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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

29
Set09

Governo dá luz verde a associação que vai mediar adopção no estrangeiro

olhar para o mundo

Governo autoriza associação de mediação de adopção

 

 Associação Emergência Social

Governo dá luz verde a associação que vai mediar adopção no estrangeiro 
28.09.2009 - 21h31 Andreia Sanches
Chama-se Associação Emergência Social e é a primeira entidade a receber luz verde do Governo para exercer actividade mediadora em adopção internacional. Promete ajudar candidatos a pais e mães adoptivos a receber crianças de Angola, Brasil, Bulgária, Etiópia, Índia, Polónia e Perú.

A adopção internacional é incipiente no país. No ano passado, apenas 12 menores (11 de Cabo Verde e um do Brasil) foram adoptados por candidatos a residir em Portugal. Já em Espanha, por exemplo, são adoptadas, por ano, cerca de cinco mil crianças de nacionalidade estrangeira, diz Luís Villas-Boas, que presidiu à Comissão de Acompanhamento da Execução da Lei de Adopção. 

Villas-Boas não comenta a decisão do Governo, hoje publicada em Diário da República, porque desconhece a associação a quem foi atribuída a tarefa de mediação. Limita-se a dizer que há muito que as regras da adopção internacional deviam ter sido revistas e que essa devia ser a prioridade. “Em Portugal não há praticamente crianças a vir de fora, o que é uma pena. E é assim porque a lei está ultrapassada.” 

Ainda assim, para muitas famílias portuguesas, o facto de ter nascido uma entidade que poderá abrir canais que facilitarão a adopção noutros países “é uma boa notícia”, diz o advogado José Esteves Aguiar, da associação de pais adoptivos Colo. Segundo o Instituto de Segurança Social (ISS) das “listas nacionais de adopção” faziam parte, em Agosto, 2377 candidatos que aguardavam que lhes fosse proposta uma criança e 548 meninos que reuniam os requisitos para serem adoptados não tinham qualquer família atribuída ou em vista (muitos têm problemas de saúde ou idades acima do desejado pelos candidatos). 

Esteves Aguiar acredita que para estas crianças, e para algumas das que vivem em instituições de acolhimento (perto de dez mil), a notícia da nova agência já não é tão boa. Afinal, se mais famílias adoptarem no estrangeiro haverá menos a fazê-lo em Portugal, isto quando se sabe que “muitas crianças que vivem em instituições só não vêem decretada a sua adoptabilidade por razões burocráticas absurdas”. Dá um exemplo: basta que os pais biológicos as visitem regularmente nos lares, mesmo que essas visitas não tenham qualidade. 

Javier Calderon, presidente da Associação Emergência Social – uma instituição particular de solidariedade social que trabalha em Portugal “na área do combate à pobreza e à exclusão social” – está consciente dos “problemas da adopção” no país. E porque acredita que em qualquer parte do mundo “cada criança tem direito a uma família”, decidiu actuar. Segundo o ISS, a associação terá agora que pedir autorização aos países onde se propõe ir buscar as crianças para que possa passar de facto a mediar os processos. 

Via Público

25
Set09

O estranho caso da mulher que engravidou já estando grávida - vídeo

olhar para o mundo

 Julia Grovenburg e o marido sabiam que iam ter um filho, mas quando, esta semana, foram à sua primeira consulta no médico, o que descobriram deixou-os - e aos médicos - espantados.

 

O casal norte-americano vai ter dois bebés, mas não são gémeos. Um está claramente mais desenvolvido do que outro, isto porque um foi concebido num dia e o segundo duas semanas e meia depois. Os médicos suspeitam que este seja um caso raro de superfetação, ou seja, um caso em que uma mulher engravida já estando grávida.
"Sentimo-nos abençoados por nos acontecer algo tão raro e até agora estão os dois perfeitamente saudáveis", disse Julia aos media.
Apesar de tudo, os médicos não excluem a hipótese de serem gémeos. "É difícil dizer ao certo às vezes, porque uma mulher pode estar grávida de gémeos, que são marcadamente diferentes em termos de tamanho desde a concepção", explicou Patrcik O'Brien, o obstreta de Julia.
As dúvidas só serão dissipadas quando os bebés nascerem, e se puder testar se são ou não gémeos.

