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Um olhar sobre o Mundo

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Porque há muito para ver... e claro, muito para contar

Um olhar sobre o Mundo

18
Set09

Ninguém disse que seria fácil

olhar para o mundo

 

 


Há trabalhos tão duros que não deviam ser feitos por ninguém. Ou então proporcionariam tais regalias sociais e económicas que haveria sempre quem os fizesse de bom grado, desincentivando a compaixão dos restantes.
Mas o Mundo não é justo e a realidade não se compadece dos meus sonhos. Talvez por isso, quando vejo homens que podiam ser meus pais a fazer certos trabalhos, invadem-me as lágrimas, comprime-se-me o peito, e nessas alturas acho que sou demasiado mole para andar nas obras.
Não são os horários alargados que me quebram, não é a lama que me afunda, nem o frio que me gela ou o calor que me sufoca. São estas pessoas a quem a vida espancou em vez de pregar sermões, é esta miséria humana transformada em esforço físico. São estes farrapos de homens que transportam nos braços a força do dinheiro que nem é muito ao fim do mês. São estes corpos enlameados, estas caras cansadas onde o suor vai escorrendo na pele sulcada pelas rugas.
São trabalhos duros. Tão duros que me endurecem o coração.

Na maioria dos dias centro-me no meu trabalho, tenho tantas coisas em que reparar: aço, betão, equipamentos. Olho para eles mas não os vejo, ignoro os corpos amarrotados pela vida. Não interiorizo aqueles gestos, ignoro o peso das enxadas, finjo não ouvir o som dos martelos pneumáticos, transformo o pó em simples ar. 
Mas noutros dias deixo-me levar pela pessoa que sou fora daqui e páro uns minutos a olhar para cada gesto, para cada expressão. Para eles.
Eles, que ao fim do dia, de rostos desfeitos, são amontoados em carrinhas que os despejam em casa horas mais tarde, depois de pararem em todos os apiadeiros. Eles, que mesmo sabendo que mal têm tempo para dormir e descansar o corpo, se agarram à promessa de uma vida melhor ainda que não tenham a certeza de lá chegar com forças para a viverem.

Nos dias em que dou por mim a pensar em tudo isto, apetece-me chorar e enfiar-me no Mundo cor-de-rosa onde vivem as outras pessoas.
Não tenho o corpo dorido mas não imaginam como às vezes trago a minha alma.

Há quem diga que todos somos filhos de Deus. (Eu sei que) Quem o diz não sabe do que fala.
 
 

27
Ago09

Gamaram Troia ao povo!

olhar para o mundo

Quando Troia ainda era do Povo

Imagem Retirada do Picasa

 

 "(...)

 

Aqueles vases da merrda gamárrem a Trrróia àgente, pá soçe!

 

Ê quérr masé sabêrr aonde é que a maltinha vá masé agórra pá prráia.

 

Agórra um gaje quérr irr ali à cáldêrra da trróia amandarr um merrglhinhe ou irr cmer uns plins frrites pá bola de nívea ó dminge á tárrde e se na fôrr a rémes do bote ó fazerr uma vaquinha pa pagarr a gasosa ó patrrão do gazeline, tá fedid.

 

Ê sou do temp ca prraia erra de todes, que todàgente pdia irr à vtade, levava o chapéu e a bucha, o ancinhe pàpanhar conquilha da marré báxa e ficava ali um bcade ó o diintêrre. A maltinha ficava ali toda ó pé do ferri a mamárr do gásoil dos bárrques ma pdia ssandarr más uma pinguinha e já nassóvia o rád dos prrêtes da Belavista. E ó depôs vinha do férribót, a cmêrr um rájá e a verr as boas.

 

Agórra parrece que já né assim. O nnhêrre comprra tude, até a prraia. E agórra tá escasse pa irr pá Trróia, já nem vendem rajás e o férribót agórra é um repolhe.

