Sexta-feira, 17.12.10

Transplante de células estaminais curou a sida

 

Timothy Ray Brown submeteu-se a uma cirurgia de células estaminais em 2007 que, segundo um estudo científico publicado no jornal "Blood", curou-lhe a infeção do VIH, com um tratamento que lhe podia ter custado a vida.

 

 

Desde o início da semana que circula na Internet uma atualização do caso de Timothy Ray Brown, o norte-americano conhecido como o "Paciente de Berlim", que estava infetado com o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), o retrovírus responsável pelo vírus da sida.

Nos últimos anos, graças ao avanço da ciência e a custo de uma grande quantidade de medicamentos, quem sofre desta doença tem visto a sua qualidade de vida melhorar, apesar de não haver nenhuma cura conhecida. Até agora.

O norte-americano Timothy Ray Brown tomava um cocktail de comprimidos para combater o VIH desde 2003, apesar de sofrer desta doença desde 1995. Em 2006, descobriu que sofria de leucemia mieloide e, determinado a curar esta forma de leucemia, submeteu-se a um tratamento de alto risco.

Parou a sua medicação de antirretrovirais e, no Charité, o hospital da Universidade de Berlim, iniciou um tratamento de quimioterapia, que destruiu grande parte das suas células imunitárias, e ainda radiação em todo o corpo, antes de realizar um transplante de células estaminais, acto a que aproximadamente um em cada três pacientes não sobrevive.

Mas Timothy Ray Brown sobreviveu, livrou-se do seu tipo de leucemia e, como se não bastasse, as células estaminais parecem ter curado também a infeção do VIH.

Genes raros produziram novas defesas

 

Quando os médicos alemães procuraram um dador compatível com o norte-americano, viram que havia a hipótese de transplantarem uma particular mutação genética que afeta os linfócitos T (ou células T), as células responsáveis por travar o principal alvo do VIH, a proteína CCC5 (ou CXCR4). Esta mutação genética está presente numa ínfima percentagem da população mundial e torna essas pessoas quase imunes ao VIH.

Assim, as células estaminais necessárias à cirurgia de Timothy Ray Brown, foram recolhidas da medula óssea de uma destas pessoas que possuem o gene raro e recolocadas no norte-americano. A operação decorreu em fevereiro de 2007 e Timothy, com o seu organismo praticamente indefeso, graças aos tratamentos pré-cirúrgicos, "viu" as saudáveis (e resistentes ao VIH) células formarem o seu sistema imunitário.

O caso deste homem que procurou tratamento para leucemia, com resultados positivos, e acabou por se ver livre do VIH, tem sido acompanhado desde 2007, já que desde então os resultados pareciam prometedores e levou mesmo a um novo estudo, iniciado o ano passado .

Desde então, Timothy Ray Brown não voltou a tomar nenhum dos medicamentos antirretrovirais e no último fim de semana os médicos alemães publicaram no jornal "Blood " o seu estudo oficial. Este mostra que Timothy Ray Brown não exibe sinais de infeção do VIH e o seu sistema imunitário funciona de forma normal. Está curado.

Cura é, provavelmente, única

 

O processo de cura não é, no entanto, definitivo. É impossível pensar que os milhões em todo o mundo que sofrem de VIH possam, ou devam, enfrentar os procedimentos que Timothy Ray Brown teve de atravessar até à sua recuperação.

Esta foi uma técnica bastante arriscada, que dificilmente os médicos tornarão em atos normais, já que os atuais tratamentos, apesar de não curarem são capazes de prolongar a vida dos pacientes durante largos anos.

Mas este processo de cura é, assim, mais uma etapa para se chegar à solução deste mal.



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Segunda-feira, 13.12.10

Voyeur

 

Quando percebia que ele estava fazendo essas coisas, eu logo desviava o olhar. Não queria acreditar que meu amor agia daquela forma. Até o dia em que fomos a uma pizzaria. Sentado do meu lado, Fernando começou a escorregar na cadeira. Escorregou, escorregou até quase ficar deitado. Fiquei me perguntando o que ele fazia naquela posição, abaixado, quando olhei para o lugar onde ele mirava. Uma mulher vestia uma minissaia na frente dele e sua calcinha ficava à mostra sempre que mexia as pernas. Não tive coragem de olhar para o pênis dele e ver se estava ereto. Aquilo tudo era muito aviltante para mim. Fiquei chocada, paralisada.


Meus primeiros anos de namoro foram marcados por uma enorme confusão mental. Ao mesmo tempo em que eu via essas cenas e ficava chocada com elas, não queria encarar a realidade. Tentava me convencer com o discurso dele, de que era um homem livre e sem amarras. Fazia de tudo para acreditar naquele papo de artista. Achava que eu estava errada em ser careta e conservadora. Depois de três anos de namoro, resolvemos morar juntos. Fernando mudou-se para minha casa. 

Nossa relação piorou muito depois disso. Lembro de um dia em que fomos a um restaurante e, quando percebi, ele tinha dado um jeito de encostar o pênis na mão de uma atendente do local. Fiquei tão estarrecida que não consegui reparar na reação dela. Também não tive coragem de comentar nada com ele. Nesse dia chorei muito em casa, sozinha. Aquela cena voltava à minha memória e eu tinha vergonha de contar o que estava acontecendo para qualquer pessoa. Além de me sentir desrespeitada, tinha vergonha das atitudes dele. 

Percebi que ele também dava um jeito de se encostar nas mulheres na fila do cinema, do supermercado. Em uma farmácia, ele fingiu que estava procurando um chá em uma prateleira e foi se aproximando de uma moça que estava sentada em um banco, de forma que o seu pênis ficou bem próximo da boca dela. Em ambientes públicos, como supermercados, ele se virava repentinamente para trás, de modo que a sua mão tocava ‘sem querer’ a genitália ou o bumbum de uma mulher. Tudo feito com grande sofisticação, como se realmente fosse acidental. Foram infindáveis as desculpas pela ‘distração’ e pelo ‘mau jeito’. 

Parei de chamar a diarista porque tinha pavor que ela viesse de minissaia e ele a assediasse. Nessas ocasiões, ele saía do banho enrolado em uma toalha ou esquecia a porta do quarto aberta, para que ela pegasse algum lance e o visse nu. Uma vez em um hotel, a camareira bateu na porta e perguntou se gostaria que trocasse as toalhas. Ele estava de cueca, se cobriu com uma toalha, mas, na hora certa, deixou a toalha cair, para se insinuar. 

Minha filha de 20 anos morava comigo quando ele se mudou para casa. Depois de alguns meses que o Fernando estava morando conosco, passei a não dormir à noite com medo de ele ir ao quarto dela. Quando ele levantava para ir ao banheiro, eu ficava ligada, ouvindo seus passos e cronometrando o tempo entre o momento em que abria a porta do banheiro e entrava no nosso quarto. Eu nunca falei nada com medo da reação dele. Ia dizer que era louca e havia inventado tudo. Tinha pavor de que se tornasse violento. 

Nesse momento, nossa relação, que sempre foi instável, estava péssima. No começo, Fernando era uma companhia divertida. Com o passar do tempo, ele se tornou um homem distante, agressivo, nem um pouco comprometido com a minha felicidade. O sexo, que nunca foi o ponto alto da nossa relação, estava ainda mais raro. Eu continuava apaixonada por ele e até hoje não consigo entender por que eu me submeti a tudo isso. Aguentei essa relação tanto tempo porque não aceitava o que estava acontecendo. Não assumia que ele era um tarado, um pervertido. 

Chorava escondido. Minhas filhas começaram a perceber que eu estava deprimida. Perguntavam o que estava acontecendo. Diziam que, se eu andava quieta, era porque algo estava errado, já que sempre fui alegre. Não tinha coragem de dividir meus problemas com ninguém. 

No final do nosso relacionamento, ele começou a projetar em mim todas as pirações dele. Se no começo me desrespeitava apenas olhando para outras mulheres, no final me maltratava em público, me humilhava e ofendia. Tinha cenas de ciúme em bares, em restaurantes. A última cena dessas aconteceu quando estávamos em uma cidade do interior num fim de semana e ele bebeu bastante em um jantar. Começou a gritar e a bater as mãos no painel do carro. Ele me ofendeu, disse que eu seduzia outros homens. Chegou a dizer que eu era tão ‘vagabunda’ que até mulheres eu seduzia. 

Naquele momento, lembrei de um ensinamento budista. A história é a seguinte: Buda estava andando em uma estrada com um discípulo quando apareceu um homem que colocou o dedo na cara dele e disse um monte de inverdades, o ofendeu. Buda ficou quieto e o homem foi embora. O discípulo voltou-se então para Buda e perguntou por que ele não respondeu. Ele disse o seguinte: ‘Quando alguém lhe dá um presente e você não aceita, com quem fica o presente? Esse sujeito foi embora com tudo o que ele trouxe’. Tomei consciência de que eu tinha passado quatro anos respondendo, aceitando esse ‘presente’ que o Fernando me dava. Resolvi virar Buda e deixar ele falar sozinho. Aquilo me trouxe uma calma impressionante. 

Por sorte, peguei a chave do carro e não deixei ele pegar no volante. Dirigi 200 quilômetros, da cidade onde estávamos até BH, com ele gritando do meu lado. Eu estava centrada, até parece que outra pessoa dirigiu aquele carro. Chegamos em casa. No dia seguinte, às dez da manhã, falei que estava tudo terminado. Ele não pediu desculpas, não resistiu, nada. Foi embora com cara de bravo, como se eu estivesse errada. Depois desse dia, ele me ligou algumas vezes. Numa delas, me convidou para passar o réveillon com ele. Fiquei surpresa, ele não tinha entendido nada. Era tão egocêntrico que não percebeu que eu não queria mais nada. 

Durante muitos meses, as cenas de desrespeito e agressão voltaram na minha cabeça. Comecei a fazer terapia para entender por que me sujeitei tanto tempo a essa relação com um homem perverso. Acho que graças a essa relação, aprendi a me preservar, a não deixar que os outros invadam aquilo que eu tenho de mais precioso, que é o respeito por mim. Depois do Fernando, tive dois casinhos passageiros, nada muito forte, mas gostoso. Ainda não estou pronta, mas acredito que um novo amor pode me conquistar.

 

Via Marie Claire



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Sábado, 04.12.10

Quer combater o colesterol? Coma frutos secos

Um estudo do departamento de nutrição da Loma Linda University, Califórnia, confirmou os efeitos benéficos da ingestão de frutos secos sobre as gorduras sanguíneas. Saiba mais sobre como combater o colesterol.

Segundo uma meta-análise, conduzida pelo departamento de nutrição da Loma Linda University, Califórnia, que juntou 25 estudos previamente publicados, onde estiveram envolvidos 583 homens e mulheres, confirma os efeitos benéficos da ingestão de frutos secos sobre as gorduras sanguíneas, tendo em conta que nenhum dos indivíduos tomava medicação para baixar os colesterol.

Interpretando os dados, os investigadores chegaram à conclusão que o consumo diário de 67 gramas de frutos secos produzia os seguintes resultados: o colesterol total diminuía 5,1%, o LDL ("mau colesterol") diminuía 7,4% e uma diminuição significativa dos triglicéridos de 10,2%. Contribuindo para um baixo índice de risco de doença cardiovascular.