 

 

Via Ionline

25
Set09

Guimarães é Espanha...Braga é Marrocos

olhar para o mundo

Guimarães é espanha,.. braga é marrocos

 

Há quem passe na portagem da A11, que liga Braga e Guimarães, e mostre o passaporte à senhora do guiché, que cansada da mesma piada, revira os olhos e suspira enfadada. Mais adiante lê-se "Guimarães é Espanha", e outras coisas menos próprias, numa placa que anuncia o fim da concessão e início da cidade-berço. A referência ao país vizinho foi acrescentada com spray numa letra muito torta. E, mal chegam à cidade, os bracarenses mais despeitados começam a pedir tapas e tortilhas em cada café que entram. E, pronto, assim começa um dia de dérbi. Com as piadinhas do costume, acabando nas habituais cenas de pancadaria e autocarros partidos. Tudo sob o olhar da antiga muralha, onde permanece escrito e sem se deixar afectar pelo tempo: "Aqui nasceu Portugal". 


A rivalidade entre as duas cidades minhotas já tem cerca de mil anos, mas esta última ideia de chamar espanhóis aos vimaranenses tem menos de duas décadas. Nos anos 90, depois do Vitória ter perdido contra a equipa rival, os adeptos furiosos incendiaram o carro do árbitro. Na jornada seguinte e depois de terem perdido a oportunidade de acederem à Taça UEFA, tudo sob fortes suspeitas de terem sido prejudicados, um adepto mais destemperado apresentou um cartaz onde se podia ler: "Para sermos tratados assim, mais vale sermos espanhóis". O epíteto pegou e desde então assim foram baptizados. A retaliação veio depois, e os bracarenses marroquinos ficaram.

"Um vimaranense ama a sua cidade", diz Carlos Ribeiro, de 24 anos, que apesar das raízes bem fincadas em Guimarães, foi "obrigado" a ir estudar para Braga. "Nós somos muito mais apegados à cidade, muito mais bairristas. Em Braga as pessoas parecem mais desligadas. O amor pelo Vitória é um amor verdadeiro, nunca fazemos de mais pelo nosso clube." E o de mais até pode parecer insólito. Pedro Ribeiro, doutorando na área de Inteligência Artificial e ex-presidente da Associação Vitória Sempre, conseguiu pôr um cão-robô a fazer vénias e a cantar o hino do clube. "A paixão é tão grande que chega a misturar- -se em questões profissionais. E achei que era mais eficaz o meu filho aprender o hino assim, do que me ouvir a cantar", ri. "É também uma forma de mostrarmos aos jogadores que estamos sempre com eles." A decepção dos vimaranenses, que andam doentes com o Braga em primeiro lugar no campeonato, contrasta com a felicidade da dona Amélia que, nos seus 73 anos, vai com o seu "Braguinha" para todo o lado. "Amanhã [hoje] vou ao cabeleireiro e depois na sexta-feira lá vou eu para para Olhão. Faço bem, não acha? Sou viúva há 24 anos, tenho mais é que gozar a vida. Quando o Braga jogava nos Peões eu ia da ponte de São João a pé para lá. Ainda era um esticão, mas enquanto tiver saudinha, lá vou eu. O Braga é a minha família, o meu coração. E ai, Jesus, não quero morrer sem o ver ganhar", diz sem parar de rir. A dona Amélia acompanha a claque feminina e é rara a vez em que não aparece na televisão em dia de jogo.

A história Diz-se que a polémica rivalidade se deu por causa de padres. Ao que parece o conde D. Henrique instalou-se em Guimarães e deu regalias à terra. O arcebispo de Braga não gostou da diferença de trato e escreveu ao Papa Inocêncio III a reclamar. Os vimaranenses queimaram tudo o que viram e os bracarenses correram com eles à pedrada.

Rivalidades à parte, todos concordam no mesmo aspecto. Um dérbi Sp. Braga-Vitória de Guimarães não seria a mesma coisa "se não houvesse esta rivalidade tão caricata".

 

Via Ionline

24
Set09

A avó foi virgem para o casamento, a neta gostava de experimentar swing

olhar para o mundo

 Tinha 17 anos quando se casou no final dos anos 50. Chama-se Antónia, vive nas Terras de Basto. Pediram-lhe para recordar a noite de núpcias. E ela contou: “Na noite do casamento, quando me deitei ele disse-me: ‘Então porque não te vens deitar? Não te faço mal… Sabes como é… se me casei foi para ter relações contigo’… E eu: ‘Não, que eu não quero!’ E ele: ‘Não é assim, tu não queres… tem de ser.’ Depois aconteceu.” Antónia sobreviveu. “Não morri, graças a Deus.”