 

Cós gajes da sónai métem o Sócrras a arrebentar cós bajules ê até axe béin ãh, caquile tinha ali muita fíe de cobrre e ferre málaprreveitád. Ma tavasse même a verr queles querriem erra tirrarrem a Trróia agente e ficárr sópaeles e pós riques comeles. Diziem que não masaquela gente parrece que cuantas má riscas têm das grravatas má petas amandam. Até amandarrem os ferribótes lá pó pé da Carrasquêrra na fosse um gaje terr tide uma fezada à apanhárr potas e conseguirr pagarr aquela

chulice.

 

E o piórr é que ningain faj nada e é tude á vtád. À vtad, né à vtadinha, pá soçes! Ainda más páquil serr só pa meia-duzia da riquinhes da merrda e a maltinha de Stúbal a xeparr do carralhe. Garrganeirres dum cabrrão. Atão lá perr terrem guite, eles terrem má dirreit cum gajinhe que naxeu numágua ferrtada ali do mirradourre? Éq daquil ali é mai done a maltinha de Stúbal cuns carralhes cuaisqueres que nunca esfolarrem uma patarroxa. Venhame a Maridasdorres dzerr cu queles tarrem a fazerr da Trróia qué bom pa Stubal e pós Stubalenses e afinquelhe masé cum pexêrre pus entrrafolhes do cú acima pa verr se tem chôc. Vâiem uns vases da merrda engravatades para ficarrem ca Trróia perr tutemeia e a cambrra ábrre u cuzinhe tode à fatica.

 

E a maltinha vá páonde? O pove que vaia quemerr cagalhões pá Albarquel e ólharr pá Trróia chei da sódad. Até eles sa lembrrarrem qe tamém querrem ficarr cárrábida, cálbarquel ou ca prraia do Cagalhão da Ti Marri Esguelha e aí agente na tem má reméd quir pá cachefarra a mamarr co bafe da sócel, ca jorra dos reboques e cus putos da Belavista à calházada cagente, de lá de cima do monte.

 

Esta merrda dêxame cuma ganda mágoa do pêt perrqu a Trróia, même sende de todes é má dagente do douts gajes quaisquerres. Agente de stubal éq semp foi páli cuand a Trróia tava a ganharr rançe. Errágente de stubal quia apanharr conquilha e amêjoa, quenchia a prraia do férri até à bola de nívea, meme ca água chei da pintelhe de velha e alfrreca. Érrem os casalinhes de stubal quíém pás dunas amandarr gandas

foêrrádas. E tamém érrem os mirrones de stubal quíen palá verr os casalinhes amandarrem gandas foêrrádas.. E atão agórra agent vai dêxarr carrobem isso tudo dagente só paq mêa dúzia de filhas da puta possem terr casas novas meme em cima da prraia. Deve serr pa irrem ó ligueirrão da marrquise cuande chegarrem as marrés vivas...

 

Abjáboca se vou masé deixaar dirr ós demingues pá Trróia, pá gajinhe. Nem que vá do bót mas eles que ssafodem. E léve o fgarrêrre pássarr massacotes, o chapéu da olá e o rád póóvirr o vtórria. E cada vez que vaia, enfie tóneirras dos choques da arreia páqueles riquinhes cabrrões todos pizárrem até cus pés deles parrecerrem salmenetes ratados pum chôc. E já na mate más alforrecas. Aquil queles tarrem a fazerr cagente tá palá da bóia. A prraia da Trróia é tante dos de stúbal como de qualquerr vase da merda. Ó mais. Agent devia erra fazer uma mafestação da Trróia e cagarr à porrta das casas novas deles. Tunga.

 

Gandas panas da cabrrões.

 

 

Mestre Calafate

 

(...)"