 

O que sabemos sobre o colesterol?

 

O colesterol é uma gordura produzida pelo organismo, sobretudo pelo fígado(70%), e que é essencial na formação de membranas celulares (presentes no coração, músculo, esqueleto, intestinos ou sistema nervoso) e produção de hormonas, logo indispensável para as nossas funções vitais.

Apenas 30% do colesterol é que provém de fontes alimentares, nomeadamente das gorduras saturadas (exemplo: charcutaria, laticínios gordos e carnes vermelhas).

 

O importante é saber distinguir o "bom colesterol" - HDL - do "mau colesterol" - LDL -, e esta distinção deve-se à forma particular que cada um se desloca no sangue. O HDL transporta o colesterol dos vasos sanguíneos para o fígado, enquanto o LDL conduz o colesterol em excesso para dentro das células, que revestem as paredes dos vasos sanguíneos, o que poderá potenciar um processo de aterosclerose

O que sabemos sobre os frutos secos?

 

Os frutos secos são grandes fornecedores de gordura monoinsaturada e polinsaturada, inevitavelmente muito calóricos (média 600 kcal/ 100g), mas bastante ricos em alguns minerais, tais como o cálcio, ferro e fósforo.

Os que nos são mais familiares e presentes nesta época natalícia são: nozes, amêndoas, avelãs, castanha de caju, pinhões, pistácios e amendoins.

Em termos práticos, segundo a Tabela de Composição de Alimentos, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, podemos comparar uma série de alimentos e os seus vários constituintes. Assim, analisando a amêndoa comparativamente com o leite temos:

 

Quando pensamos em cálcio associamos logo ao consumo de leite, e esquecemos a existência de outros alimentos mais ricos neste mineral, logo, além da evidência da superioridade de cálcio que as amêndoas possuem, temos também elevados valores de outros minerais, não temos presença de colesterol e as gorduras que maioritariamente as constituem são as "boas".

Conclusão

 

Segundo a Fundação Portuguesa de Cardiologia 68,5% dos portugueses têm o colesterol elevado. São dados que é necessário ter em conta, sobretudo por ser uma doença que não doí nem se sente .

 

É fundamental fazer análises de rotina, avaliando o seu estado geral de saúde. O tratamento para um colesterol elevado passa por uma mudança de estilo de vida, ao nível da alimentação e do exercício, reduzindo os alimentos de origem animal (carnes vermelhas, laticínios gordos e produtos de charcutaria), dê preferência aos alimentos ricos em ómega 3 (ex.: sardinha, salmão, óleo de soja), consuma mais fibras (fruta, vegetais e cereais integrais) de modo a facilitar a eliminação do colesterol das paredes dos vasos sanguíneos, dê preferência ao azeite e outras gorduras polinsaturadas e pratique uma atividade física regular, e, claro, não esqueça os nossos frutos secos (sem sal).

 

Ao longo da vida sofremos diversas mudanças e ultrapassamos vários obstáculos. Adotar uma postura saudável de combate ao colesterol não é impossível, longe disso. Se acha que é, lembre-se das palavras de Bemard Shaw: "o progresso é impossível sem mudança. Os que não conseguem mudar a sua mentalidade não conseguem mudar nada"

É fundamental fazer análises de rotina, avaliando o seu estado geral de saúde. O tratamento para um colesterol elevado passa por uma mudança de estilo de vida, ao nível da alimentação e do exercício, reduzindo os alimentos de origem animal (carnes vermelhas, laticínios gordos e produtos de charcutaria), dê preferência aos alimentos ricos em ómega 3 (ex.: sardinha, salmão, óleo de soja), consuma mais fibras (fruta, vegetais e cereais integrais) de modo a facilitar a eliminação do colesterol das paredes dos vasos sanguíneos, dê preferência ao azeite e outras gorduras polinsaturadas e pratique uma atividade física regular, e, claro, não esqueça os nossos frutos secos (sem sal).

 

Ao longo da vida sofremos diversas mudanças e ultrapassamos vários obstáculos. Adotar uma postura saudável de combate ao colesterol não é impossível, longe disso. Se acha que é, lembre-se das palavras de Bemard Shaw: "o progresso é impossível sem mudança. Os que não conseguem mudar a sua mentalidade não conseguem mudar nada".

 

Via A Vida de saltos Altos



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Terça-feira, 30.11.10

Cérebro feminino é mais activo que o masculino

 

Já se dizia que o cérebro dos homens entra em repouso com mais facilidade que o das mulheres, mas agora há uma explicação científica para isso: a actividade do cérebro é mais intensa nas mulheres do que nos homens. É por isso que eles conseguem ficar sem pensar durante um período maior de tempo.

A descoberta surgiu por acaso, quando Adriana Mendrek, investigadora canadiana do departamento de Psiquiatria da Universidade de Montreal e do Centro de Investigação Fernand-Seguin, estudava várias pessoas no âmbito de uma investigação sobre esquizofrenia, comparando a sua actividade cerebral. Na análise, foram estudadas 42 pessoas não afectadas por esta doença, dos 25 aos 45 anos, realizando uma tarefa com uma figura em 3D enquanto a sua actividade cerebral era medida por ressonância magnética. A medida desta actividade foi registada quando os sujeitos, de ambos os sexos, descansavam. A partir daí a equipa de Mendrek verificou que enquanto as mulheres reflectiam sobre aquilo que tinham acabado de fazer e pensavam naquilo que iriam realizar depois, os homens se limitavam a descansar. A investigadora defende que as mulheres gerem mais tarefas e têm mais preocupações, mesmo na sociedade actual, facto que pode estar ligado a uma actividade cerebral mais intensa. Resta saber quais são as medidas da actividade cerebral que definem uma ligação entre os papéis das hormonas e da pressão social nas mulheres, em comparação com os homens.



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Terça-feira, 23.11.10

Um comprimido por dia para prevenir a Sida

 

Um comprimido que se toma uma vez por dia pode proteger da infecção por HIV homens que fazem sexo com outros homens. O primeiro estudo que demonstra a viabilidade desta estratégia foi publicado hoje online na revista “New England Journal of Medicine”.

 

O ensaio clínico verificou uma redução de 43,8 por cento de novas infecções pelo vírus da sida entre os homens que tomavam um comprimido que contém dois antirretrovirais no mercado (emtricitabina e tenofovir, vendidos sob o nome comercial Turvada). 

Quer isto dizer que, dos 1248 participantes que receberam um comprimido sem efeitos clínicos (um placebo), 64 ficaram infectados com HIV durante o estudo, enquanto apenas 36 dos que tomaram Truvada adquiriram a infecção. 

Mas a aderência ao regime médico é muito importante. As pessoas que tomaram o medicamento de forma regular e consistente (tomaram-no 90 por cento das vezes em que deviam fazê-lo) viram o risco de contrair a infecção reduzir-se em 72,8 por cento. 

O estudo forneceu “a primeira prova” de que os comprimidos usados para controlar o HIV nas pessoas infectadas podem também ajudar a evitar novas infecções, disse Robert Grant, da Universidade da Califórnia em São Francisco, o líder da equipa que publicou agora o trabalho.

A ideia por trás deste ensaio clínico é nova: até agora, só muito excepcionalmente se usam os medicamentos antirretrovirais antes de saber que se alguém é seropositivo. Se um profissional de saúde entra em contacto com seringas com sangue infectado, por exemplo. Ou, no caso dos bebés de mães seropositivas, os bebés são tratados logo após o parto, para evitar a transmissão do vírus. 

O que se pretende testar é a ideia de tomar um medicamento agora usado para controlar a doença de forma preventiva, para tentar evitar a transmissão do vírus, como mais uma barreira à entrada do vírus do organismo – juntando-se ao preservativo e a outros cuidados. Os Centros para o Controlo e Prevenção das Doenças dos Estados Unidos emitiram aconselharam a que a profilaxia de pré-exposição “nunca seja encarada como a primeira linha de defesa contra o HIV”. 

Participaram no estudo 2499 homens (e transexuais, que nasceram como homens mas hoje são mulheres) que fazem sexo com homens, provenientes do Peru, do Equador, do Brasil, dos Estados Unidos, da África do Sul e Tailândia. A todos foi aconselhado usar preservativos, reduzir o número de parceiros sexuais, fazer análises frequentemente e receber tratamento para outras doenças sexualmente transmissíveis que aumentam as possibilidades de contrair HIV:

Este ensaio, conhecido como iPrEx (Iniciativa de Profilaxia de Pré-Exposição) é apenas um de cinco grandes estudos que pretende apurar a eficácia do uso de medicamentos orais para limitar as infecções por HIV – que se estima serem 7000 em todo o mundo, todos os dias. 

Os activistas da luta contra a sida e da investigação de novas formas de tratar a sida e a infecção pelo HIV receberam a notícia destes resultados com entusiasmo – sugerindo mesmo que a demonstração de que esta abordagem da prevenção funciona pode vir a mudar a prevenção de novas infecções pelo vírus, pelo menos em alguns grupos de pessoas. 

Mas, como sublinha Nelson Michael, da Divisão de Retrovirulogia do Instituto de Investigação do Exército Walter Reed, que assina um comentário ao trabalho também divulgado online pela “New England Journal of Medicine”, estes resultados também nos colocam “verdadeiros desafios”. 

Antes de mais, resta saber se esta abordagem funcionará também noutros grupos de risco para a transmissão desta doença viral, como as mulheres da África subsariana, cujos maridos e parceiros sexuais não usam preservativos, e os utilizadores de drogas injectáveis – cuja via de infecção é diferente. Mas há outros estudos em curso para estas categorias.

 

Via Público



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Sábado, 20.11.10

As mulheres valorizam o erotismo táctil

Enquanto homens agem por instinto, mulheres querem o envolvimento

 

Vamos insistir muito neste ponto, porque a arte de conviver é entender que homens e mulheres são diferentes. Homens e mulheres são diferentes antes, durante e depois do sexo também. Enquanto homens agem por instinto, mulheres querem o envolvimento.

Eles se excitam com mais facilidade e rapidez e quase sempre chegam ao orgasmo. Já as mulheres precisam ser mais trabalhadas. Elas necessitam sentir-se bem com o companheiro e com o corpo e de palavras carinhosas ao pé do ouvido. As zonas erógenas femininas são espalhadas pelo corpo e não concentradas apenas nos órgãos genitais. A nuca, os ombros, os seios e as nádegas costumam ser zonas erógenas na mulher, e dar uma passadinha por ali seria de bom tom, ainda que o clitóris seja o campeão de audiência. 

O homem apresenta um erotismo, como diríamos, mais simples e concentrado, fácil de achar, brincar e atingir resultados imediatos. A mulher valoriza um erotismo tátil.

 

Via Hora



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Quarta-feira, 17.11.10

Drogas, quem nunca pecou....

 

Se é daqueles que acha que a sociedade dos nossos dias se resume a uma cambada de viciados em tabaco, álcool e drogas, temos uma boa notícia: o mal não é desta geração, nem da anterior. Mesmo longínquos anos A.C. toda a gente recorria a inebriantes. Fosse por razões sociais, medicinais ou rituais, os nossos antepassados usavam-nas sem vergonhas nem reservas. As drogas não nasceram emWoodstock e têm muito que se lhe diga.