Berta, filha de Antónia, tem 42 anos, casou-se nos anos 80. Era virgem e sentia vergonha do sexo. “Ele disse-me: ‘Não faz mal, depois eu explico-te. Tu não tenhas medo. Porque vai correr tudo bem. Tens de te pôr apta, porque tu sabes como é, eu não te faço mal.’”

Carla, neta de Antónia, filha de Berta, tem 25 anos. Teve a primeira relação sexual aos 18, antes de casar-se. “Qualquer pessoa tem direito a sentir prazer e a ter a sua própria sexualidade, acho que uma pessoa que tem namorado não tem de estar virgem.” Agora que é casada gostava de experimentar o swing (troca de casais). “Era uma coisa de que eu gostava.”

As três mulheres da mesma família fazem parte das 60 pessoas entrevistadas por investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa num projecto inédito em Portugal, explica a socióloga Sofia Aboim. O estudo tem o financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e da Comissão para a Igualdade e Cidadania. E é apresentado hoje num seminário, em Lisboa.

Abarca três gerações de 20 famílias. “Tentámos perceber o que é que mudou em Portugal através das narrativas de vida de homens e mulheres, avós, pais e netos.” E comparando com estudos semelhantes feitos nos EUA ou em Inglaterra, diz, a distância geracional “é enorme”. Na área da sexualidade, a investigadora fala mesmo de uma “mudança radical”.

Regresse-se à noite de núpcias: “O discurso da avó e da mãe sobre a sexualidade é o discurso da vergonha. Mesmo quando esconde uma verdade que não era relatada [Belmira, por exemplo, acabou por contar que, na verdade, estava grávida quando se casou], revela algo que é real: que existia uma opressão muito grande da sexualidade feminina.”

E entre os homens? De novo uma família entrevistada: Tiago nasceu em 1922, teve a sua primeira relação sexual com uma prostituta. O filho, Raúl, nasceu em 1949. Aos 17 anos foi com os amigos a uma casa de prostituição e começou a sua vida sexual da mesma forma que o pai. Já o seu filho, Victor, nasceu em 1983. Começou a namorar aos 15 anos e foi com a namorada que perdeu a virgindade.

Ao contrário do pai e do avô, Victor defende que homens e mulheres devem dormir com quem acharem por bem, “desde que não façam mal a ninguém”. Depois, contradiz-se: “não é possível olhar com amor” para as raparigas que dormem com vários rapazes. O que mostram relatos como este? Que o recurso à prostituição era institucionalizado e hoje quase não existe. Mas também que, havendo um discurso de paridade sexual, “é sistemática a diferenciação que os rapazes fazem entre as raparigas fáceis e as não fáceis”, diz Aboim. “É um discurso que só emerge se aprofundamos as entrevistas, que é herdado dos avós, mas muito mais matizado.”

Em suma, ao contrário do que se passou a outros níveis, “no campo da sexualidade, a mudança foi mais ambígua”, remata. “Há imensa sensibilização para a igualdade de género, mas depois há questões mais profundas que não têm a ver com o conseguirmos levar mais os homens para a cozinha. Há, de facto, concepções de diferenciação e de poder: uma rapariga simplesmente não pode ter o mesmo comportamento que um rapaz.”

 

Via Publico

24
Set09

Pense duas vezes antes de dar um nome bizarro ao seu filho

olhar para o mundo

Pense bem antes de escolher o nome do seu filho

 

 Tem 22 anos e chama-se Zoé. A culpa é dos pais. E, na verdade, até teve sorte. O plano inicial era outro. Zoé esteve para se chamar Tamagnini, mas a mãe não deixou. Vítor Silva, o pai, descobriu a segunda opção num prontuário e não esteve com meias medidas: foi sozinho ao cartório e registou o nome sem a mulher saber. Na família Silva, Zoé não é o único que tem um nome diferente. 


A irmã, de 25 anos, chama-se Andresa. Agora, a diferença até passa despercebida, mas na escola primária Zoé não conseguiu evitar as piadas das outras crianças. "O maior problema eram as rimas que dava para fazer com o meu nome, como chulé e outras coisas desagradáveis", recorda. Um dia, fartou-se. Chegou a casa e disse ao pai que era gozado. "Ele disse-me para não ligar, mas eu só pensava que a culpa era dele e que era fácil falar... afinal de contas não era o meu pai que tinha de lidar com os miúdos todos os dias", conta. Por isso, Zoé teve de encontrar as suas próprias tácticas para resolver o problema. "Todos os nomes, mesmo os mais convencionais, davam para fazer rimas ainda piores, como João. E se não me lembrasse de nada na hora, ia para casa pensar e no dia seguinte lançava a bomba. Quando não encontrava rimas, tinha de me calar e esperar que a piada caísse no esquecimento."

