarrilha indiana e uns canudinhos com poemas românticos e eróticos. Uma boa ideia para se entreter até chegar a casa ou ao motel.

Passeio das Garças, lote 8B, Parque

das Nações, Lisboa. 218 940 660.

www.afreudite.com. Segunda a sábado

das 20h00 às 00h00

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