"High Society" - que traduzido para português seria qualquer coisa como sociedade pedrada - é a exposição que reúne quadros, imagens, objectos e artefactos relacionados com o consumo de droga. O trabalho, disponível na Welcome Collection faz-se acompanhar pelo livro "High Society: Mind-Altering Drugs in History and Culture"do escritor e historiador Mike Jay. Interessado em temas relacionados com a sociedade, a ciência e as drogas, Jay afirma que "todas as sociedades são ''pedradas'', todas têm os seus tóxicos, vícios e hábitos. O que aconteceu com a globalização é que cada sociedade descobriu os tóxicos das outras". 

Tabacoópio ou canábis: todas têm uma história. Quando Colombo descobriu a América, procurava especiarias mas encontrou uma planta diferente: a do tabaco. Foi ele que o trouxe para a Europa. O ópio, por sua vez, começou por ser utilizado pelos ingleses que descobriram a droga nas suas colónias, na Índia. Este produto retirado das papoilas tornou-se um verdadeiro vício para os chineses. Foi por causa desta comercialização de droga que se deram as "Guerras do Ópio", dois grandes conflitos entre britânicos e chineses. Quanto à canábis está ligada a Napoleão e à chegada ao Egipto.

O objecto mais antigo desta exposição é um cachimbo que data de 1500 A.C.. Além disso, contam-se cerca de 200 artefactos, entre desenhos ou quadros inspirados no tema, documentários ou até um gráfico gigante que apresenta o percurso do tráfico de drogas. Uma secção especial está reservada a confissões de pessoas que pretendam partilhar as suas experiências.

"As opiniões das pessoas sobre as drogas são muito polarizadas, queremos mostrar que nem tudo é bom ou mau. As drogas abrangem uma série de substâncias que têm histórias fascinantes e contextos culturais" explica Caroline Fisher, uma das curadoras da exposição.

Um caleidoscópio dá vida a este frente-a-frente. Seguem-se várias imagens rotuladas pela sociedade como boas ou más. Um cachimbo de tabaco, um kit para injectar drogas, uma cerveja chinesa ou um vinho do Marks & Spencer convivem lado a lado.

A exposição apresenta ainda várias personalidades do passado que estiveram ligadas às drogas. Por exemplo, há quem diga que para escrever "Alice no País das Maravilhas" Lewis Carroll teve uma ajudinha do ópio, droga também apreciada pelo nosso conterrâneo Fernando Pessoa.

"É provável que não haja um início para esta história", explica Mike Jay. "Todos os animais gostam de comer fruta fermentada e ficam embriagados. É provável que tenhamos começado a consumir mesmo antes de sermos humanos."

 

Via Ionline



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Terça-feira, 16.11.10

condoms

 

Sexo é bom, é a avaliação de vários. E muito sexo?! De forma repetida e ao ponto de você não conseguir pensar em outra coisa! Aí, pode ser compulsão sexual, uma doença.

Tentar esconder feridas emocionais pode ser uma das causas desse mal. Para resolvê-lo, um dos pontos essenciais é recuperar a auto-estima do paciente e ajudá-lo a ver outras formas de satisfação, explica o psicólogo clínico Alexandro Ferreira da Silva.

 

O que é a compulsão sexual?
Compulsão sexual é caracterizada por um grande número de fantasias sexuais que ocupam a mente do indivíduo, deixando-o inquieto e impedindo-o de fazer outras coisas de maneira dedicada, concentrada e coerente. Normalmente, tais indivíduos não ficam só na fantasia, e a doença os leva a comportamentos sexuais exagerados e, às vezes, perigosos.

Como se detecta que a doença existe?
Para determinar um diagnóstico de compulsão sexual, considera-se comportamentos que causam sofrimento e prejuízo clínico significativo manifestado nos últimos 12 meses por três ou mais de uma série de aspectos, tais como fracasso em se controlar, gasto de muita energia na busca pelo sexo e prejuízo em atividades sociais e ocupacionais.

Mas é preciso ter cuidado em definir a existência da compulsão. Em sexo, não há regras definidas de certo ou errado nem de muito ou pouco. Há pessoas que necessitam de sexo mais do que outras e não podem ser rotuladas de viciadas.

 

De toda forma, há algum índice a respeito do número de atos sexuais para ajudar no diagnóstico?
As pesquisas científicas sobre sexualidade costumam referir-se à quantidade de atividade sexual com o termo escape sexual. Este é um conceito para referir à iniciativa e efetivação de uma atividade sexual com orgasmo durante algum tempo estabelecido.

O sexólogo Alfred Kinsey, que desenvolveu esse conceito, relatou que o EST semanal mediano foi de 2,14 para homens entre a adolescência e a idade de 30 anos, e de 1,99 para todos os homens em geral. No Brasil, essa média é de 3, segundo pesquisa do laboratório Pfizer. Analisando esses e outros dados, considera-se que um EST semanal de 7 ou mais poderia ser usado para definir comportamento hipersexual nos homens.

 

Como um profissional de psicologia pode ajudar o compulsivo sexual?
Normalmente, quando a pessoa chega ao consultório de profissional de psicologia, sua auto-estima está muito baixa por se consideram pervertidas e/ou fracas. A perda do controle do próprio comportamento, considerado por alguns até mesmo como destrutivo, provoca conseqüências negativas que pioram caso uma ajuda não seja procurada o quanto antes.

A idéia é fazer com que a pessoa aprenda a lidar com a sua dependência, se dando conta de que existem outras formas de se relacionar consigo e com o meio, estimulando a busca de um espaço onde ela reconheça a importância de desenvolver uma sexualidade saudável e a dignidade pessoal, gerando relacionamentos de satisfação.

É importante ressaltar que a compulsão sexual não tem a ver, necessariamente, com o prazer sexual em si, mas sim com a sexualização do comportamento, como estratégia para lidar com as feridas emocionais. No fundo, o objetivo psíquico de qualquer compulsão é o evitar o sofrimento, reprimir lembranças dolorosas ou baixar a ansiedade.

 

Via Parou tudo



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Quarta-feira, 10.11.10

Comida enlatada tem substância perigosa

 

substância prejudicial à saúdeBisferol A (BPA), está presente em cerca de dois terços da comida enlatada consumida nos Estados Unidos. A conclusão é de um estudo realizado por vários peritos da Universidade do Texas que descobriram que esta substância também se encontra presente em alguns produtos conservados em embalagens de plástico.

A substância tem sido associada ao surgimento de várias doenças e problemas de saúde: doenças de coração, cancroproblemas de crescimento. Outro estudo recente aponta o BPA como causador da diminuição do esperma nos homens.

“Precisamos de mais esforços para remover químicos perigosos da cadeia alimentar”, afirma o professor de medicina Arnold Schecter e responsável pelo estudo.

As quantidades de BPA encontrados nas amostras são menores do que o limite recomendado, no entanto, Schecter, afirma que este facto não é propriamente tranquilizante, pois, os consumidores são expostas à substância através de várias fontes. Devido a este facto muitos especialistas afirmam que os valores recomendados actualmente deveriam ser cinco vezes inferiores.

“Mesmo que os níveis sejam baixos, não comemos apenas uma coisa por dia, “ disse John Meeker, epidemiologista na Universidade de Saúde Pública do Michigan, acrescentando, “vários estudos feitos em animais revelam que, mesmo com níveis baixos, existem efeitos prejudiciais para a saúde.”

Meeker aconselha a quem estiver preocupado, que escolha produtos frescos ou orgânicos em vez de enlatados.

 

 

Via ionline



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Terça-feira, 09.11.10

As raparigas correm mais riscos na primeira vez

 

 

As raparigas correm mais riscos na primeira relação sexual do que os rapazes. A conclusão é de um estudo da American Public Health Association (Associação Americana de Saúde Pública), divulgado esta segunda-feira, citado pela CNN.

Nicole Weller, uma investigadora da Universidade de Arizona, analisou os dados e apurou que as adolescentes têm mais 30 por cento de probabilidade de terem sexo não protegido durante a primeira relação do que os rapazes.

As conclusões surpreenderam a investigadora porque os rapazes têm um historial de risco maior, por exemplo, é mais provável que um rapaz fume e beba.

Mas para Laura Lindberg, uma investigadora do Guttmacher Institute, a culpa também é, em grande parte, dos rapazes, já que, no caso das raparigas, é menos provável que queiram ter relações sexuais da primeira vez que acontece e não são tão persuasivas no que diz respeito a protecção.

A investigadora acrescente que, na primeira relação sexual, 80 por cento das vezes o contraceptivo escolhido é o preservativo, o que depende maioritariamente do rapaz.

O estudo mostra que a educação sexual ministrada na escola não afecta o uso de contraceptivos na primeira relação sexual.

O estudo analisou 5 012 rapazes e raparigas entre os 11 e os 19 anos, que afirmavam já terem tido relações sexuais. A idade média para a primeira relação é de 16 anos. Os estudos mostram ainda que, quanto mais velho é o adolescente na altura da primeira relação sexual, maior é a probabilidade de usar contraceptivo

 

 

Via TVI 24



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Sábado, 06.11.10

Compulsão sexual

 

Quando falamos de compulsão estamos nos referindo a um impulso forte contra o qual é difícil lutar, a despeito da boa vontade. A compulsão sexual é uma espécie de dependência, um vício como outro qualquer.

O mecanismo que dirige a busca desesperada pelo sexo é o mesmo que atua nos dependentes de drogas, álcool, jogo ou comida. Em todos eles, a pessoa acaba perdendo o controle sobre seus impulsos.

De forma geral, o desejo sexual surge de maneira incontrolável, como se a vida girasse em torno do sexo. A pessoa se sente escravizada, negligenciando todos os outros aspectos de seu cotidiano.

A compulsão deixa o indivíduo inquieto. As fantasias e pensamentos sexuais invadem sua mente, fazendo com que o restante do seu dia fique, sempre, em segundo plano. Ela deve ser entendida como um desequilíbrio, já que acaba trazendo enormes prejuízos na vida social, afetiva, profissional e financeira.

A pessoa busca o sexo pelo sexo, apesar das consequências e efeitos desastrosos que esse comportamento acarreta. O controle inadequado de seus impulsos tira a tranquilidade, atormenta e provoca mal-estar.

Embora, quando ela concretiza seu desejo sexual, ocorra uma redução momentânea dos seus sentimentos de frustração, medo e solidão surge, em seguida, um vazio intolerável. O que se busca, na verdade, é um alívio para a ansiedade e não só prazer sexual. Após o ato, a pessoa se percebe impotente, já que reconhece que, mais uma vez, tentou porém não conseguiu se controlar.

A maior parte dos compulsivos tem muita dificuldade em dar continuidade à seu relacionamento amoroso. A prática sexual em excesso, quase sempre, é usada para camuflar problemas mais profundos com os quais a pessoa, inconscientemente, não quer se confrontar.