A importância do nome Na infância, o nome próprio assume um papel extremamente importante no crescimento. É o primeiro bilhete de identidade da criança e uma característica que a acompanhará para o resto da vida. "Os nomes não condicionam", sublinha o psiquiatra Daniel Sampaio. "Mas influenciam as crianças e disso não há dúvida." Numa altura em que a criança está a construir a sua identidade, o nome "é determinante na maneira como estabelece a primeira ligação ao mundo social", refere o psiquiatra. Por isso, quando o nome é demasiado invulgar, é frequentemente alvo de críticas "dos colegas e até dos professores". Ao invés, quando o nome transporta a referência a um antepassado da família de quem a criança tem uma imagem feliz, "estabelece-se uma influência positiva". 

E agora? Bato-lhes? O pediatra Gomes Pedro diz que é nesta guerrilha que a criança "constrói a sua afirmação e a sua auto-estima". Apesar disso, Rita Jonet, psicóloga infantil, acredita que os nomes, por si só, não são factores de exclusão social. "Tudo depende do clima da escola. Se a troça e a ridicularização forem comuns então tudo é pretexto para se gozar o próximo, até os nomes", explica. 

Mas há outros factores que interferem na socialização na infância como "a maneira de vestir, de falar ou de brincar". Os adultos, sublinha a especialista, têm um papel fundamental neste processo, "porque são modelos essenciais na aceitação das diferenças". Assim sendo, os pais têm mesmo de saber lidar com o problema. Gomes Pedro refere que a maior parte das crianças tenta esconder, em casa, que é ridicularizada e "quando conta aos pais é porque está realmente fragilizada". A eles cabe "prepará-la para que possa construir, a partir destes percalços, a sua auto-estima". Se as investidas dos colegas forem muito frequentes, então é hora de contactar a direcção da escola, "que deve pôr termo à situação". Até porque, como refere Daniel Sampaio, "a escola por vezes é violenta, tal como a sociedade o é". A criança nunca deve mostrar que fica afectada ou melindrada com as piadas dos colegas. Daniel Sampaio sugere várias técnicas que os pais podem transmitir aos filhos: "Deve contra-atacar e responder aos insultos com humor, um grande sorriso e até com orgulho por ser diferente." 

Cristiano Ronaldo? Esqueça Se está a pensar chamar o seu filho de Cristiano Ronaldo ou Alexandre, o Grande, esqueça. Daniel Sampaio avisa que não é boa ideia atribuir nomes de figuras demasiado conhecidas às crianças - que vão ter sempre de conviver com a sua sombra. 

"Traz-lhes grandes expectativas e uma pressão constante. Se um miúdo se chamar Cristiano Ronaldo e jogar mal à bola na escola será, certamente, ridicularizado", exemplifica. Pressões assim podem acarretar insegurança, ansiedade ou agressividade. O ideal é optar por nomes que "não se distingam muito dos da moda, mas que, obviamente, sejam do gosto dos pais". Deixando, então, de parte nomes mais espalhafatosos ou excêntricos.

Escolher o nome do filho é uma tarefa que requer muita ponderação. Alguns estudos demonstram que crianças com nomes estranhos têm notas piores e são menos populares do que os seus colegas na escola primária. No ensino superior têm mais hipóteses de chumbarem e de virem a sofrer de neuroses. Mas estas conclusões nunca reuniram o consenso dos investigadores. Os economistas Roland Fryer e Stephen Levitt defendem que estas consequências derivam não só do nome, mas de muitas variáveis socioeconómicas. 

"Os nomes só têm influência significativa quando são a única coisa que se sabe sobre a pessoa", escreveu Martin Ford, psicólogo do desenvolvimento da Universidade George Mason. Contudo, a brasileira Regina Obata, que escreveu "O Livro dos Nomes" defende que os pais devem mesmo ter atenção aos nomes que escolhem. "É um atributo involuntário imposto pelos pais aos filhos e que pode abrir e fechar portas durante a sua caminhada. Deve sempre pensar-se se o nome não poderá submeter o filho a futuros problemas - quer por ser foneticamente desagradável, quer por ter um significado extravagante ou excêntrico." 