 

Via Olheiros de Setúbal

14
Ago09

Um verdadeiro 31, a justiça também cai no ridiculo!

olhar para o mundo

Uma imagem ridicula e sem sentido

 

Imagem do Público

 

Há coisas neste país que simplesmente caem no ridiculo,  aquilo que  os senhores do 31 da Armada fizeram não passou de uma infantilidade efectuada por umas crianças grandes que se propuseram dar notoriedade ao blog. A justiça é um assunto sério, e constitiuir arguido alguém por uma brincadeira de crianças grandes, é mais ridiculo que o acto em si, já não haverá em Portugal processos suficientes nos tribunais como para estarmos a criar mais uns? sinceramente!

 

 

Um dos membros do Movimento 31 da Armada que ontem se deslocaram à Câmara de Lisboa para entregar a bandeira municipal trocada por uma bandeira monárquica, numa acção organizada na última segunda-feira, foi constituído arguido por suspeita de prática do furto, confirmou hoje a PSP em comunicado.


Henrique Burnay e dois outros elementos do 31 da Armada, como indicou o próprio ao PÚBLICO, deslocaram-se ontem à autarquia para devolver a bandeira municipal. Após terem informado uma funcionária da câmara que pretendiam entregar bandeira, esta pediu-lhes para aguardarem. No lugar de um representante da autarquia foram recebidos por dois agentes da PSP que além de terem ficado com a bandeira municipal pediram a Burnay que se deslocasse à esquadra.

 

Noticia do Público

 

08
Ago09

Morreu Raul Solnado... esta guerra ele perdeu!

olhar para o mundo

O país ficou mais pobre, morreu um homem bom e um grande actor.

 

 

O actor Raul Solnado morreu hoje às 10h50, aos 79 anos, na sequência da evolução de um quadro clínico Cardio-Vascular grave, informou a Direcção Clinica do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.


Raul Augusto de Almeida Solnado nasceu em Lisboa a 19 de Outubro de 1929. Entrou no mundo do teatro em 1947, enquanto actor amador, no Grupo Dramático da Sociedade de Instrução Guilherme Cossul.

Mais tarde, em 1952, profissionalizou-se e começou a construir uma carreira como artista de variedades e teatral, não pondo de lado a sua via humorística na rádio e na música.

Em 1960 adapta para português um sketch do espanhol Miguel Gila - "A Guerra de 1908" - e, em 1961, interpreta-o na revista "Bate o Pé", no Teatro Maria Vitória em Outubro de 1961.

A sua passagem pela televisão ficou marcada pelos programas "Zip Zip", "A Visita da Cornélia" ou ainda "O Resto São Cantigas".

Pelo seu contributo, Raul Solnado recebeu, a 10 de Junho de 2004, a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.

Até à sua morte foi director da Casa do Artista, em Lisboa, instituição que fundou em 1999 juntamente com outros actores.

 

Via Publico

 

 

07
Ago09

Ajudem o Luis Monteiro a chegar à Antártica

olhar para o mundo

Luis Monteiro Rumo à Antártica

 

 

Podes achar estranho, mas em tempo de verão..o que eu mais quero é ir à Antárctica!eheh

 
Chamo-me Luís, sou de Vila Real, blogger há 6 anos, e um dos meus sonhos mais loucos é viajar e conhecer aquele continente :) Estou numa competição Internacional com 400 bloggers de todo o mundo em busca deste sonho sonho de me tornar o blogger oficial de uma expedição ao Sul...!
 
Só que para isso preciso de votos, de muitos votos (emails)! Os meus adversários são de peso, e apesar de me encontrar em primeiro tem sido difícil manter a liderança contra Norte-Americanos e Egípcios...

O apoio que preciso tem a ver com uma coisa essencial... A divulgação e sensibilização das pessoas para votarem no Português (Um voto é um registo rápido e simples de email no site da empresa que organiza a expedição)

Tenho feito coisas loucas para isto..vesti-me de pinguim e fui à praia angariar votos, fui à baixa Lisboeta, etc...! Já apareci na RTP e na Antena 3...e tem sido uma bela loucura isto!