A compulsão limita a vida, provocando muitas perdas. É como uma prisão e sozinha a pessoa não consegue sair dela. Existem os casos mais graves nos quais, além do tratamento psicanalítico, é importante um acompanhamento psiquiátrico. O médico pode prescrever um medicamento que ajuda a diminuir a libido, contendo a excitabilidade e reduzindo a ansiedade. Há também, em algumas cidades, grupos de ajuda como o DASA (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos) que à semelhança dos Alcoólicos Anônimos, promovem reuniões onde pessoas com o mesmo tipo de problema procuram solução.

Os dependentes de sexo são, no fundo, pessoas insatisfeitas, angustiadas, ansiosas e deprimidas. Depois do ato, elas sempre acabam se culpando pelo que fizeram.

Infelizmente, porém, muitos não se dão conta do problema e até se vangloriam dele, confundindo compulsão com virilidade. A maior parte dos que sofrem deste mal, negam sua doença, pois é difícil reconhecer que necessitam de ajuda profissional.

No entanto, os que buscam por tratamento encontram outras maneiras de se relacionar. Desta forma, podem desfrutar da sexualidade, juntamente com a afetividade, usufruindo de uma relação sexual plena.

 

Edázima Aidar

 

Via Gazeta



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Sexta-feira, 29.10.10

Pílula dos cinco dias mais eficaz que a do dia seguinte

 

Especialistas comprovam eficácia redobrada do novo contraceptivo de emergência, que pode ser tomado até cinco dias depois da relação desprotegida

 

contraceptivo dos cinco dias, já conhecido como a pílula da semana seguinte, é mais eficaz do que a tradicional pílula do dia seguinte. A garantia é dada pelo presidente do Grupo para o Estudo da Mulher, sedeado em Madrid, que é igualmente chefe do serviço de ginecologia doHospital Geral da Ciudad Real (Espanha).

Segundo Javier Haya, a razão pela qual esta nova pílula é mais eficaz para proteger as mulheres de uma gravidez prende-se com o facto de esta atrasar a ovulação durante mais tempo, oferecendo "uma taxa de eficácia muito alta com cinco dias de margem", pelo que constitui uma boa "ferramenta para evitar gravidezes não desejadas".

O médico é apoiado por outros especialistas e defende ainda que a criação desta nova pílula pode ajudar a uma queda estrondosa das taxas de aborto nos países desenvolvidos.

 

Via ionline



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Domingo, 24.10.10

sexo na gravidez

Psiquiatra e sexologista esclarecem mitos e ajudam a acabar com os principais receios dos casais

A gravidez é um período de adaptações físicas e emocionais e, por isso, vivida intensamente pelos casais sendo que, quase todos, passam por mudanças no seu relacionamento sexual durante os nove meses de gestação.

Vítor Cotovio, psiquiatra, sublinha que «é importante haver comunicação entre o casal» e que «nunca se deve confundir a parentalidade com a conjugalidade». De acordo com o psiquiatra, há aspectos que devem ser trabalhados, nomeadamente o que relaciona o papel de mãe com o papel de amante: «existem homens que projectam na mulher grávida uma pessoa igual à mãe deles e por isso “então não se faz sexo”. Isto mobiliza determinados aspectos psicológicos».

«A mulher, por um lado, sente-se menos feminina, ganhou peso, perdeu as formas e o homem, por outro lado, acha que aquela passou a ser a mãe dos seus filhos. Tudo isto exige que se faça um trabalho de flexibilidade para nunca desintegrar aquilo que é a mulher esposa, daquilo que é a mulher mãe», afirma Vítor Cotovio.

Deste modo, por se tratar de um período de medos e inseguranças, é importante desvendar alguns mitos, relativamente à sexualidade, que vão passando de geração em geração. Pergunta a pergunta, elucidamos cada um dos seus receios.

 

Via Sapo Saúde



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Sexta-feira, 22.10.10

Compulsão sexual

 

Os viciados em sexo têm uma associação que trata dos dependentes do sexo e anuncia que a meta de quem passa por isso é evitar uma recaída em 24 horas, seguindo a linha dos Narcóticos ou Alcoólatras Anônimos.

 

Oswaldo Rodrigues, psicólogo do Instituto Paulista de Sexualidade, garante que não existe um problema com o excesso de sexo em si, mas sim a forma através da qual ele é exercido. Fazer para se livrar de outros problemas, no trabalho ou mesmo na família, pode ser mau indício. E é preciso verificar se, nessa prática como fuga, existe prejuízo na vida conjugal, social e até espiritual.

"Quanto mais áreas estiverem prejudicadas pelo exercício de atividades sexuais que se tornaram prioritárias, mais consideramos um comportamento sexual compulsivo". Se há ainda, somada à fuga, uma falta de controle sobre o exercício da sexualidade, o problema pode ser maior. "Esse é um item que permite compreender este comportamento como doentio".

A organização americana "The Society for the Advancement of Sexual Health - Sash" dedica uma página em seu website para explicar a compulsão ou vício sexual. Segundo ela, não há um tipo de comportamento específico para indicar "doença", mas três perguntas podem ser feitas por quem acha que está sofrendo do problema: "Tenho senso de que perco o controle com relação ao meu comportamento sexual?", "Estou sofrendo significantes consequências por conta da minha falta de controle?" e "Me sinto como se pensasse constantemente no meu comportamento fora de controle, mesmo quando não quero?".

As respostas dessas perguntas podem ajudar a definir os limites do vício e da compulsividade sexual. E nisso entra também masturbação e consumo pornográfico, além de abuso de outras pessoas. Se responder "sim" às três questões acima, é indicado procurar ajudar para clarear as complexidades desse comportamento sexual. Na página da Sash há ainda um teste http://sash.net/content/view/63/110/ (em inglês) desenvolvido pelo médico Patrick Carnes, que pode ajudar a entender o vício sexual e até determinar se o problema realmente existe.

Na opinião de Oswaldo são considerados compulsivos ou viciados em sexo aquelas pessoas que priorizam as atividades sexuais de maneira a impedir o desenvolvimento de outras áreas, criando limitações - assim como o abuso de drogas ou álcool. "Buscar sexo sem planejamento de cuidados e saúde é outro ponto importante", alerta. Nesse caso, a pessoa planeja o sexo, mas não se importa com o próprio bem-estar.

Um comportamento desse tipo pode ser sintoma de características de personalidade obsessivo-compulsiva. "Muitos homens (são mais homens que mulheres) que tenham esta característica de personalidade usam para a busca de atividades sexuais, perdendo controle sobre a busca em si". Para quem sofre disso, o desejo funciona como uma irritação - não passa enquanto não se descarrega a tensão. O problema é que quanto mais você descarrega, mais a tensão cresce.

O tratamento para esse tipo de problema - quando ele é percebido de fato - é a psicoterapia comportamental-cognitiva. "A pessoa precisa compreender-se e modificar os fatores cognitivos que a empurram a fazer sexo e produzir emoções sem controle, além da necessidade de desenvolver comportamentos e formas de relacionamento sexual e conjugal que lhe sejam satisfatórias", aponta Oswaldo. Segundo ele, tratamentos com medicamentos são ineficazes, pois assim que percebem a diminuição de motivação sexual e a falta o prazer sexual, as pessoas normalmente deixam de tomá-los. "E retornam para o mundo impulsivo das atividades sexuais", avalia.

Na opinião do psicólogo, grupos como a Associação dos Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa), que se assemelha ao AA ou NA, são muito importantes, pois ainda faltam profissionais de saúde em quantidade que tratem estes problemas, em especial no serviço público de saúde. "Estes grupos não tratam efetivamente estes problemas. Eles dão apoio emocional e social a pessoas que necessitam".

Concordando com Oswaldo, a Dasa define que existe um padrão obsessivo/compulsivo, seja sexual ou emocional (ou ambos) em relacionamentos ou atividades sexuais que progressivamente se tornaram destrutivas para a carreira, família e senso de auto-respeito. "A dependência de amor e sexo leva a consequências cada vez piores se não for cuidada a tempo", pontua a Associação.

 

Fazer sexo é bom e quase todo mundo é unânime em dizer que gosta da prática. Ele perde a graça quando vira obrigação, escravidão da pessoa com ela mesma. Como outro vício, tem o poder de ser válvula de escape para problemas que não se quer enfrentar. Sentir prazer no sexo (e gostar muito) é normal e delicioso. Ruim é deixar de lado as outras atividades da vida em nome do prazer de uma coisa só.

 

Via Vila dois



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Quarta-feira, 20.10.10

 

Então ando eu a tentar convencer os meus utentes dos benefícios e necessidade de beber 1,5/2 litros de água para depois descobrir que é um mito?! Na edição da National Geographic Portugal deste mês vem um pequenino artigo sobre o mito da água. Parece que esta ideia da necessidade de beber esta quantidade de água vem de um estudo feito em 1933 sobre a hidratação dos roedores. Os resultados dessa experiência conduziram à recomendação diária de 2,5 litros de água para compensar a água perdida pela sudação e pelas excreções de um ser humano moderamente activo. Como 20% da água é ingerida através dos alimentos, ainda teriamos de ingerir cerca de 2 litros de água. No entanto, hoje em dia, já não está tão clara a necessidade de ingerir tanta água. Por um lado, obtemos água em todas as bebidas que ingerimos. Por outro lado, quando o corpo precisa de líquidos desencadeia-se a sensação de sede que funciona bem desde que não haja nenhum problema de saúde. Só preciso ter em atenção que os idosos, por exemplo, vão perdendo, progressivamente, a sensação de sede. Obviamente, que se formos fazer exercício físico de modo intenso, então aí sim, deve-se incrementar a ingestão de água.

 

Via É possível ser feliz



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Segunda-feira, 18.10.10
Sexo, será que sou frígida?
Algumas mulheres não chegam a atender, mas bem que tentam chamá-las por apelidos de marcas de geladeira. Mas esse rótulo, mesmo que politicamente incorreto, tem uma justificativa nada engraçada: a falta de interesse sexual, mais conhecida como a discriminada frigidez. Esse transtorno está presente na vida de muitas mulheres que, por vergonha ou desinformação, se conformam com o jejum de prazer e, com o tempo, até de sexo.


O pejorativo termo frigidez foi substituído pelo respeitosamente correto Disfunção do Desejo Sexual, que significa a falta de prazer na hora do “rala e rola”. E não são poucas as vítimas dessa falta de empolgação. Segundo os ginecologistas, podemos encontrar cerca de 30% de queixas a esse respeito nos consultórios. Eles informam que o que pode acontecer é o médico muitas vezes não perguntar sobre a existência ou não desse tipo de problema e a paciente, constrangida em falar, deixar de buscar um tratamento adequado e eficaz.

 

No entanto, vale ressaltar que mulheres que acham que o sexo por si só já está valendo, mas tem uma estatística orgasmo/transa que não é lá nenhuma “Brastemp”, não têm esse problema. Os especialistas descrevem frigidez como uma disfunção sexual caracterizada pela diminuição acentuada ou perda total da libido. A moderna classificação psiquiátrica denomina esse estado de Transtorno da Excitação Sexual Feminina, que não deve ser confundida com o Transtorno Orgástico Feminino, que há interesse sexual, prazer, sem orgasmo.