Regras Em Portugal, o nome deve ter, no máximo, seis vocábulos em que os dois primeiros podem corresponder ao chamado nome próprio (ex. António Manuel) e os restantes ao chamado apelido ou sobrenome (ex. Soares Costa Fonseca Rocha). Os nomes próprios devem ser portugueses e admitidos pela onomástica portuguesa (catálogo de nomes próprios) ou adaptados fonética e graficamente à língua portuguesa e não devem suscitar dúvidas acerca do sexo. Os apelidos são escolhidos entre aqueles que os pais usem (os que pertençam a ambos ou a só um dos pais) ou outros a que os mesmos tenham direito, como por exemplo o apelido do avô que não conste do nome do pai.

 

Via ionline

23
Set09

Olha para a minha pulseira e saberás se quero dormir contigo

olhar para o mundo

Olha para a minha pulseira, saberás se quero sexo

 

 Uma escola secundária do Colorado está a pedir aos pais dos alunos que não os deixem usar um determinado tipo de pulseiras coloridas, por pensarem que estas têm conotações sexuais.


Na última quinta-feira, Mike Medina, presidente da Angevine Middle School, de Lafayette, perto de Boulder, enviou uma mensagem de correio electrónico aos pais, alertando-os para as pulseiras "de gelatina", cujas cores se diz indicarem o nível de actividade sexual que um estudante já atingiu ou pretende atingir, diz Briggs Gamblin, porta-voz da região escolar de Boulder Valley.

Gamblin diz que funcionários da escola tinham ouvido alguns estudantes a falarem sobre as pulseiras, que se tornaram cada vez mais populares este ano, e comunicaram o teor das conversas a Medina. O responsável da escola encontrou-se então com alguns estudantes e concluiu que as pulseiras se tinham tornado fonte de distracção suficientemente repetida, nas salas de aula e em conversas de corredor, para merecerem uma mensagem de correio electrónico.

"Parece que muitos alunos, sobretudo as raparigas, as usam como acessório de moda", diz Gamblin, "e alguns afirmaram enfaticamente que as pulseiras não tinham qualquer conotação".

Contudo, acrescenta, outros estudantes tinham descoberto na internet um jogo chamado snap, no qual a cor da pulseira indica uma disposição para praticar uma determinada actividade sexual. Quando um rapaz arranca a pulseira a uma rapariga, indica ostensivamente que essa actividade irá eventualmente ter lugar.

As pulseiras de material borrachoso parecem-se com umas que se tornaram populares nos anos 80. Mas, ao longo dos últimos anos, algumas escolas do país têm-nas proibido por temerem que se tenham tornado símbolos de actividade sexual. Com efeito, inúmeros websites sobre pulseiras de gelatina, ou pulseiras do sexo, fazem referência ao jogo snap, e alguns dos sites contêm mesmo a descodificação das cores.

Gamblin afirma que não houve até ao momento qualquer indicação de que o jogo tenha sido jogado em Angevine e que a medida era, por enquanto, apenas preventiva.

"Tudo se resume a rumores e boatos", diz. "Não há qualquer indicação de que este tipo de coisa esteja a acontecer."

Acrescenta que os estudantes vistos a usarem as pulseiras na escola não serão castigados, mas ser-lhes-á pedido que as tirem.

 

Via ionline

22
Set09

Quanto vale uma vida para a justiça?

olhar para o mundo

 Quanto vale uma vida?

 

Será difícil escapar ao lugar comum. Quanto vale uma vida humana? Em teoria, não tem preço. O que não evita que todos os dias os tribunais se vejam obrigados a traduzi-la em euros. Se se tiver de apresentar uma referência comum, situa-se actualmente na casa dos 60 mil euros, embora a jurisprudência aponte para uma tendência de subida das indemnizações pelo direito à vida. Mas a frieza das tabelas e números extraídos de acórdãos não traduz a complexidade que se esconde atrás de cada caso. 


"É sempre difícil encontrar uma justificação para valores imateriais", sublinha o juiz desembargador Alexandre Baptista Coelho. Actualmente na área laboral, já passou pela cível e criminal e explica que a questão do valor da vida "atravessa todas as áreas do Direito". A maioria dos casos, ainda assim, diz respeito a acidentes de viação. Eurico Reis, juiz desembargador na Relação de Lisboa, considera importante que os montantes das indemnizações tenham vindo a crescer. Porque significa "o reconhecimento pela comunidade de que a vida é o valor supremo". E a partir do momento em que esse princípio é inquestionável, é "mais fácil conseguir um ponto comum de entendimento" entre o poder judicial e obter valores relativamente uniformes. 