Achas que me conseguirias dar um apoio ? Quer seja referindo e partilhando o blog, quer seja mesma adicionando a faixa de apoio tipo piaçaba ? ehehe!

Ficar-te-ia muiiito agradecido mesmo! É que preciso do apoio de todos os Portugueses senão não vou lá...!
 
Obrigado pelo possível voto e apoio,

Luís Monteiro
 
PS: Irei "retribuir" pessoalmente a todos os que me apoiam com um monumental festão que vou organizar por Lisboa! :)
01
Jun09

De Saramago a Sousa Tavares, todos pelo sim ao casamento gay

olhar para o mundo

Casamentos gay.

 

Vêm das artes, ensino, justiça, política. A lista do Movimento Pela Igualdade (MPI), que defende a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, tem figuras de praticamente todos os quadrantes. Entre elas estão José Saramago, Daniel Sampaio, António Costa, Ricardo Araújo Pereira ou Miguel Sousa Tavares. 


O número de subscritores já quase ultrapassou o milhar e alguns estarão presentes amanhã, pelas 16h00, no Cinema São Jorge, onde decorrerá a apresentação oficial do MPI.

"É um assunto que interessa a toda a sociedade civil", justifica Paulo Vieira, activista da Não Te Prives, uma associação de defesa dos direitos dos homossexuais, sedeada em Coimbra. O MPI "nasceu da vontade das 11 associações que organizam as marchas gay de Lisboa e Porto, sem uma estrutura muito concreta". E se, nos finais de Abril, reunia sobretudo pessoas ligadas à causa, um mês depois inclui centenas de figuras públicas e anónimos. 

"Começámos por contactar pessoas que foram recolhendo assinaturas. É um trabalho com uma dinâmica de rede não hierarquizada, que vai muito além dos activistas LGBT", explica Vieira, para quem "o tipo de pessoas que aderiu" demonstra a urgência do debate. "A abrangência na defesa da igualdade mostra que a sociedade portuguesa quer esta mudança". 

O MPI assume-se como um movimento de pressão da sociedade civil sobre o poder político, também ele representado na lista através de Ana Drago, Edite Estrela, Ana Gomes, entre muitos outros. 

Questionado sobre a inexistência de políticos com uma orientação sexual gay - pelo menos de forma assumida -, Paulo Vieira refere que tal se deve "ao facto de a homofobia ainda ser um elemento muito importante na cultura portuguesa". "Ser homossexual ainda é mal visto e as estruturas partidárias não estão isentas dessa discriminação. São um reflexo da sociedade", lamenta o activista.

Portugal é um dos 14 países que ponderam regular o casamento entre pessoas do mesmo sexo (ver caixa). Em Janeiro, perante os militantes socialistas, José Sócrates deixou claro que chegou a altura de promover a discussão sobre os casamentos homossexuais. Trata-se, disse, de "eliminar uma discriminação histórica que não honra nenhuma sociedade aberta". 

 

Via ionline

26
Mai09

Acordo ortográfico

olhar para o mundo

 De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.

Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...
 
A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ...

 

Concorda com o modo de escrever acima exemplificado?
Se não concordar, clique no link que se segue e assine:

 

http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa

 

 

 

 Tell a friend about this petition

15
Mai09

Sexo como deus manda!!!!?????

olhar para o mundo

 Sexo como deus manda

 

Ksawery Knotz escreveu um verdadeiro manual do amor cristão, que conta com a "benção" da igreja católica na Polónia e que já se converteu num best-seller em Varsóvia. O padre franciscano põe fim à exclusividade da posição de missionário e garante que, durante o coito, os casais casados "podem mostrar o seu amor em todos os sentidos", incluindo através "da estimulação manual e oral", sem que por isso se ofenda a Deus.

 

Vi ionline

 

Sexo e Deus na mesma frase é algo bizarro... não?

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