Mas o que pode levar uma mulher a perder o interesse por algo que, teoricamente, só traz alegria? É a danada da autoestima que quase sempre tem uma grande parcela de culpa. Os médicos explicam que a mulher até no sexo é mais romântica do que o homem. Então, quando ela é magoada por ele com críticas, falta de carinho, traição, a autoestima sofre um baque, fazendo com que ela perca o prazer de fazer sexo.

E outros fatores também podem influenciar essa inapetência sexual. Problemas hormonais, ginecológicos, estresse e depressão também fazem com que a mulher perca a satisfação sexual. Ninguém pode atingir um orgasmo estando com uma ferida no cólon do útero ou com problemas emocionais. É também levantado uma outra questão: a sensibilidade feminina, onde a mulher vincula sua satisfação e interesse sexuais ao conforto emocional global. Isso quer dizer que se um filho está com febre, se há desemprego na família, conflito doméstico ou qualquer outra coisa que mobilize suas emoções, a sexualidade fica seriamente prejudicada.

E, como já foi dito, outro fator que também tem culpa no cartório, só para variar, são os hormônios. No climatério, que é o período que antecede a menopausa, o desejo sexual da mulher sofre um abalo por causa de todas as mudanças hormonais que acontecem nessa época. Outra fase em que os hormônios também aprontam com a nossa libido é o pós-parto. Em virtude da amamentação, ocorre um aumento da prolactina que inibe a serotonina, que é uma substância relacionada aos transtornos afetivos e de humor. No entanto, a pílula anticoncepcional, que quase sempre é co-autora das agruras femininas, desta vez foi praticamente inocentada. Pode levar a uma diminuição do desejo, sim. Mas a maioria das mulheres não apresenta problema algum com o uso dela. E hoje, as pílulas anticoncepcionais estão muito avançadas. É quase impossível alguém sofrer esse tipo de problema por causa delas.

 

Via Correio do Estado



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Sexta-feira, 15.10.10

Dieta mediterrânica é óptima para a saúde

 

A Fundação Portuguesa de Cardiologia lançou hoje uma campanha de candidatura da dieta mediterrânica à UNESCO, por ser uma alimentação que reduz o risco de acidentes cardíacos e simultaneamente promove internacionalmente o país.

Manuel Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), destaca que Portugal tem uma população de origem mediterrânica e tem um clima mediterrânico, que condiciona a agricultura.

“Temos o azeite, temos o vinho, muita hortaliça, muita fruta mediterrânica, muito peixe da costa portuguesa, que é de água fria. Temos uma alimentação considerada por muitos países como a mais saudável, mas que em Portugal está em retração devido à invasão da fast food”, alertou.

Por isso, o presidente da FPC considera importante que a dieta mediterrânica seja reconhecida pela Unesco, para lhe dar mais visibilidade.

“Como somos produtores de alimentos mediterrânicos, isso vai valorizar os nossos produtos, os nossos restaurantes, o turismo, e podemos ser melhores vendedores da alimentação mediterrânica”, disse, acrescentando que atualmente há uma “recetividade muito grande a esta dieta nos Estados Unidos da América e no norte da Europa, de que iríamos beneficiar”.

Para a campanha de candidatura, a FPC contou com o apoio de um grupo de “Mulheres de Vermelho” apoiantes da dieta mediterrânica na prevenção de doenças cardiovasculares.

Trata-se de uma série de figuras públicas que decidiram dar a cara por esta causa, chamando a atenção para o coração das mulheres, mais vulnerável do que se julga.

“Há uma ideia errada de que as mulheres sofrem do coração mas não morrem do coração e de que os homens não sofrem do coração mas morrem dele. É mentira. A doença cardíaca é a principal causa de morte das mulheres em Portugal e no mundo. Mata mais do que o cancro e é mais fácil de evitar do que o cancro da mama”, sublinhou Manuel Carrageta.

Maria Barroso, a ministra da Saúde, as deputadas Teresa Caeiro e Maria José Nogueira Pintoe a cantora Teresa Salgueiro são algumas destas “mulheres de vermelho”.

O objetivo é apelar ao Governo para que este adote medidas com vista à inscrição da Dieta Mediterrânica na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.

No arranque da campanha de candidatura foi lançada também uma petição online (http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N3248), cujo objetivo é precisamente reunir assinaturas para a FPC apresentar à Unesco.

A candidatura da dieta mediterrânica apresentada conjuntamente pela Grécia, Itália, Espanha e Marrocos, será votada na próxima Sessão do Comité Intergovernamental para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, que decorrerá de 15 a 19 de novembro de 2010, em Nairobi, Quénia.

Manuel Carrageta lembrou que em Portugal, 35 por cento da população morre de doença cardíaca.

 

Via Ionline



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Quarta-feira, 13.10.10

Sexo: Disfunção ainda é tabu

 

(São Paulo, BR Press) - A pesquisa Sexualidade e Saúde Masculina, realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia - São Paulo (SBU-SP) e conduzida pelo Ambulatório de Sexualidade, indicou que 86,95% dos voluntários estavam satisfeitos com a vida sexual. Os números também mostram preocupação em proporcionar prazer à mulher (33,93%) e falar sobre sexo com a parceira (31,09%). Porém, a disfunção erétil ainda é um grande tabu.

 

O estudo ouviu 3.026 homens em junho de 2010, com idades entre 16 e 90 anos, em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia e Salvador. Entre os aspectos abordados também aparecem a preferência por fazer sexo diversas vezes por semana (43,33%) e ter satisfação durante a relação (46,60%).

 

Maduros


De acordo com a coordenadora do levantamento, a sexóloga Carla Cecarello, discutir o tema com as parceiras acontece com mais frequência em homens mais velhos. "Essa é uma característica mais presente entre os homens casados, com mais de 30 anos e, geralmente, a conversa é iniciada pela mulher", explica.

Um assunto ainda evitado pelos homens é a disfunção erétil, apesar de estatísticas oficiais apontem para o fato de que mais da metade apresenta algum grau do problema, especialmente na maturidade.  A pesquisa mostrou que 81,36% dos participantes afirmaram nunca terem tido problemas de ereção.

"Embora ainda exista muita dificuldade do homem para admitir a disfunção erétil, é muito importante conscientizá-los de que isto pode ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a saúde", afirma Archimedes Nardozza Junior, presidente da SBU-SP. O urologista lembra que, atualmente, a comunidade médica considera o problema como um marcador de doenças cardiovasculares.

 

Via Yahoo Noticias



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Quarta-feira, 22.09.10

Uma mulher que tem orgasmos múltiplos, possui mais prazer que uma mulher que nunca experimentou essa sensação? Quem acredita nessa hipósete põe o dedo aqui....

 

A mulher e os orgasmos

 

...que o trem vai passar, e muita informação vai rolar.

 

Galera, temos que definir duas coisas!

 

Primeiro: o sexo não é feito do orgasmo tem a parte das preliminares, do desejo pelo parceiro e N's motivos para se querer chegar a esse ponto.

 

Segundo: o que o faz pensar que não ejacular "ter um orgasmo", te fará menos satisfeita do que qualquer mulher?

A ejaculação feminina é produzida pelas chamadas "glândulas de Skene", essas glândulas produzem o líquido precioso que toda mulher quer por pra fora.

Mas quer saber um fato curioso?

Quando estamos em formação dentro da barriga de nossas mães, digamos... nos descobrindo. Se por obra do destino escolhermos ser menino então desenvolvemos a próstata, mas se escolhermos ser menina desenvolvemos a Glândula de Skene. Se você pensar que o mesmo líquido viscoso que sai da próstata do homem assemelha-se com o que sairá de você, tenho certeza que vai se preocupar mais em curtir o momento do que tentar chegar ao ponto máximo da relação.

A primeira regra pra um relacionamento feliz na cama e descobrir seu corpo, saber o que mais lhe agrada e o que faz seu parceiro feliz. De nada adianta ficar tentando, e tentando fazer algo se a outra pessoa se sente incomodado, ou não, sente aquela sensação gostosa de desejo, calor, fogo ardente (eita, novela mexicana faz isso com a pessoa influência até na escrita).

Saber o que seu parceiro mais gosta o que o deixa ele maluco, fará com que o tão sonhado momento chegue é simples, a regra é curtir o momento.

A busca frénetica pela satisfação não fará de você uma pessoa satisfeita na cama, apenas neurótica e isso atrapalhará e MUITO! Tenha certeza, tudo que se torna exagerado se torna cansativo.

Deixo com vocês algumas dicas para atingir o PONTO P com maior facilidade, mas não se esqueçam, a satisfação deve ser mútua e ser geral, contar desde o primeiro minuto até o último segundo.

as partes sexuais femeninas

Dicas para atingir o orgasmo com mais facilidade

 

- Converse com o seu parceiro

- Não se prenda só ao orgasmo, aproveite as preliminares

- Toque seu próprio corpo

- Fale o que você deseja na hora do sexo

- Esqueça os problemas e aproveite o momento

 

Como reconhecer que você teve um orgasmo

 

- Podem acontecer contrações involuntárias da plataforma orgástica (parte externa da vagina)


- O clitóris fica ereto e sensível ao toque

 

- Os lábios vaginais ficam inchados e podem ficar mais escuros

 

- A respiração, a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos aumentam

 

- Perde-se o controle muscular voluntário, podendo ocorrer diversas contrações de músculos, do rosto, braços e pernas

 

- Segundos depois do orgasmo, pode aparecer uma sensação de relaxamento e tranquilidade

 

Via Café com Mulheres



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Terça-feira, 21.09.10

Não sei o que é o orgasmo

 

Foi bom para você? Cerca de 30% das brasileiras, se forem sinceras, irão responder: "não". Elas sofrem de uma disfunção marcada pela ausência do orgasmo. O Eva foi em busca de informações sobre o problema, responsável pelo fim de relacionamentos e também pela queda da autoestima de muitas mulheres.

 

Um prazer fingido que acelera os batimentos cardíacos, deixa a respiração ofegante, corta o fôlego e tira a razão por alguns segundos. As sensações corporais são tão intensas que provocam gritos, gemidos e outras reações que não podem ser aqui descritas. É o clímax de uma breve história sexual que termina, geralmente, com final conhecido: o sono.

 

O orgasmo é uma ambição que faz parte do imaginário do sexo. Há quem duvide de sua existência e acredite ser uma lenda. Porém, a ciência comprova: o orgasmo feminino existe! Contudo, nem todas as mulheres com vida sexual ativa são afortunadas com essa resposta.

 

Tanto que o Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo (Prosex) concluiu, em 2003, depois de pesquisa realizada com mulheres de todo o Brasil, que aproximadamente 30% delas nunca tiveram uma experiência orgástica.

 

Isso não significa que os 70% restantes dessa população feminina esteja completamente satisfeita. Ao contrário, nesse universo, encontram-se mulheres que já tiveram orgasmos, e deixaram de ter, e outras que só sentem prazer por meio do sexo oral ou pela masturbação.

 

A pedagoga Luana (nome fictício), de 34 anos, encaixa-se no perfil da maioria de mulheres que busca esse prazer máximo, mas, dificilmente consegue alcançá-lo. A frase que dá título a esta matéria foi pronunciada por ela, durante uma conversa entre amigas.