 

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20
Set09

Porque roubam as crianças?

olhar para o mundo

Porque roubam as crianças?

 

 A tarde de compras acabou. Artur (nome fictício), de quatro anos, e os pais metem--se no carro e regressam a casa. Durante a viagem rebenta a discussão conjugal. O pai irrita-se com a mãe, depois de olhar pelo retrovisor. No banco de trás, Artur delicia-se, inocentemente, com uma tablete gigante de chocolate. "Estraga-lo com mimos, depois queixas-te que ele não janta." Pressionado, Artur confessa o crime. Ninguém lhe comprou a guloseima: trouxe-a directamente da prateleira do supermercado.


Embaraçado, o casal dá meia volta e obriga o filho a devolver o que roubou. "E podes ter a certeza que te vou descontar um euro e meio no próximo presente que te der", garante-lhe o pai. Situações assim são comuns na infância. Mais do que se pode pensar. E quem tem filhos sabe-o bem. Os pequenos furtos inocentes transformam-se em grandes problemas para os pais - vergonhas no supermercado, chamadas à escola, pedidos de desculpa constrangedores. E, acima de tudo, o medo de que volte a acontecer. 

Como lidar com o problema? Quando os pais percebem que a criança tirou alguma coisa, o primeiro passo deve ser explicar-lhe "muito concretamente e explicitamente que roubar é errado", recomenda o pediatra Mário Cordeiro. E não basta obrigá-la a devolver o objecto furtado. Deve ser sempre a criança a fazê-lo, "mas os pais devem ajudar, porque se trata de um processo que a envergonha e humilha". O ideal é que os pais falem previamente com a pessoa lesada, de maneira a negociar uma boa dose de compreensão e uma reprimenda à altura. Mas o mais importante de tudo é que a criança não beneficie, em nenhuma circunstância, do objecto roubado, de forma a perceber que "o crime não compensa". 

A repreensão dos pais tem de ser sempre firme, independentemente de se tratar de um objecto valioso ou de uma ninharia. "Porque a gravidade é a mesma e a escala de valores é muito pessoal e falível", justifica Mário Cordeiro. Um pequeno brinquedo tirado a outra criança pode ser considerado uma ninharia pelos pais, mas o seu desaparecimento pode criar grande angústia a quem ficou sem ele. 

Convencer um filho a devolver um objecto roubado pode revelar-se uma tarefa árdua. "Muitas vezes, o objecto torna-se o mais importante de todos para a criança e é difícil convencê-la a abdicar dele sem que ela se sinta, também, roubada", adverte o pediatra. Ainda assim, é preciso fazer com que entenda que "roubar não é aceitável, segundo os valores da sociedade, da tradição e da família em causa". Pode acrescentar-se que, quando alguém se apropria de uma coisa de outra pessoa, o lesado "fica sem o objecto e vai sofrer por causa disso". 

Exemplos práticos A noção de propriedade pode ser transmitida de várias formas, com exemplos práticos, utilizando utensílios, bonecos, brinquedos e outras coisas que sejam da criança. Deve-se interrogá-la: "Como te sentirias se alguém viesse e roubasse as tuas coisas?" Mais do que assustar e repreender, interessa pô-la perante dilemas morais e levá-la a assumir a responsabilidade dos seus actos. "Principalmente demonstrar-lhe que tudo na vida tem consequências para o próprio e para os outros", resume Mário Cordeiro. Igualmente importante é que os pais não centrem a situação neles e "não vejam como o maior problema a vergonha de ser pais de um ladrão. Deverão antes interrogar-se sobre as razões pelas quais o filho terá cometido esse erro", recomenda Mário Cordeiro.

E se voltar a acontecer? Depois de o assunto estar resolvido, não é boa política voltar a trazê-lo à tona. Deve assumir-se que a lição foi aprendida. "Contar a história repetidamente, especialmente em público, pode ser con- traproducente e, diria mesmo, desleal", alerta o pediatra.