 

"A primeira vez que conversei sobre orgasmo tinha 30 anos e achei muito estranho porque não sentia metade do que ouvia minhas amigas contarem", revela. As reações físicas, o torpor momentâneo não fazem parte de seu repertório de vivências sexuais.

 

Essa realidade é a mesma enfrentada por um grande número de mulheres, o que faz da anorgasmia (ausência do orgasmo), ao lado da diminuição da libido, o principal problema que leva mulheres de diferentes idades aos consultórios de psicólogos e sexólogos.

 

Segundo Luana, ela só teve prazer intensamente - o que acredita ser o orgasmo - uma vez, aos 23 anos. E como a experiência não se repetiu, tornou-se uma vaga lembrança em sua trajetória sexual.

 

"Sinto prazer mais com o toque do que com o ato, acho que a falta de sensibilidade do parceiro é a causa. Quando o sexo foi bom para mim, acabo me sentindo mais bonita, porém não é sempre", explica.

 

Homens

 

Entre todos os relacionamentos que teve, a pedagoga apenas encontrou dois homens dispostos a ajudá-la. "Por serem mais velhos, demonstraram interesse. Um tinha 49 anos, e o outro, 57. Os demais se sentiram diminuídos". A sexóloga cearense Margareth Fichera explica que muitos homens passam anos tendo relações sexuais com uma mulher sem saber que ela não sente orgasmo.

 

Quando descobrem, avalia a sexóloga, sentem-se culpados, frustrados e responsáveis, mas há aqueles que não se incomodam (veja depoimento no box à direita de uma cearense de 46 anos). Para esses, o problema pertence unicamente à mulher, pois, em relações anteriores, nunca vivenciaram situações dessa natureza.

 

Tal comportamento acaba por confundir a parceira que, muitas vezes, não sabe os motivos que desencadeiam o problema e a falta de apoio do companheiro a deixa fragilizada e mais culpada, daí porque muitas fingem sentir orgasmos.

 

Luana garante que não finge. "Meu olhar, a expressão do meu rosto passam se eu gostei ou não. Concentrada na procura pelo homem certo, ela não foi atrás de aconselhamento profissional. "Até já comentei com a ginecologista, e ela me indicou uma sexóloga, contudo não fui. Minhas amigas dizem que tenho que me tocar para descobrir os pontos que me dão prazer", conta.

 

Até sentir o orgasmo dos seus sonhos, a pedagoga vai tentando. As expectativas são boas. "A pessoa com quem estou no momento me faz sentir nas nuvens só com toques e beijo na nuca. Fico paralisada, em êxtase", ela revela.

 

Anorgasmia

 

ESTÁGIO PRIMÁRIO: Quando a mulher nunca experimentou orgasmo, seja com o ato sexual ou a masturbação. Causas: crenças religiosas, pode ter crescido num ambiente repressor em relação ao sexo; não conhece sua sensibilidade porque nunca se masturbou; tem imagem ruim do homem por conta de relação negativa com o pai, o que a faz não confiar nos homens, ou pode ter tido mãe autoritária

 

FASE SecundáriA: Quando a mulher já experimentou o orgasmo com normalidade e, por certos motivos, deixou de tê-los de modo sistemático. Causas: Desemprego, situação financeira ruim, conflitos conjugais e familiares

 

Situacional: Quando a mulher sente orgasmos apenas em determinadas situações, como a masturbação e sexo oral, ou com um determinado parceiro ou parceira. Causas: Pode ser uma pessoa tensa, desconfiada, que não confia no homem ou em outra mulher, não se entrega, não tem um passado positivo em relação aos homens (imagem negativa do pai) ou mulheres (mãe controladora)

 

As causas fisiológicas da disfunção orgástica são mais raras, contudo, existem. Lesões cirúrgicas da medula ou do sistema nervoso periférico podem inibir o orgasmo feminino, assim como o uso excessivo de álcool e drogas

 

Fonte: Sexóloga Carla Cecarello e Prosex

 

DEPOIMENTO

"Meu marido não me entendeu"

 

" Sou casada há 22 anos. Minha primeira relação sexual somente aconteceu após o casamento, mas tive algumas intimidades durante o namoro. Numa dessas intimidades, cheguei, pela primeira vez, ao orgasmo. Foi maravilhoso! A partir desse momento, imaginei, então, que após o casamento, minha vida sexual seria perfeita. Não havia razão para pensar o contrário. E, assim, idealizei que viveria "feliz para sempre" com o homem que amava.

 

No entanto, as coisas não aconteceram dessa maneira. O sexo sempre era rápido. Quase que por obrigação. As preliminares não demoravam tanto quanto as carícias da época em que namorávamos e, mesmo gostando de estar com ele, não conseguia mais chegar ao orgasmo. Embora me esforçasse muito para isso acontecer.

 

Aguentei por algum tempo a situação. Até que um dia resolvi falar para o meu marido sobre a minha dificuldade sexual, mas ele não me entendeu. Pelo contrário, desconversou.

 

Esse seu comportamento me desanimou e não falei mais no assunto. Minha atitude teve efeito contrário do que imaginava. Nosso relacionamento deixou, definitivamente, de ser caloroso. As carícias diminuiram muito e o sexo tornou-se ainda mais frio.

 

Há dois anos, conheci um homem bem mais velho, porém muito gentil e carinhoso. Saímos de vez em quando e nos falamos por telefone quase todo dia. Apesar disso, continuo casada. Com o outro, no entanto, voltei a sentir o entusiasmo do tempo do namoro.

 

Com esse novo relacionamento, sinto-me novamente jovem. O desejo sexual hoje faz parte da minha vida. Tenho sonhos eróticos. Mas, mesmo assim, ainda não cheguei ao orgasmo. Porém, tenho uma certeza dentro de mim: acredito que isso não venha a acontecer com meu marido, mas com o outro, sim!

 

Clara (nome fictício), 46 anos

 

NAIANA RODRIGUES

 

Via Alagoas 24



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Segunda-feira, 20.09.10

Efeito placebo melhora disposição sexual

 

Mulheres com impulsos sexuais baixos relataram uma melhora na satisfação sexual depois de tomarem um placebo.

A conclusão é de um estudo realizado na Universidade do Texas e na Faculdade de Medicina Baylor, ambos nos Estados Unidos, por Cindy Meston e Andrea Bradford.

As pesquisadoras descobriram que a abertura de uma linha de comunicação sobre o sexo pode ter um efeito positivo em muitas mulheres com libido baixa.

O estudo acompanhou 200 mulheres durante um período de 12 semanas. Cinquenta dessas mulheres, com idades entre 35 e 55 anos, foram escolhidas aleatoriamente para receber um placebo, em vez de um tratamento medicamentoso para a baixa excitação sexual. Nenhuma das participantes sabia qual tratamento estava recebendo.

Problemas sexuais

Para medir o efeito do tratamento, as mulheres deram notas a sintomas de disfunção sexual, como o baixo desejo sexual, excitação sexual baixa e dificuldades de atingir o orgasmo.

Os resultados, publicados online no Journal of Sexual Medicine, mostram que, em média, um em cada três mulheres que tomaram placebo demonstraram uma melhora global.

Os maiores benefícios ocorreram durante as primeiras quatro semanas. As mudanças nos sintomas foram medidas pela frequência dos encontros sexuais satisfatórios que as mulheres relataram durante o tratamento.

Todas as mulheres que tomaram o placebo conversaram com um profissional de saúde sobre suas dificuldades e monitoraram seu comportamento sexual e seus sentimentos regularmente.

Placebo sexual

Muitas das mulheres relataram ter recebido mais estimulação durante a atividade sexual enquanto participavam do experimento, mesmo que seus parceiros não tivessem recebido quaisquer instruções especiais.

"Os resultados de nosso estudo mostram como as expectativas de uma mulher para melhorar sexualmente podem ter um efeito positivo considerável sobre seu bem-estar sexual, sem qualquer tratamento medicamentoso real," diz Meston.

"A expectativa de melhorar e tentar encontrar uma solução para um problema sexual através da participação em um estudo parece fazer os casais se sentirem mais próximos, comunicarem-se mais e até mesmo agirem de forma diferente em relação uns aos outros durante os encontros sexuais," conclui a pesquisadora.

Via Diário da Saúde



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Domingo, 19.09.10

A dificuldade de alcançar o orgasmo não é uma triste realidade apenas das mulheres. Pode ocorrer com homens de qualquer idade. A ansiedade e o nervosismo são os principais motivos para o desencadeamento da disfunção

 

Considerada uma realidade ligada apenas ao universo feminino, problemas para atingir o prazer estão, entretanto, presentes no mundo de uma boa parcela dos homens. A anorgasmia consiste na incapacidade humana de obter resposta orgásmica à estimulação sexual. Diferentemente das disfunção eréteis e de ejaculação, o problema impede que o homem chegue ao auge do prazer sexual mesmo com ereção e excitação regulares. Ele pode se apresentar em eventos isolados durante a vida ou até de forma permanente. Estima-se que um em cada três homens vão ter problemas com a falta de orgasmos pelo menos uma vez durante a vida - com disfunção prolongada, 8%. O índice entre as mulheres é três vezes maior: cerca de 24% sofrem com o problema.

Segundo o urologista Rogério Vitiver, os principais vilões na hora do sexo são a ansiedade e o estresse pelo qual o homem passa antes e durante a relação. "A falta de orgasmo acomete homens de qualquer idade e sem doenças relacionadas preexistentes. Na maioriados casos, o que vai influenciar de forma negativa no sexo é o fator psicológico", explica o médico. O orgasmo é desencadeado após uma série de estímulos prévios e pela excitação durante a relação sexual (veja infografia). Quando o homem fica muito ansioso ou apresenta um nível alto de estresse por tempo prolongado, o orgasmo pode ficar comprometido. Isso ocorre porque uma série de substâncias vasoconstritoras, como a fosfodiesterase 5, são liberadas na corrente sanguínea no momento de estresse, dizendo ao sistema reprodutor que interrompa a ereção.

"Esse é um processo natural do organismo para proteção do pênis, que não deve ficar muito tempo ereto. Mas quando a preocupação com o desempenho sexual é maior do que a excitação, por exemplo, essas substâncias vão ser suficientes para impedir que o orgasmo chegue", explica Rogério Vitiver. O homem consegue ter ereção e excitação normais. No entanto, o clímax da relação não é alcançado. "Aos poucos, porém, ele começa a perder a ereção, ao ponto de confirmar que oorgasmo não vai mesmo acontecer".

Sem culpa - O tratamento mais indicado para a anorgasmia é o acompanhamento psicoterápico. "Por se tratar de um transtorno essencialmente psicológico, é indicado que o paciente com anorgasmia diagnosticada procure um terapeuta especialista em sexualidade", indica Rogério Vitiver. Ele explica que, para a maioria dos casos, mesmo os prolongados, após 20 sessões terápicas a chance de reversão do quadro é de 80%.

A sexóloga Cláudia Lemos explica que o maior desafio para o homem que tem uma disfunção relacionada ao sexo é assumir o problema sem culpa. "Os homens, em sua maioria, querem justificar o problema de forma racional e prática. Eles se perguntam qual o defeito deles, por que não conseguem manter a excitação pela mulher - mesmo que seja linda e perfeita. Eles também se cobram a responsabilidade sobre a relação sexual. Afinal, quando a mulher não goza, é normal. Mas eles acreditam que se o homem não gozar, a relação não acontece de forma plena", explica Cláudia. 

O excessode cobrança tende a aumentar a ansiedade na hora da relação sexual. Cláudia Lemos explica que o homem que tem mais de um episódio de falta de orgasmo vai entrar em novas experiências menos relaxado. "Isso reforça a possibilidade de não dar certo. Manter a excitação e sentir prazer com preocupações na cabeça é impossível para qualquer ser humano".

O segredo é relaxar. O tratamento psicoterápico tem como objetivo encontrar o motivo do estresse e ajudar o homem a reagir. Excesso de trabalho e de responsabilidades influenciam de forma negativa na vida sexual. "O importante é criar formas de liberar essa sobrecarga em atividades relaxantes. Estar bem é o melhor remédio para a falta de orgasmo, tanto para o homem quanto para a mulher", explica a sexóloga. O apoio da parceira também é fundamental para a recuperação do paciente. "O casal sofre com as disfunções sexuais junto e deve ser tratado da mesma forma. É fundamental que a companheira participe do tratamento e apoie o namorado ou marido que está passando pelo estresse. Cobrança não ajuda nesse momento".

Para evitar lesões

A fosfodiesterase 5 funciona como um regulador da ereção. Ela é liberada para evitar que o pênis sofra lesões por passar muito tempo ereto. Ela induz o pênis a voltar ao estado de flacidez. "É uma espécie de enzima broxante", explica Rogério Vitiver.

Dicas de especialista

- Diálogo: converse com sua parceira sobre qualquer dificuldade na relação sexual - seja ela permanente ou provisória, é importante que a sua companheira conheça suas limitações e necessidades. Isso vai ajudar a diminuir o estresse da cobrança e da obrigação com o desempenho sexual.

- Pratique exercícios físicos regulares e atividades que tragam prazer, como hobbies e esportes. Isso vai trazer mais tranquilidade e será uma forma de liberar o estresse.

- Evite aumentar a carga de trabalho além do necessário.

 

Via Diário de Pernambuco



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Quarta-feira, 15.09.10

Orgasmo sem complicações

 

O orgasmo não tem como único benefício o clímax sexual e o prazer.

De acordo com o urologista e terapeuta sexual, Luiz Mauro Coelho Nascimento, o orgasmo contribui também para melhorar a qualidade do sono, a circulação sanguínea e a pele, além de reduzir cólicas femininas e o estresse.

Segundo ele, os instantes de um intenso prazer são seguidos de uma sensação gostosa de alívio e relaxamento. Mas quando a pessoa termina o sexo sem atingir o orgasmo, sente uma sensação de insatisfação, irritabilidade e estresse.

É isso que vem acontecendo com pelo menos a metade das mulheres. Conforme estudos do Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo (USP), 50% das brasileiras têm dificuldades para chegar ao orgasmo e os homens é que poderiam ser mais empenhados.

Em entrevista com cerca de três mil homens, em cinco capitais brasileiras, apenas 33,9% afirmaram que o prazer da mulher é a prioridade deles no sexo. “Mulheres com esta dificuldade deveriam procurar um especialista em sexualidade para que este possa investigar dois aspectos: o biológico e o emocional. O tratamento quando realizado em conjunto com o parceiro tende a ter resultados muito melhores”, disse Luiz Mauro.

Os médicos nunca encontraram diferenças físicas entre as mulheres que têm muitos orgasmos e as que não conseguem chegar lá. O que varia entre elas, portanto, é o fator emocional. Uma mulher preocupada tem mais dificuldade para atingir o clímax. Elas precisam de mais concentração do que os homens.

Portanto, se elas tiverem que se preocupar com os filhos ou os pais escutando tudo no quarto ao lado e também na quantidade de trabalho que ela tem para fazer, isso acaba só prejudicando durante a relação. Para Cláudia Guerra, mestre em História e palestrante sobre a sexualidade humana, além da tripla jornada de trabalho feminina, o que impacta também na sexualidade é a ditadura da beleza. “Vivemos na cultura do hiper: hiper bunda, hiper tesão, hiper peito, um culto excessivo à imagem”, disse Cláudia Guerra.

Além da insegurança, para o terapeuta sexual Luiz Mauro, a mulher que vai para a cama com a obrigação de chegar lá, corre o risco ainda maior de se frustrar. “Orgasmo é descoberta e aprendizado. Por isso é preciso perceber onde tem mais prazer, onde a excitação é mais intensa e aprender a estimular estes pontos”, disse o médico.

Dicas

. Seja uma eterna aprendiz do seu corpo, ele a conduzirá ao prazer.
. Procure ambientes tranqüilos, imagine cenas, fantasias, use de criatividade...
. Um vídeo erótico pode ser uma boa opção, principalmente aqueles que têm um clima de sedução.
. Concentre-se em seus sentimentos e percepções, não se preocupe com o orgasmo, ele virá.
. Posteriormente você deverá incluir seu parceiro nestes jogos sexuais, sempre trocando impressões, preferências, carícias, fantasias; transformando o encontro sexual em momentos de alegria, prazer e integração humana.

 

 

Via Jornal Web



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Segunda-feira, 13.09.10

Telepatia, o cérebro pode enviar mensagens

 

Uma equipa de cientistas conseguiu traduzir sinais cerebrais em palavras. O método, testado com sucesso na Universidade de Utah, consiste na ligação de uma grelha de microeléctrodos à superfície cerebral de um voluntário, utilizando um software especial para traduzir os sinais emitidos pelo cérebro em palavras. 

Foi pedido ao paciente, epiléptico crónico e que já tinha aplicado eléctrodos comuns para tratamento, que lesse repetidamente dez palavras consideradas úteis para uma pessoa paralisada: sim, não, quente, frio, fome, sede, olá, adeus, mais e menos. Cada sessão durou uma hora, durante quatro dias, com cada um dos termos repetidos entre 31 e 96 vezes. Com o software, os cientistas tentaram descobrir qual dos sinais cerebrais representava cada palavra. Ao examinar os dez padrões em seguimento, a precisão era de 28% a 48%, mas comparando padrões distintos, como "sim" e "não", a precisão subia para 76% a 90%. 

Embora a tecnologia consiga provar o conceito do projecto, é ainda insuficiente para traduzir com precisão os pensamentos. Ainda assim, o bioengenheiro que lidera a equipa, Bradley Greger, acredita que "em dois ou três anos seja de uso comum entre doentes paralisados". Até agora o sistema foi testado apenas num voluntário, mas os cientistas acreditam que será importantíssimo na melhoria das condições de vida de pacientes com esclerose lateral amiotrófica avançada, paralisia cerebral adquirida ou síndrome do encarceramento - onde todos os movimentos do corpo se perdem, excepto os dos olhos, mas todas as faculdades mentais se mantêm. Sara Pereira

 

Via ionline



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Quarta-feira, 08.09.10

Os jovens ignoram o sexo seguro

 

Portugal tem das taxas mais altas de infecção pelo VIH/Sida, uma taxa que é promovida pela ignorância patente no entendimento da infecção, e veículos de transmissão.

Recentemente na Bélgica, a Universidade de Ghent, apresentou as conclusões de um estudo levado acabo durante nove anos, observando quinhentos indivíduos.

 

Os pacientes que fizeram parte do estudo são do sexo masculino, homossexuais, e na sua grande maioria brancos, mas mais relevante ainda eram todos jovens.

Os pacientes tendem também a ser portadores de outras infecções sexualmente transmissíveis como a sífilis sugerindo assim, um comportamento de risco sem o uso do preservativo.

Nota de destaque sobre este estudo, o Reino Unido aponta-o como verdadeiro.

Nick Partridge, diretor-executivo do Terrence Higgins Trust (ONG do Reino Unido), aponta a sociedade gay como a mais propensa ao risco de infecção pelo VIH/Sida.

Por isso Partridge, pede maiores campanhas dirigidas aos jovens, e em específico aos jovens gays, dado que segundo ele, mais de um quarto das pessoas infectadas não estão diagnosticadas.

 

Via Portugal Gay



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Sexta-feira, 03.09.10

Orgasmo sem mistérios

 

Se antes as mulheres mal sabiam o que era orgasmo mesmo depois de anos de casamento, hoje em dia ele se tornou uma obsessão para muitas delas.

Sem tabus, elas exploram mais o corpo e vão atrás de manuais, guias, livros, cursos e até cirurgia íntima em busca de atingir o máximo de prazer na hora H. "O orgasmo é algo muito particular, que promove sensações diferentes em cada mulher e difíceis de descrever, por isso a curiosidade em se falar sobre o assunto", aponta a sexóloga Carla Cecarello.

Não existe uma fórmula mágica. "Orgasmo é individual e a receita está na pessoa, na sua entrega, na cumplicidade, tendo como resultado uma excitação crescente até o máximo do prazer sexual". Se antes eram os homens os mais preocupados com o desempenho na cama, agora elas é que vão em busca de respostas e "treinamentos", para agradar ao parceiro, e conseqüentemente, também serem beneficiadas. Mas isso não significa que muitas delas consigam de fato ter mais prazer. Um estudo publicado recentemente no jornal da Associação Britânica de Cirurgiões Urológicos pela Clínica Urológica de Nova Jersey (Estados Unidos) afirmou que não atingir o orgasmo é a principal queixa delas, mulheres entre 18 e 30 anos. Mais ansiosas na busca pelo orgasmo, o sexo deixa de ser natural e passa a ser mais uma performance.

O orgasmo deve ser sempre muito intenso?
As sensações do orgasmo são variáveis de pessoa para pessoa. O orgasmo é o resultado de uma excitação crescente, tendo como resultado o clímax, onde está inserido entrega, sentimento e sensações, estas sofrem influência de fatores intrínsecos (emoções, sentimentos, orgasmos anteriores registrados na memória) e extrínsecos (ambiente, tempo e parceria sexual).

Todo ser humano é preparado biologicamente para o orgasmo?
O nosso corpo está apto para o sexo e consequentemente para o orgasmo. Na dificuldade ou ausência do orgasmo, é necessário a busca de tratamento por um especialista - terapeuta sexual - para investigar as possíveis causas, físicas ou psicológicas.

O orgasmo clitoriano é verdadeiro?
O orgasmo não depende da penetração para acontecer. Ele é um só e não separado em vaginal, clitoriano e peniano, mas uma sensação do corpo inteiro. O que muda são os pontos estimulados para a excitação. Não há comprovação científica que ateste a existência do Ponto G masculino ou feminino, mas sim regiões que ao serem estimuladas favorecem o orgasmo. Para as mulheres, o canal vaginal possui uma plataforma orgástica, região mais sensível ao toque logo nos primeiros centímetros, que participa efetivamente na elevação da excitação.

Se as preliminares são longas, os orgasmos serão intensos?
Elas ajudam a chegar lá, mas não vão indicar a intensidade do orgasmo e sim da excitação, da entrega total ao momento erótico e de suas emoções.