Mas se os roubos continuarem impõem--se outras medidas, até porque poderá ser sinónimo de que existe uma disfunção emocional. "Actos assim traduzem tristeza, insatisfação, ansiedade elevada, desadaptação e dificuldade em ser aceite socialmente", acredita a psicóloga infantil Rita Jonet. "São acções compensatórias", resume. Por norma, as crianças que roubam têm dificuldade em fazer amizades e construir relações, centrando-se na desconfiança. "Em vez de se sentirem culpadas, começam a culpar os outros porque consideram que eles é que não lhes deram o que lhes seria devido e vitimizam-se com frequência", acrescenta Mário Cordeiro. Os casos de roubo frequentes devem ser participados pelos pais ao médico assistente para que sejam discutidas as razões que poderão estar por trás desse comportamento. Mas nunca à frente da criança. Rita Jonet garante que a melhor forma de ajudar "é perceber a causa do furto e quanto mais cedo se intervier, mais probabilidade existe de a intervenção ser eficaz e de não descambar em cleptomania".

Porque roubam as crianças? Nas primeiras vezes, as justificações dos mais pequenos são descomplicadas: "Trouxe para casa porque encontrei no pátio da escola" ou "foi um colega que me deu, porque já não queria". Mas quando acontece com frequência é inevitável: os pais ficam angustiados. "A inquietação principal reside no facto de não saberem o que levou a criança a praticar o acto, qual a sua dimensão, há quanto tempo isso acontece e o seu significado", reconhece Mário Cordeiro. A dúvida principal é sempre a mesma. A criança está a passar apenas por uma situação transitória dentro dos parâmetros da normalidade do desenvolvimento infantil ou o acto é o prenúncio de uma vida de delinquência?

Os especialistas são unânimes e garantem que é "normal" que a criança se aproprie de uma coisa pela qual se interessa. "E isso não pode ser considerado propriamente um roubo, pelo menos até que ela tenha idade suficiente para perceber que o objecto de que se apropriou é de outra pessoa", explica Rita Jonet. Esta noção de sentimento de posse e de transição de posse surge entre os três e os cinco anos. Rita Jonet defende que só se pode falar verdadeiramente em cleptomania a partir dos sete ou oito anos "porque aí já há maior consciência do acto". 

Mas o que leva as crianças a roubar? "Podem querer o mesmo que um irmão ou uma irmã, perante os quais se sentem desfavorecidos", sugere Mário Cordeiro. Mas há outras razões: "Para se fazerem valer perante os colegas, já que roubar pode ser entendido como uma atitude de liderança ou coragem", "para poderem ter um presente para dar e assim conseguirem fazer amigos ou tornar-se populares" ou por causa de "predisposições genéticas e alguns factores sociais e económicos", como enumera o pediatra Paulo Oom.

Mas não há uma explicação concreta para o aparecimento da cleptomania. A maior parte dos especialistas concorda que se trata de um problema que tem a ver com carência afectiva da criança - que rouba na tentativa de compensar o amor e a atenção que não encontra em casa. A psicóloga brasileira Nancy Earlach, que se tem dedicado ao estudo desta perturbação de personalidade, sugere mesmo que os furtos acontecem "em crianças frustradas". E Rita Jonet concorda: "A criança autocompensa-se com coisas, num descontrolo perfeito e numa ansiedade desenfreada, num apelo de atenção, porque prefere ser castigada a ser ignorada." Por isso, os pais devem reflectir e perceber se lhe têm dado a atenção e o carinho devidos. E se, apesar de uma atitude consertada dos pais e educadores, os furtos continuarem, então está na altura de procurar apoio especializado.

 

Via ionline

19
Set09

Brisa condenada por acidente com javali

olhar para o mundo

Autoestrada, brisa condenada por acidente

 

O Tribunal de Alenquer condenou a Brisa - Auto Estradas de Portugal a pagar uma indemnização não indicada aos pais da jovem que em Novembro de 1999 morreu num acidente provocado por um javali quando viajava na A1.


A juíza considerou que "a factualidade apurada permite afirmar com segurança a culpa efectiva da ré Brisa na omissão do cumprimento da sua obrigação de garantir a segurança da circulação, designadamente através da construção de vedações que não permitam a entrada na via de animais, mormente de grande porte como é o caso de um javali".

O acórdão - conhecido esta semana - refere que a Brisa "nem sequer provou genericamente ter cumprido as suas obrigações de vigilância e de conservação das redes laterais da via, uma vez que se apurou a existência de um espaço na parte de baixo da vedação, através do qual o javali se introduziu na via, espaço esse que no dia seguinte ao do acidente foi tapado", provando que "não se justificava que existisse naquele local, nomeadamente para evitar o entupimento de linhas de água". 