Mulheres demoraram mais para chegar lá?
De forma geral sim, porque na sua resposta sexual, elas têm mudanças anatômicas na sua genitália para que possa ser penetrada sem dor. Muitas vezes, em um encontro casual, a mulher pode ter um orgasmo dentro de poucos minutos, pelo fator fantasia do momento.

Orgasmo e ejaculação são a mesma coisa?
O orgasmo e a ejaculação são respostas fisiológicas diferentes no homem. O orgasmo é uma resposta sensorial, enquanto que a ejaculação é a eliminação do esperma. No homem, geralmente eles acontecem simultaneamente. Ainda não foi comprovado nada sobre a ejaculação feminina. Em alguns casos há mulheres que se lubrificam mais do que as outras, pela atuação de glândulas no canal vaginal. Mas estas glândulas não são como a próstata e o canal seminal masculino que podem armazenar um liquido para depois jorrá-lo em determinado momento. Na mulher, estas glândulas assim que produzem o liquido para lubrificação, o solta, e isso é feito durante toda a relação.

 

 

Via 180 Graus



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Quarta-feira, 01.09.10

A dança dos pénis rasgados

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Comparadas com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Venha daí conhecer a dança que anda a 'fraturar' pénis na Jamaica.

Se é homem e gosta de danças que incluam o dito "roça roça", este post é dedicado a si. Já ouviu falar do "daggering"? Aquela dança que anda a deixar os pénis dos jamaicanos literalmente rasgados? Isso mesmo, rasgados. Se não quer que lhe aconteça o mesmo venha daí descobrir o que isto é antes de ser apanhado desprevenido numa qualquer noite de loucura, algures num bar duvidoso.

 

Fui alertada para a questão do "daggering" por um homem que, ao ler a descrição das mazelas, me confessou estar a começar a ficar mal-disposto. Pus-me a ler na Web e encontrei uma notícia do jornal "Daily Caribean" que relatava o seguinte cenário: desde o ano passado, aos hospitais jamaicanos chegam todos os meses pelo menos 4 a 5 homens com pénis 'fraturados', na sequência da dança que é já apelidada de "sexo seco". O aumento gradual de casos levou mesmo o Governo da Jamaica a proibir que este género de música seja passado na televisão e na rádio.

 

A moda do "sexo seco"

Lembra-se da "tarraxinha e do "creu"? Pois bem, comparado com o "daggering" são verdadeiras brincadeiras de meninos. Em bares e festas privadas a moda pegou, com homens e mulheres a simularem movimentos sexuais enquanto dançam. Na grande maioria das vezes, a dança é violenta e as mulheres adotam uma posição submissa (humilhantemente submissa, diria eu). A própria expressão "daggering" revela muito: "dagger" significa punhal e, diria eu novamente, é mesmo à punhalada que o pénis intervém nesta dança.

Além dos choques e quedas aparatosas, uma das lesões cada vez mais comuns é o tecido do pénis ereto romper-se com o embate violento no osso pélvico da parceira. Até a mim - que não tenho o dito cujo - me dói só de pensar no rasgão.

 

Dançar, mas com glamour

Gosto de dançar e quem lê este blogue com regularidade já o sabe. Sou adepta do glamour do tango e, de vez em quando, cai-me a anca para a sensualidade do chorinho. Contudo, confesso que aqueles bares cada vez mais em voga onde dá a sensação que se pode sair de lá grávida, sem saber quem é o pai, não fazem o meu género. Isto do "daggering", muito menos. Ao ver as imagens só me ocorre uma pergunta: e que tal arranjarem uma quartinho, hein?

Nunca me considerei uma conservadora, mas parafraseando a eterna frase da minha avó Laura: "Isto é um verdadeiro p....o, senhor Alfredo!". Espero que a moda não pegue em Portugal.

 

 

 


 

Via A Vida de saltos Altos



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Terça-feira, 31.08.10

Sexo sem dor

 

As mulheres ainda são as mais atingidas pela falta de prazer sexual. O resultado? Além da ausência de vontade, dores na hora da relação são cada vez mais comuns e viram um pesadelo feminino. As causas para o problema vão desde as físicas – infecções até espamos musculares – às psíquicas, em decorrência de algum trauma, como violência sexual.

“No momento do ato sexual a mulher não deve sentir nenhum tipo de dor ou desconforto, se isso acontece é provável que ela não esteja bem relaxada nem muito excitada”, afirmou Débora Padua, fisioterapeuta uroginecológica da Clínica José Bento de Souza, em São Paulo. Para a mulher que vive o dilema de não ter prazer, não é preciso sofrer calada, pois há uma saída.

O primeiro passo é procurar um ginecologista, para saber se existe algo errado. O próximo caminho é realizar uma consulta com um fisioterapeuta especializado em ginecologia. Se não houver alteração física, uma avaliação psicológica deve ser feita.

O trabalho do fisioterapeuta é analisar a estrutura do canal vaginal e músculos, verificando se o funcionamento está correto. Caso exista alguma alteração, o profissional indicará qual o melhor tratamento a ser realizado e o número de sessões que devem ser feitas.

O problema mais corriqueiro é o afrouxamento do canal, causado por gestação, partos, idade, fator hereditário etc. Mas se o caso for de dor durante a relação, o mais comum é o enrijecimento da musculatura.

Problemas
Depressão e estresse também estão entre os fatores desencadeantes de dores na hora H. A fisioterapeuta explica que, quando a pessoa está estressada ou depressiva, isso é descarregado em alguma parte do corpo.

E, com freqüência, algumas mulheres usam a região pélvica como válvula de escape. “É preciso estar relaxada o quanto possível antes e durante a relação sexual. Outra dica importante é ainda tocar o corpo e conhecê-lo cada vez mais para saber quais são seus limites, prazeres e vontades.”

Com a fisioterapia ainda é possível tratar alterações na vagina e no ânus, como incontinência urinária ou fecal, preparo para o parto e pós-parto. Os principais aparelhos usados durante o tratamento são biofeedback, que dá maior percepção aos músculos pélvicos; eletroestimulador, usado com um eletrodo vaginal (ou anal se for o caso) para estímulo da musculatura; e os cones vaginais, pesinhos usados para o fortalecimento da musculatura pélvica. As sessões duram em média de 40 a 50 minutos.

Para as mulheres que têm receio de passar pelo procedimento, vai um recado: “O tratamento é indolor e dá ótimo resultado”, afirmou a fisioterapeuta.

 

Via

 



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Pais erram nas doses de medicamentos

 

A maioria dos pais erra na dose de medicamentos que dá aos filhos. E muitos põem as crianças em risco ao abusarem de remédios de venda livre para a tosse, febre e constipação. A conclusão é de um estudo de uma equipa de investigadores da Universidade de Sydney, na Austrália, e foi apresentado no Congresso Mundial de Farmácia, que decorre esta semana em Lisboa.

Os investigadores estudaram quase 100 adultos - 53 mães, sete pais e 37 amas e outros responsáveis pelo acompanhamento de crianças entre os quatro e os cinco anos, durante o dia. E concluíram que os erros nas doses de medicamentos, em particular os xaropes, são responsáveis por um elevado número de intoxicações que ocorrem todos os anos.

A maioria usa colheres para medir a quantidade certa de tratamento, mas acaba por fazer mal as contas e administra uma dose errada. Sessenta e um por cento erram as medidas, 44% porque não dá o remédio suficiente, 17% porque exageram e levam as crianças a tomar medicamentos a mais.

A equipa australiana, liderada pela médica Rebekah Moles, testou ainda os conhecimentos dos pais na identificação das situações em que deve ser dada medicação. Criaram cenários hipotéticos - um exemplo era as crianças sentirem-se quentes, irritadiças, mas continuaram a brincar, a beber e a comer - e perguntaram aos responsáveis pelas crianças como agiriam se a situação fosse real. Durante a simulação, forneciam medicamentos de venda livre, várias colheres e outros instrumentos de medição. Os voluntários decidiam em que situações administrar medicamentos e eram depois convidados a medir a dose certa.

Para surpresa dos investigadores, 7% dos voluntários decidiram dar medicamentos às crianças sem medir a febre e outros 46% optaram por recorrer a tratamentos mesmo quando a temperatura estava abaixo dos 38oC. Contas feitas, apenas 14 dos adultos tomaram a decisão certa em cada cenário.

"Ficámos surpreendidos e preocupados ao concluir que há pessoas que pensam que os medicamentos são seguros só porque podem comprá-los sem receita médica", afirmou a coordenadora do estudo. Rebekah Moles deu ainda o exemplo de um pai que respondeu "que como o Panadol está disponível em todo o lado, dar o dobro da dose não poderia fazer qualquer mal à criança".

O estudo terá continuação, com os investigadores a visitarem farmácias e lojas de medicamentos sem receita, para perceberem se são dados os conselhos certos.

Remédios lideram no país Os números portugueses dos últimos anos apontam para uma média de 30 crianças intoxicadas por dia. Os medicamentos estão no topo da lista das intoxicações em crianças, à frente de detergentes, lixívias e produtos tóxicos. Mas os dados divulgados pelo Centro de Informações Antiveneno (CIAV) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) não permitem perceber a forma como os bebés chegam aos remédios. Certo é que os medicamentos são responsáveis por mais de seis mil ocorrências num universo de cerca de 10 mil. É mais de metade dos casos que motivam chamadas para este serviço, o que levou o INEM a lançar há uns anos uma campanha nacional de prevenção para o fenómeno

 

Via Ionline



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Sexta-feira, 27.08.10

Este programa para retardar a ejaculação utiliza técnicas testadas para o ajudar a adquirir maior controlo ejaculatório e aumentar a sua capacidade de resistência sexual, este programa para retardar a ejaculação é seguro e eficaz.

Seja paciente e deverá começar a ver resultados dentro de várias semanas com este programa pararetardar a ejaculação.

1. Masturbe-se com a mão seca até aguentar 15 minutos sem ejacular.

2. Masturbe-se com a mão lubrificada até aguentar 15 minutos sem ejacular. Poderá verificar que estes dois primeiros passos já o ajudam a aguentar mais tempo a erecção quando faz amor. Caso contrário, pode prosseguir, fazendo os seguintes exercidos com a sua parceira.

3. Deixe-a masturbá-lo, com a mão seca, até aguentar 15 minutos sem ejacular.

4. Deixe-a masturbá-lo, com a mão lubrificada, até aguentar 15 minutos sem ejacular.

5. Deite-se de costas, com a sua parceira sentada sobre si e o seu pénis dentro da vagina dela. Devem ambos reduzir os movimentos ao mínimo. Continue a praticar até conseguir aguentar 15 minutos sem ejacular.

6. Repita o exercício anterior, mas com a sua parceira a mexer-se suavemente. Treine até conseguir aguentar 15 minutos.

7. Repita o exercício 5, mexendo-se suavemente. Treine até conseguir aguentar 15 minutos.

8. Repita o exercício 5, com ambos a mexerem-se à vontade, até conseguir aguentar 15 minutos.

Para ter sucesso com este programa para retardar a ejaculação precisa apenas seguir os passos, não desistir, e ser paciente e persistente.

 

Via Tudo sobre sexo



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