António Oliveira, pai de Sandra, que à data do acidente tinha 28 anos, disse à agência Lusa que a sentença "vem fora de tempo". Declarando ter "pudor" em falar em dinheiro quando se trata da perda da sua filha, António Oliveira disse à Lusa que não lhe custa "exigir à Brisa o que ela tanto gosta", lamentando a atitude da concessionária, que, segundo ele, começou por lhe escrever uma carta dizendo que não tinha qualquer responsabilidade no acidente. "Tiveram que engolir o sapo, de dizerem que estava tudo bem quando tudo estava mal", disse, recomendando a quem recebe da Brisa a "carta tipo" com que habitualmente a concessionária responde, que a "rasgue" e arranje "coragem" para lutar contra um "gigante" e uma "máquina que não anda". 

Além da morosidade da justiça, obrigando a "remexer" com sentimentos que magoam - "é uma 'moedeira'" -, António Oliveira considera incompreensível que o Instituto de Medicina Legal tenha demorado três anos a entregar o relatório sobre as causas da morte de Sandra, documento essencial "para não haver mais jogo de empurra". Ainda houve uma tentativa de atribuição da responsabilidade pela morte de Sandra à viatura que vinha atrás e que embateu violentamente no seu carro, mas o documento do IML terá concluído pela gravidade das lesões provocadas pelo primeiro embate, disse. 

Durante o julgamento ficou a saber-se que "cerca de uma ou duas semanas" antes do acidente que vitimou Sandra "ocorreu pelo menos um outro acidente de viação com um javali, do qual a ré Brisa teve conhecimento", precisamente entre os quilómetros 30 e 39 da A1 (o embate de viatura da jovem com o javali ocorreu ao quilómetro 31,7).

Contactado pela Lusa, o gabinete de relações públicas da Brisa informou que ainda está a decorrer o prazo para eventual recurso, pelo que a empresa está a analisar o processo e decidirá "oportunamente" se recorre ou não.

 

Via Público

13
Set09

A primeira vez, das prostitutas aos leilões de virgindade

olhar para o mundo

A primeira vez

 

 Nem é preciso explicar. Quando falamos da "primeira vez", falamos da nossa primeira experiência sexual, da perda de virgindade. Mais do que um acto físico, este é um acto simbólico, que marca a passagem para a idade adulta. Ritual iniciático que ainda hoje muitas tribos assinalam com a pompa e circunstância que a aceleração e o consumo da nossa sociedade ocidental retiraram ao evento...

Se do primeiro amor se diz que nunca se esquece, o mesmo sucede com a nossa primeira vez. Boa ou má, é sempre marcante - à semelhança da ideia de que não há segunda oportunidade para criar uma boa primeira impressão.

Falar da "primeira vez" não é apenas falar de sexo - é falar de intimidade. Ouvimos pessoas de várias gerações para perceber como evoluíu este ritual. Procurando obter um retrato-tipo de uma família, quisemos conversar com "um avô, um pai e um filho". Escolhemos um homem e uma mulher para cada idade: 80, 40 e 20 anos. Surpreendemo-nos com a abertura dos "avós" e com o "tradicionalismo" dos netos. Dos jovens com quem falámos, a média de idades da iniciação mantinha-se nuns surpreendentes 18 anos - mais tarde que a geração dos seus "pais" - e num dos casos, para esperar pela namorada.

Dos avós, que se iniciavam geralmente com prostitutas, levados pela mão do pai; das avós, que iam virgens para o casamento, sob pena de serem 'devolvidas', para quem o sexo não tinha que dar prazer, era um dever conjugal. Das amantes, que eram permitidas, embora não abertamente, enquanto as legítimas se confortavam, repetindo em voz alta "É de mim que ele gosta".

E que dizer dos actuais "leilões de virgindade", que se multiplicaram como um autêntico rastilho? O que leva uma norte-americana de 22 anos como Natalie Dylan a leiloar a sua virgindade - e mais de dez mil homens a responderem ao pedido, com licitações de 2,6 milhões de euros? O que leva um homem a (ainda) querer uma virgem? O que leva um Clube das Virgens a ser criado em Portugal no ano de 2009 por uma jovem de 26 anos? Só pode ser porque a tradição ainda é o que era - e a primeira vez continuar a ser importante.

Via Expresso

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